domingo, 18 de junho de 2017

JOSÉ, O PAI TERRENO DE JESUS – UM HOMEM DE CARÁTER


Escola Bíblica Dominical – 18 de junho de 2017 | Lição 12
Texto Áureo: Mt 1.24

Verdade prática: José, pai de Jesus, nos deixou um exemplo marcante de um caráter humilde, submisso e amoroso.

Leitura bíblica em classe: Mt 1. 18-25

REFLEXÃO E OBJETIVO DA LIÇÃO: 1) Mostrar alguns aspectos do perfil de José, pai de Jesus; 2) Apontar o caráter exemplar de José; 3) Explicar a nobre missão de José.

INTRODUÇÃO:

a. A Bíblia não traz muitas informações sobre José.

b. O que sabemos, no entanto, é que ele pertencia a família de Davi (Lc 2.4), a linhagem do messias (2 Sm 7. 12,16).

c. A Bíblia declara que José era um home justo e piedoso (Mt 1.19).

d. Além de sua árvore genealógica, os únicos outros aspectos conhecidos na vida de José são o seu casamento com Maria, sua residência e profissão.

e. Não há palavra alguma pronunciada por José registrada na Bíblia; entretanto, sua postura e testemunho tornaram evidentes o que de fato Deus requer de seus servos: caráter, moderação, compaixão e misericórdia.

I. JOSÉ, O PAI DE JESUS

1. Quem era José?

a. José era esposo de Maria.

b. Seu nome só é mencionado nas narrativas sobre o nascimento de Jesus, em Mateus 1 e 2 e Lucas 1 e 2, bem como na árvore genealógica, em Lucas 3.23.

c. José não era rico; morava na Galiléia (periferia comparada a Judéia); e era carpinteiro (profissão não renomada).

d. O fato de José e Maria terem oferecido para o sacrifico duas rolinhas na apresentação de Jesus (Lc 2. 22-24) comprova que ele era pobre (Lv 12.8).

2. Pai adotivo de Jesus,

a. José não era o pai biológico de Jesus, mas adotivo, visto que Jesus foi gerado pela ação do Espírito Santo no ventre de Maria (Lc 1.35).

b. Ele agia como um pai legítimo de Jesus, levando-O a Jerusalém para a purificação (Lc 2. 22) e fugindo com Ele para o Egito, a fim de escapar de Herodes.

c. Como todo pai piedoso do seu tempo, José levava o menino Jesus a Jerusalém em cada ano, por ocasião da páscoa (Lc 2.41).
d. A genealogia de Jesus que Mateus escreve, estilizada, garante o direito legal de Jesus ser Rei conforme dito na Escritura.

e. Lucas registra a genealogia de Jesus, a partir da descendência de Davi:
“A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.” – Lucas 1:27

3. José, um sonhador obediente.

a. Uma notável seqüência de sonhos marcou o papel inicial de José como pai adotivo do Filho de Deus.

b. Sabendo da gravidez de Maria, José decidiu abandoná-la. Inicialmente foi instruído a não divorciar-se de Maria, “porque o que nela fora gerado era do Espírito Santo” (v. 20).

c. Após o nascimento de Jesus, José teve um segundo sonho, no qual foi orientado a pegar Jesus e Maria e ir com ele para o Egito, para protegê-lo de Herodes, o Grande, que planejava matar o messias (Mt 2.13).

d. O terceiro sonho de José, quando estava no Egito, o enviou de volta a Israel, junto com sua família, depois da morte de Herodes.

e. Em seguida, foi instruído num último sonho a se estabelecer em Nazaré e não na Judéia (v.21), o que ele fez (v. 23).

f. Em todos os casos, de acordo com a vontade do Senhor, José agia em total obediência.

SÍNTESE DO TÓPICO I                                                         

José foi escolhido por Deus para ser o pai adotivo de Jesus.

II. O CARÁTER EXEMPLAR DE JOSÉ

1. Um homem obediente.

a. Ao saber da gravidez de Maria, decidiu divorciar-se dela em segredo. Mas 
após o sonho no qual o Senhor dizia para ele receber Maria como esposa, prontamente obedeceu a ordem Divina:

“Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa.” – Mateus 1:24

b. Em meio a tanta confusão que se passava na cabeça de José, mais  sua vulnerabilidade emocional (pois pensava que tinha sido traído), José discerniu que aquele sonho se tratava da orientação de Deus (porém, precisamos tomar cuidado com os sonhos).

“Porque, da muita ocupação vêm os sonhos...”. – Eclesiastes 5:3

c. José, que já havia mostrado que não era rancoroso e vingativo, por ter planejado deixar Maria em segredo – pois a lei ordenava a exposição pública da pessoa pega em adultério (Dt 22. 23,24; 24.1).

d. De acordo com os costumes judaicos, Maria estava ligada a José como uma esposa, embora eles não tivessem relações sexuais. O noivado representava uma ligação legal. A descoberta que Maria estava grávida dava a José uma base para romper o contrato de casamento e recuperar o preço que ele já havia pago pela noiva. Muitos homens, ao descobrir a noiva grávida, teriam exigido a exposição pública, não apenas para silenciar qualquer mexerico sobre ele, mas também para recuperar o seu dinheiro.

e. José, embora pudesse ter se sentido traído, tinha Maria em alta consideração, e fez uma escolha completamente diferente. De acordo com a lei, ele poderia ter dado uma carta de divórcio a Maria, sem nenhum julgamento público, mas também teria que devolver qualquer dote que tivesse recebido, como multa.

 f. Ao receber a direção de Deus, José abraçou Maria, e a acolheu, decidindo seguir com o matrimonio.

2. Um homem temperante.

a. José foi viril segundo Deus; era um homem que sabia respeitar sua namorada.

b. Ele era temente a Deus e esperou não somente o matrimonio para poder ter relação com Maria, conforme dizia a lei (Dt 22. 23,24), mas também o nascimento de Jesus, para cumprir toda a vontade de Deus (Mt 1.25).

c. Aquele casal é um grande exemplo para todos os solteiros que é possível sim manter a santidade no relacionamento, para que o sexo possa ser desfrutado de acordo com as regras d’Aquele que entregou este belo presente aos homens: “O amor tudo espera” (1 Co 13.7).

SÍNTESE DO TÓPICO II

José foi um homem de caráter exemplar.

III. A NOBRE MISSÃO DE JOSÉ

1. Assegurar a ascendência real de Jesus.

a. José era descendente da tribo de Judá, de onde viria o Messias (Lc 3. 23-38). Apocalipse diz que Jesus é o “Leão da Tribo de Judá” (Ap 5.5).

b. Embora nenhuma menção seja feita sobre a linhagem de Maria, é possível que ela tenha vindo da mesma linhagem, especialmente se, conforme parece provável, a genealogia de Cristo, no terceiro capítulo de Lucas, deva ser traçado através de Sua mãe.

c. Alguns teólogos alegam que esta linhagem dupla foi necessária devido à maldição imposta a Jeoiaquim, o último rei da casa de Davi, em Judá, no início do exílio na Babilônia (Jr 22.30). Se esta sentença foi interpretada no sentido futuro, que “nenhuma da sua linguagem prosperará, para se assentar no trono de Davi, ou reinar de novo em Judá” (v. 30), ambas as genealogias são essenciais. A árvore genealógica de Mateus ainda provaria o direito legal de Jesus ao trono de Davi, embora, devido à alternativa de Davi [por meio de outro filho, Natã; Lc 3.31), vista na genealogia apresentada por Lucas.

2. Proteger Jesus em seus primeiros anos.

Alguns fatos relevantes sobre a vida de Jesus comprovam o amor e o zelo de José pelo menino que não era seu filho biológico, mas filho de Maria pela intervenção divina.

a.  Nascimento de Jesus.

I. Tudo indica que José foi quem tenha realizou o parto; a Bíblia diz que “não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7). Maria envolveu o bebê em panos e o colocou na manjedoura, porém, ao que indica, foi José que fez o procedimento exigente na hora do parto.

II. Outra coisa que favorece a idéia de que o casal estava só é o fato de que os pastores encontraram somente “Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2.17).

III. O texto de Lucas é claro ao dizer que o anjo que apareceu aos pastores, disse que “o Salvador havia nascido hoje” (Lc 2.11); e que logo que os anjos se retiraram, os pastores “saíram com toda pressa” e acharam o “menino deitado” junto de seus pais (Lc. 2. 12-17).

IV. O comentário Bíblico Vida Nova, p. 1481, diz que, embora uma antiga tradição cristã sugira que a criança nasceu em caverna, Lucas parece descrever o local como parte de uma hospedaria (ou de uma casa) onde os animais eram guardados.

b.  Nas cerimônias exigidas pela lei.

I. José era obediente as leis do estado e a lei de Deus; no decreto de César Augusto, ele foi se alistar para o senso; participava do rito da purificação (Lc 2.22); e observava a páscoa (Lc 2.41).

II. Jesus, como havia de ser, cumpriu “toda a justiça” desde cedo; não aprouve a Deus, portanto, escolher para Jesus um pai rico, mas justo.

c.  Na fuga para o Egito.
I. Diante da ameaça de Herodes, de matar o menino Jesus, Deus determinou 
que José tomasse Maria e o menino, e fugissem para o Egito, até que o rei homicida tivesse morrido.

II. Por quase 500 quilômetros de viagem, em meio a estradas desertas, com risco de assalto e intempéries, José conduziu a esposa e seu filho para um lugar seguro. E de lá só voltou por revelação de Deus, quando o homicida tinha morrido, e foi morar em Nazaré (Mt 2. 13-23).

3. O zelo pela formação espiritual de Jesus.

a. Levando-se em conta que José em nenhum aspecto é considerado um líder entre o povo de Deus, ele demonstra ser uma das figuras mais piedosas mostradas nas Escrituras.

b. Do que se sabe sobre ele, José obedecia em tudo o Senhor. Era também um marido exemplar, que protegeu Maria mesmo sob suspeita de traição.

c. José foi um exemplo de pai, que se fez presente na vida do filho; pois em todo instante cuidou de Jesus e de Maria, observado com cuidado tudo aquilo que manda a Escritura.

SÍNTESE DO TÓPICO III

José recebeu de Deus a nobre missão de ser o pai adotivo de Jesus.

CONCLUSÃO

1. José, antes de ser o “pai” de Jesus, isto é, do Messias que ele mesmo aguardava, era um servo piedoso de Deus.

2. Maria tinha um justo dentro de casa; assim como José tinha uma mulher piedosa no seu convívio; estes atributos devem nos trazer orgulho (no bom sentido) ao olharmos para a vida de nosso cônjuge, ou seja, “eu tenho um justo (a) dentro de casa”.

3. Sem palavra alguma, mas através de uma vida obediente e piedosa, José deve ser mais um exemplo do que é servir o Senhor cujo objetivo final é a glória de Deus.

Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICT – J - dia 18/06/2017

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Bibliografias:

Escola Bíblica dominical. O Caráter do Cristão. 2º trimestre de 2017; CPAD; lição 12.
O Novo Dicionário da Bíblia, Vol 1 e 2. São Paulo, SP; Edições Vida Nova, 1984
Quem é quem na Bíblia Sagrada. Editado por Paul Gardner. Editora Vida Acadêmica. São Paulo, SP
CARSON, D.A & FRANCE R.T & WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova. Editora Vida Nova, 2009. São Paulo, SP
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do NT. Editora CPAD, 2014. Rio de Janeiro, RJ