sábado, 27 de dezembro de 2014

SEM O ESPINHO NA CARNE SERÍAMOS UM DEMÔNIO!


Por Fabio Campos

Texto base: “... foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar”. – 2 Coríntios 12.7 (AFC)


Qualquer fagulha de orgulho, ainda que tenha aparência de piedade, provém do diabo. Ele é quem incita os homens a entregarem-se as suas paixões pecaminosas. A carne e o mundo andam de mãos dadas. A falsa humildade é muito pior que o orgulho ostentado, visto que, muitas vezes, o próprio satanás se transfigura em anjo de luz.

O apostolado de Paulo foi posto em xeque por alguns irmãos da igreja de corinto. Todavia, Paulo, sabia quem ele era e conhecia muito bem Aquele que o chamou para o ministério. Por esta questão, Paulo resolveu contar uma das suas várias experiências. Ele fora arrebatado (se no corpo ou fora do corpo, isso não sabemos) até o terceiro céu. Lá viu coisas que não pôde dizer aos homens. Devido a excelência da visão, pela misericórdia, Deus colocou em Paulo, um espinho - algo que lhe incomodava. Tal espinho colocava Paulo no prumo quando ele era tentado a gloriar em si e não confiar na força de Deus.

Conosco não é diferente. Todos têm um “calcanhar de Aquiles”. Cada um é tentado na sua cobiça por aquilo que lhe atrai. Ninguém é forte em todas as áreas. Aquele que pensa estar de pé, a Escritura adverte, cuide-se para que não caia. Mas alguns ainda não entenderam isso. As pessoas mais santas - sem hipocrisia, se consideram as mais pecadoras; já as mais pecadoras, com muita hipocrisia - se consideram as mais santas. Deus repreende a quem ama, e açoita a todo aquele que recebe por filho. Não podemos confiar em nós mesmos, mesmo em nossos melhores momentos; também não precisamos se desesperar quando caímos ou tropeçamos nas fraquezas. O importante é prosseguir para o alvo – amando a Deus e odiando o pecado.

A conversão é gradativa porque Deus, que conhece nossa estrutura, sabe que se fôssemos libertos de nossas mazelas todas de uma vez, cairíamos no pior dos pecados, a saber, o orgulho espiritual. Dizer a verdade por dizer, até o diabo faz. Ele usa a lei contra nós. Ele nunca acusa sem fundamento. Todavia, o Senhor é bom e condenou o pecado na carne para cumprir a lei e nos justificar - não por obras, mas pela fé Naquele que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação.

Se houvesse um debate teológico entre o “publicano” (que se humilhou diante de Deus) contra o “fariseu” (que se exaltou diante dos homens), não tenho dúvidas de que o fariseu sairia vitorioso e bastante aplaudido do debate devido o seu vasto conhecimento da Torá. Mas em Deus o crivo é diferente. Ele exalta o humilde e abate o soberbo. Existe muito filho de satanás matando os filhos de Deus com a lei. Se a sua 'santidade' te fez um orgulhoso, você deixou de ser santo e passou a ser um demônio.

Por isso precisamos ser constantes na oração; vigiando em todo tempo. O diabo não tem medo de arma! O inferno tem medo de oração! Oração é o reconhecimento de que não somos eficazes e que sem Deus nada podemos fazer. A meditação na Palavra nos ilumina acerca da vontade de Deus; a oração nos dar poder para cumpri-la, como está escrito: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). A mente tem a lei de Deus porque nela medita; mas na carne, nos membros, há outra lei que só pode ser amortecida pela satisfação em Deus através da oração. Por isso Nosso Senhor mandou “orar” a vista do perigo da tentação.

Assim, sendo, podemos dizer que, o “espinho na carne”, contrário do que muitos pensam, é um presente de Deus para que nEle confiemos em todo o tempo; até mesmo naqueles momentos que parece não haver mais saída e nem perdão. Este espinho serve para remover nossa autossuficiência e nos leva confiar que somos amados quando estamos fracos e sem justiça alguma.

Que Ele, então, não remova de nós o "espinho" que nos esbofeteia para que, vindo o orgulho, junto dele, venha também este mensageiro para nos abater, trazendo a nossa memória que somos pó.

O espinho na carne me leva para a cruz. A cruz me dá acesso ao Pai. No trono do Pai sou recebido com graça e misericórdia. A graça e a misericórdia imputa justiça em mim. Logo sou declarado justo sem qualquer condenação. A segurança é eterna, pois está escrito: nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8.39).

Apenas persevere e lance sua confiança, não no seu desempenho espiritual, mas em Cristo, o Qual foi feito justiça perfeita em nosso favor.


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,


Solus Christus!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

MEU SINCERO DESEJO!


Por Fabio Campos


Desejo a todos vocês um feliz natal e um excelente 2015.

Não posso deixar de mencionar o real significado desta importante data comemorada em todo o mundo.

Tudo começou em Belém; ainda que digam, a pequena Belém, de “modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá”, pois a mais de dois mil anos, bem lá atrás, dela saiu Aquele que guia até hoje o seu povo e o seu rebanho. Certa vez alguém disse: “Toda criança deseja ser um homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Mas só Deus quis ser criança”.

Em Jesus, Deus visitou os homens. Aquele bebê que nasceu de Maria foi dado pelo Pai, Ele é “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

O mundo desesperançado recebeu o Sol Nascente para iluminar os homens.

Este Sol pode ser ilustrado por meio do sol da manhã, qual nos traz a alegria e que nos impulsiona a enfrentar, com garra, o dia que está à frente com os seus desafios e com suas dificuldades.

Todo aquele que está sem esperança e que se encontra nas trevas, sem direção, saiba que há sim alguém que pode iluminar o seu caminho e firmar os seus pés em passos seguros.

Em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo mesmo não imputando os pecados cometidos anteriormente.

Esta é as boas-novas! Este é o Evangelho! “Deus amou o mundo de tal maneira que entregou o seu único Filho para todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna”.

Levante!

Chame os seus amados para celebrar!

Deus nos deu uma nova oportunidade, pois é com grande alegria que digo aos meus amigos e aos meus irmãos e a todo que lê este texto; “Já nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.  

É chegado o NATAL, para que, mais uma vez, tal esperança, possa ser trazida a nossa memória: “paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem”.

Há esperança em Cristo, é por isso que celebramos o natal!

Meu sincero desejo é este!


Afetuosamente,
Fabio Campos

domingo, 21 de dezembro de 2014

CONHECER SOBRE DEUS OU CONHECER A DEUS?


Por Fabio Campos

Texto base: Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram”. – Jó 42.5 (NVI)


Não tenho dúvidas, principalmente pela postura, seja na igreja – seja nas redes sociais -, que muitos conhecem muito “sobre” Deus, mas conhecem pouco a Deus. Deus na vida destes não é uma pessoa, mas sim uma teologia, qual conseguem manusear, limitar e “explicar” através de cláusulas como se faz nas demais ciências.
Muito diferente de tal postura, pelas Escrituras, vejo o amado Apóstolo Pedro. Um homem iletrado e inculto, que talvez, pouco conhecia Deus pela teologia. Todavia aos homens, inclusive para os seus inimigos, era notório que ele “havia estado com Jesus” (At 4.13). O Reverendo Hernandes Dias Lopes traz uma nota em seu livro “Paixão e Piedade” muito interessante acerca do assunto:

“Há muitos pastores pregando sermões bíblicos, doutrinas ortodoxas, mas seus sermões estão secos e sem vida. E. M. Bounds diz que a pregação que mata pode ser, e geralmente é, dogmática e inviolavelmente ortodoxa. A ortodoxia é boa. Ela é a melhor. Mas nada é tão morto como a ortodoxia morta” [1].

O mesmo Pedro na sua segunda epístola nos exorta a buscar junto da fé a diligencia e a virtude; na sequencia ele diz para associarmos tudo isso ao “conhecimento” (2 Pe 1. 5-6). A conotação empregada por Pedro neste ‘conhecimento’ “não é intelectual, mas experimental, qual transforma aquele que a exerce” (Nota de rodapé Bíblia de estudo Shedd).

Irmão, pelos frutos seremos conhecidos. Há uma grande diferença naqueles que conhecem a Deus para aqueles que conhecem sobre Deus. A teologia é importantíssima, pois é a ciência que pensa sobre Deus; quer queira – quer não – ao abrir a Bíblia todo cristão faz teologia. Contudo, veja que grandes universidades lecionam o seu curso teológico através de teólogos ateus e liberais. E digo mais - no âmbito acadêmico e não espiritual – são excelentes professores. Todavia só informam, mas não alimentam. Falam de Deus, mas não conhecem a Deus. Fazem teologia, mas não geram espiritualidade. Este é a diferença de “conhecer sobre Deus” do “conhecer a Deus”.

É preciso conhecer a Deus para torná-lo conhecido. A declaração de Jó: Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram”; traz muita luz a respeito. Como pode um homem, louvado por Deus, no fim, confessar que conhecia a Deus somente de ouvir falar? Pois é, amados; não podemos dar crédito a qualquer um só porque a sua teologia parece ser boa. Não! Lembre-se que os três amigos de Jó tinham uma teologia ortodoxa.

Leia suas afirmações e se atente naquilo que eles falaram a Jó. Não há heresias! Podemos tranquilamente basear nossos sermões e estudos naquilo que eles afirmaram. Olha que interessante! Tudo certinho e, dentro dos atributos de Deus, nada fora do seu devido contexto. Mas Deus não os conhecia. Depois da confissão de Jó, na narrativa bíblica, o Senhor toma a Palavra e direciona aos amigos de Jó, dizendo: “A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto (Jó 42.7).

Eles falaram certo de algo que não conheciam. Assim, também, muitos estão aí emitindo um parecer sobre algo que não conhecem. Julgam como julga o juiz que busca respaldo legalista na constituição. Mas quem pode conhecer a Deus e entender a sua misericórdia? Por isto que a cruz é uma loucura para alguns e escândalo para outros. O temor de Deus invade aqueles que realmente quer agradá-lo. Quantos pregadores e teólogos eloquentes ouvirão naquele dia: “nunca vos conheci”. É isso mesmo! Conhecer sobre, é uma coisa! Conhece a Deus, é totalmente outra!

Quem mais, junto dos fariseus, detinha o conhecimento como os Escribas? Creio que na época ninguém. Mas a Escritura acerca de Jesus, diz: “porque ele [Jesus] as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7.29). Um povo que honra com as palavras e com a liturgia certa, entretanto, com o coração distante de Deus (Mc 7.6).

Creio que um dos motivos do sofrimento de Jó foi para ele entender que, com tudo, ele era amado pelo Senhor; e que, aqueles que pensava saber algo sobre Deus, de fato, não O conhecia. Uma nota feita por Alister McGrath na obra que ele escreveu sobre C. S. Lewis, diz que “ler A anatomia de uma dor”, de C. S. Lewis, “é perceber como a fé racional pode esfacelar-se quando enfrenta o sofrimento como uma realidade pessoal, mas do que como uma ligeira perturbação teórica” [2]

Enfim, depois da repreensão do Senhor aos amigos de Jó a Escritura diz que o “Senhor aceitou a face de Jó” (Jó 42.9).

“O conhecimento” de Deus quando não seguido do “o conhecer a Deus” só traz orgulho. É o meio usado daqueles que têm a necessidade de ser aceito dos demais. Eles temem a solidão! Não há como negar e a Escritura confirma isso que, muitos pregam a Cristo por ciúmes e por inveja; todos estes são briguentos (Fp 1.15-17). Porém, ainda que Cristo esteja sendo pregado, estes, poderão ter a honra dos homens, mas não terão o louvor de Deus (2 Co 10.18).

O “conhecimento sobre Deus”, ratifico, é uma coisa; “conhecer a Deus”, é outra. Fazer teologia é uma coisa, isso se aprende na sala de aula; ser moldado à imagem do Filho Jesus, isso é espiritualidade; espiritualidade se constrói no dia a dia – andando e caminhando com Deus; seja na tristeza – seja na alegria. Paulo diz que “o conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus” (1 Co 8.1-3).

Então só nos restar obedecer:

“Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”. – Miquéias 6. 8 (NVI)


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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Notas: 

[1] LOPES, Hernandes Dias. Paixão e Piedade. São Paulo, SP; Candeia, 2002, p. 25.

[2] MCGRATH, Alister. A vida de C. S. Lewis. São Paulo, SP; Mundo Cristão, 2013, p. 356.

sábado, 13 de dezembro de 2014

O MEU AMADO É MEU, E EU SOU DELE!


Por Fabio Campos


Conta-se a história de um rei que vivia numa terra distante, o qual se apaixonou por uma pobre moça do seu povoado. Com o coração enternecido em favor da moça, o rei que era poderosíssimo, declarou o seu amor a ela. A moça com medo de recusar, aceitou a proposta do rei. Todavia, o rei percebeu que o aceite foi movido somente pelo medo do possível castigo caso a pobre mulher rejeitasse o seu amor.

O rei querendo viver um amor real e verdadeiro, entretanto, rico, se fez pobre; se despiu da sua realeza e se vestiu igualmente aos outros homens do convívio da bela moça. Logo, então, o rei agora plebeu, através de atos se pôs a conquistar aquela que viria a ser o grande amor da sua vida. Resumindo, o plebeu-rei conquistou o coração da sua amada – ele não deixou de ser rei, mas se fez plebeu para conquistar sua amada plebeia e torna-la rainha. O amor por eles vivido foi real e intenso que durara a vida toda.

Deus em Cristo fez o papel deste rei. O Verbo que é Deus se fez carne em Cristo Jesus. Agora Deus falou aos homens pelo Filho. Este amor é que nos constrange e nos conduz ao arrependimento. Como poderia. eu, rejeitar, alguém que fez tudo para se reconciliar comigo? Tudo foi por amor! As pessoas não vão para o inferno porque são pecadoras, mas sim porque rejeitaram o amor de Deus. O Pai “amou o mundo de tal maneira”; o ponto principal levantando no grande dia será o “amor do Pai”.

Um relacionamento real e verdadeiro com o Noivo, Jesus Cristo, abala toda nossa estrutura. Este amor é forte como a morte; suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. Ainda que um oceano avance suas muitas águas jamais apagará este amor.

Deus exige antes mesmo do cumprimento da lei o amor para com Ele. É o amor que encobre a os nossos muitos pecados e lança fora todo o medo. O maior desperdício da vida cristã é viver um relacionamento superficial, frio, enrijecido e formal com o nosso Deus e Pai que é tão amoroso e compassivo. Ainda que Ele seja Rei e Soberano, se fez conhecido como Pai e Amigo. A intensidade deste relacionamento é a mesmo entre o noivo e a noiva que se amam; um Noivo que é loco de paixão por sua noiva e faz de tudo para preserva-la. Como disse Thomas Merton:

“Deus ama você, está presente em você, vive em você, habita em você, chama você, salva você e oferece entendimento e compaixão que não se comparam a nada que algum dia tenha encontrado num livro ou lido num sermão” [1]

Não dá para viver a vida cristã baseado em regras e formalismo. O amor precisa arder em nosso peito quando o Nome do Noivo, Jesus, for mencionado e entoado. Podemos até ser cristãos e anunciar este amor, mas é possível estarmos apenas convencidos intelectualmente deste amor e não convertido a ele. As práticas espirituais (oração, jejum e meditação) muitas das vezes precisam de disciplina para ser exercitadas. Mas quando esta disciplina precisa ser exercida com frequência, alguma coisa está errada conosco. Quando já não há mais o prazer de se estar na presença do noivo, algo em nós não está de acordo.

Ainda que estejamos ativos na ceara – ainda que de boa vontade labutemos em prol do reino e por sua integridade; ainda que se deixemos desgastar pela Sã Doutrina – se tais virtudes estiverem acompanhadas do formalismo, o Noivo terá algo contra nós: “Deixaste o primeiro amor”. É possível estarmos certos na forma litúrgica e alinhados com a ortodoxia, contudo falando apenas de lábios com o coração distante do Amado. Isso é gravíssimo! Quem de fato teme a Deus se preocupa com tal coisa.

Aquilo que fazemos para o Senhor é de suma importância, todavia, Ele nos deseja mais do que aquilo que podemos “fazer pra Ele”. Ele deseja ser amado assim como Ele nos ama. Sem este amor somos homens e mulheres caídos, pois Ele mesmo disse para uma igreja perfeita teologicamente e ativa no ministério, mas que deixou apagar a chama do amor: “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te”. Qual homem ou mulher desejaria ser amado por obrigação? Você iria se sentir confortável caso soubesse que o seu cônjuge o ama somente por uma conveniência ou por algum medo?

Amados, o amor de Deus não confunde, pois pelo o Espírito foi derramado em nosso coração. Quem poderá nos separar deste amor? Será a morte? A vida? A fome? Os anjos ou demônios? Nada e nenhuma criatura poderão nos separar deste amor; nem mesmo os nossos pecados, pois em Cristo, Deus condenou o pecado – nos reconciliando, para que nenhuma condenação venha sobre nós.

O amor é fortalecido na intimidade do matrimonio; Deus nos chama para vivermos este amor com Ele; não em temor, pois através do Noivo clamamos pelo ABA. Mas em amor, pois Ele mesmo disse: “Com laços de amor e de carinho, eu os trouxe para perto de mim” (Os 11.4 NTLH). Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.

Não há outra coisa a fazer a não ser lançar-se neste amor com toda intensidade. Só assim nos livraremos do medo da condenação da lei para podermos viver em novidade de vida através de um novo e vivo caminho. Quem tem medo ainda não está aperfeiçoado no amor.

Ainda que o nosso momento não favoreça – que nossa vida pareça não “estar em ordem” ou no “lugar certo”, não é isso que faz Deus nos amar mais ou determina se Ele nos amará menos. Ele nos ama com amor Eterno em Cristo Jesus. Apenas amemo-Lo, pois Ele nos amou primeiro, quando ainda éramos pecadores. Não há em nada em nós que seja digno do seu amor, mas mesmo sim, e sem jogar isso em nossa cara, Ele nos ama.

O meu Amado é meu, e eu sou Dele!


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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Notas: 

[1] MANNING, Brennan. O impostor que vive em mim. São Paulo, SP; Mundo Cristão, 2007, p. 23.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

PRESOS NO TEMPO!


Por Fabio Campos

Texto base: Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite”. – Salmos 90.4 (AFC)


O tempo só passou a existir após o start dado pelo Criador por meio do Verbo. A criação é limitada ao tempo; e não somente isto, ela é sujeita a ele. Antes de tudo havia apenas a eternidade; sem princípio – sem meio – sem fim. O tempo na eternidade sempre foi agora; antes de tudo, Deus É (Eu Sou).

Mas nós estamos presos dentro de um espaço. Nossas ações e esperas limitam-se cronologicamente a 24 horas – 12 meses e anos. Somos totalmente limitados. Nossa vida se compara com a folha de grama, qual floresce gloriosamente como o nascer do sol, mas logo, no fim da tarde, é cortada sem hesitação. Quem pode com suas mãos barrar a morte? Alguém já conseguiu resisti-la? As pessoas morrem, deveríamos levar isso mais a sério.

Nossas inquietações e ansiedades provem justamente desta limitação, que temos do tempo. Gostaríamos de mudar as coisas agora e não esperarmos o seu momento. Quanta ira acumulamos sobre nós quando por nossa perturbação “tomamos a Soberania de Deus” para realizarmos as coisas do nosso jeito.

O salmo 90 ilustra essa questão. Depois de dada a promessa a Israel acerca da “Terra Prometida”, Moisés mandou um grupo para espirar a terra. Voltando os espiais e contanto acerca daquela vizinhança, tiveram medo, pois aquele povo era grande e forte. Os únicos que não se acovardaram foram Calebe e Josué. Eles tiveram a sua recompensa por confiar em Deus e agir no momento certo, ou seja, daquela geração, foram os únicos que entraram na tão sonhada “Terra Prometida”.

Israel queria ter certeza da sua capacidade caso a capacidade de Deus “falhasse”. Após ter acendido a ira do Senhor sobre o povo, o povo fez pior. Sem o respaldo de Deus, com remorso e para justificar o seu pecado, muitos entraram e invadiram aquela terra. Houve uma grande matança e poucos israelitas sobreviveram para contar o fato.

Moisés que conhecia a justiça de Deus orou ao Senhor, oração esta que se encontra no salmo 90. Muitos conhecem a Palavra de Deus, mas poucos conhecem o Deus da Palavra. Visto que andam dizendo e a forma ímpia (ainda que com palavras piedosas) que vivem. Moisés sabia da ira de Deus e que nada poderia apagar o seu furor.

Os anos vão tão de depressa. A cada dia que se passa, é um dia a menos nesta terra. Por isso que Moisés pediu ao Senhor sabedoria para que pudesse “contar os seus dias”. Ou seja, viver sem picuinha; aproveitar a vida e viver por aquilo que não vai ter fim; viver para a eternidade! Não é autossabotagem. Como disse C. S. Lewis: “As pessoas que mais pensaram na eternidade foram as que mais fizeram por este mundo”.

Mas Deus é misericordioso; Ele não nos trata conforme os nossos pecados, pois se não fosse assim, quem, então, subsistiria? Mesmo na agonia de estar preso no tempo, passando por tribulações, tenha certeza que ela é leve e momentânea, pois há uma glória qual nos espera. Alcançando em Deus este coração sábio, Ele que é bom, compensará os tempos desfavoráveis que nos sobreveio com tempos bons de refrigério.

A vida não é só enchente. As tempestades têm o seu prazo de validade; se estivermos na Rocha, ou seja, em Jesus, tudo se dará contra nós, mas ao terminar, estaremos de pé para viver; agora mais fortalecido; viver uma vida confirmada e aprovada por Deus (Sl 90.17).

Um coração sábio sabe que está restrito ao tempo e sujeito a vaidade, entretanto, pela ótica da eternidade, Ele põe toda sua confiança em Deus, o qual faz o fim antes mesmo de existir o começo. Há alguma coisa difícil para Deus?

“Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor” – Salmo 27.14


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com