domingo, 17 de maio de 2015

EBD - Lição 7 - "PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE"


Escola Bíblica Dominical – 17 de maio de 2015 | Lição 7

Texto Áureo: Lc 7.16

Verdade prática: Ao curar os enfermos e dar vida aos mortos, Jesus demonstrou o seu poder messiânico e provou também o amor de Deus pela humanidade.

INTRODUÇÃO:

Leitura bíblica em classe: Lc 4.38,39; 7. 11-17

Ø  O ser humano foi afetado integralmente (corpo, alma e espírito) na queda. Com o pecado, veio à morte (Rm 5.17).
Ø  A diferença entre a cultura judaico-cristã para a era pós-moderna, para entender o sofrimento, é o ponto de partida, ou seja, a QUEDA DO HOMEM: “... maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17).

Jesus e a viúva de Naím:

Ø  Este é chamado o “Milagre supremo”, pois o relato só se encontra no evangelho de Lucas. (Houve três ressurreições: 1) Filha do centurião, 2) Lázaro e 3) este milagre do filho da viúva de Naím).


I. DOENÇAS, PERDÃO E CURA.

1. Culpa, perdão e cura.

a. O conceito no AT entre pecado e doença estava interligados (Sl 103.3)
Ø  A cura do paralítico: “os teus pecados são perdoados” (Lc 5.23).

b. Há possibilidades das doenças serem por consequência de pecados (Jo 5.14; Tg 5. 15,16).

c. Porém, todavia, há também possibilidade de não ser por algum pecado cometido.

Ø  Cego de nascença (Jo 9.1,2): “Nem ele pecou, nem seus pais”.
Ø  Morte dos galileus e a queda da torre de Siloé: “Jesus respondeu: ‘Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão’”. (Lc 13.1-5 NVI)

d. Precisamos tomar muito cuidado em aplicar a lei de “causa e efeito” sobre o que acontece na nossa vida e daqueles que nos rodeiam (Citar os amigos de Jó).

e. Justos também ficam doentes: O presbítero ao amado Gaio, a quem amo na verdade. Amado, oro para que você TENHA BOA SAÚDE e tudo lhe corra bem, assim COMO VAI BEM A SUA ALMA” (3 Jo 1. 2,3)

2. A ação de satanás.

a. Origem das doenças:

Ø  Consequência pela queda (Gn 2.17).
Ø  Consequência por um pecado pessoal (1 Co 5.5; 11.30)
Ø  Ação direta de satanás: “... e ali estava uma mulher que tinha um espírito que a mantinha doente havia dezoito anos. (...). Então, esta mulher, uma filha de Abraão a quem Satanás mantinha presa por dezoito longos anos, não deveria no dia de sábado ser libertada daquilo que a prendia?”. – Lc 13. 11,16 (NVI)


SÍNTESE DO TÓPICO I

O perdão é terapêutico. Muitas doenças são resultado da falta de perdão, de mágoas e ressentimentos.


II. RAZÕES PARA CURAR.

1. Compaixão.

a. Neste milagre, a mulher nada falou, e por um “acaso”, Jesus encontrou o cortejo; movido de intima compaixão por ela, disse: “Não chores” (Lc 7.13).

b. Jesus realizava milagres não para ostentar, mas porque Ele se preocupava com as pessoas (Lc 5. 12,13). – este sentimento deve estar em nós.

c. A vida é o mais importante; pois o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado.

“Jesus disse ao homem da mão atrofiada: "Levante-se e venha para o meio". Depois Jesus lhes perguntou: "O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar? "Mas eles permaneceram em silêncio. Irado, olhou para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa dos seus corações endurecidos, disse ao homem: "Estenda a mão". Ele a estendeu, e ela foi restaurada”. – Mc 3. 3-5 (NVI)

2. Manifestação messiânica.

a. Na cura do cego (Jo 9. 1-12), curar a cegueira de nascença, na cultura popular era o tipo de milagre que somente o messias teria poder para realizar (Is 61.1; Lc 4.18).

b. Jesus e a quebra de paradigmas: Trabalhou no sábado, pois fez lodo, em prol do ser humano.

c. Pelo o fato do ministério profético haver cessado já a 400 anos, restando apenas a interpretação dos escribas, com este milagre grandioso, o povo ficou maravilhado e glorificou a Deus, dizendo: “Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo” (Lc 7.16).

SÍNTESE DO TÓPICO II

Uma das razões para Jesus curar era a compaixão.


III. AUTORIDADE PARA CURAR.

1. Autoridade recebida.

a. O Espírito Santo é quem operava em Jesus para que Ele pudesse realizar os milagres na sua natureza humana (Lc 4. 16-18), pois Ele mesmo disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim”.

2. Autoridade delegada.

a. Nós somos embaixadores para dar continuar neste ministério.

b. Mas nem todos possui o dom de curar (1 Co 12.30).

SÍNTESE DO TÓPICO III

Jesus tinha autoridade para curar os enfermos e libertar os oprimidos.


IV. A REDENÇÃO DO NOSSO CORPO

1. O reino presente.

a. O poder de Jesus sobre a morte (Lc 8. 53-55).

b. A demonstração de Jesus, dos apóstolos e da igreja prova que Jesus estabeleceu o seu reino para destruir o poder do pecado e vencer a morte.

2. O reino futuro.

a. O reino presente (parcial)

Ø  Poder sobre as doenças.

b. O reino futuro (integral)

Ø  Poder sobre a morte.

“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou". – Ap 21.4 (NVI)

SÍNTESE DO TÓPICO IV.

Um dia Jesus vai redimir o nosso corpo e não estaremos mais sujeitos às enfermidades e à morte (1 Jo 3.2).


CONCLUSÃO

1. Jesus curou por misericórdia e para demonstrar o seu poder sobre o pecado e sobre a morte.

2. Precisamos entender um pouco mais sobre este assunto tão desvirtuado hoje em dia pela grande parte da igreja evangélica.

3. Deus se importa conosco. Nossa cura poderá chegar com ou sem remédio, mas tal cousa não descredencia o milagre de Deus.

4. A história do passeio a cavalo de Blaise Pascal.

5. Não importa a forma que Ele vai curar; ou até mesmo se não vai; mas sabemos que todas as coisas Ele fará cooperar para o nosso bem em favor do propósito pelo qual Ele tem nos chamado. (ilustração do pai e do filho).


Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICTJ dia 17/05/2015
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Referências bibliográficas:

Escola Bíblica dominical. Jesus, o homem perfeito. 2º trimestre de 2015; CPAD; lição 7.
PEARLMAN. Myer. Lucas, o evangelho do homem perfeito. Rio de Janeiro, RJ; CPAD, 2012, 10º impressão.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro, RJ; CPAD, 2014.