segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

FINANÇAS COM A GRAÇA DE DEUS


Por Fabio Campos

Texto base: E a todo o homem, a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para delas comer e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus”.  – Eclesiastes 5.19 AFC

INTRODUÇÃO:

Mesmo sendo formado em “Gestão Financeira”, prefiro fazer teologia. Contudo, é necessário trazer o “manuseio das finanças” a luz das Escrituras, pensada de uma forma teológica. O cenário com a alta da inflação têm inquietado as famílias brasileiras. Me assusta os preços dos mercados. Um governo sem sustentabilidade e irresponsável na sua política de crédito no estímulo do consumo. Mesmo com os preços lá em cima o mercado continua cheio e os carrinhos lotados. Onde vamos parar? Os bancos não estão nem aí para a alta da SELIC, ninguém quer perder mercado. Estão destruindo o plano real criado com tanta sabedoria pelo FHC. O presidente precisa governar com a cabeça e não com a barriga. 

O Brasil não foi “colonizado”, mas “explorado”. Não arrumando desculpas, mas talvez seja por isso que “damos um jeitinho” em tudo. O problema é que a “fatura” chega, e assim como Deus não é homem para que minta - assim o homem não é Deus para que perdoe seus tomadores (risos). A inflação é velha como o Brasil, e seus resultados e consequências são nocivo a tudo aquilo que temos por “qualidade de vida”. D. Pedro fabricando dinheiro [irresponsavelmente] para financiar a Independência proclamada na penúria foram fatos fundadores da velha sina do tormento monetário. O primeiro ministro da Fazenda, Rui Barbosa, permitiu o aumento descontrolado da emissão da moeda. O trabalho assalariado exigia mais dinheiro em circulação. Chegavam imigrantes. A nova ordem política tinha pressa. Estamos colhendo essa “erva daninha”.

Pois é, como cantou Paulinho da Viola, “Dinheiro na mão é vendável”, assim está nossa moeda, desvalorizada devido à irresponsabilidade daqueles que deveriam administrá-la com excelência. E o “povo como está? – tá com a corda do no pescoço”, como diz o dito popular. Estamos voltando à década de 70, quando Francisco Santana cantou:

De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão
No tempo dos "derréis" e do vintém
Se vivia muito bem, sem haver reclamação
Eu ia no armazém do seu Manoel com um tostão
Trazia um quilo de feijão

Depois que o PT assumiu - no trabalho plantado pelo o FHC - o “presidente [petista]” afrouxou a política e emprestou; tomou o mérito para si..., e a música continua: “agora eu trago um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro”.

Não vivo no luxo e passo por várias privações. Meu maior aprendizado em como gerenciar as finanças não foi na faculdade, mas sim dentro de um contexto pessoal de dificuldades e controle rígidos com gastos para a sobrevivência do básico [comida, contas e aluguel]. A reportagem do dia 28/01/2013 publicado na seção de economia no Estado de S. Paulo - SP diz que “80% dos brasileiros não controlam suas finanças”. Poucos têm conhecimento sobre as suas finanças, independentemente do estrato social. Uma enquete feita mostra que, apenas 18% dos entrevistados têm bom conhecimento; que 71% têm conhecimento parcial; e 10% têm baixo ou nenhum conhecimento. Em 84% dos domicílios com renda mensal de até R$ 1.330,00, o chefe de família tem parcial ou nenhum conhecimento sobre as finanças de casa.

Um dado que chamou a atenção é que mais de um terço dos entrevistados (36%) sabiam sobre as contas regulares que deveriam pagar este mês [janeiro]. Há também falta de conhecimento do lado das receitas, com 40% dos entrevistados declarando não ter informações exatas sobre a renda. Grande parte da sociedade brasileira mostra um “descontrole” e uma “indisciplina” quanto aos gastos. O governo afrouxou o crédito; sem sustentabilidade e responsabilidade, deu “doce a um bando de crianças” -, por aí você entendeu: inflação estourando os índices. Grande é o ímpeto do brasileiro em ir às compras mesmo sem o fôlego financeiro: 38% dos entrevistados informaram que às vezes, ou nunca, avaliam a sua situação financeira antes de adquirir um bem.

O mundo está assim! Preocupado com muitas coisas, “vendendo a alma para ganhar o máximo possível”. Correndo atrás do vento! As contas correntes estão cheias, mas o coração está vazio. Alegria somente por alguns instantes através da compra de um bem; mas a tristeza é sua amarga companheira. Trabalham muito; ganham muito; gastam muito; e ainda não sabem o porquê para tanto. O vazio permanece:

“Sim, cada um vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela”. – Salmos 39.6


DEUS E O DINHEIRO

Ser rico não é pecado; assim como ser pobre também não é pecado. A ordem de Deus ao homem foi “crescei e multiplicai-vos” (Gn 1.28). Nem todo rico é santo e nem todo pobre é pecador. Não há melhor e maior salário do que desfrutar com alegria junto de sua família o que se ganhou. As Escrituras dizem que o sono do trabalhador é ameno, quer coma pouco quer coma muito, mas a fartura de um homem rico não lhe dá tranquilidade para dormir” (5.12).

 O grande problema é quando as riquezas se tornam um “deus” (Mt 6.24). Toda a raiz do mal é controlada por este “deus” (1 Tm 6.10). Quem serve a quem? O dinheiro se torna um “senhor” a nós quando ao invés de o controlarmos, ele é quem nos controla. Você não trabalha para comer; você come para trabalhar. Sua prioridade é trabalhar para ganhar dinheiro e não trabalhar, ganhar dinheiro, e usa-lo em prol do bem estar da sua família e do próximo. Quem ama as riquezas se torna escravo delas e nunca terá o suficiente (Ec 5.10).

Diariamente precisamos nos examinar a respeito da ganância. Um alerta em altíssima gravidade foi dado por Nosso Senhor Jesus: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância” (Lc 12.15). O mundo e o seu curso tem por crivo, o sucesso de uma pessoa, por suas conquistas e do que há guardado em sua conta corrente. Contudo, a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens, disse Jesus. O Senhor nunca alertou sua igreja acerca dos “perigos da pobreza”; a preocupação de Jesus sempre foi com as “riquezas”.

MORDOMIA CRISTÃ

Entendemos por “mordomia cristã”, o ato de administrar todo recurso entregue na mão do cristão, visando à glória de Deus. Ou seja, a partir do momento que você entregou sua alma a Jesus Cristo, sua carteira foi junta. Já disseram por aí que, a última parte que se converte em um homem, é o seu bolso. Muitos acham que a carteira é mais valiosa do que a própria alma. Visto a forma que ele administra seus recursos e justifica sua ganância usando de “manuseios teológicos” concernente aos dízimos e as ofertas.

O cristão se entrega por inteiro a Jesus. Se for comer ou beber - ou fazer qualquer outra coisa-, tudo tem que ser para a glória de Deus (1 Co 10.31). A mordomia administra com sabedoria e generosidade os recursos auferidos. Isso engloba o “bem-estar” e “conforto” de sua família; o cumprimento para com as obrigações financeiras; ofertas e doações voluntárias ao próximo e as instituições filantrópicas; ofertas e dízimos na igreja local.

Deus nunca ficou devendo a ninguém. Ele honra a todos o quanto o honram (1 Sm 2.30). Nos chama a honra-lo também com os nossos recursos, e com isso nos promete provisão e o desfrute delas com paz e alegria (Pr. 3. 9-10). Vale a pena andar com Deus e chama-lo também como Senhor sobre nossas finanças. Trabalhar com dignidade e não procurar a ociosidade. Não importa a situação, o que importa é a disposição. A situação Deus muda! Se apenas creres, veras a glória de Deus, e crer é um ato de lançar a rede subordinado a Sua Palavra. A Escritura diz que o preguiçoso deseja e nada consegue, mas os desejos do diligente são amplamente satisfeitos (Pr 13.4).

A alegria em produzir e o prazer no que se faz trará consequentemente os resultados propostos. Alcançando os resultados propostos, a promoção é certa. Com o aumento do salário e com a sabedoria dada por Deus em administrar os recursos, o resultado disso será “bem-aventurança” nas finanças e alegria em poder desfrutar dos seus benefícios. Quando entendemos este princípio, gerimos nossas finanças a luz da Bíblia. Não somos mais direcionados pelo “Homo Economicus”, ou seja, o interesse único em satisfazer os prazeres e necessidades atreladas ao medo de passar fome. Nossa motivação transcende o mundo físico. Nosso prazer está em cumprir a Lei do Senhor; somos felizes e tudo o que se faz [neste propósito] prosperará, ainda que não seja assim aos olhos dos homens.

Conta-se a história que, certo sapateiro convertido perguntou a Lutero o que poderia fazer para servir melhor a Deus e ser um cristão melhor. Lutero perguntou: “O que você faz?”. Ao que o sapateiro respondeu: “Eu sou sapateiro”. Lutero então lhe disse: “Pois bem, faça bons sapatos, venda-os por preço justo e você irá servir a Deus e ser um cristão melhor”.

Tudo está atrelado a algo, e quando nossa habilidade é dada por dom, no esforço em aperfeiçoa-la pelo o estudo e pela prática, seremos recompensados com o sucesso:

“Você já observou um homem habilidoso em seu trabalho? Será promovido ao serviço real; não trabalhará para gente obscura”. (Pr 22.29).

Portanto, não construa a sua casa, nem forme o seu lar até que as suas plantações estejam prontas e você esteja certo de que pode ganhar a vida.” (Pr 24:27 NTLH)

Quero tratar três pontos que precisamos de sabedoria para com nossos recursos:

1. TRABALHAR E GANHAR

Não existe bênção de Deus através do ganho por meio do trabalho fácil (Gn 3.19; Pr 14.23). Isso precisa estar claro a nós para não cairmos no engano e enveredarmos pelo caminho estreito [fuja das pirâmides]. Deus o abençoará do “suor do seu rosto” e não da “sagacidade do seu coração”. O “justo anda em sinceridade” (Pr. 20.7). Ele não tem trejeitos sofistas em suas negociações - mantém sua palavra mesmo quando precisa perder financeiramente (Sl 15.4).

Ganhar de forma honesta pode ser simplista aos arrojados gananciosos. Contudo, para Deus, é de grande valor. A paz que eles jamais comprarão com sua fortuna é dada aos que andam em retidão pelo criador do universo: “Na casa do justo há um grande tesouro, mas nos ganhos do ímpio há perturbação” (Pr 15.6). Quanta gente rica, mas perturbada que não consegue ter paz consigo mesmo.

Portanto, a graça de Deus é dada a todos que o buscam em sinceridade. Nisto segue o dom de ganhar para o sustento. Essa bênção não acrescenta dores. Diferente daqueles que atormentam os outros [por ser um atormentado] a ganhar mais e mais, destruindo não somente a si, mas a sua família: O avarento põe sua família em apuros, mas quem repudia o suborno viverá” (Pr 15.27).

2. PAGAR AS DÍVIDAS E CUMPRIR COM AS OBRIGAÇÕES

A Escritura diz para não devermos nada a ninguém, a não ser o amor (Rm 13.8). Infelizmente as igrejas evangélicas estão cheias de crentes trambiqueiros. Passar por dificuldades e estar devedor, é uma coisa; agora justificar a divida atenuando sua gravidade, é outra. De forma alguma este herdará o Reino dos Céus (1 Co 6.10). Quem toma emprestado e não paga, por Deus, mesmo na igreja, é considerado ímpio (Sl 37.21).

Pagar é mais importante do quê gastar (Lv 6. 4-5). Sua palavra precisa valer mais do quê seu salário (Lc 19.8). Não entre pelo caminho largo. Seja sincero nas negociações - diferente dos que se gabam quando lucram trapaceando alguém (Pr. 20.14). Liste suas dívidas. Se planeje antes de comprar para não passar vergonha, e trazer para si e para seus amados maldições (Pr. 15.27). As pessoas fazem o que dá na cabeça e fundamentam suas loucuras displicentes dizendo terem “fé”. A Escritura depõe contra isso e foi o próprio Jesus quem disse:

Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!”” (Lucas 14:28-30, NTLH)

Meu professor de “Matemática Financeira” dizia o seguinte: “O dinheiro não leva desaforo”. Precisamos se atentar para nossas dívidas. Devolva qualquer coisa que você tomou emprestado. Lembra que o Collor já foi um bebezinho bonitinho - a serpente do Genesis se tornou o grande Dragão do apocalipse. Se você for infiel no pouco, também será no muito. Precisamos administrar honestamente as riquezas deste mundo ímpio (Lc 16. 1-13).

Se atente para o que é certo, e ainda que seja uma pequena moeda de cinquenta centavos, se não for sua, devolva, pois um pouquinho de fermento leveda a massa toda. Aquilo que não damos tanta importância é justamente o crivo de Deus para saber se de fato estamos ou não preparados para administrar as “verdadeiras riquezas”. Portanto, não podemos dar uma de “Zé ninguém, esquecido!” Busquemos acertar nossas contas, ainda que seja no pouco. Podemos começar devolvendo os objetos que tomamos emprestados.


3. QUEM POUPA TEM!

Esse não é apenas um dito popular, mas um ensinamento bíblico: “O homem de bom senso economiza e tem sempre bastante comida e dinheiro em sua casa; o tolo gasta todo o seu dinheiro assim que o recebe" (Pv 21.20). Prudência não é contrária à fé: “Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida” (Pr 24.3). Não caia na lábia do marketing apelativo. Você e sua família não precisa ser a família de sorriso amarelo da rede globo. Tenha objetivos que vão abençoar sua família, e nisto também terá a graça e a prosperidade de Deus. A compra da sua casa própria – um veículo para locomoção – o investimentos nos estudos – viagens para sair do estresse e da rotina – coisas essas que são bênção de Deus para nós (1 Tm 6.17).

Às vezes o Senhor será especifico ao colocar algum recurso em suas mãos. É importante poupar, contudo, sacrificar o que não pode ser privado, está fora da vontade de Deus. Por exemplo: se Deus te der um recurso para você viajar com seus familiares, não retenha. Gaste neste objetivo. Muitos retêm aquilo que não era para reter, e por isso acontece o mesmo que aconteceu com Israel no deserto - colheram o maná a mais do que foi ordenado por Deus. O que aconteceu? “Deu bichos e cheiravam mal” (Ex 16.19-21)! O dinheiro foi! e você nem se deu conta para quê.

O grande problema dos brasileiros e isso constatado em pesquisa, é que ele não consegue poupar em longo prazo. Muitos usam de consórcios e prestações como escapes, dizendo: “Se eu não fizer isso, eu gasto”. Este é o real motivo do porque muitos não conseguem poupar. Às vezes o camarada se propõe a comprar uma casa própria e precisa de 20 mil reais para a entrada. Ele só tem 10 mil. Pensando em curto prazo e se esquecendo do amanhã, vai até o Magazine Luiza e compra Tablets, computador e celular de última geração. Pensa só no hoje e preferem continuar pagando aluguel ao invés de uma prestação do seu próprio imóvel, que seria de grande bênção também para seus filhos: Na casa do sábio há comida e azeite armazenados, mas o tolo devora tudo o que pode” (Pr 21.20).

Outra forma de poupar é fugir dos juros abusivos dos bancos [especialmente cartão de crédito e cheque especial]. Vivemos em um país que tem por excelência a carga tributária altíssima e impostos até sobre o que ganhamos. Você precisa pagar para ganhar. Grande parte dos financiamentos tem atualização monetária, e se não tem, os juros são elevados. O intuito dos bancos é prender o correntista não a amortização [aquilo que é subtraído do montante emprestado] da divida, mas escraviza-lo aos juros [que remunera a instituição credora]. Para o banco compensa emprestar mil reais, e fazer disso 5% ao mês. Se houver inadimplência a correção será juros sobre juros e aquilo que deveria ser pago com dois, virou quatro mil. O “banco ‘bonzinho” te chama para um acordo, e de quatro mil, deixa por três, que de fato seria dois. Esse é o ciclo que as instituições usam para lucrarem e jogarem suas receitas para o topo: “O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta” (Pr 22.7)

Precisamos também tomar cuidado ao emprestarmos nossos recursos. É difícil dizer não! Mas é extremamente necessário. Até a familiares é necessário tal atitude [não digo sempre]. Quantas “rixas” porque um pegou e o outro não pagou - e lá se vai mais uma família tragada pelo capitalismo selvagem. A Bíblia ensina “quem serve de fiador certamente sofrerá, mas quem se nega a fazê-lo está seguro” (Pr 11.15). Não podemos agir somente na emoção e ser convencidos pela situação por meio de palavras tristes (Pr. 17.18). Se todo mundo que aparecer a você-, pedindo emprestado ou pedindo sem ser emprestado-, e compadecendo de todos, assim agir, isso não é bondade, mas falta de critério e discernimento. Você corre sérios riscos de colocar sua família e a você em saias justas: “Não seja como aqueles que, com um aperto de mãos, empenham-se com outros e se tornam fiadores de dívidas; se você não tem como pagá-las, por que correr o risco de perder até a cama em que dorme”? (Pr 22. 26-27).

Precisamos ter cautela a não sermos fomentadores de gastos dos irresponsáveis. Robert T. Kiyosaki em seu Livro "PAI RICO, PAI POBRE" (Editora Campus, 2000) ilustra essa verdade dizendo: "a classe média, os pobres, vivem uma corrida de ratos, não saem do lugar, pois privilegiam seus passivos. Contraem dívidas, e depois saem correndo para pagar as mesmas".

Portanto, precisamos ter critérios a que vamos ajudar nesse tipo de situação. Não sejamos “egoístas”, pois um dia talvez sejamos nós que estaremos precisando. Mas sejamos cuidadosos para não cairmos no “conto do vigário”.

COMO LIVRAR-SE DAS DÍVIDAS?

Quero esboçar oito dicas práticas [que uso] nos tempos de crises para se livrar das dívidas: Quem é fraco numa crise é realmente fraco”. (Pr. 24:10, NTLH).

1) Ore.

Orar antecede o agir. Como li na internet: “A tecnologia pode ater mudar, mas o acesso ao pai continua sendo de joelhos”. Toda sabedoria da ciência se encontra em Deus para nos ajudar em qualquer situação adversa.

2) Formule um orçamento em um planilha com as receitas e despesas.

Depois de orar é hora de agir. Seja apenas forte e corajoso. Faça uma planilha com todas as despesas mensais e enquadre se possível, em 80% das receitas. Dos 100% [das receitas], usando 80% daquilo que já foi planejado [como despesa], 10% poderão ser usados para o lazer e os outros 10% para aplicar em uma poupança [não sabemos do amanhã].

3) Procure seus credores e dê prioridade para acertar os que estão negociando honestamente sem usar de juros abusivos.

Faça uma lista daquilo que se deve. Procure acordos com o dinheiro em mãos. Isso trará grandes descontos na negociação por ser a vista.

4) Veja as possibilidade de aumentar sua receita, contudo cuidado para que isto não atrapalhe seu relacionamento com Deus - a comunhão com sua família - nem tire você de vez de participar dos cultos e das atividades da igreja.

Buscando o reino em primeiro lugar as demais coisas [roupa, comida e bebida] serão acrescentadas (Mt 6.33). Tudo é uma questão de prioridade! Apertando o orçamento, peça a Deus sabedoria para exercer outra atividade secundária para aumentar sua receita. Nesse tipo de situação nascem os grandes empresários que estavam com seu talento adormecido. Quem sabe Deus está te levando para algo que transcende este momento “privativo” que você esteja passando.

5) Não acumule novas dividas.

Evite dívida. Gaste apenas o necessário. Entenda que o momento é de recesso. Quanto mais se negligencia este momento, maior ele será em duração.

6) Chame sua família para o jogo e mude seu estilo de vida (necessidade X privação)

Seja franco com a sua esposa e, se os filhos tiverem maturidade, notifiquem também a eles da situação. Não esconda, pois não há nada oculto que não venha a ser revelado. Uma hora a bomba estoura, e poderá ser tarde demais. Chame sua família para o jogo, e mostre a eles o benéfico de passar por privações sem perder a paz. A casa dividida não prospera. Necessidade é essencial, por exemplo: Todos os dias você toma Coca-cola [que é o refrigerante mais caro]. Em um momento de privação, você passa a tomar Dolly. São nestes momentos que aprendemos a dar valor naquilo que conquistamos.

7) Não desista e dê um passo de cada vez.

Um passo de cada vez; a tempestade não dura para sempre; se a casa estiver fundamentada na rocha, certamente, irá prevalecer contra os ventos e enchentes – ao ficar firme, será presenteada com a bonança. Não se desespere - seja linear e deixe de lado a tirania do urgente em fazer tudo ao mesmo tempo. Uma coisa de cada vez! Uma dívida de cada vez! Só não procrastine!

8) Confie em Deus – vivemos pelo o que acreditamos e não pelo que vemos.

Confie em Deus em todos os momentos. Diga igual ao salmista no momento do desespero: Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Sl 121. 1-.2). Traga à memória aquilo que pode te dar esperança; talvez [essa lembrança] sejam as situações que você pensava que iria sucumbir, mas Deus mostrou sua fidelidade para contigo e disso hoje, você pode testemunhar: “Até aqui o Senhor tem nos ajudado”. Certa vez disse C. H. Spurgeon: 'Às vezes, a melhor coisa que um homem com problemas pode fazer é não fazer simplesmente nada, mas deixar tudo nas mãos de Deus, como está escrito: Acalmai-vos e vede o livramento que o Senhor vos trará (Ex 14.13)'.

CONCLUSÃO:

Quero terminar este estudo lembrando-se da fidelidade do nosso Deus; ainda que formos infiéis, Ele permanece fiel, pois não pode negar a si mesmo (2 Tm 2.13). Confie em Deus e na Sua Palavra, pois o Senhor assiste a seus filhos em suas aflições (Jo 16.33). Precisamos apenas crer que Ele existe e que, ao nos aproximarmos dEle, colocando nossas petições através das suplicas e ações de graças, pela oração, Ele nos galardoará, pois assim faz com todos aqueles que o buscam (Hb 11.6).

“Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei". Podemos, pois, dizer com confiança: ‘O Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens’”? – Hebreus 13. 5-6


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Saga brasileira; LEITÃO, Miriam; Ed. Record