quinta-feira, 31 de julho de 2014

PERIGO!


Por Fabio Campos

Texto base: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé”. – 1 Timóteo 4.1


Estamos sob pressão! A sensação que tenho é que a qualquer hora o mundo vai explodir. As guerras, as injustiças sociais, a programação televisiva (que a cada dia “ama o que deveria odiar e odeia o que deveria amar”) têm sido o alimento de muitos, com toda sorte de porcaria obscena e imoral. Mas há uma esfera pior! A apostasia! Como vamos ser luz se estamos nas trevas? Como vamos ser sal da terra se nossa vida tornou-se insípida?

Disse Nosso Senhor, “Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”  (Mt 24. 11-12 AFC).

O pecado, a iniquidade e a injusta têm sido o alimento dado por satanás à alma do homem que por natureza é incrédula. Muitos estão se alimentando deste engodo; e pior, nem ao menos sentiram o incomodo digestivo desta comida podre. Ouvindo aos demônios, como disse o apóstolo, estão se apostatando da fé.

Precisamos diferenciar “apostatar” e “desviar”. Quando alguém se desvia, há perdão e misericórdia no quebrantamento (Tg 5.19-20). Este ainda não perdeu o temor e reconhece que precisa se concertar com Deus. Apostatar-se é totalmente diferente.

É mesmo termo usado para “divórcio”. Ou seja, há um rompimento. O apóstata peca deliberadamente contra Deus. Não esboça nenhuma atitude de arrependimento. Tragicamente “crucificaram para si mesmos o filho de Deus e o expuseram à ignomínia” (Hb 6. 4-6). Este é o pecado para morte qual a Bíblia diz para não orarmos em favor daquele que o cometeu (1 Jo 5.16).

Infelizmente o amor de muitos têm se esfriado. Não há mais esperança – não há mais fé – jogaram a “responsabilidade do homem” nas costas da “Soberania de Deus”. Esqueceram-se da maior injustiça de todos os tempos, a saber, “o justo que morreu pelos injustos”. Tornaram-se infelizes por terem esperado em Cristo somente nesta vida (1 Co 15.19). Pois é, a esperança dada por Nosso Senhor é escatológica! Seu Reino não é este! Como, então, atribuir às intempéries do mundo a Deus, sendo que o “mundo jaz no maligno”? Do que se queixar quando simplesmente comemos os frutos de nossos próprios pecados (Lm3.39)?

Amados, o perigo é constante! O leão ruge buscado a quem possa tragar! Portanto, o Senhor nos deixou de sobreaviso que no “mundo teríamos tribulações”. Se você ouviu algo diferente disto, sinto-lhe informar que você foi enganado! As heresias estão aí! A elite “intelectual” está formando a opinião dos leigos que pensa que pelo simples fato de possuir uma conta “rechonchuda” e uma boa retórica, é detentor da verdade.

Mas não é assim! Pelo contrário! Neste ponto abordado endosso aquilo que disse Olavo de Carvalho: "O modelo supremo de sabedoria a que aspira a inteligência [nociva] moderna é, indiscutivelmente, o demônio. Ele não pode nos salvar; mas pode justificar de maneira cada vez mais científica a nossa danação".

Que Deus guarde o nosso coração e preserve para si sete mil homens e mulheres que não se dobraram a baal, mas que pela firme convicção, independentemente da situação, continue a dizer: “... eu sei em quem tenho crido” (2 Tm 1.12 AFC).

Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração.


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

domingo, 27 de julho de 2014

CAMINHOS ENGANOSOS


Por Hernandes Dias Lopes

Texto base: “Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte” (Pr 16.25)


Nem sempre as coisas são o que aparentam ser. Há muita ilusão ótica. Há muitas miragens. Muitos brilhos falsos. Muita propaganda enganosa. As aparências enganam. Nem sempre nossa percepção é confiável.

Há caminho que parece direito ao homem. Seus aspectos externos são bastante semelhantes aos caminhos de vida. Mas o seu destino final é a morte. Jesus contou sobre o homem imprudente que edificou sua casa na areia. Tudo naquela casa era parecido com a casa edificada sobre a rocha. O telhado, as paredes, as portas e as janelas. Mas o fundamento estava plantado na areia, uma base absolutamente frágil.

Quando caiu a chuva sobre o telhado, o vento soprou contra a parede e os rios bateram no alicerce, essa casa ruiu, e foi grande a sua ruína. É comum as pessoas afirmarem: Toda religião é boa. Todo caminho leva a Deus. O que importa é ser sincero. Mas essas opiniões estão longe de ser verdadeiras. Nenhuma religião pode dar-nos salvação. Só há um caminho que nos conduz a Deus. Jesus Cristo afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).

Só existe um caminho seguro para o céu: é Jesus. Só há uma porta de entrada no céu: é Jesus. Fora dele não há salvação. Os outros caminhos podem parecer direitos ao homem, mas são caminhos de morte.

Texto extraído do livro: “Gota de sabedoria para a alma”; LOPES, Hernandes Dias; Ed. Hagnos. P. 216

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O SANGUE DOS INOCENTES ESTÁ CLAMANDO!


Por Fabio Campos

Texto base:  “.... a voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra”. – Gênesis 4.10 AFC


Concordo em gênero, número e grau com o que disse o grande evangelista, Billy Graham: “Se Deus não julgar a presente era, Ele vai ter que pedir desculpas para Sodoma e Gomorra”. Quanta desgraça! Atrocidades têm crescido a cada dia em nome de Deus. Como disse Nosso Senhor Jesus: “...virá [e já chegou] o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus” (Jo 16.2).

Há ainda aqueles que discorde do cristianismo, mas em nenhuma outra religião, a não ser por imitação, escutou-se da boca do seu líder: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos persegue” (Mt 5.44). Como será que Deus tem visto a tudo isso? Como Jesus se comportaria nesta situação? Será que Ele não diria: “...embainha a tua espada; pois todos os que tomam a espada, morrerão à espada” (Mt 26.52). Ou seja, quando um não quer, dois não brigam!

Pois é, o “sangue dos inocentes está clamando”. Seja palestino ou israelita - ucraniano ou russo; aquele que conhece as intenções dos corações perversos que planejam contra os inocentes, vai requerer cada gota de sangue derramada nesta terra. Ah, vai! O cálice, hora menos hora, vai transbordar; terrível será sua ira contra todo homicida.

Vejo muitas pessoas tomando partido nesta maldita guerra. Em nome de uma ideologia - de alguma crença mística - põe a “causa” acima das “pessoas”. Se esquecem que uma única vida vale mais do que o mundo inteiro.

Muitos não estão na guerra, mas por aqui estão, fomentando o ódio e carregando suas metralhadoras. Tomam partido de alguns dos lados, e comemoram como um gol, cada bomba lançada no campo do ‘adversário’. Não é as mãos, mas sua consciência que está cheia de sangue. Como poderão clamar a Deus quando o Senhor diz: “...não ouço [suas orações], porque as vossas mãos estão cheias de sangue” (Is 1.15). O pensamento destes, são pensamentos de iniquidade (Is 59.7). A sentença do Criador já foi dada: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu sangue; porque o homem foi feito à imagem de Deus” (Gn 9.5). Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus Vivo (Hb 10.31).

O que me consola em toda esta perturbação é saber que Deus não é impassível a tudo isso. Se nós, seres humanos, pecadores e finitos, moralmente falando, ficamos revoltado, imagine você, como deve estar Deus, que é Santo e Perfeito? Ele é tão puro que não pode contemplar o mal. É sabido que tudo já estava escrito por intermédio dos profetas e dos apóstolos; mas ai dos vasos escolhidos para desonra; “melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18.6).

Amados, não devemos valorizar um misticismo e orar só por Israel por ser um povo com raízes bíblicas. Devemos orar única e exclusivamente porque se trata de vidas. Judeus e muçulmanos precisam de Jesus, pois carecem da glória de Deus (Rm 3.23). Como foi dito a Abrão: “através de ti TODAS as NAÇÕES serão benditas”. Nosso alvo não é um grupo exclusivo, mas sim pessoas. Portanto, ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Que Deus tenha misericórdia e os tire, judeus e muçulmanos, da dureza do seus corações.

Creio também que esta não é hora de discutirmos correntes teológicas. Inocentes têm sido atingidos e Deus cobrará daqueles que foram postos por luzeiros para iluminar este mundo tenebroso. Como disse o poeta:

No Mundo moderno, as pessoas não se falam
Ao contrário se calam, se pisam, se traem e se matam
Embaralham as cartas da inveja e da traição
Copa, ouro e uma espada na mão

Talvez a medida de iniquidade não tenha enchido, mas ai daquele que tomar do cálice da ira do Cordeiro, quando este cálice transbordar. Ai dos homicidas e dos que ajudam os perversos na sua perversidade (Pr 21.8), pois sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre (Ap 21.8).

Agora é com Jesus e que Deus olhe com misericórdia para tudo isso.

Este é o meu sincero desejo! 


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos


terça-feira, 22 de julho de 2014

PERDI TUDO!


Por Fabio Campos


Perdi-me quando “negligenciei o mandamento de Deus em virtude da tradição dos homens”. Quanta abominação é isso à vista daquele que não pode contemplar o mal. Quão miserável me tornei quando coloquei sobre as costas de outros um jugo que eu mesmo nunca carreguei cujo intuito era angariar aplausos de homens mais hipócritas do que eu.

Negligenciei meu relacionamento com Deus adequando-o a cumprimentos de regras litúrgicas pelo formalismo monótono, árido, sem vida e esperança. Fiz disto meu parâmetro legal para atenuar a culpa latente por não cumprir toda a lei. Fiz do secundário o fundamental e do fundamental o secundário. Justificando minha religiosidade disse a minha alma inquieta “é corbã”, ou seja, “oferta para o Senhor”; mas longe estava o meu coração e isso dizia apenas de lábios.

À vista de todos honrei a Deus com as minhas palavras, com a minha “inteligência” e com a teologia. Por vezes estive atento a lei, tornando-me “irrepreensível” perante os mortais. Todavia, “tornar irrepreensível”, me trouxe a soberba de me gloriar na lei, substituindo a única justiça perfeita, a saber, Cristo, o Qual é o fim da lei para todo o que nEle crer. Cri em mim mesmo – cumpri a lei diante dos homens, no entanto, à vista de Deus tropecei em um “único ponto”; réu de todas me tornei.

Meu temor já não era para com Deus, mas sim em perder minha reputação. Consistia apenas em preceitos de homens que maquinamente aprendi (Is 29.13). Fui moldado pela teologia dos “ortodoxos” e me deixei levar por aqueles que estão na aridez espiritual; acreditei neles, e por algum tempo pensei que Deus era um ser “impassível”. Mas o Espírito levou-me às Escrituras: “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor”, disse o Senhor Deus (Os 11.4). Então fui inundado pelo amor paterno; o testemunho do Espírito prevaleceu contra a persuasão humana. Entendi que Deus se “comove e que suas compaixões se ascendem para com aqueles que O amam” (Os 11.8).

O fermento dos religiosos está a levedar toda a massa. Sempre dispostos a legitimar suas vaidades “do saber” com seus “sacrifícios” em detrimento da “misericórdia”. Vão pelo caminho largo. Constantemente estão a se desviar do caminho estreito.

Quão pobre e miserável nos tornamos quando limitamos as fronteiras do “agir de Deus” apenas ao nosso quintal. Ainda que haja o labor em nós – grande esperança nas tribulações; ainda que haja a iluminação do Espírito para colocarmos a prova, pela doutrina, aqueles que dizem serem apóstolos, mas que são obreiros fraudulentos – caímos por termos deixado o primeiro amor.

Que exortação terrível de se escutar dos lábios dAquele que nos amou primeiro: “volte à essência dAquele que é amor”. Algo muito sério está contrário a nós; talvez o mais sério de todos, ao ponto de Nosso Senhor ameaçar tirar “nosso candelabro do seu lugar devido”. Perdi tudo! Perdi o primeiro amor!

O amor sincero, despojado, alegre e vigoroso; que ama sem saber quem. O amor que usava de misericórdia e se alegrava simplesmente “no pertencer” a Deus. Parece-me que deste amor estou carente; o amor que, como criança, faz reclinar a cabeça no peito de Jesus e escuta o compasso das batidas do seu coração.

Tornou-me “intérprete da lei”; alguém com muitas informações – “mestre” nas articulações apologéticas - talvez um “escritor” conhecido nas redes sociais. Mas distante deste amor me tornei frio, calculista, sectário e seletivo - amando apenas os da minha “tribo”. Tornei-me um “levita” ocupado nos afazeres do templo. Mas perdi tudo!, quando deixei o “coração de samaritano” que amou a Deus acima de todas as coisas amando o próximo como a si mesmo. Esqueci que disto depende Moisés e os profetas, os quais tanto uso nos meus argumentos teológicos.

Agora nada mais sou que um “bronze que soa” - um “címbalo que retine”. Talvez tenha o dom de profetizar e a virtude do conhecimento da ciência; ainda que neste caos o qual tenhamos vivido (guerras e rumores de guerras) não tenha perdido a fé que remove montanhas - de nada disso vale ou valerá, pois perdi tudo! Perdi meu primeiro amor! Sem amor de nada valerá, pois de tudo restará apenas o amor que cumpre toda Lei que é Santa, Boa e Perfeita. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado; sobrará apenas o amor, pois o “amor jamais acaba”.

Por isso perdi tudo! Perdi meu primeiro amor o qual amava o Amado da minh'alma.


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

sábado, 19 de julho de 2014

10 PECADOS COMETIDOS POR INTERMÉDIO DO FACEBOOK


Por Fabio Campos


Dificilmente vamos ver um “cristão” radical nos “usos e costumes” restringir o uso do facebook por parte dos irmãos. Antigamente víamos este comportamento para com a televisão, orkut, entre outros meios; diziam ser mundanos, e por isso “proibido” segundo a visão de algumas denominações.

Parece-me que o facebook atenuou os ânimos ascéticos dos mais dogmáticos. Hoje é comum interagir com pastores por meio deste veículo. Irmãos de denominações mais “rigorosas” como é o caso da “Congregação Cristã do Brasil”, “Deus é amor” e algumas vertentes da “Assembleia de Deus” usam o facebook sem nenhuma acusação na consciência. Em parte fico feliz por isso. Muitos foram libertos dos “usos e costumes” e estão partindo para uma base mais sólida na fé, a saber, a doutrina bíblica. O jugo posto pela liderança sobre a cerviz dos irmãos mais simples no entendimento, de fato, tem sido aliviado com o acumulo do conhecimento bíblico.

No entanto, precisamos fazer bom uso deste meio. Infelizmente, o facebook tem se tornado “pedra de tropeço” na vida de muitos irmãos; seja pelo o que escrevem – seja pelo o que leem – enfim, vigiar com isso é preciso. Por decisão própria me afastei um pouco das redes sociais. Pude identificar (a começar por mim) pecados que são cometidos sutilmente por intermédio desta rede. Trato aqui apenas dez dos milhares que cometemos, pois se continuarmos a lista, certamente precisar-se-iam gastar dias, e mesmo assim não chegaríamos à conclusão. Vamos à lista:


1) Frivolidade: Muitas das nossas expressões são frívolas, ou seja, sem nenhum valor. Simplesmente escrevemos porque caímos na tentação de postar “o que estamos pensando”. Alguns dos nossos pensamentos podem ser setas de satanás e sentimentos confusos ainda não resolvidos. Agora imagina a forma que o leitor interpreta isto. Você já deve ter entendido onde tudo isso vai parar. É sabido       que daremos conta de toda palavra frívola que escrevemos.

2) Inveja: Quem nunca sentiu inveja passeando pelo facebook? Pois é, entenda que ali dificilmente alguém vai postar suas derrotas e mazelas; literalmente, estamos no “país das maravilhas”. Às vezes você está passando por uma luta no seu matrimonio; de repente, então, se depara com a self de um casal em “alta temporada”, desfrutando merecidamente de umas boas férias no nordeste do Brasil, com o seguinte selo: “O amor é lindo”. Se você estiver cheio do Espírito Santo, isso será apenas uma tentação e logo, pela oração, ficará alegre pela felicidade dos amigos. Do contrário, se o seu coração estiver azedo, seus pensamentos não serão bons e você acabará cedendo ao pecado da murmuração. Cuidado com a inveja por ver a alegria de outros, pois nem tudo que vemos, de fato, é.

3) Ostentação: Isso tem muito, postar o que se tem simplesmente para prevalecer sobre outros. Estar por cima sempre. “Olha só a quantidade de membros que há na minha igreja”, chamam a glória para si. Muito cuidado, pois sua integridade física também pode estar em perigo. Você não conhece as intenções dos seus “amigos”. Facilmente caímos nesta soberba de “mostrar” somente para se “sobressair”, e não muito, quando estamos mal consigo mesmo, na tentativa de passarmos uma imagem positiva, mostramos o que temos para encobrir o que não temos. Nossa vida então passa a ser uma farsa regida pelo pai de toda mentira.

4) Cobiça: Muitas das vezes, imperceptivelmente, cobiçamos o que não temos; pelo desejo de ter, nos tornamos ingratos com aquilo que já temos. Isso não se trata apenas de coisas, mas de pessoas; o homem ou mulher que olha para a “grama do vizinho“ é um exemplo disso. Examine se há este sentimento no seu coração, quando a ingratidão com aquilo que você tem bater a porta do seu coração.

5) Ociosidade: Já diz o ditado popular: “mente vazia é a oficina do diabo”. Pois é, postamos o que não deveríamos - lemos que não precisamos - e julgamos o que não sabemos. Como está escrito: “quanto mais palavras, mais tolices sem nenhum proveito” (Ec. 6.11). Não consigo entender como um pastor consegue cumprir com suas obrigações ministeriais postando no facebook o dia todo. E pior, assuntos controvertidos, simplesmente para obter popularidade e atrair para si a atenção. O simples não faz sucesso, mas a controversa fomenta o ego caído e nos torna “deuses”, conhecedores do “bem o do mal”. Muito cuidado com os controvertidos e polemistas do face, ainda que professem a sã doutrina. Certamente, se ele tem tanto tempo para postar, consequentemente não tem tempo para orar, e é muito perigoso receber conselhos de pessoas que não escutam a Deus pela oração. Falam de Deus, mas não falam com Deus. Conheça a vida de oração de alguém pelo o que ele diz ou posta; muitas das nossas discussões tolas acabariam se nossa vida de oração fosse mais eficaz. Creio ser impossível alguém que acabe de levantar de sua oração, cheio do Espírito Santo, possa logo na sequencia sair discutindo com palavras agressivas.

6) Negligencia na comunhão: Nossa comunhão com as pessoas e com Deus é negligenciada. Passamos a “amar” mais os amigos online que não conhecemos, do que os que estão a nossa volta. Falhamos na comunhão fraternal cristã; os relacionamentos a cada dia têm se tornados superficiais; não damos a atenção devida a nossa família. Muitas pessoas deixam seus afazeres profissionais para estar online nas redes sociais. E o pior de tudo, nossa comunhão com Deus é afetada. Como mencionei, falamos de Deus, mas não falamos com Deus. Isso é uma tragédia! Tornamos-nos fracos, áridos, sem a graça e o poder do Espírito; enchemos nossa alma de futilidade; até aprimoramos nossa teologia (o que é muito bom) por meio dos textos postados, todavia, nos tornamos raquíticos, pobres, cegos e nus, no que concerne a intimidade com Deus. Ele fica do lado de fora batendo à porta.

7) Soberba: Quanta soberba nas declarações e discussões que há no facebook. O intuito na maioria das vezes não é edificar e nem exortar as pessoas, mas promover o seu conhecimento e construir um nome para si. Dificilmente alguém reconhecerá em público o seu erro. O Criador conhecendo a criatura disse que ao “chamarmos a atenção de alguém”, deveríamos fazer isso primeiramente em secreto. Precisamos tomar cuidar, pois podemos incorrer no erro de se engrandecer em detrimento do outro. O anseio de ser “curtido” e “compartilhado” é maior do que o temor a Deus. A estes o ensino é contrário: “que eu cresça e que Ele diminua”. Apenas entre em uma discussão quando você tiver certeza que realmente seja necessário, e também quando estiver preparado para abrir mão do direito da última palavra. Não caia no engodo de satanás.

8) Sensualidade: Cuidado com as fotos e dizeres sensuais. Nem todos são cristãos, e este quesito de nada importará para aqueles que não conhecem as Escrituras. Homem, cuidado para não cobiçar aquilo que não é seu; a mesma coisa digo às mulheres. O pecado de ambos anda em sinergia: “o homem gosta de olhar, e a mulher gosta de ser olhada”. Cuidado com aquilo que você vê, curte, lê e valoriza, pois isso será o seu alimento, como está escrito: Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas” (Mateus 6.22 NVI).

9) Inimizades: É comum criarmos inimizades no face sem ao menos conhecer as pessoas. Isso se dá porque interpretamos os posts conforme nosso “estado de espírito”. Às vezes alguém posta algo com um intuito, e outra pessoa faz uma interpretação diferente do que realmente do que aquilo quer dizer. Precisamos tomar cuidado na dose! Não podemos falar somente de um assunto; tem gente que só fala mal da religião dos outros; outros só falam mal do PT e do PSDB; já outros gostam de fomentar a contenda entre irmãos, e pelo litígio das discussões secundárias teológicas, como por exemplo: “calvinismos x arminianismo” – “tradicionalismo x pentecostalismo” – “cessacionismo x continualismo”; alimenta o ódio nos arraias, confundindo os néscios na fé (Rm 14.1). Já exclui muitos “amigos” por conta disto, e certamente outros também serão. Muito empreendimento para aquilo que não compensa. Graças a Deus muita das coisas que pensamos que vamos resolver hoje, através compilação de mais uma teologia sistemática, já foi resolvido por nossos pais da igreja e reformadores. Se soubéssemos como foi construída a teologia cristã teríamos mais misericórdia entre nós e amor para com próximo. Que os arminianos tenham um pouco mais do calvinismo; e que os calvinistas tenham um pouco mais do arminianismo. Seguimos, então, o exemplo e George Whitefield e John Wesley! Com a virtude e graça destes dois, mesmo pensado diferente, colocaríamos fogo no mundo.

10) Julgamentos: Como julgamos através do facebook. Nossa mente imagina sempre o pior do que realmente as coisas são ou estão. Até choramos com os que choram; mas temos muita dificuldades em se alegrar com os que se alegram. Muitas vezes nossa tendência pecaminosa tende a se alegrar com a derrota ou queda do próximo, simplesmente para justificar nosso pecado: “até que não estou tão mal assim”, assovia o diabo aos nossos ouvidos nos “consolando”. Isso é simplesmente demoníaco! Aquele que pensa estar de pé cuide-se para que não caia; e com à medida que julgarmos os outros também seremos julgados.


Conclusão:

Vimos apenas dez pecados que cometemos por intermédio do facebook. Precisamos vigiar e orar, pois o diabo tem buscado a quem possa devorar. Guardemos o nosso coração daquilo que não edifica e do que não produz a justiça de Deus. Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz (Ec 7.12); não seja menino inconstante levado por todo vento de doutrina. Não é porque a gramática está correta que o conteúdo é verdadeiro. Cuidado! Dinheiro na conta, nos dias de hoje, legitima conceitos errados por pessoas que nada sabem e nada têm, a não ser sua fortuna. Lembrem-se, o simples acredita em tudo (Pr. 14.15). Seja criterioso, pois do “muito falar nasce a prosa vã do tolo” (Ec 5.3).

Infelizmente o face tem sido um escape para muitos. Pessoas estão em fuga de si mesmo o tempo todo; não se autoexaminam, e tudo o que sabem de si, está baseado no que pensam delas; são dependentes dos outros, das suas curtidas, dos comentários e dos compartilhamentos. Esqueceram que o verdadeiro homem ou mulher “são conhecidos, antes de tudo, de Deus”. Sua referencia é o outro, ou seja, se o outro está bem; então, preciso estar melhor; se o outro está mal; é porque não estão tão mal assim.

Enganando e sendo enganado - vivendo uma ilusão e um mundo mentiroso, a custa do elogio de quem não o conhece em detrimento daquele que conhece todas as coisas, até o mais profundo do nosso coração - assim andam aqueles que pensam que a vida se resume ao “facebook”. Que Deus nos ajude, pois ainda que usemos o face para entretenimento, de uma forma saudável e equilibrada, fazemos então para a glória de Deus.

“Em meio a tantos sonhos, absurdos e conversas inúteis, tenha temor de Deus”. – Eclesiastes 5.7 (NVI).


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos


domingo, 13 de julho de 2014

AOS CUIDADOS DOS MAIS EXALTADOS


Por Fabio Campos

Texto base: Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista”. – Provérbios 3.21 (NVI)


Parece-me que nestes últimos dias os “nervos estiveram à flor da pele” de algumas pessoas. Talvez seja por conta da Copa do mundo. A política tem sido uma pedra de tropeço para que se caia nesta tentação. Todavia, ainda que na razão daquilo que deve ser endireitado, a “sensatez e o equilíbrio”, precisam fazer parte do nosso convívio. A responsabilidade do cristão ainda é maior já que sua palavra deve ser “agradável e temperada com sal”.

Com o advento do facebook muitos “revolucionários” saíram do armário com a proposta messiânica de mudar o mundo. Sem qualquer discernimento e longe do bom senso (Pr 2.11), apropriam-se da “verdade” e atacam ferozmente toda aquele que ousa a discordar de suas ideologias.

Percebo em algumas pessoas que há uma demanda reprimida de triunfalismo que, misturado da frustração, devido aos seus muitos fracassos, torna-se “pedra angular” na construção de movimentos controvertidos e anárquicos. O ponto principal para se detectar este tipo de movimento é sua histeria, a qual não sente o que percebe, mas o que imagina, como disse certo filósofo [1]. Este mesmo filósofo diz que “esta militância embeleza sua causa com palavras pomposas como “liberdade”, “igualdade”, “justiça”, “patriotismo”, “moralidade” ou “direitos humanos [2].

Todas as causas citadas acima são legítimas, entretanto, muitos estão munidos do ódio contra tudo e todos, e nesta “eisegese” santificam o profano, enganando os incautos levados por todo vento de doutrina. Não sabendo viver sem uma causa, neste vazio de personalidade, mas com excesso de vaidade (ser simplesmente “do contra”), atacam os esportes, os ricos, a polícia e o estado.

O que me admira é ver cristãos magoados com suas denominações, saírem atacando os evangélicos, colocando tudo e todas as igrejas dentro de um odre herético. Precisamos opinar sim, e como ensina a Escritura, “denunciar as obras das trevas”. No entanto, é preciso ter prudência, discrição e sabedoria; virtudes estas inerentes a um homem de Deus. A “insensatez é pura exibição” (Pr 9.13), e o “homem irritadiço (que se irrita fácil), faz tolices e é odiado” (Pr 14.17).

Amados, nos livremos de toda raiz de amargura e ódio que há em nosso coração. O justo pensa bastante antes de falar (Pr 11.28), e quando fala, não difama, mas com equilíbrio, instrui (PR 16.21). Quem fomenta a discussão ama o pecado (Pr 17.19), mas o entendido é de espírito sereno (Pr 17.27).  Como é ruim conviver com pessoas geniosas! O homem de gênio difícil precisa de castigo (Pr 19.19). Já quem é cuidadoso no falar evita muito sofrimento (Pr 21.23). Quando passeio pelas redes sociais, confesso que sou tentado a entrar em discussões desnecessárias. Mas nestes últimos tempos tenho aprendido com Deus a não falar com quem não está disposto a ouvir. Corrigir o zombador é trazer insulto para si, por isso não é bom repreende-lo (Pr 9.8). Já que perolas não posso dar, jogo então lavagem, ou seja, meu silencio. Como diz por aí: “não falo nada, só observo”.

Muito sábio é aquele que sabe ignorar ofensas (Pr 19.11). Precisamos de mais graça; entenda até onde você deve ir. Não jogue seu nome na boca dos leões; ou ainda pior, sendo você cristão, automaticamente as pessoas associam sua postura com a sua fé, e o nome de Jesus por vezes, por causa deste tipo de postura, é blasfemado entre os gentios. Palavrão, palavras chulas, atitudes grosseiras e agressivas não combinam com um servo de Deus que deseja ser usado para toda boa obra.

Certamente isso não ficará impune, pois Nosso Senhor Jesus nos alertou que no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado (Mt 12.36). Trazendo para hoje, toda palavra frívola escrita no facebook será pedida daquele que a escreveu. Portanto, amigos e irmãos, a recompensa da sensatez e do equilíbrio é uma vida de paz e de sono tranquilo, sem ansiedade para com o futuro, sabendo que Deus o guardará em todo o momento (Pr. 3.24-25).

Que Deus nos ajude a andar no seu Santo temor que é o princípio de toda sabedoria, para que vivamos com dignidade perante os homens e em santidade para com Deus.

"O Senhor conhece quem lhe pertence" e "afaste-se da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor". 2 Timóteo 2.19 (NVI)

Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
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Notas: 
[1] OLAVO, Carvalho. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. São Paulo: Editora Record, p. 98.
[2] OLAVO, Carvalho. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. São Paulo: Editora Record, p. 141.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

RESENHA – “A BATALHA DE TODO HOMEM” – STEPHEN ARTERBURN & FRED STOEKER


Por Fabio Campos


Não há outra coisa a pensar, quando nos deparamos com a “batalha de todo homem”, que não seja as “tentações sexuais”. Não trago tal estatística através de qualquer pesquisa divulgada, mas sim com base no conhecimento das Escrituras e nas paixões que há em meu coração que é enganoso: ou seja, 99% dos homens têm dificuldades nesta área. Talvez 1% que não se enquadre neste contexto deva ter algum problema físico, mas não quero generalizar esta “minoria”.

Não por menos, Jó, homem reto e íntegro, foi louvado por Deus diante de satanás. Este mesmo Jó precisou treinar seus olhos para não cobiçar qualquer donzela (Jo 31.1). Sendo Jó homem reto e íntegro, temente a Deus e que se desviava do mal, precisou ele de disciplina para manter-se puro, o que dirá de nós que temos grande facilidade para pecar devido a frouxidão moral que se encontra nesta era. Os recursos eletrônicos podem em apenas um click nos colocar na “ilha da fantasia”.

A obra em questão é daquelas a se tornar de cabeceira, visto que a li pela quarta vez, e esta, em especial, para escrever a resenha, ajudando assim os irmãos que não estão tendo vitória nesta área. Pois é, nós temos um problema, e todo problema precisa ser resolvido. O bom é saber que Cristo está do nosso lado. Em graça e misericórdia sabendo que somos pó, Ele nos ajudará e não nos abandonará ainda que haja tropeços nesta batalha (disso tenho certeza que terá).

A obra é divida em seis partes. No final de cada parte é reservado um espaço chamado: “O coração de uma mulher”! onde é há depoimentos e o parecer delas a respeito do assunto. É muito interessante os comentários! Pedi a minha esposa que lesse o livro. Entendendo um pouco mais as minhas lutas, hoje ela pode me ajudar ainda com mais propriedade a respeito do assunto, pois a “mulher sábia edifica sua casa”. Partiremos para uma breve abordagem na proposta de cada capítulo.


PARTE 1 – ONDE ESTAMOS?

O capítulo trata do “padrão de Deus” quanto à pureza sexual. O texto base que os (quatro) autores usa é Efésios 5.3: “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiam entre vós”. Para o padrão de Deus existe qualquer rastro de impureza na sua vida que precisa ser tratado?, é a pergunta colocada pelo autor.

O autor compartilha a frieza e a indiferença que entraram na sua vida por conta deste departamento escondido no seu coração, a impureza sexual. Após perceber o seu estado espiritual ele fez uma oração em comprometimento a Deus: “estou pronto para trabalhar contigo se o Senhor estiver pronto para trabalhar comigo”. Aquele ato mudou sua vida; ele buscou um curso para receber orientações sobre os padrões sexuais conforme Deus ordena para o casamento.

O autor conta de como esteve mergulhado na pornografia antes do seu casamento. Após ter se casado não comprou nenhuma revista pornográfica, entretanto, para os padrões de Deus, ele ainda estava distante de uma vida consagrada para ser usada em prol do Reino de Jesus. Enfrentou várias lutas ao buscar a pureza estabelecida por Deus ao ponto das pessoas dizerem que tudo isso era normal e que Deus sabia de sua fraqueza e mesmo assim o amava.

A questão era na prática; sua fé era fraca e qualquer incidente ocorrido o atormentava pela culpa. Pensava ele que era por causa do seu pecado que vinham as intempéries ocorridas. Sendo o cabeça da casa, todo o corpo sofre as consequências por não ter a cabeça pensando da forma que deveria. Todos indiretamente estavam pagando o preço pelo seu pecado, a saber: a esposa, a igreja e os filhos.

O autor expõe o seu desespero contando sobre sua distancia para com Deus e as consequências de tudo isso. Aborda também o sentimento que invade os homens devido às derrotas quando estão lutando contra si em busca dos padrões morais de Deus.

Outra cousa muito importante que ele aborda neste capitulo é a questão se este problema é somente um vício ou algo mais. Ele traz um teste pelo qual você descobrirá o grau do seu problema. No meu caso foi certeiro!


CAPÍTULO 2 – COMO CHEGAMOS AQUI

O autor trata da procrastinação do pensar que seremos libertos deste pecado por obra mágica. Ele traz diversos depoimentos de pessoas que não eram saciadas sexualmente pelo seu cônjuge (seja pela falta de apetite sexual ou por questões físicas) e que atenuaram no seu coração a culpa pelo pecado e a consequência de sua gravidade. Como haverá mudança sem o reconhecimento que se precisa de uma mudança?

O autor faz uma abordagem bíblica do que o Senhor requer em nossa vida sexual. Vários textos são citados dentro do contexto da proposta do autor. Ele traz a diferença entre “obediência e excelência”. “Almejar ‘obediência’ é almejar a perfeição, não a ‘excelência’, a qual se encontra numa posição inferior”, diz o autor. É possível (pelo menos no mundo corporativo) buscar excelência não pagando muito por isso. Já a perfeição não tem como! Ela exige produtos perfeitos e serviços perfeitos, os quais consomem grande parte dos lucros. Muitos homens pararam no excelente; e para o padrão mundano, estão perfeitos. Mas aos olhos de Deus vai tudo mal; “sede perfeitos como perfeito é o pai de vocês”, disse Jesus. “Instruir-se sobre Cristo custa algo. Mas viver como Cristo tem um preço muito alto”, arrazoa o autor.

O que me atraiu neste livro foi a forma sincera que o autor aborda suas fraquezas e fracassos por durante dez anos de luta. Ele traz de uma forma científica este desejo intenso por sexo que os homens têm, contrapondo os das mulheres. Toda essa libido é da nossa natureza e assim Deus fez; basta saber usarmos da forma certa, no tempo certo e com a pessoa certa; o que não podemos é eliminar nossa masculinidade.


CAPÍTULO 3 – OPTANDO PELA VITÓRIA

Este é o capítulo da decisão! Quando reconhecemos a gravidade de nosso pecado e do quanto estamos atolados na lama da lascívia. Um homem verdadeiro age e comporta-se como homem. Em toda luta há os pontos mais difíceis da batalha. Na luta pela pureza sexual não é diferente. Os primeiros dias são mais tranquilos; no decorrer, a situação piora; lembre-se, Deus é Soberanos e faz o que lhe apraz, mas dificilmente irá fazer com que haja uma queda hormonal. Ou seja, não espere ter vontade de “não pecar”; o verdadeiro homem de Deus amortece pelo Espírito os seus desejos e crucifica suas paixões e concupiscências. É preciso tomar a decisão e “propor no coração” o desejo pela pureza estando disposto a morrer para si e viver para Cristo.

O autor trata daquilo que ele perdeu devido a sua impureza. Através desta luta e na vitória dela, ele recuperou o seu relacionamento com Deus - com a esposa - com os filhos - e com o seu ministério. Ele cita a experiência que D. L. Moody, quando Moody ao ouvir de alguém que “o mundo ainda não viu o que Deus pode fazer com um homem completamente devotado a ele”: Moody respondeu: “Eu sou esse homem”.

Através de suas experiências, vitórias e fracassos, os autores traçam um plano de ação para lutar esta batalha focada no objetivo desta guerra. O plano envolve perímetros: 1) dos olhos, 2) da mente e 3) do coração. Com ajuda de Deus e construindo novos hábitos (impureza é um hábito), o autor diz que é possível deixar o velho estilo de vida em seis semanas. Sempre vigiando, mas é possível. Deus é bom! O autor trata do modo como devemos lidar com o mundo, com a carne e com o diabo.

CAPÍTULO 4 – VITÓRIA COM SEUS OLHOS

Neste capítulo o autor nos traz em “detalhes” os novos hábitos que nos ajudarão a manter-se puro de acordo com o padrão de Deus: 1) “desviando os olhos”; 2) “subjugando os olhos”; a 3) “espada e o escudo”. Este é o capítulo, talvez, mais interessante para aqueles que estão verdadeiramente dispostos agradarem a Deus e consagrar-se a Ele.

No Reino de Deus a obediência sempre termina em alegria e paz. Vale a pena! Preciosas dicas são apresentadas de uma forma prática para obtermos vitória em nossas emoções. Este capítulo só será útil para aquele que entendeu o padrão moral de Deus e também o tamanho de sua pecaminosidade. Este novo hábito trará suas recompensas. A principal delas será a paz pela comunhão com Deus por estar honrando-O e o glorificando-O.


CAPÍTULO 5 – VITÓRIA COM SUA MENTE

Nossa mente é indomável. Se não levarmos ela cativa a Cristo, cativa ela será por aquilo que procede do coração: lascívia, adultério e toda sorte de imoralidade. Neste capítulo o autor aborda como “transformar nossa mente” e purifica-la pelo exercício com ajuda da Palavra de Deus. Ele diz que a “mente é como um cavalo indomável, correndo livre, ora com pensamento organizado, ora sem qualquer ordem”.

Precisamos proteger nossos pensamentos, pensando no que é puro, naquilo que é louvável e de boa fama. Ele aborda também “aproximando-se do seu curral”, ou seja, mulheres que irão se aproximar de você: 1) mulheres que você acha atraentes e 2) mulheres que acha você atraente. Qual deve ser nossa postura diante destas situações. Aborda como devemos lidar com aquelas que já estão dentro do nosso curral: 1) antigas namoradas e 2) esposas dos nossos amigos.

Muitos não cuidaram do “seu curral” e hoje têm uma triste história para contar. Que Deus nos ajude, pois aquele que está de pé cuide-se para que não caia.


CAPÍTULO 6 – VITÓRIA EM SEU CORAÇÃO

Este capítulo aborda os perigos do nosso enganoso coração. Como está escrito: “Tudo o que se deve guardar, guarde o seu coração, pois dele procede as saídas da vida” (Pr 4.23). Como ocupar-se totalmente com o propósito de Deus de estimar sua esposa? É um assunto que ele trata de uma forma fantástica.

“Se os cristãos se ocupassem totalmente dos propósitos de Deus, isso se refletiria primeiro em nossos casamentos”. Essa frase reflete o verdadeiro e principal ministério instituído por Deus.  Infelizmente a taxa de divórcio no meio evangélico tem crescido de uma forma assustadora. Hoje [07.07.14] li algo muito interessante no facebook, dito pelo irmão Josemar Bessa: “Muitos casamentos acabam porque na obsessão de ser feliz, muitos amam imensamente a felicidade, não o outro”.

Precisamos lutar pela nossa família, que é o nosso bem mais precioso. O autor traz uma reflexão da fidelidade de Urias para com Deus. Um homem que tinha o temor e cuidava de sua esposa sendo sua “cordeirinha”. Quanta honra Urais me encoraja a buscar! Que exemplo de fidelidade em tudo – seja para com os homens – seja para com Deus. “Carregue a Honra”. Leia este relato em oração quando puder (2 Crônicas 11).

Honre sua esposa. Honre os familiares dela; lembre-se, você a tirou do conforto do seu lar; lá ela tinha toda mordomia e segurança, mas por amor a você, em confiança, submeteu a estar ao seu lado pela vida toda. Honre a esperança dela. Agindo assim Deus se agradará de você e te levará para Sua vontade que é boa, perfeita e agradável.


GUIA DE ESTUDO E DISCUSSÃO

No final do livro o autor disponibiliza um guia de estudo e discussão, onde poderá ser abordado em um grupo de homens. Vale a pena ler e aplicar esse estudo em reuniões de pequenos grupos.


MEU PARECER:

Não adianta maquiarmos o nosso problema. O pecado bate a porta, e quem é capaz de domina-lo? Precisamos de mais graça e misericórdia em nossos gabinetes, pois muitos não se sentem a vontade para compartilhar sua escravidão na área da sexualidade. É como um tumor não cuidado; vira um câncer e por vezes, em dias, mata sem a possibilidade de nenhuma de reação. Assim é este “pecado secreto”. Vale a pena se santificar! Vale a pena honrar a Deus através da fidelidade (inclusive da mente) para com nossa esposa. Quero deixar um trecho das Escrituras para a meditação dos irmãos; para aqueles que têm dificuldade nesta área (assim como eu e noventa e nove por cento dos cristãos). Arrazoe isso no seu coração! Dá tempo de reverter e viver uma vida de paz para com Deus e um romance maravilhoso com sua amada esposa.

“Diga à sabedoria: "Você é minha irmã", e chame ao entendimento seu parente; eles o manterão afastado da mulher imoral, da mulher leviana e suas palavras sedutoras. Da janela de minha casa olhei através da grade e vi entre os inexperientes, no meio dos jovens, um rapaz sem juízo. Ele vinha pela rua, próximo à esquina de certa mulher, andando em direção à casa dela. Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão. A mulher veio então ao seu encontro, vestida como prostituta, cheia de astúcia no coração. (Ela é espalhafatosa e provocadora, seus pés nunca param em casa; uma hora na rua, outra nas praças, em cada esquina fica à espreita.) Ela agarrou o rapaz, beijou-o e lhe disse descaradamente: "Tenho em casa a carne dos sacrifícios de comunhão, que hoje fiz para cumprir os meus votos. Por isso saí para encontrá-lo; vim à sua procura e o encontrei! Estendi sobre o meu leito cobertas de linho fino do Egito. Perfumei a minha cama com mirra, aloés e canela. Venha, vamos embriagar-nos de carícias até o amanhecer; gozemos as delícias do amor! Pois o meu marido não está em casa; partiu para uma longa viagem. Levou uma bolsa cheia de prata e não voltará antes da lua cheia". Com a sedução das palavras o persuadiu, e o atraiu com o dulçor dos lábios. Imediatamente ele a seguiu como o boi levado ao matadouro, ou como o cervo que vai cair no laço até que uma flecha lhe atravesse o fígado, ou como o pássaro que salta para dentro do alçapão, sem saber que isso lhe custará a vida. Então, meu filho, ouça-me; dê atenção às minhas palavras. Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas. Muitas foram as suas vítimas; os que matou são uma grande multidão. A casa dela é um caminho que desce para a sepultura, para as moradas da morte.” 

- (Provérbios 7. 4-27)

Pense nisso!

“Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte”.
- Provérbios 16.25 (NVI)

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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Ficha técnica:
Autor: Stephen Arterburn & Fred Stoeker
Páginas: 249
Editora: Mundo Cristão
1º edição: junho de 2004
9º reimpressão: 2011

OBS: Todas as citações [“”] foram extraídas do próprio livro [“A Batalha de Todo Homem”] exceto as citações bíblicas as quais foram introduzidas pelo autor da resenha [Fabio Campos] apenas para trazer luz ao objetivo do contexto.

Assuntos postados neste blog relacionados à sexualidade:

1) MASTURBAÇÃO! O testemunho de um jovem! 

 

Link:http://www.fabiocamposdevocionais.org/2012/07/masturbacao-o-testemunho-de-um-jovem.html

 

2) CONFORTO AOS QUE SÃO ALVO DE TENTAÇÃO – C. H. SPURGEON

 

Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2014/03/conforto-aos-que-sao-alvo-de-tentacao-c.html

 

3) John Piper - Pecado Sexual

 

Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2012/11/john-piper-pecado-sexual.html

 

4) Pornografia, um pecado que assola a humanidade

 

Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2012/05/pornografia-um-pecado-que-assola.html

 

5) A SEDUÇÃO DO PECADO

 

Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2011/11/seducao-do-pecado.html

 

6) 12 DICAS PARA SE TER UM DIA VITORIOSO CONTRA OS PECADOS SEXUAIS

 

Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2011/02/12-dicas-para-ter-um-dia-vitorioso.html

 

7) Esboço ministração: BATALHANDO CONTRA AS TENTAÇÕES SEXUAIS

 

Link: http://www.fabiocamposdevocionais.org/2010/11/esboco-ministracao-batalhando-contra-as.html