terça-feira, 17 de junho de 2014

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA MORRER?


Por Fabio Campos

Texto base: Naquele tempo Ezequias ficou doente, e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: ‘Assim diz o Senhor: Ponha em ordem a sua casa, pois você vai morrer; não se recuperará’”. – 2 Reis 20.1 (NVI)


Parece macabro esta pergunta, mas é uma certeza absoluta [se Jesus antes não voltar]: você vai morrer! A consciência vai procrastinando este tipo de reflexão, e a cada dia, o homem, faz da sua morte, algo mitológico, distante, ao ponto de se autoenganar acreditando mesmo que inconsciente que nunca irá morrer.

O jargão popular está mais que certo: “para morrer basta estar vivo”. Quando me deparo com alguém zombando da morte dizendo “se morrer enterra”! ou “este é o destino de todos, vamos, então, aproveitar a vida”!, penso seriamente se eles sabem o que estão falando.

O grande puritano Jonathan Edwards, com dezenove anos, pensava todos os dias em sua morte. Ao se levantar, vivia como se aquele dia fosse o seu último. O livro de Eclesiastes diz que é “melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério” (Ec 7.2). Levar uma vida leviana “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (1 Co 15.32), é sem dúvida, uma tolice. Disse Nosso Senhor Jesus: “Louco, esta noite pedirão a sua alma” (Lc 12.20).

A sabedoria consiste no temor a Deus, sabendo que nós somos breves como sono; que como a relva que brota ao amanhecer; germina e brota pela manhã, mas à tarde, murcha e seca (Sl 90. 5-6). A vida é curta ainda que se viva muito! Pergunte a uma pessoa de cem anos e ela te dirá o quanto passou depressa aquilo que você diz ser um século. Como força de expressão [pois existem pessoas com mais de oitenta anos], a Bíblia diz: “Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!” (Sl 90.10 NVI).

Moisés que escreveu este salmo entendeu a brevidade da vida e pediu um “coração sábio”, o qual contasse os dias, na reflexão de que, a cada dia, era um dia a menos que viveria nesta terra (Sl 90.12). Este encontro está marcado, e cedo ou tarde, você estará de frente com o Criador. Acreditando ou não, depois da morte, você não vai acreditar, mas apenas constatará a quão tolice foi dizer que Deus não existe (Sl 14.1).  Tenha em mente; da aqui cem anos – nem eu e nem você – estaremos nesta terra.

No encontro com o Criador não haverá retórica, filosofia, e nem sofista suficiente persuasivo para fazer Deus mudar de ideia. Todos nossos pecados praticados nas trevas serão trazidos a luz e posto diante da Presença dEle.

Olavo de Carvalho diz “o que determina as nossas crenças [nesta era] não são os fatos e sim as interpretações”. As pessoas escolhem a religião que mais se amolda naquilo que elas querem sem se preocupar se está certa ou não. “O que importa é o que penso”, dizem. Será que Deus criou tudo e deu ao homem várias religiões para se achegar até Ele? Não! Só há um caminho! Disse-lhe Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6). Se Jesus Cristo não estiver na sua vida, nem a igreja que congrego poderá te salvar. Nenhuma religião leva uma pessoa a Deus, mas só Jesus pode fazer isso.

Logo, então, a reencarnação não vai adiantar, pois a Bíblia diz que “aos homens está ordenado morrerem UMA VEZ, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27). O purgatório será anunciado àqueles, que nele acreditaram, sendo uma tremenda farsa, e que tal ensino foi criado pelos homens. Obras de caridade também não vão adiantar, ao menos que você NUNCA tenha pecado em toda sua vida (impossível, pois nascemos no pecado Sl 51.5). Também não vai adiantar rezar missas - ascender velas - e nem pedir a intercessão dos que já se foram, pois a Bíblia diz que o dia para se arrepender e crer é hoje, enquanto há vida (Hb 3.7). Só que tem fôlego pode louvar ao Senhor!, pois Ele diz: “Não sou Deus de mortos, mas de vivos”.

O mundo será julgado com JUSTIÇA (At 17.31). Uma ilustração que escutei, certa vez, trará um entendimento a esse respeito. Um sacerdote religioso morreu e foi recebido na portaria do céu. Os anjos o abordaram e disseram que teria que listar, pelo menos, 100 coisas boas que tivesse feito na terra. O sacerdote iniciou dizendo, que fora um marido fiel e que nunca tinha traído sua esposa nem em pensamento. Os anjos, então, conferindo disseram que, de fato, o homem agiu assim. O sacerdote disse sua segunda boa obra - que tinha visitado os enfermos e que também fazia curativos nos leprosos isolados. Os anjos conferiram e constataram que ele de fato tinha feito tal coisa.

O sacerdote contou sua terceira boa obra. Disse que todos gostavam muito dele, porque além de caridoso, era um homem muito respeitado, e que dava a metade do seu salário aos pobres. Os anjos verificaram e, de fato, ele assim procedia. Faltavam, então, 97 boas obras. O sacerdote começou a chorar dizendo: “Não tem como ser melhor do que isso; se não for pela misericórdia de Jesus, vou ficar de fora”. Na hora que ele disse “misericórdia de Jesus”; os anjos pararam e pediram que ele repetisse tal coisa. Ele, porem, repetiu: “pela misericórdia de Jesus”. Os anjos, então, disseram: Pela misericórdia de Jesus você completou os 100 pontos! Pode entrar! Rs

Deus julgará o mundo com justiça por meio de Jesus Cristo (At 17.31). Um juiz nunca irá sentenciar ou absolver alguém com base no que o réu acredita ser certo ou errado, mas sim de acordo com lei.  O Senhor designou um único caminho e assim reconciliou os homens com Ele mesmo somente através de Jesus Cristo.

Quando o homem foi criado, nele foi posto o “anseio pela eternidade” (Ec 3.11). O reformador João Calvino chamou isso de “sensus divinitatis”, ou seja, o senso da divindade, e que em todos os seres humanos há uma “semente da religião” que o impulsiona em direção do sagrado. Calvino negava veementemente a possibilidade de um ateísmo [ateus nada mais são do que pessoas frustradas com Deus]. Um fato que comprova o medo da morte e o quanto o homem busca através deste anseio [da eternidade], proteção divina, são as diversas religiões criadas.

A morte é algo que muito nos amedronta e nos impressiona. Não fomos criados para morrer, mas para viver eternamente. E isso vai acontecer. Seja no céu - seja no inferno (Dn 12.2) - a vida terrena é o início de uma caminhada rumo à eternidade. Você vai chegar à eternidade, mas o hoje determinará em qual delas você vai viver. O Senhor Jesus disse que há dois caminhos; o largo e o estreito. A maioria entra pelo largo que conduz à perdição. Poucos são os que entram pelo caminho estreito que leva à vida (Mt 7. 13-14). Você já analisou por qual caminho seus pés têm andado?

Muitos que morreram não tiveram a oportunidade de ler um texto como este que trata tão diretamente deste assunto. Morreram inesperadamente, e entenderam o sentido da eternidade, no fechar dos olhos; contudo, não terão a chance de se arrepender e seguir o curso de sua vida por outro caminho (Lc 16.19-31).

Como lemos no texto base, Ezequias, rei de Judá, foi avisado que logo iria morrer. Por isso deveria arrumar a sua casa. Cabe a pergunta: Você está preparado para morrer? Ezequias não estava, e por isso clamou ao Senhor de todo o seu coração; o Senhor foi bondoso com ele e lhe acrescentou mais alguns anos dando-lhe uma nova oportunidade de fazer diferente o que ele tinha feito de errado (2 Rs 20).

Talvez o Senhor esteja falando ao seu coração através deste texto – chamando-o a pensar com critério nas crenças dos homens, no quê de fato condiz com o Ensinamento da Palavra de Deus. As pessoas estão muito mais preocupadas com a parte financeira que deixarão seus familiares após sua partida (o que é legitimo), e por isso fazem diversos tipos de seguros, do quê pensar acerca de onde passarão a eternidade.

Creem na tradição familiar e no conto de muitas doutrinas e religiões, todavia, poucos param e pensam se de fato sua crença condiz com a Verdade Absoluta, determinada pelo próprio Criador, a qual Ele não abre margem para negociações. A Bíblia é o único método seguro para conhecer a vontade de Deus e crer no que é correto.
Você está preparado para morrer?

“... prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”. – Amós 4.12 (AFC)

Meu intuito aqui não é afrontar sua fé e nem coagi-lo a deixar de acreditar em sua religião. O Espírito Santo é quem faz isso, através do amor, e com muita maestria. Assim Ele já fez na vida de muitos, inclusive, na minha. Escrevo apenas pelo amor que sinto e pelo desejo que tenho de que todos sejam alcançados pela Graça e Misericórdia de Deus - que nunca venham a perecer - mas que tenham a vida eterna em Cristo Jesus, pensando todos os dias:

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”?
– Marcos 8.36 (AFC)


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!