sábado, 15 de março de 2014

NÃO QUERO MUITO!


Por Fabio Campos


Assim como sempre haverá “os pobres em nosso meio” - assim também haverá “os homens entregue à suas paixões”, dominados pela ganância e pelo poder. Homens ricos e orgulhosos que zombam com desprezo dos pobres nas salas de reuniões e aparece a público na maior “cara lavada” com seus discursos sofistas e pseudo-piedosos. As esperanças escatológicas não são boas! Não sou fatalista acomodado no cinismo e na apatia ao sofrimento. Antes, no dever de todo cristão, “não me conformo com o presente mundo”. Mas o fato é que as Escrituras nos tira de uma ilusão de um possível paraíso terreno quando nos transposta para a sequência da seguinte frase: “e nos últimos tempos”...! Faça essa pesquisa e descubra por si o que “haverá nos últimos tempos”. O Novo Testamento é pessimista quanto ao que há de vir neste presente corpo.

Logo, então, não estamos imunes aos sofrimentos e decepções. O “cálice” nem sempre será removido; contudo, há descanso “na vontade de Deus”. Para onde elevaremos nossos olhos? Nosso senso de justiça é aguçado ainda mais na contemplação de toda podridão e impureza que assistimos ao nosso redor. Temos a Palavra em nosso coração e por isso, “talvez”, pecamos menos, mas pecamos. Nossa aflição é consequência da lei [do pecado] que age em nossos membros que contraria a Lei que está em nossa mente. Quero fazer o bem, nisto eu penso, e do contrário do que dizem, não posso! Miserável homem que sou! Nesta frase há salvação e redenção, pois o verso seguinte diz que “não há mais condenação para os que estão Cristo Jesus”. Só alguém convencido pelo Espírito pode dizer tal cousa, e todo aquele que o Pai enviar de maneira alguma será rejeitado pelo Filho.

O fato de não haver aparente mudança não significa necessariamente que Deus não atendeu nossa oração. O Salmista elevou a oração ao Senhor, e assim como o escravo que depende do seu dono, e as escravas que depende de suas donas-, assim também disse ele que esperava “o tempo da compaixão de Deus”. A oração através de súplicas guarda nossa mente e o nosso coração em Cristo nos momentos em que somos desprezados e jogados na marginal da vida. O homem de dores e experimentado nos sofrimentos sabe o que é padecer. Assim se compadece de todas nossas fraquezas. Ainda que o Verbo seja Divino, Criador dos céus e da terra, com Deus no princípio, Ele se Fez carne e habitou entre nós. Sua Divindade é mansa e humilde, por isso traz descanso para a alma. O Nazareno rejeitou o cavalo e preferiu o jumento, filha de jumenta, nascido Ele em Belém Efrata, criado na pior das periferias – Nazaré!

Por isso nEle despojo meu orgulho e não olho com arrogância para os demais homens. Também me contento com qualquer circunstância - seja na escassez – seja na bonança. Não vou atrás das grandes coisas e extraordinários projetos que estão fora do meu alcance. Quero viver como criança que descansa nos braços da mãe, satisfeito e tranquilo com o coração calmo dentro de mim. E lembrar diante do cenário que jaz no maligno, constituído de homens perversos – a minha esperança está no Senhor Deus, desde agora e para sempre. Isto sim quero trazer a memória! Amém!


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com