Por Fabio Campos
Texto
base: “Então a soberania, o poder e a grandeza dos reinos
debaixo de todo o céu serão entregues nas mãos dos santos, o povo do Altíssimo.
O reino dele será um reino eterno, e todos os governantes o adorarão e lhe
obedecerão”. – Daniel 7.27 (NVI)
O homem sábio vive um paradoxo consigo mesmo. Esperar contra
a esperança é trazer a memória, em meio à ruína, aquilo que pode dar esperança.
Mas onde há esperança? Ela se encontra nas palavras do profeta, quando contemplava
o seu próprio povo sendo levado cativo por uma nação estranha. Por boca de
Jeremias Deus disse onde nossa alma deve esperar: “nas misericórdias do Senhor, elas se renovam a cada manhã; elas não
têm fim” (Lm 3.22).
Quando a iniquidade dos homens se torna
manifesta, a ira de todos é suscitada. A alegria dos maus está na tristeza do
seu adversário e não na sua própria vitória. Com falatórios inúteis e profanos
reduzem o futuro de uma nação a equivalência de uma partida de futebol. Disto
Deus trará juízo, como foi dito por Aquele que julgará o mundo com justiça: “Mas
eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda
palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas
palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado" (Mt 12. 36-37 NVI).
A questão disto tudo é o fomento da porfia e a exposição do
ódio reprimido de um coração jaz na amargura e na revolta (pois a boca fala do
que tem o coração). Esta sublevação ignora a razão, e na maioria das vezes atingem
inocentes e não os culpados. Minha
preocupação não é com a postura do "povão", mas com a hipocrisia
intelectual. Desde o princípio foi assim: "coma
do fruto e sereis conhecedores do bem e do mal".
Sendo satanás astuto e mais entendido na ciência do que qualquer homem - Deus é o Senhor e Todo Poderoso, e faz dele (Diabo) um rato em suas mãos para cumprir seus propósitos. Como disse o apóstolo: “aos impuros e aos que se deixaram levar pela mentira, e não ama a verdade ancorando sua alma nela, Deus manda a operação do erro, para darem crédito à mentira a fim de serem julgados com todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça”.
Eles não são de paz; pelo contrário, como disse o salmista: “tramam enganos contra
os pacíficos da terra”. E pelo o diabo afastam
o homem da simplicidade devida a Cristo. É o mal travestido de bem - cegados foram
pelo deus deste século – tornam-se pedra de tropeço aos pequeninos. Todavia, “vão de mal para pior, ENGANANDO e sendo
ENGANADOS”.
Com
estes, a discussão é inútil, como bem disse Nosso Senhor: “Não joguem aos cães o que é santo e não
atirem pérolas aos porcos de medo que as pisoteiem e, voltando-se, os dilacerem”. Eles
mesmos não compreendem o que dizem ou o que ensinam. Mas vale a pena
confronta-los para que, de algum modo, alguns, possam “ser trazidos à sensatez
- livrando-os dos laços do leão que ruge a fim de traga-los”. Nossa espada é
mais forte do que este leão.
Esta
é espada de dois gumes; “ela penetra até
o ponto de dividir a alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir
os pensamentos e propósitos do coração”. Essa palavra liberta e destrona
principados e potestades. Sem nenhum golpe, homens pela Palavra, venceram os
piores impérios. Esta Palavra prevaleceu contra a cavalaria da Babilônia;
contra a “sabedoria sofista” da Grécia; e contra a espada de Roma. Qualquer um
que tem esta Palavra em seus lábios, é a boca Daquele que em breve matará nosso
inimigo apenas com um sopro, ou seja, com a Sua Palavra.
Como
disse Martinho Lutero: “O demônio deve
ser aniquilado sem a ajuda de uma só mão, mas somente com a Palavra. Contra
isso, não há recurso”. Reinos foram destruídos sem a ajuda de mão alguma,
como escreveu o profeta Daniel.
Triste
coisa é ver um homem qual um dia foi um defensor das Escrituras e que agora,
pela vaidade do saber, entrega seus caminhos a filosofias e doutrinas
abertamente contrárias àquilo que decretou o Eterno. O Senhor conhece os que
são seus, e quem não perseverou na doutrina, evidencia publicamente que, nunca
foi amante dessa Palavra com o coração, mas somente de língua. Como bem disse
Lutero: "E o que na Escritura é
considerado como pior flagelo de Deus e como o maior sinal de sua ira é que Ele
retire sua palavra dos homens".
Por
que, então, crer contra esperança? O cenário não é bom e o mal tem prevalecido.
Entretanto, não há império que dure para sempre. Quem ousaria dizer que Roma
deixaria de existir? Mas quando “a medida de iniquidade” transborda do cálice da
ira, “o mal foge sem ser perseguido”. O “rumor de uma folha os deixará
aterrorizados”. Deus dará a eles “um coração temeroso, de modo que a sua existência
ficará como que em suspenso diante dEle. Pela manhã, dirás: ‘Deus queira que eu
viva até a tarde’! E pela tarde, dirás: ‘Deus queira que eu viva até amanhã’”.
Todo
reino que existiu com grande força, constituídos pelos homens, um dia acabou. A
grande maioria não findou pelas mãos de seus inimigos, mas pelas suas próprias.
Simplesmente um estanhou o seu companheiro, e assim foram entregues a suas paixões.
Mas
há um Reino que não terá fim. O Rei deste Reino dirigirá as nações com justiça.
Nele não há treva alguma, e todo língua confessará, mesmo não querendo, que Ele
é Senhor dos senhores e Rei dos reis. Como diz o hino: “porque Ele vive, posso
crer no amanhã” [...] ““... mas eu bem sei, eu sei que a minha vida está nas
mãos do meu Jesus, que Vivo estás. Nisto ponho o meu coração e descanso na sua
paz:
““... o firme fundamento de Deus permanece inabalável e
selado com esta inscrição: "O Senhor conhece quem lhe pertence" e
"afaste-se da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor". – 2 Timóteo 2.19 (NVI)
Considere este artigo e arrazoe
isto em seu coração,
Soli Deo Gloria!
Fabio Campos
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LUTERO, Martinho. A liberdade do Cristão. São Paulo-SP:
Ed. Escala; Coleção. Grandes Obras do Pensamento Universal – 83.