domingo, 29 de junho de 2014

POR QUE QUERO TUDO ISSO?


Por Fabio Campos

Texto base: [Disse Simão, o mágico] “... Deem-me também este poder...” (At 8.19)


Por estes dias estava arrazoando as motivações dos meus anseios. Por que tanto? Para que tanto? Por que queria o poder de Deus? Para que ler tantos livros e adquirir um vasto conhecimento? Percebi que estava sendo enganado pelo próprio coração (que por sinal é bom nisso), e muitos dos desejos de “ter” e “ser” não passava de “vaidade das vaidades”. Tudo vaidade! Eu já cansado e ainda sem saber o porquê continuava, então, a correr desvairadamente atrás do vento.

Alguns dos nossos anseios são legítimos. Todavia, a “legitimidade” não anula o “esquadrinhar” de Deus concernente as motivações. Em atos [8.9-24] a Bíblia relata a história de Simão, o mágico, que morava em Samaria. Ele praticava feitiçaria e iludia as pessoas através de suas adivinhações. O povo considerava-o um místico de mais alto nível, ao ponto de rotula-lo “o poder divino conhecido como Grande poder” (v. 10).

Após o Evangelho ser anunciado pela boca de Felipe, Simão creu e foi batizado (v. 13). Ele observava atentamente os “sinais e as maravilhas” que seguia os apóstolos. Extasiado ficava Simão diante de tamanhos feitos. Muitos dos seus seguidores passaram a crer no Evangelho. O mágico perdera mercado, e naquele ditado “Se não pode vencê-los, junte-se a eles”, Simão, então, desejou o poder dado pelo Espírito Santo aos Apóstolos.

Simão, aparentemente, saiu da feitiçaria, entretanto, a feitiçaria não tinha saído de dentro dele (At 8.13). Ofereceu dinheiro a Pedro para comprar o poder de Deus. Tudo para se juntar aos discípulos e continuar estimado pelo povo de Samaria (At 8. 9-10). Deste fato origina-se o termo “simonia”, conhecido também no mundo secular. Ou seja, “simonia” (de Simão) é o ato de se obter favores divinos (seja bênção, curas, prosperidades) através de pagamentos aos sacerdotes e líderes.

Simão desejou o “poder do Espírito Santo” depois de ter crido no Evangelho. Mas, então, que mal há nisso? A questão é que Deus nunca foi, e nem será servido por mãos humanas (At 17.25). Não há compra de nada, apenas graça, favor nunca merecido, pois se fosse merecido, deixaria de ser graça e passaria a ser salário. Nós podemos estar desejosos pelo o que é certo, mas motivados pelos “fins errados”.

É certo e bíblico, jejuar!; mas jejuar para obter louvores dos homens é uma tremenda hipocrisia condenada pelo próprio Senhor (Mt .16-18). Se for assim, é melhor que não jejue. Estudar a Bíblia e obter conhecimentos teológicos é lícito e deve ser o desejo natural daquele que quer manusear bem a Palavra da Verdade; todavia, estudar para afrontar as pessoas e humilhar os oponentes, ainda que esteja certo nos conceitos, é tornar-se um instrumento do mal – pensando saber algo, mas não sabendo como convém – de fato, tal pessoa não conhece a Deus e por Deus não é conhecido (1 Co 8.1-3). Qualquer fagulha de orgulho ainda tenha conotação religiosa e aparente sabedoria, provém do diabo.

Pensei comigo: “é legítimo e importante ler livros muitos livros”. Mas por que quero tanto tudo isso? Qual minha motivação ao ajoelhar diante de Deus e humilhar-se diante de sua mão poderosa? Muitas das nossas confissões carregam motivações purgatórias ao invés de quebrantamento; não há verdadeiro arrependimento ainda que o pecado seja real! Se gloriar do arrependimento é obra morta e trapo de imundície perante aquele que sonda o mais profundo dos corações.

Cheguei à conclusão que pedimos mal. Por vezes o ministério e a vocação torna-se um “deus” suprindo uma carência que não foi saciada nas atividades seculares. Não deixamos nos enganar: muitos neste afã pregam a Cristo por inveja e rivalidade (Fp. 1. 14-18) - oram e jejuam demando “poder do Espírito Santo” - estudam para obter conhecimento e habilidade com as Escrituras – no entanto, por motivos falsos, ou seja, para sua própria glória no desejo de ser reconhecido pelos homens. Não buscam a glória de Deus! Arrependem-se somente por medo das consequências e não por terem entristecido o Espírito Santo.

Se Deus tirasse o ministério dizendo ser “Ele” suficiente, muitos abandonariam o cristianismo para buscar algo que lhes pudesse trazer prestígio. Alguns no lugar de Davi, o qual Deus disse que não construiria o templo, mas que seria feito através do seu filho Salomão; por isso, viraria as costas para Deus e buscaria servir outros “senhores” para serem recompensados.

Jesus é suficiente para você? Se ele dissesse hoje que você não teria ministério e nem lhe concederia qualquer habilidade para que você pudesse fazer algo, mas que, apenas seria dada de Sua “Graça” e que Ele estaria contigo até a consumação dos séculos, você se submeteria e diria sinceramente: “posso todas as coisas naquele que me fortalece”?

Antes de orar ou fazer qualquer outra atividade para Deus, examine-se e peça ao Senhor que esquadrinhe o seu coração mostrando se há algum caminho mal. Certamente, Deus honrará aqueles que têm a ciência de que não merece ser honrados e que buscam, acima de tudo, seja no comer ou no beber ou em qualquer outra coisa, a Glória de Deus (1 Co. 10.31), a qual Ele jamais dividirá com alguém.


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

segunda-feira, 23 de junho de 2014

OS LIMPOS DE CORAÇÃO ESTÃO EM EXTINÇÃO!


Por Fabio Campos

Texto base: Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida”. – 1 Timóteo 1.5 (AFC)


Eu creio que a igreja não está vivendo somente uma crise doutrinária. Falta pureza e um cotidiano mais simples. Muita gente “sacrificando sem obedecer”. O desejo de ser evidenciado pelos homens tem tomado o lugar do desejo verdadeiro em agradar a Deus. Não há mais choro pelo próprio pecado e nem o desejo de santificação.

Uma fé fingida – relacionamentos superficiais – preocupação com o próximo apenas por aquilo que ele pode retribuir. Piedade de boca, carregada de carinho - exegese ortodoxa - longas orações com lágrimas e soluços – simples protocolos demandados por uma comunidade cristã, mas na grande maioria das vezes, sem o fogo ardente e sincero; mas já que é um mandamento, então vamos, pelo menos parecer isso, para que possamos ser conhecidos como discípulos.

O interessante é que Deus ama não porque é amado! Ele ama porque é amor! Nada o Senhor encontrou em nós digno da sua misericórdia. Ele não foi seletivo devido nosso desempenho e nem o quanto O amávamos; pelo contrário, provou o seu amor para conosco que Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. Se o amor procede de Deus, logo, então, precisamos amar-nos uns aos outros. Ainda que tenhamos o apreço dos homens - o galardão da comunidade - se não amarmos de fato - não conhecemos a Deus, pois Ele é amor. Somente desta forma permaneceremos nEle e Ele em nós. Quem não ama está nas trevas!

Às vezes vejo mais graça nos lábios e misericórdia no coração naqueles que não pertence a uma igreja evangélica. Acolhimento, doçura no falar, misericórdia para com os erros, e etc., é mais constante na casa de um gentil (assim rotulado por nós). Podemos aprender com Cornélio, centurião romano, o qual foi a princípio renegado por Pedro por ser gentil. Mas tanto ele como sua família, era piedoso, temente ao Senhor e que dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus.

Você já pensou se Deus escolhesse através do merecimento aquele a quem Ele amaria? Nós somos seletivos a quem devemos amar e nos aproximar. Talvez a prudência legitime esta atitude [da proximidade]. Todavia, outros, visam seus interesses em jogo. O tempo passa e tal pessoa não poderá me ajudar no que eu projetei, então não convém perder meu tempo com alguém assim. Não! Amar a Deus neste caminho é impossível, pois mentiroso seremos tidos, por dizer, que amamos a Deus a quem não vemos, deixando de fazer o bem (sabendo fazer) por aquele o qual vemos.

Mas quem subirá ao monte do Senhor? “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente” (Sl 24. 3-4). O ministério, os dons, a vocação, nada são se não houver “o amor de um coração puro, de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Tm 1.5). Somente os limpos de coração verão a Deus (Mt 5.8).

O “movimento pietista” foi mal compreendido por muitos no decorrer da história. Creio que sua essência tem muito a nos ensinar. Ou seja, um cristianismo autêntico e uma fé viva, eram alguns de seus pilares. Como disse Calvino: “Porque o evangelho não é uma doutrina de língua, mas de vida”. Diziam que a “pureza do ensino e da doutrina seria melhor mantida pelo arrependimento genuíno e pelo viver santo do que nas disputas teológicas e nos livros de teologia sistemática” [1].

Não devais nada a ninguém a não ser o amor. Certamente! Estou em falta! A igreja de um modo geral (a exceções isoladas) precisa de mais pureza – de uma alma mais leve, purificada pelo Espírito Santo - pois somente assim estaremos obedecendo à verdade, aperfeiçoados nas boas obras que é, o amor fraternal (e não fingido); aquele que ama uns aos outros de um coração puro (1 Pe 1.22).

Que Deus nos ajude a cuidarmos de nossa família na fé, levando em conta que Deus acolheu para si (Rm 14.1) aquele que rejeitamos deliberadamente.

'Os pobres de espírito veem e se alegram. Oh! Vocês que procuram por Deus, tenham coragem! Pois o Eterno ouve os pobres, Ele não abandona o infeliz'. - Salmos 69. 32-33 (A mensagem; E.P).


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
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Notas:

[1] OLSON, Roger. História da teologia cristã. São Paulo-SP: Vida Acadêmica, p. 490.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

9 SEGREDOS QUE A ESPOSA DO SEU PASTOR GOSTARIA QUE VOCÊ SOUBESSE



Por Christina Stolaas


Ela está sempre lá. Às vezes, no fundo, às vezes com um sorriso de boas-vindas na frente, às vezes notada e apreciada, às vezes sendo silenciosamente julgada. A esposa do seu pastor; a força poderosa por trás da maioria dos líderes da igreja, muitas vezes é rotulada como um "mistério" pelo resto da igreja. Isso não tem que ser assim.

E se nós apenas pedíssemos a esposa de nosso pastor abertamente, honestamente, mesmo anonimamente, para compartilhar alguns de seus segredos? E se a gente as convidasse a compartilhar seus corações e nos dizer o que gostariam que a igreja soubesse?

Eu fiz uma simples pergunta aberta a um grupo de esposas de pastores em estados diferentes, de diferentes denominações, com vários anos de serviço, "Se você pudesse dizer a igreja algumas coisas sobre o seu papel como esposa de um pastor, o que você gostaria de dizer?"

As mulheres selecionadas são as esposas dos ministros de música, líderes das crianças, pastores seniores e pastores de jovens. Alguns deles servem em igrejas com uma grande equipe e orçamentos ainda maiores, outros em igrejas mais recentemente plantadas, e até mesmo algumas esposas de pastores a mais tempo e que mal sobrevivem em congregações. Apesar de tais fundos diferentes, suas respostas eram estranhamente similares, e, em muitos casos, quase idênticas.

Eu me sentei para o café, troquei e-mails e tive longas conversas com muitas pessoas que livremente compartilharam seus segredos comigo em troca da promessa de anonimato. O que se segue é um conjunto condensado de suas palavras.

1) "Eu queria que as pessoas soubessem que lutamos para ter tempo para a família."

Houve uma resposta comum que recebi da mulher de cada pastor. Cada uma, única, singular. Várias e várias vezes, as esposas de muitos pastores compartilharam inúmeras ocasiões em que férias planejadas tiveram de ser encurtadas (isso não é chato?). Contaram-me histórias de noites familiares tendo de ser reorganizadas por causa de crises de membros da igreja, emergências a meia noite e interrupções regulares. Um verdadeiro dia de folga é raro; mesmo os dias de folga programados de seus maridos são, essencialmente, de plantão.

2) "Quase todos os dias eu estou com medo de estragar tudo."

Elas enfrentam muitas das mesmas questões que todas as outras  mulheres enfrentam: questões de casamento, as extensas dificuldades familiares, doença, finanças, crianças que tomam decisões inadequadas, medos e inseguranças. Alguns momentos da vida são, obviamente, mais difíceis que outros; mas lembre-se, as esposas dos ministros não são a "Mulher Maravilha" com poderes especiais. Por favor, tenham um pouco de misericórdia e ofereça a graça.

3) "Ser esposa de pastor é a coisa mais solitária que eu já fiz e por muitas razões."

Pessoalmente, eu acho que isso será surpreendente para muitos (foi para mim). Várias senhoras compartilharam as dificuldades de encontrar amizades que fossem seguras, sendo observadas (ou tratadas) de forma diferente, e até mesmo o desejo de serem convidadas para uma noite ocasional de senhoras. Ou quem sabe "uma mulher comum", convidando-nos a algo, apenas para nos conhecer. Nós gostamos de conhecer pessoas e sermos conhecidas. As pessoas na igreja muitas vezes pensam que a esposa do pastor é sempre convidada para tudo e popular. Na realidade, por qualquer motivo, muitas mulheres temem fazer amizade com elas. Nas manhãs de domingo as esposas de pastores estão muitas vezes sentadas sozinhas e aquelas com filhos acabam parecendo, essencialmente, mães solteiras.

4) "Sem problema! Seja bem vinda para conversar comigo sobre as coisas que não dizem respeito à igreja, ou mesmo Jesus. Eita, eu falei!"

Elas têm uma variedade de interesses. Acredite ou não, muitas esposas de pastores foram para a faculdade e exerceram suas carreiras em tempo integral antes de se tornarem  "A Sra. Esposa do Pastor". Elas têm hobbies, gostos e desgostos, e embora elas muitas vezes sirvam ao lado de seu marido, elas são indivíduos com seus próprios dons. Não cometa o erro de pressupor que a esposa do seu pastor tem a mesma personalidade dele. Uma mulher recém casada compartilhou que ​​quando anunciou seu noivado, regularmente as pessoas comentavam sobre quão boa cantora ela devia ser (porque seria esposa de um ministro de música). Quando ela contava que cantava mais parecido com um gato morrendo do que um pássaro de canto elegante, o choque nos rostos das pessoas era evidente.

5) "Os domingos, às vezes, são os meus dias menos favoritos. Espera! Estou autorizada a dizer isso?"

Domingos são difíceis. E muito. E não há descanso. Para a esposa de um pastor, o domingo significa um início da manhã de correria para ter a família pronta em seu "Sunday Best". Embora você não possa ver a esposa do seu pastor na plataforma, uma coisa é certa, o domingo é igualmente cansativo para a maioria (todas) dessas mulheres.

6) "É difícil não guardar ressentimento ou não permitir que sua carne ataque a membros que criticam abertamente o seu ministério."

Elas odeiam a crítica à igreja mais do que qualquer coisa. É doloroso, ofensivo, e sim, é muito difícil não levar para o lado pessoal. É uma das coisas mais prejudiciais que testemunham regularmente dentro da igreja, seja através de e-mails, mídias sociais ou fofocas. Elas desejam que as pessoas entendam o quão sério a palavra de Deus fala sobre o perigo e poder de nossas palavras. E o quanto isso fere a família do pastor.

7) "Por favor, não me diminua ou presuma que eu não apoio o meu marido só porque você não me vê o tempo inteiro na igreja, as portas estão abertas".

A maioria das mulheres não são funcionárias remuneradas. São esposas, mães. Algumas são empregadas fora de casa e precisam ter a liberdade para orar e escolher atuar em ministérios em que se sentem chamadas.

8) "Eu gostaria que as pessoas soubessem que nós ensinamos aos nossos filhos a fazer boas escolhas, mas, às vezes, eles não fazem."

Piadas sobre filhos de pastores devem ser evitadas a todo custo. O risco do filho do pastor se revoltar não é nenhum segredo. Eles não são perfeitas, e nunca serão (os seus são?). Eles têm que aprender a caminhar na fé, assim como as outras crianças e precisam de incentivo e amor para fazê-lo. Mais uma vez, ofereça a graça.

9) "O que eu posso dizer é que eu tenho sido abençoada além da medida, que me foram dados presentes, dinheiro, amor e oração, tanta oração ... de tantas pessoas."

Elas amam a sua igreja e entendem que o papel vem com desafios especiais e bênçãos especiais; é gratificante e traz grande alegria.

Um Pensamento extra

Embora não fosse uma resposta comum, houve uma que se destacou. O topo da lista da esposa de um pastor experiente simplesmente dizia: "Eu apaguei o meu número 1." Alguns segredos são tão difíceis de compartilhar, até mesmo a promessa de total confiança não é suficiente para levá-los para fora.

Essas mulheres piedosas tem algo que elas querem que a gente saiba, e como um corpo de crentes trabalhando juntos para o mesmo objetivo, acho que nós podemos obter uma melhor compreensão de como apreciar os nossos líderes ouvindo. Todas estas respostas apontam para uma verdade singular. A esposa do seu pastor é um ser humano que deseja ser conhecido, assim como você é.

terça-feira, 17 de junho de 2014

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA MORRER?


Por Fabio Campos

Texto base: Naquele tempo Ezequias ficou doente, e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: ‘Assim diz o Senhor: Ponha em ordem a sua casa, pois você vai morrer; não se recuperará’”. – 2 Reis 20.1 (NVI)


Parece macabro esta pergunta, mas é uma certeza absoluta [se Jesus antes não voltar]: você vai morrer! A consciência vai procrastinando este tipo de reflexão, e a cada dia, o homem, faz da sua morte, algo mitológico, distante, ao ponto de se autoenganar acreditando mesmo que inconsciente que nunca irá morrer.

O jargão popular está mais que certo: “para morrer basta estar vivo”. Quando me deparo com alguém zombando da morte dizendo “se morrer enterra”! ou “este é o destino de todos, vamos, então, aproveitar a vida”!, penso seriamente se eles sabem o que estão falando.

O grande puritano Jonathan Edwards, com dezenove anos, pensava todos os dias em sua morte. Ao se levantar, vivia como se aquele dia fosse o seu último. O livro de Eclesiastes diz que é “melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério” (Ec 7.2). Levar uma vida leviana “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (1 Co 15.32), é sem dúvida, uma tolice. Disse Nosso Senhor Jesus: “Louco, esta noite pedirão a sua alma” (Lc 12.20).

A sabedoria consiste no temor a Deus, sabendo que nós somos breves como sono; que como a relva que brota ao amanhecer; germina e brota pela manhã, mas à tarde, murcha e seca (Sl 90. 5-6). A vida é curta ainda que se viva muito! Pergunte a uma pessoa de cem anos e ela te dirá o quanto passou depressa aquilo que você diz ser um século. Como força de expressão [pois existem pessoas com mais de oitenta anos], a Bíblia diz: “Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!” (Sl 90.10 NVI).

Moisés que escreveu este salmo entendeu a brevidade da vida e pediu um “coração sábio”, o qual contasse os dias, na reflexão de que, a cada dia, era um dia a menos que viveria nesta terra (Sl 90.12). Este encontro está marcado, e cedo ou tarde, você estará de frente com o Criador. Acreditando ou não, depois da morte, você não vai acreditar, mas apenas constatará a quão tolice foi dizer que Deus não existe (Sl 14.1).  Tenha em mente; da aqui cem anos – nem eu e nem você – estaremos nesta terra.

No encontro com o Criador não haverá retórica, filosofia, e nem sofista suficiente persuasivo para fazer Deus mudar de ideia. Todos nossos pecados praticados nas trevas serão trazidos a luz e posto diante da Presença dEle.

Olavo de Carvalho diz “o que determina as nossas crenças [nesta era] não são os fatos e sim as interpretações”. As pessoas escolhem a religião que mais se amolda naquilo que elas querem sem se preocupar se está certa ou não. “O que importa é o que penso”, dizem. Será que Deus criou tudo e deu ao homem várias religiões para se achegar até Ele? Não! Só há um caminho! Disse-lhe Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6). Se Jesus Cristo não estiver na sua vida, nem a igreja que congrego poderá te salvar. Nenhuma religião leva uma pessoa a Deus, mas só Jesus pode fazer isso.

Logo, então, a reencarnação não vai adiantar, pois a Bíblia diz que “aos homens está ordenado morrerem UMA VEZ, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27). O purgatório será anunciado àqueles, que nele acreditaram, sendo uma tremenda farsa, e que tal ensino foi criado pelos homens. Obras de caridade também não vão adiantar, ao menos que você NUNCA tenha pecado em toda sua vida (impossível, pois nascemos no pecado Sl 51.5). Também não vai adiantar rezar missas - ascender velas - e nem pedir a intercessão dos que já se foram, pois a Bíblia diz que o dia para se arrepender e crer é hoje, enquanto há vida (Hb 3.7). Só que tem fôlego pode louvar ao Senhor!, pois Ele diz: “Não sou Deus de mortos, mas de vivos”.

O mundo será julgado com JUSTIÇA (At 17.31). Uma ilustração que escutei, certa vez, trará um entendimento a esse respeito. Um sacerdote religioso morreu e foi recebido na portaria do céu. Os anjos o abordaram e disseram que teria que listar, pelo menos, 100 coisas boas que tivesse feito na terra. O sacerdote iniciou dizendo, que fora um marido fiel e que nunca tinha traído sua esposa nem em pensamento. Os anjos, então, conferindo disseram que, de fato, o homem agiu assim. O sacerdote disse sua segunda boa obra - que tinha visitado os enfermos e que também fazia curativos nos leprosos isolados. Os anjos conferiram e constataram que ele de fato tinha feito tal coisa.

O sacerdote contou sua terceira boa obra. Disse que todos gostavam muito dele, porque além de caridoso, era um homem muito respeitado, e que dava a metade do seu salário aos pobres. Os anjos verificaram e, de fato, ele assim procedia. Faltavam, então, 97 boas obras. O sacerdote começou a chorar dizendo: “Não tem como ser melhor do que isso; se não for pela misericórdia de Jesus, vou ficar de fora”. Na hora que ele disse “misericórdia de Jesus”; os anjos pararam e pediram que ele repetisse tal coisa. Ele, porem, repetiu: “pela misericórdia de Jesus”. Os anjos, então, disseram: Pela misericórdia de Jesus você completou os 100 pontos! Pode entrar! Rs

Deus julgará o mundo com justiça por meio de Jesus Cristo (At 17.31). Um juiz nunca irá sentenciar ou absolver alguém com base no que o réu acredita ser certo ou errado, mas sim de acordo com lei.  O Senhor designou um único caminho e assim reconciliou os homens com Ele mesmo somente através de Jesus Cristo.

Quando o homem foi criado, nele foi posto o “anseio pela eternidade” (Ec 3.11). O reformador João Calvino chamou isso de “sensus divinitatis”, ou seja, o senso da divindade, e que em todos os seres humanos há uma “semente da religião” que o impulsiona em direção do sagrado. Calvino negava veementemente a possibilidade de um ateísmo [ateus nada mais são do que pessoas frustradas com Deus]. Um fato que comprova o medo da morte e o quanto o homem busca através deste anseio [da eternidade], proteção divina, são as diversas religiões criadas.

A morte é algo que muito nos amedronta e nos impressiona. Não fomos criados para morrer, mas para viver eternamente. E isso vai acontecer. Seja no céu - seja no inferno (Dn 12.2) - a vida terrena é o início de uma caminhada rumo à eternidade. Você vai chegar à eternidade, mas o hoje determinará em qual delas você vai viver. O Senhor Jesus disse que há dois caminhos; o largo e o estreito. A maioria entra pelo largo que conduz à perdição. Poucos são os que entram pelo caminho estreito que leva à vida (Mt 7. 13-14). Você já analisou por qual caminho seus pés têm andado?

Muitos que morreram não tiveram a oportunidade de ler um texto como este que trata tão diretamente deste assunto. Morreram inesperadamente, e entenderam o sentido da eternidade, no fechar dos olhos; contudo, não terão a chance de se arrepender e seguir o curso de sua vida por outro caminho (Lc 16.19-31).

Como lemos no texto base, Ezequias, rei de Judá, foi avisado que logo iria morrer. Por isso deveria arrumar a sua casa. Cabe a pergunta: Você está preparado para morrer? Ezequias não estava, e por isso clamou ao Senhor de todo o seu coração; o Senhor foi bondoso com ele e lhe acrescentou mais alguns anos dando-lhe uma nova oportunidade de fazer diferente o que ele tinha feito de errado (2 Rs 20).

Talvez o Senhor esteja falando ao seu coração através deste texto – chamando-o a pensar com critério nas crenças dos homens, no quê de fato condiz com o Ensinamento da Palavra de Deus. As pessoas estão muito mais preocupadas com a parte financeira que deixarão seus familiares após sua partida (o que é legitimo), e por isso fazem diversos tipos de seguros, do quê pensar acerca de onde passarão a eternidade.

Creem na tradição familiar e no conto de muitas doutrinas e religiões, todavia, poucos param e pensam se de fato sua crença condiz com a Verdade Absoluta, determinada pelo próprio Criador, a qual Ele não abre margem para negociações. A Bíblia é o único método seguro para conhecer a vontade de Deus e crer no que é correto.
Você está preparado para morrer?

“... prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”. – Amós 4.12 (AFC)

Meu intuito aqui não é afrontar sua fé e nem coagi-lo a deixar de acreditar em sua religião. O Espírito Santo é quem faz isso, através do amor, e com muita maestria. Assim Ele já fez na vida de muitos, inclusive, na minha. Escrevo apenas pelo amor que sinto e pelo desejo que tenho de que todos sejam alcançados pela Graça e Misericórdia de Deus - que nunca venham a perecer - mas que tenham a vida eterna em Cristo Jesus, pensando todos os dias:

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”?
– Marcos 8.36 (AFC)


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Soli Deo Gloria!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O FORTE QUE SE FAZ FRACO PARA COM AQUELE QUE É FRACO E PENSA QUE É FORTE!


Por Fabio Campos

Texto base: “MAS nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos”. – Romanos 15.1 (AFC)


Querer agradar a nós mesmos é desagradar a Deus e ao próximo. Não agradar-nos para sustentar a fraqueza do outro, talvez seja, um dos mais belos atos de amor em prol do outro. Tornar-se fraco em amor para aquele que se diz forte é sem dúvida a marca do verdadeiro discípulo de Jesus que se fez carne e andou entre nós, ostentando a sua humanidade, mostrando que Deus é “manso e humilde de coração”.

Quem é não diz de si, mas dizem e assim o reconhecem. O forte de fato é aquele que em todo tempo permite e reconhece que é fraco. O forte chora dentro do quarto aos pés de Deus. O fraco brada em alto e bom som em meio à multidão. O forte tem a força de Deus. O fraco usa da fraqueza do homem. Quem é forte para com os homens é fraco para com Deus. O forte para com Deus é fraco perante os homens. Tudo é uma questão de quem se quer agradar.

O diabo nos para o pináculo do templo e nos apresenta todas as riquezas e poderes do mundo. Deus nos leva apara a cruz e nos apresenta todas as riquezas dos céus. O forte aguarda a eternidade e suporta em paz sua “leve e momentânea” tribulação. O fraco teme perder o seu tesouro terreno e anuncia guerra contra todos aqueles que o ameaça.

Um grande exemplo de pessoas fracas que se julgam fortes são os “jovens” rebeldes. Os pais ternos de amor pelos seus filhos se fazem fracos, mas são fortes. Os jovens são valentes a frente dos seus pais, pois sabem que nunca será desprezado e que todo castigo terá um fim. Em sua tolice faço coro com Olavo de Carvalho: “Amam o mais forte que o despreza, despreza o mais fraco que o ama”. Que Deus lhes tirem do castigo da sua cegueira e da santa ignorância de pensarem que são fortes sendo os mais fracos e dignos de pena.

Suportar o fraco é amar aquele que nunca lhe dará alguma paga. É escolher amar pelo amor de Deus que há dentro de si e nunca se basear por qualquer motivação exterior. Não é o relacionamento que sustenta o amor, como gritam as redes sociais - mas o amor que sustenta o relacionamento -, pois o apóstolo disse: “o amor tudo crê, tudo sofre, tudo suporta”!.

O fraco tenta mudar o outro. O forte muda a si mesmo para suportar o fraco. Jamais mudaremos alguém. Assim como seremos transformados apenas na glória, e Deus em Cristo nos suporta com o seu amor leal - assim também precisa acontecer conosco - entender que algumas pessoas não vão mudar no molde que desejamos, mas em Cristo podemos carrega-las nos ombros da misericórdia.

Deus conta conosco nesta difícil missão em suportar aquele que se diz forte, mas é fraco. Que esta palavra seja de alento a todos nós que estamos prestes a “chutar o balde” por não termos o cuidado merecido e por diversas vezes não ser lembrados e nem correspondidos em nosso amor. É certo que teremos o louvor do Senhor. Somente os “pacificadores” serão conhecidos como “filhos de Deus” – assim falou na sua própria autoridade Aquele se fez pobre para nos enriquecer. Você está preparado para amar muito e ser pouco amado (2 Co 12.15)?

Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

quinta-feira, 12 de junho de 2014

VAMOS PRA FRENTE BRASIL - “SALVE A SELEÇÃO”!


Por Fabio Campos


“A copa do mundo é nossa, com brasileiro, não há quem possa”, já dizia o triunfo da canção. Infelizmente já não é mais assim. Nosso futebol “moleque” foi substituído pelo empresarial. Quem manda não é mais o técnico e sim o empresário.

Não há mais criatividade nos lances. Tudo já premeditado dentro de um parâmetro fizeram dos nossos jogadores meros “robores” dentro de campo. A “amarelinha” já não é mais tão temida como no tempo de Zico, Falcão, Ronaldo Fenômeno e Romário. Taxei assim e usei a seleção de 82 em diante, em respeito a atual. Covardia seria comparar a seleção de 1970 com a de 2014.

Não tem como comparar Neymar [ainda que craque] com Pelé. Tremenda injustiça colocar Garrincha, Pepe, Gerson, Jairzinho, Rivelino entre outros, ainda que seja para trazer um sentido pejorativo irônico - para momento atual de nosso futebol e colocar ao lado mesmo por parâmetro.

Como já disse - respeito todas as opiniões em grande estima daqueles que estão em protesto contra a corrupção e fizeram de “seu meio” o “não torcer” pela seleção. Eu, contudo, vou torcer pela seleção do Brasil. Simplesmente porque gosto de futebol e assim também faria se a copa ocorresse em outro país. No dia que eu precisar que o PT me motive em nome de sua causa naquilo que é simplesmente para lhe favorecer, através de algo que já tenha a apreciação de todos, a nossa cultura, me naturalizo argentino, país que passei a admirar.

Minha motivação é esportiva e não politica. É certo que muitos estão “tagarelando” como dizia os gregos - gente que fala, fala, fala!, - e não sabe o que estão falando - são contrários; talvez pela tentação de ser bonito sendo subversivo. Mas quanto fundamento lhes falta - e ainda que tenham - talvez copiados de uma cartilha elaborada, são incoerentes.

Meu grande irmão Renan foi sábio nas palavras: “Neste país está tudo bagunçado, até as boas intenções. [...] Nossos digníssimos representados estarão felizes se nos contentarmos em simplesmente ‘não torcer’ (quer ela seja campeã ou não! Que lhes importa?), como se isso quisesse dizer alguma coisa. O encanto ele já nos tiraram. Não temos bandeirinhas nas ruas, nem grafites temáticos nas paredes, nem pinturas no asfalto. Talvez, então, a questão não seja nem com eles, mas conosco: eu preciso fazer algo ainda que seja totalmente insignificante à minha realidade”.

Podemos mudar nosso país não em não torcer ou torcer pela seleção, mas em quem torcemos e colocamos em campo através das urnas. Ainda que nosso futebol esteja “péssimo” [o brasileiro é exigente para com a qualidade futebolística] - ainda que a copa tenha sido o pretexto para tanta roubalheira -, contudo, vou torcer pela seleção, pois o PT já “caiu da graça do povo” e a copa fomentou essa posição. Talvez foi bom! A copa trouxe à luz e ainda vai trazer, depois de findada, a corrupção e tornar evidente a sujeira daqueles que nos governam.

Dentro daquilo que o Milton Neves diz e com esta consciência que “o futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes” digo: Bora que já vai começar o jogo! Brasil... sil... sil...sil... Sil...!


Todos juntos vamos pra frente Brasil, Brasil!
Salve a seleção!
Fui...


Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

domingo, 8 de junho de 2014

VOCÊ VAI À IGREJA, MAS DEUS RECEBE O SEU CULTO?


Por Fabio Campos

Texto base: O Senhor diz: "Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam só é feita de regras ensinadas por homens”. – Isaías 29.13 (NVI)


O conceito de “culto” nos dias atuais tornou-se genérico e se distância em muito do seu real significado. Quando as pessoas dizem que vão ao culto, muitos fazem disto o momento do seu “sacrifício” para deixar Deus um pouco mais feliz, podendo assim, depois do dever de casa feito, angariar o “direito” de demandar as bênçãos divinas com a consciência mais tranquila.

Veja a motivação da grande maioria das pessoas nos dias de hoje - vão ao culto só para fazerem campanhas; votos de prosperidades; buscar o milagre que “hoje vai chegar”. Cerimônias e rituais são introduzidos na liturgia para atrair “fiéis”. Um “culto tal” para atrair fiéis? Pois é, os papéis se inverteram! Até onde sabemos e disto as Escrituras testificam é que, culto, é o ato de “homenagear a divindade através da adoração”. Logo, então, tudo o que vemos nestas igrejas que fazem do culto um meio para atrair pessoas a conquistarem os seus objetivos, certamente, não trata de culto, mas de um meio “supersticioso” para conseguir um fim físico ou espiritual por benefício.

Informo que Deus não se agrada deste culto e considera isso uma abominação ao Seu Santo Nome. A advertência dada por Deus através do profeta Isaías, concernente a isso, englobava – “um povo de aparente piedade, devoto, mas com o coração longe de Deus - interessado apenas no seu bem estar. Enganados pelo o seu coração - fechados para a voz da consciência - prestavam o culto através de regras ensinadas por homens” (Is 29.13).

O culto segundo a Bíblia é racional e não emocional. Não digo que não existe espaço para a alteração das emoções. Quem consegue permanecer com o seu coração de pedra na presença do Nosso Amado Senhor Jesus. O que dizer dos discípulos no caminho de Emaús ao escutar as Palavras do Senhor. Enquanto ouviam, seus corações queimavam. Engano, mas muito engano há em inibir as emoções no culto. Todavia, prestar culto a Deus é saber através do raciocínio a quem se está adorando e a forma reverente que Ele exige (Rm 12.1). A conotação dada por Paulo na carta aos Romanos [12.1], acerca disso, traz o sentido da “apresentação de um sacrifício”; “colocar de lado” para qualquer [outro] propósito. Ou seja, o culto é o homem quem dá a Deus e nunca o contrário -, Deus cultuar o homem. Ele é gracioso e faz muito mais do que pedimos ou pensamos, entretanto, cultuar a Deus é isso.

Lembro-me ainda quando católico; diziam-me que a cada missa que eu participava, mais um degrau eu subia rumo ao céu. Na minha mente ir à igreja era fazer um favor a Deus. Na mente de muitos evangélicos não é diferente. Você nunca pensou de onde vem tanta intrepidez destes para profetizar, determinar e decretar as bênçãos? “Já que estou fazendo tudo certinho, logo tenho o direito para conquistar tudo isso”, pensam eles.

Este tipo de culto é condenado por Deus. E assim Ele diz: “Quando lhes pediu que viessem à minha presença, quem lhes pediu que pusessem os pés em meus átrios” (Is 1.12?). Ninguém compra a bênção de Deus com sacrifico nenhum. Ele não tem prazer na compra da Bíblia “Ceruliana” de 900 reais. Ainda que haja um aparente quebrantamento com as mãos levantadas, Deus esconderá seus olhos destes (Is 1.15).

Muitos desigrejados estão difamando o ato de se reunir “como igreja”. Podem enganar a leigos e a uma multidão de homens, mas a Deus não se engana, pois ele mesmo disse para não deixarmos de congregar (Hb 10.25); e se reunindo, que fosse “com ordem e decência” (1 Co 14.40). Não podemos entrar de qualquer jeito na presença de Deus.

O Senhor sempre zelou por sua comunhão com o homem que Ele o criou. Desde o princípio Deus se reunia com o homem (Gn 3.8). Com a desobediência de Adão [e agora todos estão em Adão até a conversão a Jesus Cristo], Deus expulsou o homem de sua presença (Gn 3.24), passando então, depois de expulso, a ser um “errante pela terra” (Gn 4.14). Todavia, o Senhor sendo rico em misericórdia traçou um plano elaborado desde antes da fundação do mundo, cumprindo-o através de vários servos por Ele levantados. Moisés foi um destes. Ele legislou os preceitos Divinos e a importância do culto - como Deus o recebe através de regras e formas.

Quer ver o zelo de Deus para com o culto? Leia o livro de levíticos! A ordem deste culto perdurou por milhares de anos até chegar a “Plenitude dos Tempos” - quando Deus veio em carne na Pessoa do Filho Jesus cumprir todos estes preceitos - reconciliando os homens consigo mesmo - não imputando suas transgressões (2 Co 5.19). Como bem disse o grande teólogo Karl Barth: "O Deus Eterno deve ser conhecido em Jesus Cristo e não em outro lugar".

Hoje o nosso culto deve ser simplesmente a maneira de agradecermos por tudo o que Ele fez e por tudo o que Deus é. É o momento que nos desligamos dos acontecimentos lá de fora e nos concentramos, em gratidão, para darmos o nosso melhor, conhecendo assim a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Este ato [o de cultuar] é tão sério que Paulo faz uma severa advertência à igreja de Coríntios, concernente ao véu que era usado pelas mulheres na época [em sinal de respeito aos seus maridos], pois os anjos estavam assistindo o culto (1 Co 11.10). Rapaz, os anjos assistem o culto que prestamos a Deus. Senhor...! Misericórdia! Ainda bem que em Cristo minhas sandálias são retiradas ao entrar na sua presença. Sigo pelo Novo e Vivo caminho.

Portanto, amados, o culto é mais do cantar, ofertar e ouvir a Palavra. Tudo isso pode se tornar simples dogmas, litanias e liturgias decoradas, ensaiadas, sem amor e sem convicção, como diz a nota de rodapé da “Bíblia de estudo Shedd” [comentário de Is. 29.13]. Todas estas atividades [cantar, ofertar e ouvir a Palavra] faz parte, mas somente os que adoram o Pai em espírito e em verdade terão o seu culto recebido pelo Senhor como oferta de cheiro suave. Em compensação outros, o seu culto, para Deus, é simplesmente um “fogo estranho”.

Não vá à igreja simplesmente para assistir a um culto. Vá a igreja cultuar a Deus e participar da comunhão dos santos através salmos, orações e hinos espirituais que sejam dignos ao Nosso Senhor Jesus, segundo como ensina as Escrituras Sagradas.


Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com