domingo, 8 de março de 2015

EBD - Lição 10 - "NÃO FURTARÁS"!


Escola Bíblica Dominical – 8 de Março de 2015 | Lição 10

Texto Áureo: Ef 4.28 

Verdade prática: Quando desejamos aquilo que não é nosso, acusamos Deus de injusto. Deus requer de nós gratidão. O cristão genuíno caminho em retidão – é fiel no pouco e no muito. Não roubar, é ser grato a Deus por tudo aquilo que se encontra em nossas mãos; é estar seguro que Deus proverá o que precisaremos para sobreviver e para nos alegrarmos.

Ø  Precisamos estar íntegros diante de Deus e dos homens para que, Satanás, nada tenha conosco (Jo 14.30), pois de que vale ganhar o mundo e entregar a alma como garantia (Mc 8.36)

INTRODUÇÃO:

1. Dinheiro e bens: “Como administrá-los”? Trabalho e negócios: “Meio pelo qual obtemos o sustento”

2. Deus deu a terra aos homens, entretanto, com o pecado, o homem sempre desejou estar por cima dos demais.

“Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias. – Ec 7.29 (AFC)

I. O OITAVO MANDAMENTO

1. Abrangência.

a. Abrange “qualquer ato ou negócio” através de meios ilícitos.

Ø  Sonegar impostos.
Ø  Compra de produtos piratas (fomentar o crime organizado).
Ø  Colar na prova.
Ø  Processos alegados por motivos ilegítimos.

I. Tudo isso faremos se não confiarmos que Deus proverá o que necessitamos; não confiar em Deus é pecado.

“Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor”! – Jr. 17.5 (AFC)

b. Estende aos governantes.

Ø  Prover os meios para que todos possam estar aptos a desenvolver o seu papel na sociedade e ganhar honestamente o seu sustento.
Ø  Cobrar taxas, impostos e tarifas justos e com equidade.

“Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça”. – Pr. 29.4 (NTLH)

2. Objetivo.

a. Preservar a integridade física e patrimonial do próximo.

“O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade”. – Ef 4.28 (NVI)

Ø  Aquele que furtava não furte mais (conversão)
Ø  Trabalhe com suas próprias mãos fazendo o que é BOM (frutos)
Ø  Acudir o necessitado (obras)

b. O ensino foi passado deste forma para uma melhor compreensão - linhagem contextual - daquilo que Deus requereria do seu povo.

c. A desonestidade prejudica todos os seres humanos.

Ø  Jeito de fazer negócio.
Ø  Como manusear aquilo que não é seu (cobiça)
Ø  Exemplos corriqueiros: “passar ou receber deliberadamente troco errado”.

3. Contexto.

a. Sequestro de pessoas ; escravidão física e psicológica.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Praticar roubo ou furto – desde uma caneta até um milhão de reais – é pecado, pois prejudica o próximo que é imagem e semelhança de Deus.

II. LEGISLAÇÃO MOSAICA SOBRE FURTO.

1. A pena por furto de bois e ovelhas.

a. “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. – 1 Co 6.10 (AFC)

Ø  Ladrões: “Profissão, criminoso”.
Ø  Avarentos: “Quer sempre mais; deseja até o que não lhe pertence”.
Ø  Roubadores: “prática ou meio” para angariar algum beneficio.

b. Restituição feita por aquele que furtou.

Ø  Israel: “Cinco bois por um roubado”; e “quatro ovelhas por uma roubada”.
Ø  Código de Hamurabi: “Trinta por um”.
Ø  Se o animal for achado vivo, o ladrão deveria restituir o dobro, pois geralmente se achava o animal morto.

I. Zaqueu demonstrou que de fato de convertera pelo o fato que, voluntariamente, restituiu “quatro vezes mais” daquilo que ele tinha roubado (Lc 19. 1-10).

“Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: ‘Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais’". – Lc 19.8 (NVI)

c.  A confissão do culpado atenuava sua pena; além da restituição integral do que havia se roubado, o culpado que confessava o seu crime, restituía 20% do bem que fora furtado.

2. O furto à noite com arrombamento da casa.

a. Matar em legítima defesa somente quando fosse noite.

3. O ladrão do dia.

a. Tal proibição concerne a uma “ação” e não uma “reação”.

“Fiz uma rápida inspeção e imediatamente disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: ‘Não tenham medo deles. Lembrem-se de que o Senhor é grande e temível, e lutem por seus irmãos, por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas’". – Ne 4.14 (NVI)

b. A punição quando o ladrão fosse pego de dia: “restituição total do bem roubado” ou se tornar “escravo daquele de quem roubou”.

c. A misericórdia de Deus possibilita o arrependimento seguido da restauração.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Além de punir quem furtou - a legislação mosaica  também garantia uma segunda chance para o “ladrão arrependido”. Garantia também o direito de restituição da vítima, primando à harmonia da sociedade.

III. SOBRE OS DANOS MATERIAIS.

1. Animal solto.

a. Quando houvesse um acidente de modo involuntário, seja por descuido ou por outra coisa, aquele que sofreu dano, seria indenizado pelo o causador.

b. Deus nos chamou para sermos santos ainda que tenhamos que arcar com prejuízos.

Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte (v.1)? [...]... que rejeita quem merece desprezo, mas honra os que temem ao Senhor, que mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicado...” (v.4). – Sl 15. 1,4 (NVI)

2. A queimada involuntária.

a. Mesmo sendo “sem querer”, se alguém foi prejudicado por nossa culpa, precisamos restituí-lo.

b. Um tipo de espinho marcava as divisas entre as propriedades para que não houvesse deslealdade e ao mesmo tempo as protegia dos possíveis invasores.

“Não mude de lugar os antigos marcos que limitam as propriedades e que foram colocados por seus antepassados”. – Pr 22.28 (NVI)

Ø  Não fazer gatos e nem falsificar documentos para levar qualquer tipo de vantagem.

“Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca”. – Pr 20.17 (NVI)

3. O furto e o ladrão.

a. Se alguém tivesse guardando algo e o bem fosse roubado ou tivesse sumido, quem estava cuidando do bem, seria responsável pelo mesmo.

Ø  Se fosse roubo: “o ladrão deveria restituir o bem em dobro”.
Ø Se fosse sumiço: “Se o ladrão não fosse encontrado, o responsável que estava cuidado do bem deveria provar sua inocência”. Por isso que não é bom ser fiador.

“Não seja como aqueles que, com um aperto de mãos, empenham-se com outros e se tornam fiadores de dívidas; se você não tem como pagá-las, por que correr o risco de perder até a cama em que dorme”? – Pr 22. 26-27 (NVI)

SÍNTESE DO TÓPICO III

Todo aquele que fosse prejudicado deveria ser restituído pelo causador do prejuízo.

IV. O TRABALHO.

1. Uma bênção.

a. O trabalho é bênção e não maldição.

“Doce é o nosso do trabalhador”. – Ec 5. 12a.

Ø  Não existe trabalho honesto que seja fácil.

“Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra”. – Gn 3.19a (NVI)

Ø  Max Weber na sua obra, “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, disse que o lema católico era “dormir descansado”, enquanto o do protestante era “fazei tudo para glória de Deus”.
Ø  Visão da teologia da prosperidade: “Ética do consumo” (pelo acúmulo e bens)
Ø  Visão da teologia da protestante: “Ética do trabalho” (para a glória de Deus)
Ø  Felicidade e satisfação no dever cumprido mais do que no seu retorno.
Ø  Felicidade provém de ser “fértil”. Em Latim, a palavra felix (genitivo felicis) quer dizer - "fértil", "frutuoso" ("que dá frutos").
Ø  Entenda aquilo pelo qual Deus te chamou [vocação]; ilustração: Lutero e o sapateiro.
Ø  Quem não quiser trabalhar que também não coma (2 Ts 3.4).

b. Direitos e deveres dos servos e patrões.

Ø  Patrão: paguem os salários dos seus colaboradores pontualmente e não deixem atrasar, pois disto depende o seu sustento (Dt 24.15; Lv 19.13).
Ø  Empregados: obedecer aos seus superiores (Ef. 6.5), sendo fiéis no lugar que prestam serviço (Cl 3.22); respeitar a hierarquia conforme o cronograma da empresa (1 Tm 6.1), com o desejo e com a generosidade de agrada-los (Tt 2.9); ser paciente nas situações difíceis (1 Pe 2.18).

2. Os bens.

a. Jesus não fomentou o acúmulo de bens, pois isso jamais satisfará a alma do homem; sendo assim, buscando isso, o homem passar a viver uma vida em crise consigo mesmo e de disputa com o seu próximo.

I. “O dinheiro sempre será um excelente servo, mas nunca será um bom patrão” (Paulo Romeiro).

Ø  O ministério de Jesus foi sustentado por algumas mulheres (Lc 8.3).
Ø  Jesus tinha um tesoureiro qual era Judas o traidor (Jo 12.6).
Ø  Não é ordenado ao crente fazer voto de pobreza.
Ø  Ser rico não é pecado, assim como ser pobre não é maldição.
Ø  “O problema da teologia da prosperidade não é a prosperidade, mas a teologia” (Paulo Romeiro).
Ø  Não podemos amar o dinheiro e nem colocar nossa esperança na “incerteza das riquezas” (1 Tm 6.17).

3. O novo testamento.

a. O princípio no novo testamento é a condenação eterna dos ladrões que não se arrependem (1 Co 6.10).

b. Deus trabalhou e trabalha até hoje; nós precisamos trabalhar com o intuito principal de ser bênção para a sociedade, pois o lucro será consequência, como está escrito: “dar honra a quem merece honra” (Rm 13.7)

SÍNTESE DO TÓPICO IV.

O trabalho não é maldição, mas bênção, pois foi ordenado por Deus antes da queda (Gn 1.29-30).

CONCLUSÃO

1. Viver de modo digno, do contrário:

“Contudo, os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados”. – 2 Tm 3.13 (NVI)

2. As duas possibilidades de lugares onde você pode construir sua casa: na “areia” ou na “rocha” (Mt 7. 24-27).

3. Não fomos chamados para ser ricos, mas para ser santos.

"Talvez não seja a vontade de Deus que sejamos ricos, mas é a vontade dEle que sejamos santos". (Thomas Watson)


Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICTJ dia 08/03/2015
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Referências bibliográficas:


Escola Bíblica dominical. Os dez mandamentos. 1º trimestre de 2015; CPAD; lição 10.