quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A BONDADE QUE CONFERE VIDA



Escola Bíblica Dominical – 19 de fevereiro de 2017 | Lição 8
Texto Áureo: 1 Jo 3.15

Verdade prática: A vida é um dom de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la a não ser o próprio Deus.

Leitura bíblica em classe: Mateus 5. 20-26

REFLEXÃO E OBJETIVO DA AULA: 1) Reconhecer que a bondade é o firme compromisso do crente para o benefício dos outros; 2) Mostrar que o homicídio é a destruição do próximo, por isso, Deus condena tal atitude; 3) Explicar porquê precisamos ser bondosos e misericordiosos.

INTRODUÇÃO:

a. O pastor John Piper diz que, “o novo nascimento não é sobre melhorar quem você é, mas criar um novo você”.

b. Ser cristão não é largar os vícios; a Bíblia não diz que primeiro você precisa deixar os vícios, mas que você deve ter um novo coração. É possível você se livrar dos vícios, porém sem nascer de novo; mas é impossível você continuar preso neles com um novo coração.

c. A despeito da maldade humana - das tragédias e dos homicídios – Jesus nunca atribuiu suas causas à sociedade (coletivo), mas ao homem (individual), pois é no  coração do homem que se encontram os maus pensamentos, prostituição, falso testemunho e blasfêmias (Mt 15.18,19). 

d. Por isso, a esperança de um mundo melhor se encontra apenas no evangelho de Jesus Cristo, que transforma o homem por completa.

e. À começar de nós: você já nasceu de novo? Você é alguém que ama o que Deus ama e odeia o que Deus odeia? Você tem prazer em Deus ou apenas tenta corresponder às exigências através do “pode” ou “não pode”?

I. BONDADE: O FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS

1. A bondade como fruto do Espírito.

a. Bondade, benignidade e misericórdia – depende do contexto, no entanto são termos que intercambiáveis.

b. Bondade: “qualidade do que é bom”; quem é bom trata as pessoas com benignidade (Mt 12.35; At 11.24; 1 Pe 2.18). Características de alguém benigno:


ü  Desejo de agradar, de demonstrar cortesia, de servir.
ü  Que demonstra gentileza, amabilidade ou benevolência.
ü  Que denota uma autossatisfação ou um deleite a que próprio se abandona.

c. Barnabé, por exemplo, era conhecido por sua benignidade (At 11.24). Sua pregação foi confirmada através de sua vida piedosa, pois, diz a Escritura que, ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e que por causa disso, muita gente se uniu ao Senhor. 

d. Barnabé não era chato e nem arrogante. Aliás, ninguém que é cheio do Espírito de Deus é chato e arrogante. 

e. Portanto, como um dos aspectos do fruto do Espírito, podemos dizer que a bondade é uma qualidade nobre, gerada por Deus, nos corações daqueles que experimentaram o novo nascimento (Jo 3.3).

2. A bondade de Deus.

a. Bondade é um atributo comunicável de Deus qual Ele compartilhou com o ser humano. Porém, apenas Deus desfruta dele em sua totalidade e perfeição (Mc 10.18).

b. Deus não faz esforços para ser bom, Ele é! Assim como o sol não brilha somente sobre os justos, mas também sobre os injustos; assim Deus é bom para com todos pelo fato de ser bom não podendo ser diferente disto (Sl 145.9). O detalhe é que somente os santos O bendirão por isso (Sl 145.10).

c. A prova da bondade de Deus para com todos os homens:


ü  Ele faz com que o sol e a chuva se levante sobre todos os homens (Mt 5.45).
ü  Ele quem deu a vida, a respiração e todas as coisas a todas as pessoas (At 17.25).
ü  Ele deu testemunho de si mesmo, fazendo bem, dando chuvas do céu e estações frutíferas, fartando de mantimento e enchendo o coração do homem de alegria (At 14.17).

d. Posto isso, i.e, a graça comum (a bondade que atinge até os incrédulos), a maior prova da bondade de Deus se encontra no fato d’Ele ter enviado Seu Filho Unigênito para morrer em nosso lugar, dando a vida eterna àquele que crê.

e. Deus nos chama a perfeição, pois nosso Pai é perfeito (Mt 5.48). A perfeição que Jesus diz, é justamente amar nossos inimigos, orar pelos os que nos perseguem; pois assim seremos filhos de Deus. 

3. Um homem bondoso e uma mulher bondosa.

a. Encontramos diversos exemplos na Bíblia de homens e mulheres bondosas.

b. não somente era justo e paciente, mas também bondoso para com os outros (Jó 29.15-17; 31.32) e para com os seus filhos, oferecendo holocaustos por eles (Jó 1.5).

c. Dorcas era uma discípula que congregava na igreja de Jope; usava do ofício de costureira para abençoar os pobres (At 9.36,39). Ela é a única mulher a ser chamada de discípula no Novo Testamento.

d. Dorcas era muito querida; sua morte repentina causou grande comoção na igreja, justamente por ser ela uma pessoa piedosa, cheia de boas obras e esmolas.

e. Pedro, ao ressuscitá-la, chamou os santos; porém, chamou também as viúvas (pois certamente, devido a necessidade, foram as que mais sentiram a perda desta serva de Deus e dos irmãos).

f. Certa vez, numa das apresentações do “Programa um Toque de Deus”, transmitido pela Rádio Musical (105,7 FM) em São Paulo, o Pr. Paulo Romeiro, disse algo que me marcou:

"Do jeito que você trata o seu próximo, assim você trata o Teu Deus."

g. Que as nossas ações – a exemplo de Jó e de Dorcas – possam refletir a glória de Deus, para que os homens vejam tudo isso e glorifiquem o Pai que está nos céus.

SÍNTESE DO TÓPICO I                   
                                                                    
A bondade é o nosso firme compromisso com Cristo para o beneficio do próximo.

II. HOMICÍDIO, A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO

1. Não matarás.

a. Deus é o Deus da vida; o mandamento “não matarás” se encontra nas Escrituras (Ex 20.13; Dt 5.17); porém, Deus também o pôs no coração de todo homem através da lei moral; em todas as culturas, a preservação da vida é uma prioridade.

b. O mandamento, porém, não inclui execuções judiciais por crimes puníveis com mortes nem mortes legítimas que resultam da guerra, pois as leis do Antigo Testamento fazem uma cuidadosa distinção entre mortes premeditadas e mortes acidentais.

c. Os pacifistas argumentam, com base no sexto mandamento, que matar, independentemente do motivo, é pecado; porém se esquecem que a pena para aquele que cometia homicídio era a própria morte.

d. A Bíblia nos chama para sermos pacificadores, e não pacifistas; o pacifista é o partidário que visa a exaltação própria por meio de uma causa; o pacificador, porém, é aquele que pacifica – é o apaziguador; apacificador – que tem por objetivo acalmar os ânimos exaltados oriundos da ira do homem.

e. Jesus nos deu uma lei que vai além da justiça dos religiosos de sua época: qualquer um que se irar contra seu irmão, ou chamá-lo de insensato, será réu diante do tribunal (Mt 5.22.23).

f. Aqui não se trata da ira santa, justa; Jesus trata da ira do homem que não produz a justiça de Deus (Tg 1.20).

g. Assim como Deus demonstra a elevada prioridade que Ele dá à vida humana; assim nós, seus imitadores,  devemos fazer o mesmo. As leis foram criadas para isso, i.e, para preservar a vida ainda que a espada seja demanda (Rm 13.4).

2. Aborto, a morte de um inocente indefeso.

a.  Aborto é pecado, pois é um atentado contra o sexto mandamento. Deus é o doador da vida (Is 45.12; Mt 10.28).

b. O aborto não é somente um crime na perspectiva bíblica, pois o código penal brasileiro também o enquadrada na qualidade de homicídio.

c. Deus tem um contato com o feto, conforme está escrito:

“Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe (13). Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia”. - Salmos 139:13, 15,16 (AFC)

d. Com efeito, quando se trata de estupro – imagino a dor da vítima; também suponho os traumas causados; porém, um aborto seria um erro seguido de outro.

e. No entanto precisamos olhar esses casos com mais atenção. Amar, acolher e cuidar da vítima é a melhor forma de “transformar o mal em bem”. Reconheço, porém, a minha limitação e imaturidade para tratar deste assunto.

3. O primeiro homicídio

a. Logo após a queda, em Gênesis 3, lemos o primeiro homicídio: um homem matou seu próprio irmão: Caim matou Abel (Gn 4. 8-11).

b. Nisto fica bem claro que toda maldade do homem consiste primeiro na rebelião contra Deus. O homem rompido com Deus é capaz de tudo, até matar para se divertir.

c. Deus, por isso, amaldiçoou Caim (Gn 4.15). Todo aquele que pratica homicídio possui em suas mãos o sangue da sua vítima. Os homens até podem escapar do tribunal humano, mas não escaparão da justiça de Deus; pois d’Ele não se zomba; tudo o que o homem semear, isso também colherá (Gl 6.7).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O homicídio é a destruição da vida alheia.

III. SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS

1. Servindo ao outro com amor.

a. O maior desafio da igreja de Cristo é o amor fraternal. Todos os demais problemas ocorrem devido a falta de amor, pois como está escrito: “quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.9).

b. A Bíblia exorta que o amor não deve ser fingido (Rm 12.9; 1 Pe 1.22).

c. Uma das formas de evidenciar este amor é servir o próximo, deixando, entretanto, o egoísmo de lado; e levando as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Seja cuidar dos enfermos, libertar o oprimido, aliviar o peso financeiro de alguém que se encontra em dificuldades.

d. A Escritura ordena que carreguemos as cargas uns dos outros, e não coloquemos cargas sobre uns aos outros.

e. É muito ruim chorar por alguém, mas é bem pior fazer alguém chorar por você.

2. Ajudando o ferido.

a. Uma das características da sociedade é o egoísmo;  a Bíblia diz que nos últimos tempos os homens seriam “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.1,2).

b. A igreja precisa manifestar a diferença do que serve daquele que não serve; não às escondidas, mas a vista de todos. O mundo só acreditará na nossa mensagem, i.e, que Cristo está voltando, se de fato a praticarmos:

“Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor.” – Filipenses 4.6

c. O modelo deste amor altruísta deixado por Jesus não se encontrou no sacerdote que ministrava no templo; nem no levita que cuidava dos utensílios do templo; mas no samaritano, que parou e cuidou do verdadeiro templo de Deus, i.e, o seu próximo (Lc 10.25-37).

3. Ajudando os irmãos.

a. Devemos ajudar todas as pessoas; o nosso próximo é aquele que está com alguma dificuldade diante de nós.

b. As Escrituras, no entanto, coloca em destaque a ajuda aos “domésticos da fé” (Gl 6.10).

c. Um dos propósitos pelo qual Deus ordena que tenhamos comunhão uns com os outros, é justamente para comunicarmos (socorrer) com os santos nas suas necessidades (Rm 12.13).

d. Se algum irmão tiver necessitado de itens básicos do dia a dia, devemos socorrê-lo (Tg 2.15,16). Isto é o mínimo.

e. É pecado agir diferente disto:

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” – Tiago 4.17 (A21).

f. Toda boa obra feita por amor a Cristo de forma nenhuma está esquecida por Deus (Hb 6.10).

g. Quando você não encontrar vontade ou motivo para fazer isso, faça, então, por amor a Jesus, pois é Ele quem está pedindo isto a você (Hb 13.16).

SÍNTESE DO TÓPICO III

O crente cheio do Espírito Santo é bondoso e misericordioso.

CONCLUSÃO

1. O amor de Deus foi derramado em nosso coração; de sorte que, hoje estamos do lado do bem, da justiça e do direito.

2.  Essa bondade, portanto, nos impulsiona:


ü  No compromisso para o benefício dos outros.
ü  Na preservação da vida do nosso próximo.
ü  Em ser bondosos e misericordiosos para com todos, principalmente com aqueles que estão padecendo necessidades.


Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICT – J - dia 19/02/2017

Curta nossa página fan page e tenha acesso a vídeos, artigos e reflexões de autores cristãos de todas as épocas: https://www.facebook.com/fabiosolafide/?fref=ts
____________________________________________________
Referências bibliográficas:
Escola Bíblica dominical. As obras da carne e o fruto do Espírito. 1º trimestre de 2017; CPAD; lição 8.
CARSON, D.A & FRANCE R.T & WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova. Editora Vida Nova, 2009. São Paulo, SP
O Novo Dicionário da Bíblia, Vol 1. São Paulo, SP; Edições Vida Nova, 1984.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MINHAS PRINCIPAIS LEITURAS DE 2016!




 Caros amigos e irmãos! 

Chegou o momento de recomendar e compartilhar as principais obras lidas neste ano de 2016.  A ordem crescente da lista não está atrelado à preferências.

1) Revisão de vida, para viver e não se arrepender; AGRESTE, Ricardo; Editora Z3 Ideais

O pastor Ricardo Agreste nos encoraja – através desta obra – a fazermos um balanço da nossa vida. Será que aquilo que damos tanta importância, valerá a pena daqui alguns anos? Este foi o primeiro livro lido em 2016. Gostei tanto, que fiz uma resenha com mais detalhes. Acesse a confira REVISÃO DE VIDA


2) A segunda vinda de Cristo, Nossa grande Esperança;  LOPES, Hernandes D.; Ed. Hagnos.

O Rev. Hernandes Dias Lopes trata acerca dos sinais gerais e específicos da segunda vida de Cristo. Ele trata também da revelação do anticristo; suas artimanhas e seus milagres. A obra traz, como admoestação, a atitude que a igreja deve ter em relação à segunda vida de Nosso Senhor. Como será a celebração do Cordeiro e a bem-aventurança eterna? Para aqueles que têm dificuldades em estudar escatologia – a doutrinas das últimas coisas –, fica a dica. Um livro fino de poucas páginas, escrito para pessoas comuns. 


3) Escatologia, a polêmica em torno do Milênio; ERICKSON, Millard J.; Ed. Vida Nova.

O professor Millard J. Erickson trata da polêmica em torno do milênio. Com efeito, estudar escatologia sempre foi um grande desafio para os cristãos. Algumas coisas já estão bem definidas, quais todos os cristãos são unanimes no modo de pensar – como a segunda vida de Cristo, o arrebatamento, o julgamento dos ímpios e dos santos. Outras, porém, são controvertidas. Aqui o debate fica quente. Qual a natureza do milênio? Física ou espiritual? O arrebatamento será antes ou depois da grande tribulação? A igreja passará pela grande tribulação? Enfim, são variadas as interpretações de apocalipse 20. O professor Erickson, de maneira simples, entretanto, sem perder o academicismo, aborda essas posições doutrinárias – expondo os pontos fortes e fracos de cada uma delas. Qual o contexto histórico onde essas teologias foram criadas? Fica minha recomendação: “Escatologia, a polêmica em torno do milênio”.

4) O Deus invisível; YANCEY, Philip; Ed. Vida Acadêmica

Sou suspeito para falar de Philip Yancey. Sei que ele não é unanimidade entre os irmãos, mas eu gosto muito de suas obras. O “Deus (in) visível” aborda a nossa relação com um Deus que não podemos ver, ouvir (audivelmente) e tocar. Como ficam nossas demandas diante desta questão, a saber, colocar nossa esperança em algo que não é palpável? Que obra fantástica. Antes de lê-la pensei que se tratava de um livro que abordasse somente assuntos relacionados a espiritualidade cristã; porém, Yancey, além disto, faz uma traz uma perspectiva teológica de assuntos que são presente para nós. Vale a pena!

5) Palavras, o impacto do nosso falar; SHEDD, Russell; Ed. Vida Nova. 

O dr. Russell Shedd aborda neste livreto (44 páginas) o “impacto do nosso falar”. Deus nos deu o dom da fala, e devemos usá-lo com sabedoria, pois, da mesma fonte, não pode jorrar água doce e amarga. As palavras, portanto, evidenciam a nossa espiritualidade, pois, como disse Jesus: “A boca fala do que está cheio o coração”. Nada melhor do que ponderar no que é dito por um servo de Deus que não somente conhece as Escrituras, mas a pratica. Russell Shedd foi fiel ao Senhor até último suspiro de sua vida. Então, tudo o que ele disse, com toda certeza, merece nossa reflexão. Fica a dica deste livro que muito me abençoou (lido quando ainda o Dr. Shedd se encontra em nosso meio).

6) A cruz de Cristo;  STOTT, John; Ed. Vida Acadêmica. 

Essa obra de John Stott é bastante conhecida entre os cristãos protestante. Dificilmente algum pastor e professor não tenham lido-a. John Stott aborda o simbolismo e a teologia da cruz. Por que Jesus não morreu de outro jeito? Qual a implicação disto na vida daquele que crê? Qual a relação da lei com o madeiro? Sobre o que aconteceu naquela tarde terrível – o pecado, a autossubstiuição de Deus, a salvação, a revelação, o triunfo do mal. Tudo isso, Jonh Stott trata em 13 lições. Trata-se de um clássico, vale a pena ler.

7) Romanos, o evangelho segundo Paulo; LOPES, Hernandes Dias; Ed. Hagnos.

Essa obra pertence a série “Comentários expositivos Hagnos” escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes. O livro aborda versículo por versículo da carta de Paulo aos Romanos. Hernandes Dias Lopes consegue, com a simplicidade que lhe é singular, tratar de questões complexas. A obra trás o estudo teológico, social e cultural que contribuiu para a escrita da epístola. Deus foi generoso com a igreja e usou o apóstolo Paulo para escrever a melhor “teologia sistemática” de todos os tempos. A sua misericórdia persistiu, e hoje ele levantou o Rev. Hernandes Dias Lopes para nos ajudar, através da iluminação, a entender este tesouro que pertence a Igreja de Jesus Cristo. Fica a dica deste magnífico comentário. 

8) Marcas de um evangelista; STILES, Mack; Ed. Fiel.

Todo crente foi comissionado por Cristo para evangelizar. Portanto, essa obra é indicada a todo cristão. Porém, J. Marck Sitles aborda com muita propriedade as “Marcas de um evangelista”: conhecendo, amando e falando do Evangelho. Infelizmente, muitas igrejas têm tentado fazer o papel do Espírito Santo na obra da evangelização. Através de uma série de programas, oferecem entretenimento aos perdidos, e não Cristo. É triste! Mack coloca o evangelho de volta na evangelização. Conforme disse D. A. Carson sobre o livro: “Leia-o, pratique-o e, depois, compre mais alguns exemplares para distribuí-los”. Fica aqui minha recomendação.

9) Evangelização; STILES, Mack; Ed. Fiel.

J. Mack Stiles, o mesmo autor de “Marcas de um evangelista” – trata dos “programas” evangelísticos a partir de sua experiência pessoal. Ele atuou por um bom tempo como plantador de igrejas nos Emirados Árabes. Este livreto pertence a série “9 marcas – construindo igrejas saudáveis” –, lançado pela Editora Vida Nova. Como criar uma cultura contagiante de evangelismo na igreja local? Os apelos, o show, o laser? Qual a medida destas na agenda do evangelismo? Como compartilhar a fé, na cultura daqueles que se encontram perdidos? Evangelizar é dever de todo crente, por isso a leitura é importante; no entanto, para aqueles que foram chamados a se dedicar integramente a este ministério – a obra é indispensável. Creio que você não pagará mais do que 15 reais para obtê-la, e também não demorará mais do que dois dias para lê-la. Fica a dica! 

10) Purificando o coração da idolatria sexual; STREET, John; Ed. Nutra Publicações

Logo após ter lido a última palavra do livro, disse: “Uau”!Glória a Deus”! Como essa obra me abençoou. John D. Street não aborda somente o pecado sexual, mas o que está por de trás dele. Pensamos no pecado sexual como um fim em si mesmo, mas, como Street diz, ele é o “escape”, oriundo de outros pecados que moram em nosso coração, como, por exemplo: Ira, auto-comiseração, descontentamento, facção, lisonja, auto-gratificação etc. Escrevi uma resenha bem detalhada do livro. Confira: Purificando o coração da idolatria sexual.

11) C. S. Lewis, além do universo mágico de Nárnia; MACSWAIN, Robert & MARD, Michael; Ed. Martins Fontes.

Não vou dizer que essa obra é a melhor biografia de C. S. Lewis (até porque não tenho bagagem para isso, pois preciso ler muito mais sobre), porém, das que eu pude ler, esta é a mais completa (repito: não a melhor!). C. S. Lewis além do universo mágico de Nárnia vai trazer o Lewis “erudito”, “o pensador” e o “escritor”. É muito interessante saber que Lewis discutiu mais literatura do que teologia. C. S. Lewis não é unanimidade entre os autores nos assuntos abordados. Um deles pega “pesado” a despeito do seu “não pacifismo”. Segundo Stanley Hauerwas, Lewis não só não era pacifista como também investia fortemente contra o pacifismo e defendia o ponto de vista de que algumas guerras podem ser justas. Eu que admirava C. S. Lewis, passei admirá-lo mais ainda, quando soube do seu posicionamento. (só quem viveu em meio a uma guerra tem crédito para falar). Uma obra magnífica! 

12) Conversas Espirituais; HENRI, Nouwen & RODERICK, Philip; Ed. Palavra.

O livro diz respeito a uma conversa entre Philip Roderick, Sacerdote anglicano, com Henri Nouwen. No modelo de uma entrevista, com perguntas e respostas – Nouwen compartilha seu conceito de solitude, vocação, amor de Deus, coração, oração, silêncio, esperança, vida, adoração e o desejo por Deus e a resistência a Ele. Uma leitura gostosa –, daquelas de encher nosso coração.    

13) Ministérios de misericórdia, o chamado para a estrada de Jericó; KELLER, Timothy; Ed. Vida nova.

É impossível ler esta obra e manter-se indiferente ao necessitado, ao pobre, a viúva e ao órfão. Timothy Keller julga através da Bíblia as ideologias (direita e esquerda), que tratam do assunto de forma superficial devido o seu partidarismo e ganância. Ele crava a sentença nestas ideologias com a verdade da Palavra de Deus, pois usa a parábola do bom samaritano, contada pelo Senhor da vida e da história, a saber, Jesus Cristo. Como, então, colocar este ministério em prática de acordo com a Palavra de Deus? A quem devemos ajudar? Até que ponto? Como? Com o quê? É leitura obrigatória para a comunidade que deseja levar a Bíblia a sério, onde é ordenado “cuidar dos órfãos e das viúvas em suas necessidades, porém sem deixar corromper pelo mundo”. Eu diria... “sem se deixar corromper pelas ideologias”. 

14) Abaixo a Ansiedade; MACARTHUR, John. ; Cultura Cristã.
 
Essa foi a melhor obra que li até o momento a respeito de “Ansiedade”. O pastor John MacArthur nos oferece ferramentas pautas na Bíblia para conseguirmos vencer este inimigo que ataca todas as pessoas, inclusive cristãos que confiam plenamente na Soberania de Deus. Essa obra me ajudou muito. Deus a usou para acalmar o meu coração, para ministrar pessoas que estiveram em situação de pânico e, para preparar minhas aulas do trimestre passado, onde estudamos sobre “A Crise”. 

15) O sorriso escondido de Deus; PIPER, John; Publicações Shedd.

O pastor John Piper aborda o fruto da aflição na vida de três homens que viveram intensamente, em meio a muitas dificuldades, para a glória de Deus. 1) John Bunyan, autor do segundo livro mais lido no mundo (pois a Bíblia é o primeiro), “O Peregrino”, que ficou doze anos preso por causa da sua pregação fiel ao evangelho. Piper trata dos sofrimentos de 2) David Brainerd, genro de Jonathan Edwards, que viveu no meio dos índios nos estados norte-americanos de Nova Iorque, Nova Jersey, e ao leste da Pensilvânia. Mesmo com todas as restrições físicas, por conta de sua saúde precária, a pouca força de Brainerd, ele pôs a disposição de Deus; e Deus, que aperfeiçoa o seu poder na fraqueza, fez do sofrimento deste homem, uma grande obra que trouxe consequências eternas na vida daqueles índios que conviveram com David Brainerd. Pouco citado no meio protestante, 3) William Cowper, rendeu muito para a glória de Deus por meio de suas tristezas e depressões. Poeta e compositor, Cowper compôs 64 hinos nos quais sua voz é ouvida até os dias de hoje. É dele a famosa frase que diz: “Não julgue o Senhor com débil entendimento, mas confie nele para sua graça. Por trás de uma providência carrancuda, Ele oculta uma face sorridente”. Quando terminei de ler o livro, agradeci a Deus pela vida do Piper e do dr. Russell Shedd, pois a abra foi publicado pela “Publicações Shedd”. Como esta leitura me abençoou! Valeu a pena! 

16) Tudo se fez novo; HENRI, Nouwen; Ed. Palavra.

A proposta do livro é levar o leitor a refletir sobre os benéficos de viver um relacionamento intenso com Deus. Henri Nouwen faz um “convite à vida espiritual” no meio de nossas intensas e volumosas demandas. Deus é uma pessoa, e exige de nós e, com nós, um relacionamento pessoal com Ele. O desafio, no entanto, consiste em aquietar o nosso coração para escutarmos a Sua voz. O que significa viver uma vida espiritual? Como podemos vivê-la? Nouwen aborda duas disciplinas que poderão nos ajudar a despeito destas questões: 1) solitude e 2) comunhão. Certamente, vale a leitura!


Li outras obras, mas foi-me acrescentado mais conhecimento, espiritualidade e informação através destas que trouxe neste artigo. Que Deus abençoe e enriqueça a todos vocês com estas indicações. 

Sejamos, portanto, semelhante ao Apóstolo Paulo, que, mesmo no fim de sua carreira, não se privou de obter mais informações e conhecimento:

“Quando você vier [Timóteo], traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus LIVROS, especialmente os pergaminhos”. – 2 Timóteo 4.13 NVI

“Lemos para saber que não estamos sozinhos.” (C.S. Lewis) 




Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

fabio.solafide@gmail.com

“A folha branca é o meu púlpito principal.”


Curta nossa página no facebook e tenha acesso a vídeos, artigos e reflexões de autores cristãos de todas as épocas: https://www.facebook.com/fabiosolafide/?fref=ts