terça-feira, 26 de julho de 2016

VOCÊ ABANDONOU O SEU PRIMEIRO AMOR



Por Fabio Campos

Texto base: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor” – Apocalipse 2.4 (AFC)


Nosso Senhor está perto. Ele conhece o nosso sentar e o nosso levantar. De longe percebe os nossos pensamentos. Todos os nossos caminhos são bem conhecidos a Ele. 

Ele anda no meu do seu povo (Ap 2.1). Não se trata de alguém distante. Ele está no meio de nós. O Senhor é transcendente, mas também imanente. Isso é bom! Ainda que estejamos no vale da sombra da morte lá Ele estará conosco (Sl 139.8). Ainda que quando repreendidos, assim Ele faz com amor para com seus filhos (Hb 12.6). É o Emanuel; é o Deus conosco!

Não são somente as nossas obras mortas que está sob seus olhos; Ele conhece e aprecia as boas-obras que realizamos, as quais Ele preparou de antemão para que nós as praticássemos. 

Pessoas podem nos ridicularizar por estarmos fazendo o bem. Outras, contudo, nos elogiam quando praticamos o mal. Mas o Senhor é o único que nos conhece verdadeiramente. Ele conhecia de perto a igreja de Éfeso e a repreendeu porque a amava. 

Éfeso era a igreja que mais se preocupava com a sã doutrina. Paulo ensinou aquela comunidade por cerca de três anos e alertou os irmãos de que falsos mestres chegariam para tentar afastá-los da simplicidade e pureza devidas a Cristo (At 20. 29-31). Todos que pregavam e ensinavam em suas reuniões era avaliado segundo o crivo das Escrituras. Não tinha espaço para carisma; a avaliação passava pelo teste do caráter e da Doutrina de Cristo, anunciada pelos apóstolos. 

Éfeso era uma igreja valente; sofria pelo nome do Senhor. Havia voluntariedade entre os irmãos. Eram engenhosos; “pau pra toda obra”. Realizavam o trabalho com alegria. O seu labor não era gemendo e, pelo Nome do Senhor, não desanimavam. Tudo perfeito! Coisa linda de se ver. Mas o Dono da igreja disse que faltava-lhes algo. Algo que na verdade era tudo! “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor”. O trabalho era o mesmo; o amor, não! 

Nada havia mudado na logística daquele grupo. A dinâmica na intensidade do trabalho e do zelo era a mesma. A sua perseverança era bem conhecida do Eterno. Ele a elogiou por essas virtudes, no entanto o amor havia se esfriado. 

A igreja de Éfeso se tornou aquele tipo de esposa cuja é fiel, prudente, boa mãe; empenhada a agradar o seu marido – porém, sem entusiasmo no amor. Não havia mais a fé que operava pelo amor. Essa era a situação dos efésios. Qual o marido que não fica perturbado com o esfriamento do amor da sua esposa, mesmo que não haja infidelidade? O amor, para o Senhor, era tudo! 

Quando o noivo nos resgatou não tínhamos nada a não ser pecados, roupas sujas e uma mala cheia de problemas. O Noivo nos deu vestes novas, pagou a nossa dívida e endireitou o nosso caminho. Apaixonamo-nos! Amor à primeira vista. Com cordas de carinho Ele nos atraiu (Os 11.4) e, com o seu amor, nos constrangeu (2 Co 5.14). Ficamos encantados e nada mais fazia sentido a não ser Jesus. 

Além do Seu amor, o Noivo nos deu muitas outras coisas. Ele fez isso com a igreja de Éfeso. Eles foram acrescentados em força, perseverança e luz a despeito do entendimento da Sã Doutrina. Eram habilidosos no manuseio das Escrituras e não cediam as heresias dos falsos mestres. Amavam a Deus e a seus semelhantes (Ef 1.15). 

Essa é a questão. Quando por Cristo fomos atraídos, atraídos fomos por Ele e não pelo que Ele poderia nos dar. Nosso amor era desinteressado. Nossas conversas não giravam somente em torno do que deveria ser feito para Ele, mas tudo era sobre Ele. Emprestando uma citação de C. S. Lewis, no diz respeito ao nosso ativismo, “o que parece ser fervor pode ser apenas inquietação ou até adulação de quem se considera importante”.1

Cristo preocupa-se mais com o que fazemos com Ele do que com o que fazemos por Ele. O trabalho não substitui o amor. A igreja efésia era bem sucedida para o público, mas falhara para Cristo.2 É ruim não fazer o que Deus pede; pior e mais cansativo é fazer aquilo que Ele não pediu. Se não tiver amor, sendo tudo e fazendo tudo – nada seremos.

Voltar ao primeiro amor é continuar fazendo exatamente o que se está fazendo agora, porém, entusiasmado pelo amor pelo qual Ele nos amou. Lewis foi feliz ao dizer que “Deus não quer algo de nós. Ele simplesmente nos quer”. Precisamos apenas Amá-lo de todo o nosso coração, pois é Ele que efetua em nós tanto o querer quanto o realizar; não de acordo com a nossa vontade – mas conforme a d’ele que é boa, perfeita e agradável. 

“Quero o seu primeiro amor, Fabio! Eu não abro mão disto! Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio!” – Jesus Cristo.


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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Notas:
1 LEWIS, C. S.  Cartas a uma senhora americana, p.66
2 WIERSBE, W. Warren.  Comentário Bíblico do Antigo testamento, p.852

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O TRABALHO E ATRIBUTOS DO GANHADOR DE ALMAS



Escola Bíblica Dominical – 24 de Julho de 2016 | Lição 4
Texto Áureo: 2 Tm 4.5

Verdade prática: A missão do evangelista é falar de Cristo a todos, em todo lugar e tempo, por todos os meios possíveis.

Leitura bíblica em classe: Atos 8. 26.40

EXPLICAÇÃO DO TEXTO: 

a. Antes de subir aos céus Jesus, comissiona seus discípulos a pregar o evangelho para todas as pessoas em todos os lugares.

b. Com a descida do Espírito Santo, os discípulos receberam poder para testemunhar e cumprir o Ide do Senhor. Era notória a todos a autoridade que lhes foi outorgada (At 4.13).

c. Com muitos sinais e prodígios os apóstolos anunciavam a Jesus Cristo e Deus acrescentava a cada dia aqueles que haveriam de ser salvar. Pedro prega o seu primeiro sermão e a igreja ganha três mil irmãos.

d. Ocorre o primeiro martírio da igreja. Estevão (um dos sete diáconos) é morto a pedradas pelas autoridades judaicas e pelas testemunhas que lá se encontravam (dentre elas se encontrava Saulo, o futuro Paulo de Tarso At 8.1a). 

e. O povo de Deus (a igreja ali formada) é disperso, exceto os apóstolos; foram pelas regiões da Judéia e de Samaria (At 8.1).

f. Os que haviam sido dispersos pregavam por onde quer que fossem; (Felipe foi para Samaria). 

g. Houve um grande avivamento em Samaria por intermédio da pregação de Felipe (At 8.5-8)

h. Neste avivamento, uma situação se destaca: “a possível conversão de Simão, o mágico, considerado uma pessoa de importância pelas pessoas daquela comunidade (At 8.9-10). Ele creu e foi batizado.

i. A notícia deste avivamento, ocorrido em Samaria, chegou a Jerusalém. Quando os apóstolos recebem a notícia, logo encaminham Pedro e João.

j. Quando Simão, o mágico que havia crido na pregação de Felipe, viu Pedro e João impondo as mãos sobre as pessoas e elas recebiam o Espírito Santo, ofereceu dinheiro aos apóstolos para obter o poder de Deus. Pedro ordena que ele se arrependa de sua maldade (At 8.17-24).

l. Pedro e João retornam para Jerusalém; na volta passaram pelos povoados de Samaria e anunciavam a Jesus Cristo (At 8.25).

m. Um anjo aparece a Felipe e manda ele que vá para o Sul, pela estrada deserta que desce de Jerusalém a Gaza.

n. Felipe sai de um avivamento na cidade de Samaria e vai para o deserto por orientação divina. Assim como fez Felipe, precisamos estar dispostos a pregar para uma multidão e também para uma única pessoa. 

REFLEXÃO E OBJETIVO DA AULA: 1) Compreender que o evangelista é um ganhador de almas; 2) Mostrar os atributos de um evangelista; 3) Saber em que consiste o trabalho de um evangelista.

INTRODUÇÃO:

a. Todo cristão tem o dever de evangelizar e ganhar vidas para o Senhor Jesus. Independentemente da função ministerial, todo cristão é incumbido no dever de anunciar as boas novas do reino de Deus:

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” – 1 Pedro 2.9 (AFC)

b. Porém, precisamos entender que “evangelista” é um dom ministerial; trata-se de alguém dotado de habilidades para exercer essa função em especial. 

c. Vamos estudar os atributos do ganhador de almas.

I. EVANGELISTA, GANHADOR DE ALMAS

Pensando de uma forma lógica, o crescimento da igreja (do ponto de vista físico) depende do evangelismo; Deus usa homens para trazer homens, formando assim, o organismo físico e representativo do Senhor Jesus aqui na terra.

1. Definição.

a. A palavra evangelista, originária do termo grego “evaggelistes”, define o obreiro vocacionado por Deus. Trata-se de um dom ministerial:

“E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado.” - Efésios 4:11,12 (NVI)

b. Como disse C. H. Spurgeon: “Evangelismo é como um mendigo dizendo a outro mendigo onde ir para encontrar o pão”.

c. Como fez Felipe, evangelismo é compartilhar o evangelho para alguém tão necessitado de Cristo como você mesmo. 

2. O evangelismo no Antigo Testamento.

a. A palavra que designa o arauto das “boas-novas”, no hebraico é basar (Is 40.9; 52.7). Como exemplo, cito: 

“Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: "O seu Deus reina!".” - Isaías 52:7 (NVI)

b. Esse texto, por exemplo, retrata de forma comovente a chegada das boas-novas cujo o mensageiro é o enviado e portador desta esplêndida tarefa; Paulo cita essa passagem em Rm 10.15).

3. O evangelismo em o Novo Testamento.

a. Felipe foi o primeiro discípulo a receber o título de evangelista (At 21.8).

ü  Timóteo, mesmo sendo um pastor local, foi incumbido para o evangelismo (2 Tm 4.5)
ü  A história da igreja atribui o titulo de evangelista ao médico Lucas. (tudo indica que seja por conta do seu evangelho e pelas viagens evangelísticas nas quais foi cooperador com Paulo). 

b. A dispersão fortaleceu a atividade evangelística da igreja; por onde eles passavam, o evangelho era  pregado.

c. É incrível o pedido dos discípulos em suas orações em meio a perseguição; eles não suplicaram a Deus alívio para os seus sofrimentos; não pediram estratégia para atenuar a mensagem, mas ousadia para proclama-la: 

“Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente.”- Atos 4:29 (NVI)

4. O evangelismo na era da igreja

a. Os grandes reavivamentos são destacados pela evangelização. Deus não “unge” métodos; Deus unge pessoas. 

b. Avivamento não acontece no mundo; avivamento é um evento para a igreja. Se ela, pois, perder o sal, se tornará insípida (Mt 5.13). 

c. Grandes coisas o Espírito Santo fez quando homens buscaram o Senhor de todo o coração: 

ü  Despertamento em Herrnhut através dos irmãos Morávios (1727).
ü  Grande despertamento sob a liderança de Jonathan Edwards (1735).
ü  William Carey e a sua missão na Índia (1793).
ü  Avivamento na América e na Inglaterra através de John Wesley e George Whitefield.
ü  A missão de Hudson Taylor na China (1854).
ü  O avivamento da rua Azusa (1906).
ü  A chegada de Daniel Berg e Gunnar Vingren no Brasil (1910).

SÍNTESE DO TÓPICO I

O evangelista é chamado e vocacionado pelo Senhor para ganhar almas.

II. ATRIBUTOS DE UM EVANGELISTA

O ministério do evangelismo requer algumas características especificas no exercício da sua função.

1. Amor às almas.

a. O apóstolo Paulo era alguém apaixonado pelas vidas; ele sofria como a mãe que sofre para gerar um filho. Seu desejo era formar Cristo nas pessoas (Gl 4.19).

b. Tudo na vida de Paulo era um meio; o fim era a proclamação do evangelho:

“Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas – 1 Coríntios 9:14 (NVI)

c. Felipe superou as barreiras que fora erigidas pelo judaísmo. Um estrangeiro poderia converter-se ao judaísmo, mas o etíope, que era eunuco, não podia participar plenamente da adoração (Dt 23.1).

d. Porém, pelas Escrituras, Felipe sabia que um dia estrangeiros e eunucos não seriam mais excluídos da comunhão do povo de Deus:

“Que nenhum estrangeiro que se disponha a unir-se ao Senhor venha a dizer: "É certo que o Senhor me excluirá do seu povo". E que nenhum eunuco se queixe: "Não passo de uma árvore seca". Pois assim diz o Senhor: "Aos eunucos que guardarem os meus sábados, que escolherem o que me agrada e se apegarem à minha aliança, a eles darei, dentro de meu templo e dos seus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será eliminado. E os estrangeiros que se unirem ao Senhor para servi-lo, para amarem o nome do Senhor e para prestar-lhe culto, todos os que guardarem o sábado sem profaná-lo, e que se apegarem à minha aliança, esses eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha casa de oração. “Seus holocaustos e seus sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’.” - Isaías 56:3-7 (NVI)

e. O desafio para a evangelização saudável é parar de tentar reformar as pessoas por meio de regras, em vez de leva-las à cruz.1

f. Mack Stiles conta, em seu livro, Marcas de um evangelista:

“Meu amigo Pete Hise terminou seus estudos no seminário por trabalhar como garçom no Applebee´s. Todo final de tarde, quando o restaurante fechava, os garçons se reuniam no bar e tinham cerveja e bate-papo, antes de voltarem para casa. Pete viu isto como uma oportunidade. Ele perguntou aos rapazes se queriam ter um estudo bíblico com ele, se ele mesmo trouxesse as Bíblias. Eles concordaram. Ora, Pete havia assinado no seminário um compromisso de que se absteria de álcool, mas não havia nada no compromisso dizendo que não poderia estar com outros que bebiam. Por isso, Pete começou um estudo “Bíblia e Cerveja”. Nas várias semanas seguintes, à medida que o poder da Palavra operava nos corações, os garçons começaram a crer em Cristo. Muitos deles. Foi um avivamento no Applebbe´s.”2
 
g. Muitos querem reformar as pessoas; ao invés de pregar a salvação em Jesus Cristo, pregam que elas precisam parar de beber e fumar; não pregam a salvação pela fé, mas ensinam que é necessário dar o dizimo para serem prosperas, por exemplo.

h. Pete não fez “não cristãos” a agirem como “cristãos”; a sua pregação os fez cristãos de verdade e não de fachada, como acontece em sistemas moralistas. 

i. A pregação de William Carey na Índia não girava em torno dos erros teológicos do hinduísmo, mas na morte e ressurreição de Jesus. Cristo deve ser o tema de nosso sermão. Nossa apologética deve ser feita com tempero e mansidão na qual o alvo é a graça de Deus através de Jesus Cristo.

j. Sobre isso, Mack Stiles diz: 

“Nunca use a apologética para vencer um argumento, mas use-a para lidar com genuínas objeções à fé. Realmente, um tremendo benefício apologético é fazer uma afirmação (cordial) de que você está ciente do problema e que faz bom uso de seu intelecto, mas ainda é uma pessoa de fé.”3

2. O conhecimento da Palavra de Deus.

a. Felipe conhecia as Escrituras; Jesus era o tema do seu sermão evangelístico:

“Então, Felipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.” – Atos 8.35 

b. É exigido do evangelista um perfeito manejo da Palavra da Verdade (2 Tm 2.15) e que esteja pronto para responder, com mansidão e temor, a razão da sua esperança (1 Pe 3.15).

3. Espiritualidade plena

a. Precisamos do poder de Deus para sermos eficazes na missão evangelística (At 1.8). Felipe era cheio do Espírito Santo (At 6. 2-4). 

b. O poder do alto para é que nos capacitará a proclamar a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador.

c. Porém, não podemos cair na soberba quando atingirmos nossos objetivos evangelísticos (como muitos fazem). (Confira o artigo “Do que pode se gloriar um servo inutil” que escrevi há algum tempo).

“Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.” – 1 Co 9.27 

d. Não faça cálculos (Davi foi disciplinado por realizar o censo), ganhe vidas:

“Quem salva um vida, salva o mundo inteiro.” – Declaração do protagonista do Filme, a Lista de Schindler

d. Disponibilidade.

a. Mesmo casado, Felipe era alguém disponível. Ele esteve em quatro lugares diferentes: 1) Samaria, Gaza, Azoto e Cesareia. 

b. Ele evangelizou coletivamente e também individualmente. 

c. Porém, há um alerta a ser feito. Felipe não descuidou de sua família. A Bíblia diz que aquele que não cuida dos seus, especialmente dos de sua família, tem negado a fé e é pior que um descrente (1 Tm 5.8).

d. Certamente, Felipe, era mais livre devido ao fato da sua família já ser convertida ao Senhor (ele tinha quatro filhas que eram profetizas At 21.8,9). 

e. Muita gente deseja ser missionário na África, porém não cumprimenta nem o vizinho. Difícil! 

SÍNTESE DO TÓPICO II

O evangelista possui alguns atributos que lhes são concedidos por Deus.

III. O TRABALHO DE UM EVANGELISTA

O evangelista precisa de algumas habilidades básicas para ser eficaz na sua missão: 1) Proclamação do evangelho (pregar a fé); 2) Apologia da fé cristão (defender a fé); 3) e a integração do novo convertido (consolidar a fé). 
 
1. Proclamação do Evangelho.

a. A mensagem do evangelismo é Cristo, e este crucificado (1 Co 2.2).

b. Paulo afirma que a mensagem que foi confiada ao pregador, que é um “embaixador de Cristo”, consiste em dizer aos homens que “se reconciliem com Deus.4

c. John stott declara: “Não pode haver evangelização sem evangelho uma vez que a evangelização cristã pressupõe as boas novas de Jesus Cristo. A evangelização eficaz se torna possível apenas quando a igreja recupera o evangelho bíblico e a confiança em sua verdade, relevância e poder”.5

2. Apologia da fé cristã.

a. Todo evangelista precisa ter base suficientes para defender a fé. E isso não importa o lugar e com quer que esteja (Fp 1.15,16, Paulo diante das autoridades).

b. Paulo nunca se “engasgou” diante de ninguém ao anunciar a Cristo ou na defesa da fé. Ele fez isso diante de Festo (At 25 – 26) e diante dos filósofos atenienses (At 17). Há muita sabedoria na abordagem de Paulo nestes dois discursos.

c. Precisamos estudar, se preparar e confiar o nosso trabalho ao Espírito Santo. Jesus nos mandou pregar, e não salvar. 

3. Integração do novo convertido.

a. Não basta ter apenas evangelismo; é necessário que tenha pedagogia; o novo convertido precisa ser discipulado para consolidar a sua fé, para que não se desvie da caminhada proposta pelo Senhor Jesus (Hb 12.1).

b. É grande a rotatividade de pessoas em igrejas que são fortes no evangelismo, porém fracas na pedagogia. Nossos frutos devem permanecer (Jo 15.16). 

c. O novo convertido, portanto, deve ser evangelizado, acolhido e ensinado.

SÍNTESE DO TÓPICO III

O evangelista tem como função proclamar o evangelho.

CONCLUSÃO

1. Um evangelista é um ganhador de almas.

2. Atributos de um evangelista:

ü  Amor às almas
ü  Conhecimento da Palavra de Deus.
ü  Espiritualidade plena
ü  Disponibilidade
ü 
ü  Perseverança
ü  Ser chamado por Deus

3. Felipe se destacou como o maior evangelista da igreja primitiva; ele rompeu barreiras sociais e teológicas para cumprir aquilo que lhe fora proposto.

4. Estejamos, portanto, preparados, pois Deus é quem efetua o querer e o realizar conforme a sua boa vontade (Fp 2.13). 

5. Obedeçamos o Ide do Senhor, pois como disse C. S. Lewis: “Ir, faz o caminho”!

Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICT – J - dia 24/07/2016

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Notas e citações:



1 STILES, Mack. Marcas de um evangelista; p. 49
2 Ibid, p. 49-50.
3 Ibid, p. 137
4 LLOYD-JONES, D. Martyn. Pregação e Pregadores; p. 31
5 LOPES, Hernandes Dias. Atos, A ação do Espírito Santo na vida da igreja; p. 172

Referências bibliográficas:

Escola Bíblica dominical. O desafio da evangelização. 3º trimestre de 2016; CPAD; lição 4.
LOPES, Hernandes Dias. Atos, A ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo, SP; Hagnos, 2012.
CARSON, D.A. Comentário Bíblico Vida Nova. Vida Nova, 2012. São Paulo, SP