domingo, 25 de janeiro de 2015

NÃO EXISTE “ARTISTA” NA IGREJA DE DEUS!


Por Fabio Campos

Texto base: Pois em Deus não há parcialidade”. – Romanos 2.11 (NVI)


Certa vez, um pastor, contou um relato (verídico) onde um missionário estava na missão no país da África do Sul. Devido o “apartheid” o preconceito racial era muito grande, e desprezar os negros era um comportamento absolutamente comum para aqueles racistas. Este missionário recebeu em sua casa as principais autoridades daquele país.

Ao receber esta “notável” visita (a vista dos homens), constrangido de que estas autoridades o atrelasse aos zulus, o missionário, então, fechou a janela, pois ela dava exatamente para o lugar onde os zulus estavam reunidos. Na medida em que ele fechava a janela, para que as autoridades não percebessem a sua comunhão com os zulus, o Espírito de Deus segredou no coração dele: “Feche a janela e Eu Fico do lado de fora”.

Lamentavelmente vemos que há em algumas igrejas certa distinção no tratamento para com o pobre para com o rico. Repare como os artistas e políticos são saudados por esses “pastores”. Geralmente estes líderes são pastores de multidão. Amam a massa, mas não se achega ao individuo. Faça uma pesquisa na igreja e você vai comprovar que 80% dos membros nunca tomaram um café num tempo de quinze minutos com estes “bispos” e “apóstolos”. Alguns nunca o cumprimentaram pessoalmente.

O favoritismo pelos “homens que são”, ao contrário de Deus que escolheu os “que não são”, por estas igrejas é grande. O cara mal chega dizendo que é evangélico, e por ter certa influência na sociedade logo já é posto por líder ou pastor. Que desgraça! O resultado disto é desastroso. Gente ímpia governando a igreja de Deus. Nestas igrejas você pode até ser vocacionado, mas se não tiver um bom emprego - uma conta bancária considerável ou não for “esteticamente” bonito aos olhos do mundo, sem chance para você no que concerne às aparições públicas. Esquecem que o pobre íntegro é melhor do que o rico perverso (Pr. 19.1). Isso é pecado e saiba que tal líder tem por “deus” a mamon (Mt 6.24).

O texto de Tiago [2.1-9] é bem claro e denuncia este “favoritismo”. Imagine você - dois homens chegando para prestar o culto a Deus. Tiago diz que os dois são crentes de verdade. Todavia, um é bem pobre, ao ponto de Tiago chama-lo de “pobre andrajoso” (mendigo para nós); já o outro é um homem muito rico que se destaca pelas suas lindas vestes e pelo o seu anel de ouro. O pobre chegou primeiro no culto; o rico chegou depois. O que estava acontecendo, é que o pobre (por ser mendigo) deveria ceder lugar para o rico.

Entretanto, o pobre só tinha aquela roupa. Ele trabalhava e dormia com ela, e por estar gasta e cheia de manchas, o pobre, devia ceder o seu lugar para o rico (hoje seria o púlpito [para contar o seu testemunho] e os primeiros lugares) e tinha que ficar lá traz da igreja e em pé.

Não é isto o que vemos hoje? Parcialidade dentro das igrejas? Dentro da igreja do Senhor Jesus não existe rico nem pobre – famoso ou gente comum. Todos são igualmente pecadores perdoados por Deus. Tratar alguém com favoritismo – seja por ser rico ou famoso – em detrimento do pobre e daquele que tem a vida “comum” – é pecado, pois tal coisa não está certa diante de Deus.

Muitos usam o argumentam que, por ser “famosa” ou “rica”, tal pessoa, trará um numero maior de pessoas ao Evangelho. Será? Deus precisa do homem para converter o coração de alguém? Não seria Ele poderoso para das pedras “suscitar” filhos de Abraão (Mt 3.9)? Não é mais o Espírito Santo quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8)? Você acha mesmo que Deus está desesperado em busca da multidão sendo que para Ele uma “alma vale mais que o mundo todo”? Sinceramente, tal argumento é posto para trazer um conforto na consciência culpada destes líderes devido o pecado da “parcialidade”.

Nada dentro da igreja deve ser feito com favoritismo (1 Tm 5.21). Deus não olha como o homem olha, pois Ele não vê a conta bancária, mas o coração (1 Sm 16.7). Paulo detestava este tipo de comportamento e jamais agiria desta forma, como ele mesmo disse: “Quanto aos que pareciam influentes — o que eram então não faz diferença para mim; Deus não julga pela aparência — tais homens influentes não me acrescentaram nada” (Gl 2.6) NVI.

Você pode até ficar empolgado e ostentar que tal artista é da sua igreja, todavia, Deus não considera assim e odeia tal comportamento, como está escrito: “Não é verdade que ele não mostra parcialidade a favor dos príncipes, e não favorece o rico em detrimento do pobre, uma vez que todos são obra de suas mãos” (Jó 34.19 NVI). “Coitado” do irmão pobre que serve a igreja com tantas dificuldades. Sente-se zombado e menosprezado; mas Deus toma a dor dele e sente o que ele sente. Deus se volta contra aqueles que exaltam o “artista” em detrimento do popular (Pr 17.5).

Que Deus nos livre desta praga que se instalou no seio de algumas igrejas, ou seja, o favoritismo que tem por crivo a “posição social”. Tal coisa não tem nada a ver com o Evangelho e longe está da postura do Soberano Senhor - Criador dos Céus e da Terra, dono do ouro e da prata - mas que preferiu vir a terra como servo. Tinha toda a Glória, mas esvaziou a si mesmo e se fez pobre (Fp. 2. 5-11); por isso foi desprezado, pois a sua aparência não tinha beleza (Is 53.8). Muitos por analisar somente a aparência estão rejeitando o próprio Senhor Jesus.

No entanto, O “manso e humilde” de coração é Rei dos reis e Senhor dos senhores. A maioria dos seus escolhidos não é sábio segundo o mundo - e nem poderosos de nobre nascimento. Ele escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; as coisas humildes e as desprezadas (aqueles que mal são visto) para reduzir aqueles que são bem visto (1 Co 2.26-28).

Tudo porque “não há justo se quer (Rm 3.10)”; todos voltarão ao pó (Gn 3.19); por isso ninguém (seja o gari ou o presidente da república) poderá se gloriar diante de Deus (1 Co 2.29). Fuja disto e não seja conivente com o comportamento destes líderes; pois a Escritura exorta a agirmos diferentes de tudo isto que temos visto dentro destas igrejas que preferem os artistas. Fique do lado que o Senhor está, pois assim Ele diz:

“Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam DISPOSTOS a associar-se a PESSOAS de POSIÇÃO INFERIOR”. – Romanos 12.16 (NVI)


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

INTEGRIDADE É O MELHOR SEGURO DE VIDA!


Por Hernandes Dias Lopes

Texto base: “Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10.9)


O melhor seguro de vida é a integridade; a melhor defesa, a consciência pura. Aqueles que vivem na corda bamba da desonestidade, com o rabo preso na ratoeira da mentira, metidos em toda sorte de corrupção, não andam em paz. Vivem atormentados e desassossegados.

Os desonestos, que torcem a lei, assaltam o direito do inocente, roubam os cofres públicos e ainda assim escapam ilesos da justiça dos homens, esses podem até andar em carros blindados, com coletes à prova de bala, armados até os dentes, com seguranças parrudos dando-lhes escolta, mas não conseguem ter segurança.

A verdadeira segurança procede da consciência limpa, do coração puro e da conduta irrepreensível. Aqueles que, na calada da noite ou nos bastidores do poder, fazem acordos escusos, corrompem e são corrompidos, pensando que ficarão escondidos no manto do anonimato ou impunes diante de seus pérfidos delitos, perceberão que a máscara da mentira não é tão segura assim. Serão descobertos e envergonhados, e sobre eles cairão o opróbrio e a vergonha.

A blindagem do dinheiro, do prestigio e do sucesso não os pode proteger da execração pública nem do reto e justo juízo de Deus. Permanece o alerto divino: “Quem anda em integridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10.9)



Texto extraído do livro: “Gota de sabedoria para alma”; LOPES, Hernandes Dias; Ed. Hagnos. P. 17

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ONDE VOCÊ COLOCA A SUA ESPERANÇA?


Por Fabio Campos

Texto base: Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”. – 1 Timóteo 6.17 (NVI)


Nestes últimos meses, toda vez que vou ao mercado, eu “trago um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro”. Pois é, meus amigos, o negócio foi além das piores e mais pessimistas previsões. Estamos numa crise econômica e não há como negar que 2015 naquilo que eles estão falando ser um ano de “ajustes”, na verdade, é o ano do pagamento de uma fatura dos gastos irresponsáveis de governantes que olharam somente para o seu umbigo.

Os juros estão cada vez mais altos; os impostos aumentam e os benefícios diminuem. O resultado disto tudo? Famílias endividadas que vão à busca de crédito. Muitos com os seus orçamentos apertados não conseguem arcar com os custos e acabam entrando no “ciclo suicida” que os bancos usam para escravizar os seus tomadores; juros sobre juros; amortizar a dívida que é bom, nada!

Posto isso, então, onde iremos buscar socorro? Vou fazer outra pergunta? Onde você tem colocado a sua esperança? Vou além! Não somente na escassez, mas na FARTURA, onde você tem colocado a sua confiança? Paulo nos exorta severamente a não colocarmos nossa esperança na “incerteza das riquezas” (1 Tm 6.17).

É bem provável que a igreja de Éfeso qual Timóteo era pastor, detinha na maioria do seu pessoal, irmãos ricos. Então, Paulo, sabendo de como os ricos são tentados a colocarem a sua esperança nas riquezas, escreve a Timóteo exortando a igreja a colocar a esperança unicamente em Deus que nos sustenta em tudo.

Jesus nunca nos advertiu acerca dos perigos da “pobreza”, mas Ele sempre falou a respeito dos perigos da riqueza. O dinheiro não é neutro. O Senhor disse que o dinheiro é um “deus” (Mt 6.24). Como se diz na gíria do mercado financeiro, “o dinheiro não leva desaforo”, pois “as riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pr 23.5). O Pastor Paulo Romeiro diz que “o dinheiro é um ótimo servo, mas ele nunca será um bom patrão”. Onde você tem colocado a sua esperança?

O Eike Batista colocou a esperança dele no dinheiro. Será que ele não se arrependeu por isso? Ele não estava satisfeito com o que tinha, e querendo ganhar um pouco mais, perdeu quase tudo. É o que está escrito: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos” (Ec 5.10 NVI). O medo de perder nos impulsiona a buscar por mais; o resultado disto é inquietação, ansiedade e perturbação para si e para com os de sua volta, como está escrito: “Sim, cada um vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela” (Sl 39.6 NVI).

Nossos medos e incertezas em tempos de crise provêm da capacidade que achamos ter, fruto da comparação que fazemos com aquele que está, ou acima, ou abaixo do nosso padrão. Confiamos em nosso talento, entretanto, chega uma hora que as nossas forças se esvai. Como nos achamos “autossuficiente” e com a constatação que de fato não somos aquilo que pensávamos ser, logo, então, o medo do fracasso bate em nossa parte; você vira um refém da situação.

Devemos colocar nossa esperança unicamente em Deus. Vamos buscar recursos para nos aperfeiçoar; precisamos nos esforçar para fazer o melhor; todavia, nossa confiança deve estar em Deus que nos supri. Jesus manda que vivamos o dia sem se preocupar o que nos acontecerá amanhã (Mt 6.34). Mas ansiosos que somos, com o medo do fracasso, vivemos o mês, o ano e a década. Pára um pouquinho aqui; faça uma breve reflexão; você lembre a sua situação em janeiro de 2010? Você se programou e as coisas saíram conforme a sua programação durante nestes cinco anos? Será que não é mais fácil viver um dia de cada vez?

O Senhor sabe do que precisamos antes mesmo de pedir. Querer conforto não é pecado, pois é bênção de Deus, como o próprio Paulo diz: “... mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”. Por vezes passamos por privações. Entenda a diferença entre privação e necessidade. Necessidade é algo criado por Deus. Por exemplo: você precisa tomar água. O marketing não cria a necessidade; ele promove o produto para “suprir” a necessidade. Nós nos privamos de muita coisa. Isso faz parte. O corpo pede água, o marketing nos oferece a Coca-Cola. Entendeu? Como você está em dificuldades financeiras, por exemplo, não tomará Coca, mas água que é mais barata (por enquanto). Estamos muitas vezes passando por privações, mas aquilo que é necessário, certamente, está garantido (Mt 6. 25-34).

Ser rico não é pecado como ser pobre não é maldição. A questão é o amor ao dinheiro, como disse Paulo Romeiro: “O problema da teologia da prosperidade não é a prosperidade, mas a teologia”. Ser prospero é bênção de Deus. A sabedoria que precisamos pedir ao Senhor não é a terrena, mas a do alto. Algum tempo atrás a editora Sextante lançou um livro chamado “As 25 leis bíblicas do sucesso”. O livro tinha o selo do Eike Batista. O que aconteceu? Depois de tudo o que aconteceu a editora decidiu tirar o nome do Eike das edições que se seguiram. Há uma grande diferença entre a sabedoria dos homens para a sabedoria de Deus.

Ao se planejar precisamos pedir a Deus habilidade. O próprio Senhor Jesus nos exorta a fazer tal cousa (Lc 14.28-30). Não devemos ser pródigos e gastar o recurso que chega a nós irresponsavelmente ainda que tenha muito: “O homem de bom senso economiza e tem sempre bastante comida e dinheiro em sua casa; o tolo gasta todo o seu dinheiro assim que o recebe” (Pr. 21.20). Como o Pastor Paulo Romeiro sempre diz: “Fé e bom senso caminham juntos”. A prudência não é contrário a fé, como está escrito: “Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida” (Pr 24.3).

Se Deus colocou recursos em suas mãos, certamente tem algum propósito a fazer com ele. As vezes é para abençoar a vida de alguém; as vezes é para poupar, pois você vai precisar dele no futuro; as vezes é para você viajar com a sua família e desfrutar de um lazer. Quando fazemos o que queremos com aquilo que foi colocado em nossas mãos, não vemos a cor do dinheiro. O povo de Israel era assim. Deus ordenou que o maná fosse colhido em porções diárias. Eles não confiando na provisão de Deus, colheram mais daquilo que o Senhor tinha ordenado; o que aconteceu? O maná “deu bichos e cheirava mal” (Ex 16. 19-21).

O sentido de “esperança” empregado por Paulo no texto (1 Tm 6.17), conota “esperar em alguém”; “confiar em”; só Deus é certo e só as suas bênçãos não acrescentam dores. Ponha a sua esperança em Deus; se planeje; busque sabedoria do alto; seja um melhor profissional nunca perdendo a humildade, e com tudo, Deus te honrará. Eu não tenho dúvidas que você que esteja passando por uma situação financeira difícil e mesmo assim continua sendo fiel a Deus, para a glória de Deus, sairá dessa, como está escrito:

“Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei". Podemos, pois, dizer com confiança: "O Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens?” – Hebreus 13. 5-6 (NVI).


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
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Sermão ministrado na Igreja Cristã da Trindade – Jabaquara – em 07.01.2015


Outros artigos relacionados ao tema:

“FINANÇAS COM A GRAÇA DE DEUS”
Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2014/02/financas-com-graca-de-deus.html

“CRISE ECONOMICA, CAOS E DESESPERO, E A PROVINDENCIA DIVINA”
Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2014/08/crise-economica-caos-e-desespero-e.html

sábado, 10 de janeiro de 2015

MINHAS PRINCIPAIS LEITURAS DE 2014!


Por Fabio Campos


Quero recomendar aos irmãos as principais obras (em minha opinião) lidas por mim no ano de 2014.
Pretendo fazer uma lista no começo de cada ano contendo os principais livros lidos no ano anterior, compartilhando daquilo que o Senhor tem nos dado.

Segue a lista [sem qualquer ordem de importância].

1) O evangelho maltrapilho; MANNING, Brennang; Ed. Mundo Cristão

2) Pentecostal de coração e mente;  NANEZ, Rick; Ed. Vida Acadêmica (Prefaciado pelo Dr. Paulo Romeiro)

3) Piedade e Paixão; LOPES, Hernandes Dias; Ed. Candeia

4) Jonathan Edwards e a crucial importância de avivamento; LLOD-JONES, Martyn; Ed. PES

5) Avivamento à maneira de Deus; RAVENHILL, Leonard; Ed. The Way Books.

6) Decepcionados com a graça;  ROMEIRO, Paulo; Ed. Candeia.

7) Cartas a uma senhora americana;  LEWIS, C. S; Ed. Vida.

8) Jonas, o missionário bem-sucedido que fracassou; OLYOTT, Stuart; Ed. Fiel.

9) Pregação e Pregadores; LLOD-JONES, Martyn; Ed. Fiel.

10) A caminho de casa; GRAHAN, Billy; Ed. Europa.

11) Cartas a um diabo aprendiz; LEWIS, C.S; Ed. Martins Fontes.

12) História da Teologia Cristã; OLSON, Roger; Ed. Vida Acadêmica.

13) Mais que um carpinteiro; McDOWELL, Josh; Ed. Hagnos.

14) Anatomia de uma dor;  LEWIS, C. S; Ed. Vida.

15) Jesus é maior do que a religião; BETHKE, Jefferson; Thomas Nelson.

16) Casamento, divórcio e novo casamento; LOPES, Hernandes Dias; Ed. Hagnos.

17) O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota; CARVALHO, Olavo, João; Ed. Record.

18) Política segundo a Bíblia; GRUDEM, Wayne; Ed. Vida Nova.

19) A vida de C. S. Lewis; MCGRATH, Alister; Ed. Mundo Cristão.

20) Liberdade do cristão; LUTERO, Martinho; Ed. Case.

21) Cristianismo puro e simples; LEWIS, C.S; Ed. Martins Fontes.

22) História ilustrada do Chaves; Televisa

23) Medita nessas coisas; BAXTER, Richard; Ed Knox publicações.

24) O impostor que vive em mim; MANNING, Brennang; Ed. Mundo Cristão

25) Um grande líder, Winston Churchill; MELO, Edino; Ed. Ferramenta


Que Deus o abençoe e enriqueça a todos vocês na graça e no conhecimento pela iluminação das Escrituras, aprendendo com os grandes mestres por Ele levantados durante as épocas para instruir seu povo. Sejamos iguais a Paulo qual no fim da vida, mesmo sendo o maior erudito da história do Cristianismo, não se poupou de obter mais conhecimento:

“Quando você vier [Timóteo], traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus LIVROS, especialmente os pergaminhos”. – 2 Timóteo 4.13 NVI


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
Fabio.solafide@gmail.com

domingo, 4 de janeiro de 2015

DE TOLAS DEVOÇÕES E SANTOS DE CARA AMARRADA, LIVRAI-NOS, SENHOR!


Por Fabio Campos

Texto base:Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, impondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar?” – Atos 15.10 (NVI)


Certa vez, disse Teresa de Ávila (1515 – 1582): “... de tolas devoções e santos de cara amarrada, livrai-nos, Senhor”. Pois é, com toda a rigidez característica das freiras da época, Teresa de Ávila, me parece que em parte, contrariou alguma coisa desta tradição. Talvez seja por isso que seus escritos sejam lidos por muitos protestantes; incluo nesta lista o grande apologista, falecido no século passado, C. S. Lewis.

Emprestando o dizer de Ávila, com base em Atos 15.10, quero fazer uma breve reflexão sobre o ascetismo exagerado pregado por alguns que pensam ser puritanos de 2015 (com todo o respeito devido a estes grandes homens de Deus). Houve uma dissensão na igreja de Antioquia entre os discípulos. Alguns fariseus convertido ao cristianismo colocaram em xeque a salvação dos gentios, dizendo que se eles não se circuncidassem e se não obedecessem à lei mosaica, de forma alguma, seriam salvos.

A igreja então convocou um concílio para tratar da questão. O debate foi acalorado até que se levantou Pedro. Na autoridade do Espírito Santo, ele disse: Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, impondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar?” (At 15.10). A respeito deste verso, Matthew Henry, diz: “Eles [fariseus] ofereceram um mal muito grande aos discípulos: Cristo veio proclamar liberdade aos cativos, e eles estão tentando escravizar aqueles a quem Ele libertou” [1].

O fanatismo religioso mata! Por vezes encontro mais graça e misericórdia na casa de “gente ignorante no que concerne a fé cristã” do que na casa de cristãos ortodoxos praticantes. Pessoas que apontam somente para a lei sem acolher o pecador.

Sendo sincero, desconfio de cristão austero qual não consegue expressar um gesto de afeto. Ele até é correto na doutrina; mas repare que sua testa está sempre franzida! Ele é duro no sermão; no ensino; dentro de casa. Sempre está de cara amarrada e não consegue esboçar um sorriso de seus próprios “escorregões”. Veja que ele não consegue ser pai e nem marido. O cara é profeta o tempo todo. Nas redes sociais ele é Calvino, Lutero e Knox - os três dentro de um só.

A esposa não tem um marido e os filhos não tem um pai. Até dentro de casa o “irmão” é um teólogo erudito, irrepreensível na lei. Geralmente não posta uma foto se quer nas redes sociais junto da sua esposa. Ganhou o mundo e perdeu a sua casa. Sua família não tem prazer na sua companhia. Ai de quem cometer um só deslize perto dele. Coitado! Ele coloca tantas regras e emite tantos catecismos que, tanto o rebanho, como os seus, respeitam tão somente por medo, mas não se submetem em amor.

Jesus em seu ministério terreno teve os seus momentos de ira. Mas repare que grande parte deles foi com este tipo de gente. O Nazareno foi “manso e humilde de coração”. Ele repartiu a refeição com os discípulos; chorou pela morte do amigo; teve compaixão de um monte de gente que só estava interessado no “pão que perece”. Creio que Jesus nunca olhou com raiva para alguém que por causa dos seus pecados, estava, agora, precisando do seu favor.

Muitos com suas pregações austeras concluem (corretamente) que a exposição do Evangelho deve confrontar o pecador e não acariciá-lo. Pois bem! Qual doutrina e prescrição divina aos homens confrontam mais a nossa natureza pecaminosa? 1) Arrepender-se dos pecados ou 2) perdoar os inimigos? O crivo e a veracidade para saber se houve uma regeneração de fato aos cristãos se encontra no segundo ponto! Tem gente que com os seus manuseios teológicos não consegue amar o pecador dizendo que Deus odeia tanto o pecado como o pecador. “Amai os vossos inimigos, pois sede perfeito como perfeito é o vosso Pai”. Colocar fardos pesados nas costas dos outros se recusando a carregar, deste, o mínimo que seja - sem dúvidas, é uma grande hipocrisia.

É verdade que a ira de Deus deve ser exposta, mas a Escritura diz o que constrange o pecador é o amor de Cristo (2 Co 5.14); somente a bondade de Deus que leva o homem ao arrependimento (Rm 2.4). A ira traz o remorso, por isso que ela se manifestará naquele grande dia. O remorso trará junto de si o “ranger de dentes”. Precisamos alertar o pecador acerca daquele dia, mas nunca podemos deixar de apontar a graça e a misericórdia de Deus demonstrado através do seu grande amor.

A lei sem a graça e a graça sem lei, independentemente da ordem, é outro evangelho, pois não tem a cruz. Se as pessoas não se converterem ao ouvir sobre o amor de Deus, certamente, devido a sua dura cerviz, não será de outra forma que elas se converterão verdadeiramente. Poderão ser “convencidas”, mas nunca serão “convertidas”, pois quem teme, não conhece a Deus, pois Deus é amor. Por isso que disse o Senhor: “Deus amou o mundo de TAL MANEIRA...”.

Ser de Jesus é ser a pessoa mais feliz do mundo. É ter paz e alegria no Espírito. É ser agradável ainda que precise, em algumas situações, ser um pouco mais firme. É escutar, e por vezes, somente escutar. Ser cristão não é fazer e nem deixar de fazer – não é o que se deve comer ou não – nem em se atentar o dia que deve ser guardado. Também não é deixar de “tocar”, “provar” ou “manusear” algo segundo os preceitos de homens. Tudo isso tem uma aparecia de “santidade”, mas não tem poder nenhum contra a cobiça da carne (Cl 2.23). O que importa é ser uma nova criação (Gl 6.15).

Ser cristão é ser uma nova criatura em Cristo Jesus (2 Co 5.17). É ter a lei de Deus no seu coração (Jr 31. 31-34); é Ama-lo com todo o seu ser, pois fomos salvos e acolhidos por Deus do que jeito que estávamos, como está escrito: “Deus nos acolheu quando ainda éramos pecadores” (Rm 5.8).

Então, amado irmão, relaxa. Sorria! Tenha mais misericórdia com os erros dos outros. Leve seu filho para se divertir. Se ele gosta de futebol, jogar bola é um excelente exercício. Leve-o ao estádio de futebol para assistir o jogo do seu time de coração. Pára de ser este santarrão mal resolvido que só sabe apontar os erros dos outros. Tira esta “cara amarrada”; Deus o ama e deve ser glorificado também através do entretenimento (1 Co 10.31). Ganhe seus filhos. Sorria junto da sua esposa. Coloque uma música romântica (pelo amor de Deus, não é música evangélica) e dance com ela na sala da sua casa.

Lembre-se, nesta situação, quem mais precisa de misericórdia, é você!, do que aquele que você acha que já foi “predestinado” ao inferno, como está escrito:

“Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma do que para você". – Mateus 11.24 (NVI)

Sinceramente? Desconfio de toda santidade ostentada.


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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Notas: 

[1] Bíblia de estudo, Matthew Henry.  Rio de Janeiro, RJ; Mundo Cristão, 2014, p. 1758.