domingo, 3 de maio de 2015

ERA BONITO, FOI RÁPIDO E FÁCIL DE CONSTRUIR, MAS DESABOU! SEU CASTELO, #PARTIU...


Por Fabio Campos

Texto base: “... caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína”. – Mateus 7. 27 (ARA)


Nestes dias uma irmã muito abençoada compartilhou uma situação que trouxe uma reflexão ao meu coração. Ela trabalha no mercado financeiro, e como muitos sabem, instituições esta área para incentivar os funcionários a “baterem e superarem” suas metas, propõe premiações que são entregues aqueles que atingirem o objetivo proposto. Participando de uma destas campanhas, a irmã, junto da sua equipe, fez um excelente resultado. Era tão certa a vitória que de antemão eles combinaram uma confraternização para receber a notícia.

Veio o resultado, e para a surpresa e espanto geral, um mero sexto lugar foi recebido com sabor de fel. Não conformado, o líder da equipe que é cristão, propôs aos membros cristãos que abrissem um propósito com Deus. Eles queriam entender o que estava por de traz daquela “derrota”. Não demorou muito para “aquilo que estava escondido viesse à luz”. Três equipes conseguiu o resultado por meios “fraudulentos”. De sexto, a equipe assumiu o terceiro. Resumindo, eles foram recompensados com as premiações. A honestidade da equipe foi honrada!

“Uma hora a casa cai”, como é citado pelos “manos” (rs). A Bíblia diz que “Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau” (Ec. 12.14). Uma hora, ainda que tarde, tudo virá à tona, como está escrito: “Os pecados de alguns são evidentes, mesmo antes de serem submetidos a julgamento, ao passo que os pecados de outros se manifestam posteriormente” (1 Tm 5.24).

Muitos acham que só porque as coisas estão indo “bem” mesmo fazendo o errado, tudo caminhará eternamente deste jeito. Deus pela sua misericórdia está sendo paciente para que tal pessoa tenha tempo em se arrepender (2 Pe 3.9). Entretanto, Ele trabalha com medidas (Gn 15.16); no decorrer que esta medida vai se enchendo, o juízo vai se aproximando. Quando a medida se enche, junto dela chega o juízo, e este vem acompanhado de muita severidade (Rm 11.22), como está escrito: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus Vivo” (Hb 10.31).

Construir um castelo de areia é muito fácil. Além de rápido, não exige muito esforço. Em pouco tempo você consegue erguer algo muito bonito aos que o contemplam, entretanto, sem alicerce para “resistir” as tempestades que certamente virão. Pessoas assim fazem tudo nas “coxas” e no improviso. Sempre articulando meios com o famoso “jeitinho brasileiro”. Aparentemente tudo dá certo para estes; sobem rápido, entretanto, também caem rápido; e quando caem, “grande é a sua ruína”.

Diferente do diligente e honesto! Para construir um edifício seguro, o primeiro passo é “fincar os alicerces”. Alicerce, além de demorado e trabalhoso, por muito tempo não é visível aos de fora. É despercebido! Cimentar tijolo por tijolo é um trabalho árduo que não demanda aplausos, apenas suor. Muitos que acompanham esta “construção” desacreditam que aquilo um dia virá a ser algo belo e grande. Mas o prudente fecha os olhos para a sedução “do ter”, e rejeitando as propostas “práticas”, com honestidade, prioriza “o ser”. Ao término da construção - assim como ocorre ao insensato que construiu o seu “castelo de areia” - a tempestade deu de encontro casa do prudente. No entanto, permaneceu de pé, e desta intempérie saiu muito mais forte do que já era.

Ainda que você saia prejudicado, não entre no pragmatismo proposto pelo mundo, ou seja, “os fins justificam os meios” (Sl 15.4). Não existe pessoa mais inteligente do que aquela que teme a Deus e O honra nos seus afazeres (Pr 1.7). Muitas são as propostas de “fraudar algo” para sobressair sobre os demais, entretanto, o conselho de Deus é claro: “Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda” (Pr 1.10).

As tempestades veem para todos, mas só aquele que “construiu a sua vida sob a “Rocha”, permanecerá. É bom estar em evidencia, entretanto, muitos estão saboreando uma refeição por meios “tenebrosos”, como está escrito: “Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca” (Pr 20.17). Não entendeu? Ponha um punhado de areia em sua boca e mastigue.

É justamente isto que sobrará a todos aqueles que alicerçaram sua vida na mentira, construído castelos lindos a vista dos homens, porém fracos e sem fundamentos sólidos que não poderá resistir a primeira verdadeira tempestade. Infelizmente seu castelo desabou, como dizem: #partiu!


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com