quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A BONDADE QUE CONFERE VIDA



Escola Bíblica Dominical – 19 de fevereiro de 2017 | Lição 8
Texto Áureo: 1 Jo 3.15

Verdade prática: A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus.

Leitura bíblica em classe: Mateus 5. 20-26

REFLEXÃO E OBJETIVO DA AULA: 1) Reconhecer que a bondade é o firme compromisso do crente para o benefício dos outros; 2) Mostrar que o homicídio é a destruição do próximo, por isso, Deus condena tal atitude; 3) Explicar porquê precisamos ser bondosos e misericordiosos.

INTRODUÇÃO:

a. O pastor John Piper diz que, “o novo nascimento não é sobre melhorar quem você é, mas criar um novo você”.

b. Ser cristão não é largar os vícios; a Bíblia não diz que primeiro você precisa deixar os vícios, mas que você deve ter um novo coração. É possível você se livrar dos vícios, porém sem nascer de novo; mas é impossível você continuar preso neles com um novo coração.

c. A despeito da maldade humana - das tragédias e dos homicídios – Jesus nunca atribuiu suas causas à sociedade (coletivo), mas ao homem (individual), pois é no  coração do homem que se encontram os maus pensamentos, prostituição, falso testemunho e blasfêmias (Mt 15.18,19). 

d. Por isso, a esperança de um mundo melhor se encontra apenas no evangelho de Jesus Cristo, que transforma o homem por completa.

e. À começar de nós: você já nasceu de novo? Você é alguém que ama o que Deus ama e odeia o que Deus odeia? Você tem prazer em Deus ou apenas tenta corresponder às exigências através do “pode” ou “não pode”?

I. BONDADE: O FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS

1. A bondade como fruto do Espírito.

a. Bondade, benignidade e misericórdia – depende do contexto, no entanto são termos que intercambiáveis.

b. Bondade: “qualidade do que é bom”; quem é bom trata as pessoas com benignidade (Mt 12.35; At 11.24; 1 Pe 2.18). Características de alguém benigno:


ü  Desejo de agradar, de demonstrar cortesia, de servir.
ü  Que demonstra gentileza, amabilidade ou benevolência.
ü  Que denota uma autossatisfação ou um deleite a que próprio se abandona.

c. Barnabé, por exemplo, era conhecido por sua benignidade (At 11.24). Sua pregação foi confirmada através de sua vida piedosa, pois, diz a Escritura que, ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e que por causa disso, muita gente se uniu ao Senhor. 

d. Barnabé não era chato e nem arrogante. Aliás, ninguém que é cheio do Espírito de Deus é chato e arrogante. 

e. Portanto, como um dos aspectos do fruto do Espírito, podemos dizer que a bondade é uma qualidade nobre, gerada por Deus, nos corações daqueles que experimentaram o novo nascimento (Jo 3.3).

2. A bondade de Deus.

a. Bondade é um atributo comunicável de Deus qual Ele compartilhou com o ser humano. Porém, apenas Deus desfruta dele em sua totalidade e perfeição (Mc 10.18).

b. Deus não faz esforços para ser bom, Ele é! Assim como o sol não brilha somente sobre os justos, mas também sobre os injustos; assim Deus é bom para com todos pelo fato de ser bom não podendo ser diferente disto (Sl 145.9). O detalhe é que somente os santos O bendirão por isso (Sl 145.10).

c. A prova da bondade de Deus para com todos os homens:


ü  Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre todos os homens (Mt 5.45).
ü  Ele quem deu a vida, a respiração e todas as coisas a todas as pessoas (At 17.25).
ü  Ele deu testemunho de si mesmo, fazendo bem, dando chuvas do céu e estações frutíferas, fartando de mantimento e enchendo o coração do homem de alegria (At 14.17).

d. Posto isso, i.e, a graça comum (a bondade que atinge até os incrédulos), a maior prova da bondade de Deus se encontra no fato d’Ele ter enviado Seu Filho Unigênito para morrer em nosso lugar, dando a vida eterna àquele que crê.

e. Deus nos chama a perfeição, pois nosso Pai é perfeito (Mt 5.48). A perfeição que Jesus diz, é justamente amar nossos inimigos, orar pelos os que nos perseguem; pois assim seremos filhos de Deus. 

3. Um homem bondoso e uma mulher bondosa.

a. Encontramos diversos exemplos na Bíblia de homens e mulheres bondosas.

b. não somente era justo e paciente, mas também bondoso para com os outros (Jó 29.15-17; 31.32) e para com os seus filhos, oferecendo holocaustos por eles (Jó 1.5).

c. Dorcas era uma discípula que congregava na igreja de Jope; usava do ofício de costureira para abençoar os pobres (At 9.36,39). Ela é a única mulher a ser chamada de discípula no Novo Testamento.

d. Dorcas era muito querida; sua morte repentina causou grande comoção na igreja, justamente por ser ela uma pessoa piedosa, cheia de boas obras e esmolas.

e. Pedro, ao ressuscitá-la, chamou os santos; porém, chamou também as viúvas (pois certamente, devido a necessidade, foram as que mais sentiram a perda desta serva de Deus e dos irmãos).

f. Certa vez, numa das apresentações do “Programa um Toque de Deus”, transmitido pela Rádio Musical (105,7 FM) em São Paulo, o Pr. Paulo Romeiro, disse algo que me marcou:

"Do jeito que você trata o seu próximo, assim você trata o Teu Deus."

g. Que as nossas ações – a exemplo de Jó e de Dorcas – possam refletir a glória de Deus, para que os homens vejam tudo isso e glorifiquem o Pai que está nos céus.

SÍNTESE DO TÓPICO I                   
                                                                    
A bondade é o nosso firme compromisso com Cristo para o beneficio do próximo.

II. HOMICÍDIO, A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO

1. Não matarás.

a. Deus é o Deus da vida; o mandamento “não matarás” se encontra nas Escrituras (Ex 20.13; Dt 5.17); porém, Deus também o pôs no coração de todo homem através da lei moral; em todas as culturas, a preservação da vida é uma prioridade.

b. O mandamento, porém, não inclui execuções judiciais por crimes puníveis com mortes nem mortes legítimas que resultam da guerra, pois as leis do Antigo Testamento fazem uma cuidadosa distinção entre mortes premeditadas e mortes acidentais.

c. Os pacifistas argumentam, com base no sexto mandamento, que matar, independentemente do motivo, é pecado; porém se esquecem que a pena para aquele que cometia homicídio era a própria morte.

d. A Bíblia nos chama para sermos pacificadores, e não pacifistas; o pacifista é o partidário que visa a exaltação própria por meio de uma causa; o pacificador, porém, é aquele que pacifica – é o apaziguador; apacificador – que tem por objetivo acalmar os ânimos exaltados oriundos da ira do homem.

e. Jesus nos deu uma lei que vai além da justiça dos religiosos de sua época: qualquer um que se irar contra seu irmão, ou chamá-lo de insensato, será réu diante do tribunal (Mt 5.22.23).

f. Aqui não se trata da ira santa, justa; Jesus trata da ira do homem que não produz a justiça de Deus (Tg 1.20).

g. Assim como Deus demonstra a elevada prioridade que Ele dá à vida humana; assim nós, seus imitadores,  devemos fazer o mesmo. As leis foram criadas para isso, i.e, para preservar a vida ainda que a espada seja demanda (Rm 13.4).

2. Aborto, a morte de um inocente indefeso.

a.  Aborto é pecado, pois é um atentado contra o sexto mandamento. Deus é o doador da vida (Is 45.12; Mt 10.28).

b. O aborto não é somente um crime na perspectiva bíblica, pois o código penal brasileiro também o enquadrada na qualidade de homicídio.

c. Deus tem um contato com o feto, conforme está escrito:

“Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe (13). Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia”. - Salmos 139:13, 15,16 (AFC)

d. Com efeito, quando se trata de estupro – imagino a dor da vítima; também suponho os traumas causados; porém, um aborto seria um erro seguido de outro.

e. No entanto precisamos olhar esses casos com mais atenção. Amar, acolher e cuidar da vítima é a melhor forma de “transformar o mal em bem”. Reconheço, porém, a minha limitação e imaturidade para tratar deste assunto.

3. O primeiro homicídio

a. Logo após a queda, em Gênesis 3, lemos o primeiro homicídio: um homem matou seu próprio irmão: Caim matou Abel (Gn 4. 8-11).

b. Nisto fica bem claro que toda maldade do homem consiste primeiro na rebelião contra Deus. O homem rompido com Deus é capaz de tudo, até matar para se divertir.

c. Deus, por isso, amaldiçoou Caim (Gn 4.15). Todo aquele que pratica homicídio possui em suas mãos o sangue da sua vítima. Os homens até podem escapar do tribunal humano, mas não escaparão da justiça de Deus; pois d’Ele não se zomba; tudo o que o homem semear, isso também colherá (Gl 6.7).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O homicídio é a destruição da vida alheia.

III. SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS

1. Servindo ao outro com amor.

a. O maior desafio da igreja de Cristo é o amor fraternal. Todos os demais problemas ocorrem devido a falta de amor, pois como está escrito: “quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.9).

b. A Bíblia exorta que o amor não deve ser fingido (Rm 12.9; 1 Pe 1.22).

c. Uma das formas de evidenciar este amor é servir o próximo, deixando, entretanto, o egoísmo de lado; e levando as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Seja cuidar dos enfermos, libertar o oprimido, aliviar o peso financeiro de alguém que se encontra em dificuldades.

d. A Escritura ordena que carreguemos as cargas uns dos outros, e não coloquemos cargas sobre uns aos outros.

e. É muito ruim chorar por alguém, mas é bem pior fazer alguém chorar por você.

2. Ajudando o ferido.

a. Uma das características da sociedade é o egoísmo;  a Bíblia diz que nos últimos tempos os homens seriam “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.1,2).

b. A igreja precisa manifestar a diferença do que serve daquele que não serve; não às escondidas, mas a vista de todos. O mundo só acreditará na nossa mensagem, i.e, que Cristo está voltando, se de fato a praticarmos:

“Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor.” – Filipenses 4.6

c. O modelo deste amor altruísta deixado por Jesus não se encontrou no sacerdote que ministrava no templo; nem no levita que cuidava dos utensílios do templo; mas no samaritano, que parou e cuidou do verdadeiro templo de Deus, i.e, o seu próximo (Lc 10.25-37).

3. Ajudando os irmãos.

a. Devemos ajudar todas as pessoas; o nosso próximo é aquele que está com alguma dificuldade diante de nós.

b. As Escrituras, no entanto, coloca em destaque a ajuda aos “domésticos da fé” (Gl 6.10).

c. Um dos propósitos pelo qual Deus ordena que tenhamos comunhão uns com os outros, é justamente para comunicarmos (socorrer) com os santos nas suas necessidades (Rm 12.13).

d. Se algum irmão tiver necessitado de itens básicos do dia a dia, devemos socorrê-lo (Tg 2.15,16). Isto é o mínimo.

e. É pecado agir diferente disto:

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” – Tiago 4.17 (A21).

f. Toda boa obra feita por amor a Cristo de forma nenhuma está esquecida por Deus (Hb 6.10).

g. Quando você não encontrar vontade ou motivo para fazer isso, faça, então, por amor a Jesus, pois é Ele quem está pedindo isto a você (Hb 13.16).

SÍNTESE DO TÓPICO III

O crente cheio do Espírito Santo é bondoso e misericordioso.

CONCLUSÃO

1. O amor de Deus foi derramado em nosso coração; de sorte que, hoje estamos do lado do bem, da justiça e do direito.

2.  Essa bondade, portanto, nos impulsiona:


ü  No compromisso para o benefício dos outros.
ü  Na preservação da vida do nosso próximo.
ü  Em ser bondosos e misericordiosos para com todos, principalmente com aqueles que estão padecendo necessidades.


Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICT – J - dia 19/02/2017

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Referências bibliográficas:
Escola Bíblica dominical. As obras da carne e o fruto do Espírito. 1º trimestre de 2017; CPAD; lição 8.
CARSON, D.A & FRANCE R.T & WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova. Editora Vida Nova, 2009. São Paulo, SP
O Novo Dicionário da Bíblia, Vol 1. São Paulo, SP; Edições Vida Nova, 1984.