segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

POBRE HOMEM, VITORIOSO À VISTA DOS HOMENS, DERROTADO DIANTE DE DEUS!


Por Fabio Campos

Texto base: “Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade”. (Pr. 16.32 NVI).


O que faz grandes homens naufragarem na fé? Quantos de nós vimos este tipo de situação? um guerreiro, o qual não só colocávamos a mão, mas o corpo inteiro no fogo em confiança na integridade e caráter daquele que se apresentava diante de nós. O que fez Davi cair com Bete-Seba? O que dizer de Salomão que até ídolos adorou? O que dizer de Sansão, um guerreiro de força incomparável, tornou-se um “cachorrinho” inofensivo acariciado por Dalila?

Nem tudo que vemos de fato é! A Escritura ilustra esta verdade dizendo que, “como joia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa” (Pr 11.22 RA). O homem que não controla o seu espírito nem sua paixão, nunca verá o “porco” [considerado impuro para os judeus], apenas a “formosura da mulher”. Quantos e quantos impérios foram destruídos por conta de um segundo de prazer! Seus olhos estavam na “formosura” e não na “impureza” do porco.

Quando vejo algum irmão (a) expondo seu dom naquilo que faz para o Senhor, de forma ostensiva, confesso que fico preocupado. Na qualidade de alguém virtuoso, ouve-se mais e fala-se menos (Tg 1.19). Pessoas que acabam de se converter e já querem ganhar o mundo. Pela impetuosidade não criam raízes; piores somos nós [velhos de casa] que fomentamos esta síndrome messiânica na vida destes. Muitos são os estragos, e como não têm raiz, também não frutifica. Crescem! Secam! E em pouco tempo, morrem! Paulo se preparou oito anos para iniciar seu ministério; Jesus, trinta! Hoje, jovens são ordenados a pastor sem nenhum preparo teológico e maturidade espiritual.

A Bíblia é clara, não podemos ser “precipitados a ordenar alguém a liderança” (1 Tm 5.22), para que, ensoberbecendo-se, incorra na condenação do diabo (1 Tm 3.6). Antes de qualquer cargo eclesiástico, é preciso conhecer o Senhor (Jr 9. 23.24). Muitos estão aí dizendo, “Senhor, Senhor”! Profetizando, expulsando demônios e fazendo muitos sinais e maravilhas. Contudo, Jesus “nunca os conheceu” (Mt 7. 21-23). Não é que Ele já os conheceu um dia! Não! A Bíblia é clara: “Nunca vos conheci”.

O longânimo é sábio! Diferente do que é “estourado”. Este “exalta a loucura” (Pr 14.29). Melhor é o paciente do que o arrogante (Ec 7.8). A despeito de “longanimidade”, trata de alguém paciente, tardio em irar-se - sua sabedoria não o leva “precipitadamente” a ira. O resultado disto tudo é a paciência, que faz qualquer ser humano inteligente. Sensato se torna porque controla o seu gênio (Pr. 19.11).

O domínio próprio é a maior segurança de um homem: “Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas” (Pr 25.28 NTLH). Na nota de rodapé da Bíblia Shedd, “domínio próprio”, é “conservar o espírito dentro dos limites”. Por isso desconfio daqueles que são espalhafatosos ao expor sua fé e os seus “dons espirituais”. Não considero isso como ousadia, mas alguém que pode, assim como Pedro, falar a Cristo que nunca o negará, até que chegue a primeira luta e a pressão dos homens com suas ameaças.

É do agrado de Deus e a Ele de grande valia, “o homem de espírito manso e tranquilo” (1 Pe 3.4). As pessoas mais bonitas espiritualmente falando são as mais discretas. Elas têm discernimento! São sensatas, modestas -, sabem entrar e sair glorificando a Deus apenas com suas obras. Sua preocupação não é em “chamar a atenção para si”. Sua beleza não está no exterior onde o mundo percebe, mas sim no coração, o qual só Deus pode ver e revelar pelo Espírito aos de sua volta.

Não veja seu “ímpeto espalhafato” como virtude! Mas que antes sua palavra seja temperada com sal, agradável, para saber como responder a cada um (Cl 4.6). Não é você quem vai iniciar para depois afirmar; as pessoas é quem vão perguntar primeiro, pois enxergarão algo em você e encontrarão graça em suas palavras.  Assim, então, tenha vitória diante de Deus, pelo domínio do seu espírito, antes de pensar nas vitorias diante dos homens, pela conquista de uma guerra. Ninguém vai impressionar a Deus com os seus dons e com os seus talentos. Encha-se do Espírito Santo! Só assim você poderá agradá-lo.

Portanto, antes de gloriar-se em ter ganhado 100 almas para Cristo – de ter profetizado aquilo que aconteceu – ou de ter expulsado demônios – e ter plantado muitas igrejas -, examine a si mesmo e veja se há os frutos do verso abaixo na sua espiritualidade. Se não houver, o que foi dito acima, mesmo tratando de virtudes, de nada valerá:

“Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. (...) ““... [somente] as pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza”. – Gálatas 5. 22-24 NTLH


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

VERDADES SOBRE ORAÇÃO – DAVID MARTYN LLOYD-JONES



Oração não requer traje especial.

Oração não requer lugar especial.

Oração não requer eloquência especial.

Oração não requer escolaridade especial.

A oração jamais se gaba.

A oração não busca aplauso.

A oração frequentemente é mais poderosa quando é mais silenciosa.

A oração desafia a definição.

A oração nasce no tempo, porém adquire a eternidade.

A oração fortalece o fraco e enfraquece o forte.

A oração toca o poder do mundo por vir.

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5.16). Ela pode muito porque ela prevalece!

Nossa posição máxima como cristãos é testada pelo poder de nossa vida de oração.

                                                                            - David Martyn Lloyd-jones
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Trecho extraído do livro “Avivamento à maneira de Deus”; Leonard Ravenhill; Ed. The Way Books; p. 104-105.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

EIS AÍ UMA GRANDE OPORTUNIDADE: “O QUE PASSOU, PASSOU”!


Por Fabio Campos


Quem nunca desejou um recomeço diante das colheitas desastrosas? Quem nunca desejou fazer tudo diferente? A nostalgia nem sempre é ruim! As lembranças podem trazer esperança! A frase tola “não me arrependo de nada”, de fato, denuncia um orgulho e uma arrogância em reconhecer que precisa mudar [mesmo sabendo desta verdade].

O Evangelho do Reino de Deus traz uma excelente notícia! Uma “boa-nova” é colocada diante dos pobres de espírito e dos fracassados [moralmente] aos olhos do mundo. A Escritura diz que “antes de tudo”, o Filho Jesus, habitava com o Pai (Jo 1.1). Assim como há um Deus em três pessoas [Pai, Filho e Espírito Santo], o Deus-Filho, Sempre foi com o Deus-Pai. O nome “Jesus” é pregado por diversas religiões. Contudo, O Filho de Deus, não é um espírito evoluído como ensina o Kardecismo; nem um ser criado ou um “deus” menor como ensina as Testemunhas de Jeová; Ele também não é o irmão mais velho de satanás como ensina o mormonismo; nem um profeta lunático como denuncia o judaísmo. Não! Você pode conhecer todas as histórias a respeito de Jesus. Mas somente o Espírito Santo poderá revelar quem Ele é de fato, “o Cristo! Filho do Deus Vivo” (Mt 16. 13-26)!

Somente o Espírito Santo pode testificar em nosso espírito acerca desta paternidade, a qual nos outorgou pela adoção. Ninguém jamais viu a Deus a não ser o unigênito do Pai. O Cordeiro de Deus, o único que pode tirar o pecado do mundo, se ofereceu e deu sua vida em resgate de muitos. Deus abriu a porta da salvação - em Cristo, os homens, pela fé, podem se achegar a Ele sem o temor [medo].

Todos os seres humanos são indesculpáveis diante de Deus (Rm 1.20). Não há um justo sequer (Rm 3.10). Um juiz nunca irá mudar a lei de acordo com o que o réu acredita. A relativização das leis divinas é o método de persuasão que os homens usam para enganar a si mesmos e dar conforto a sua consciência que o acusa de dia e de noite a respeito do pecado, da justiça e do juízo. Se não há um absoluto, por que então, não relativizamos a morte? Por que, então, não dizemos a si mesmos: “não precisamos comer nem beber”, pois a fome e a sede são relativas? Se há um Criador e assim Ele fez as ordens naturais que são imutáveis [o nascer do sol nunca poderá ser relativizado], por que, então, Ele iria relativizar a condição de salvação do homem parametrizando-a de acordo com o que cada um acredita? Pela sua persuasão você pode enganar a si mesmo e aos homens ao seu redor, mas não poderá “dobrar” a Deus e nem fazer com que Ele mude os seus decretos eternos.

Todos são desobedientes e desviados desde o ventre (Sl 51.5; 58.3). Os mais desobedientes são aqueles que acham que merece alguma coisa de Deus. O mundo anda segundo suas inclinações, satisfazendo os desejos de suas paixões. Sem Cristo somos filhos da ira (Ef. 2.3). Você pode não acreditar e zombar desta palavra, se apegando aos preceitos e ritos de sua religião-, contudo, a verdade não é relativa, pois se assim fosse, não seria verdade. Uma hora a fatura vai chegar; o salário do pecado é a morte. Nisto o Senhor alerta: “O que adiantou ganhar o mundo, satisfazer suas paixões pecaminosas, e ter perdido a alma”? Um dia você terá que prestar contas da sua vida – quer você acredite – quer não!

Um noticia ou talvez um lembrete: “Você vai morrer”! Quem poderá te salvar? Será que Deus se submeterá aos preceitos dos homens dispensando aqueles que foram determinados por sua Eterna Sabedoria? Você nunca parou para pensar? imagine se a Bíblia for a verdade de Deus?  A Escritura é totalmente intolerante concernente ao meio pelo qual os homens devam ser salvos: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).

Você assim como eu, é um pecador! Contudo, Deus é rico em misericórdia! Ela só poder ser dada em vida. Não espere provar do inferno para entender tal verdade. Não importa o que você seja agora: impuro, idólatra, adultero, homossexual, ladrão, avarento, bêbado, maldizente ou ladrão (1 Co 6.9-10)-, pela misericórdia, se em vida, você se arrepender e colocar sua fé em Jesus, você será salvo (At 2.21). Isso não vem pelas obras, mas é dom gratuito de Deus, para que, no grande dia, ninguém diga: “o mérito foi meu” (Ef. 2.8-9).

O que impede aos homens de se achegarem a Cristo é a dureza do vosso coração (At 7.51) e o amor pelo pecado - o que será usado no julgamento contra todo aquele que ama mais si do que a Deus: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19 RA). Colocam empecilhos dizendo, “mas não vou poder fazer isso ou aquilo”. Isso demonstra que você nunca poderá dizer o primeiro e maior mandamento de todos: “Amo a Deus acima de todas as coisas” (Mt 22.37). O seu pecado é seu ídolo. Esse pecado está acabando com você. Perceba quantos malefícios ele te trouxe.

Há uma oportunidade, pois Deus amou o mundo de tal maneira que entregou seu único filho para que todo o que nEle crer, não pereça, mas tenha vida eterna (Jo 3.16). Pela fé, Cristo pode habitar no seu coração (Ef 3.17), trazendo-lhe paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17) – o reconciliando com Deus e tornando-o amigo do Senhor ao invés de “filho da ira”. A graça de Deus está disponível a você. O favor de Deus pode te alcançar pela misericórdia. Se ouvires a voz de Deus não endureçais o coração, pois o Senhor tem prazer no perdão (Mq 7.18).

Em Cristo Deus lhe dirá: “O que passou, passou”! Sua ficha foi limpa com o Sangue do Meu Filho e a sua conta foi paga na Cruz do Calvário (Cl 2.13-15). Não haverá necessidade de purgatório, de reencarnação, nem de sacrifícios ascéticos; também não precisará dar dinheiro para comprar um terreno nos Céus; nem fazer qualquer rito - seja cura interior, seja regressão; nem ao menos quebrar as “possíveis maldições” do passado, pois disto as Escrituras ratificam e sela com a Verdade:

“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as COISAS ANTIGAS SE PASSARAM; eis que se FIZERAM NOVAS”. - 2 Co. 5.17 R.A

Esta é a promessa de Deus em Cristo para você: “O que passou, passou!”


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos


domingo, 16 de fevereiro de 2014

RESENHA – “PAIXÃO E PIEDADE” – Hernandes Dias Lopes


Por Fabio Campos


Quero compartilhar com os amados leitores, os que me acompanham, da abençoada leitura que tive nesta semana. O Espírito Santo me impulsionou a endossar esta obra [Piedade e Paixão] tão magnífica e crucial para o ministério e carreira cristã. Ao ler pude escutar as palavras de Paulo a seu filho na fé, Timóteo, “confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros” (2 Tm 2.1). Como fui abençoado e enriquecido através da leitura deste livro.

Podemos chama-lo de “livreto”. Uma obra sucinta que contém 72 páginas. Dividida pelo “prefácio”, “introdução”, “piedade”, “fome por Deus”, “fome pela Palavra de Deus”, “unção”, “paixão” e “conclusão”. O que mais me chama atenção nos escritos do Rev. Hernandes Dias Lopes, é sua paixão por Deus e a humildade para com os homens. Além de uma mente brilhante, intelectual, o reverendo nos passa um relacionamento muito estreito com Deus, gabaritado pela experiência, nos ensinando a andar nos passos do Nazareno. Ele fala daquilo “conhece” e não apenas do que “estuda”.

Sem dúvida, até hoje, a melhor obra que pude ler de Hernandes Dias Lopes. Todas as vezes que o escutei e pude ter o privilégio de ter lido seus artigos e livros, fui tremendamente abençoado. Quero fazer apenas um breve comentário acerca de cada parte que o livro é composto incentivando a todos que também o leiam. Cada palavra em “negrito” representa o título de cada capítulo.

Sua introdução traz o seguinte tema: “Pregadores rasos e secos pregam sermões sem poder para auditórios sonolentos”. Ele trata da preparação pessoal e espiritual do pregador como sendo fundamental, acima até do intelecto. Ele diz que um pregador não fala apenas com palavras, mas, sobretudo com a vida e com o exemplo – o exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz. Sua abordagem nesse capítulo denuncia o “pregador impuro”, o qual ele compara a um médico que começa uma cirurgia sem fazer assepsia das suas mãos. Tal pregador causará mais mal do que bem. O cuidado com a vulnerabilidade nas paixões, que deixam os homens, quando cedem, nas mãos do inimigo, assim como aconteceu com Sansão: “Dormiu no colo da Dalila e sem poder, sem dignidade, sem autoridade, acordou subjugado nas mãos do inimigo”. Pregadores impuros e infiéis são os melhores agentes de Satanás dentro da igreja, diz C. H. Spurgeon. Antes de preparar a cabeça, é necessário também preparar o coração para não pregar somente com as palavras, mas antes de tudo, com a vida. São alguns dos temas abordados na introdução.

Por piedade, o reverendo diz que, “a vida do ministro é a vida do seu ministério”. Uma vida piedosa fará homens consistentes no seu caráter. Ele diz que “precisamos desesperadamente nestes dias não é apenas de pregadores eruditos, mas sobretudo de pregadores piedosos”. Ele faz um alerta aos pregadores jovens, os quais têm sido ensinados a gastar TODA sua força na forma, estilo e beleza do sermão como um produto intelectual. Como desse endosso temos cultivado esse equivocado conceito entre o povo levantado um clamor por talento em vez de graça. Ele aborda os ministros mundanos. Diz que representam um perigo maior para a igreja do que falsos profetas e falsas filosofias. Ratifica a importância da pureza em todas as áreas da vida tendo Deus como suprema fonte de alegria. Eloquência sem piedade não pode gerar verdadeiros crentes. Ortodoxia sem piedade produz morte e não vida. O reverendo finaliza este capitulo nas palavras de Robert Murray McCheyne: “Não é a grandes talentos que Deus abençoa de forma especial, mas à grande semelhança com Jesus. Um ministro santo é uma poderosa e tremenda arma nas mãos de Deus”.

Hernandes abrange brilhantemente o que é “fome por Deus”.  O relacionamento do pregador com Deus é a insígnia a credencial do seu ministério. Ele aborda e concomitante contraria o conceito de sucesso na visão mundana, dizendo: “A profundidade de um ministério é medida não pelo sucesso diante dos homens, mas pela intimidade com Deus”. Ele diz que o jejum e a oração mostra o tamanha da nossa fome por Deus. Segue um trecho que me tocou muito:

“Temos visto muitos pregadores eruditos no púlpito, mas temos ouvido uma imensidão de mensagens fracas. Eles têm pregados sermões eruditos, porém sem o poder do Espírito Santo. Têm luz em sua mente, contudo não têm fogo no coração. Têm erudição, mas não têm poder. Têm fome de livros, mas não de Deus. Eles amam o conhecimento, mas não buscam a intimidade de Deus. Pregam para a mente, e não para o coração. Eles têm uma boa performance diante dos homens, mas não diante de Deus. Gastam muito tempo preparando seus sermões, mas não preparando seu coração. Sua confiança está firmada na sabedoria humana e não no poder de Deus”.

Ele diz nas palavras de Spurgeon que, “todas as nossas bibliotecas e estudos são um mero vazio comparado com a nossa sala de oração. Crescemos, lutamos e prevalecemos na oração no secreto”. É mais importante ensinar um estudante a orar do que a pregar, diz Hernandes Dias Lopes. Nas palavras de Lutero o livro diz: “Aquele que orou bem, estudou bem”. Este capítulo é o mais extenso dando a entender a importância da oração na vida do ministro. Disse Dwight L. Moody: “Ore por grandes coisas, espere grandes coisas, trabalhe por grandes coisas, mas acima de tudo ore”. Nas palavras de John Piper, Hernandes define jejum como “fome de Deus”.

O Rev. Hernandes Dias Lopes trata também da importância do “estudo do Pregador”. O capítulo é denominado como “Fome pela Palavra de Deus”. É impossível ser um pregador bíblico eficaz sem uma profunda dedicação aos estudos. O pregador deve ser um estudante. Como admiro o equilibro do reverendo quando observo o seu intelecto e o seu fervor espiritual. Quantas vezes percebi, em suas ministrações, ao pedir para que a igreja abrisse no texto bíblico queria a base para sua exposição, ele sem ler, de cor, recitar a porção das Escrituras sem direcionar seus olhos para o Livro Sagrada. Sua postura fomenta o “manuseio da Palavra da Verdade sem ter do que se envergonhar”. Nas palavras de Charles Koller, “um pregador jamais manterá o interesse do seu povo se pregar somente da plenitude do seu coração e do vazio da sua cabeça”. O capítulo trata da importância do ministro ser fiel as Escrituras. John Wesley revelou seu compromisso com as Escrituras. Ele disse: “Oh! dá-me o livro. Por qualquer preço, dá-me o livro de Deus! Nele há conhecimento bastante para mim. Deixe-me ser o homem de um só livro!”. Spurgeon comentou a respeito de John Bunyan: “Corte-o em qualquer lugar e você descobrirá que o seu sangue é cheio de Bíblia. A própria essência da Bíblia fluirá dele. Ele não pode falar sem citar um texto, pois sua alma está repleta da Palavra de Deus”. Segundo o Reverendo Hernandes Dias Lopes é impossível ter graça no coração sem luz na cabeça. Muitos pregadores contemporâneos são miseravelmente alimentados e deste alimento [fraco] sustentam suas congregações. O reverendo diz que, vivemos em um tempo de pregação pobre, aguada e mal-preparada. O pregador não pode viver se alimentando de leite magro durante a semana e querer pregar “leite tipo A” no domingo.

Mesmo sendo de confissão calvinista, o reverendo Hernandes Dias Lopes [assim também como muitos irmãos calvinistas] dá uma importância significativa na “unção” sendo uma ação do Espírito Santo. Ele diz que sem a presença, a obra, o poder e a unção do Espírito Santo a igreja será como um vale de ossos secos. O homem não é convencido do pecado, do juízo e da justiça por persuasão humana, mas pelo poder de Deus. Spurgeon declara: “Seu eu me esforçasse para ensinar um tigre a respeito das vantagens de uma vida vegetariana, teria mais esperança em meu esforço do que tentar convencer um homem que ainda não nasceu de novo acerca das verdades reveladas de Deus concernentes ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro. Essas verdades espirituais são repugnantes aos homens carnais, e uma mente carnal não pode receber as coisas de Deus”. O reverendo informa que Spurgeon sempre subia os quinze degraus do seu púlpito dizendo: “Eu creio no Espírito Santo”. Leia um sermão do Spergeon e você verá que ele acredita nesta verdade de todo o seu coração. Hernandes Dias Lopes diz que “uma pregação bonita, retoricamente bem-elaborada, exegeticamente meticulosa, teologicamente consistente em geral revela a erudição e a capacidade do pregador. Mas somente a unção do Espírito Santo revela a presença de Deus. À parte da capacitação do Espírito Santo no ato da proclamação, a melhor técnica retórica fracassará totalmente em seu objetivo de transformar aqueles a quem nós pregamos”.

Quando o reverendo Hernandes Dias Lopes sobe ao púlpito vemos uma “paixão” diferente. Algo que provem do coração. Na minha humilde opinião, no Brasil, é o pregador calvinista que mais transmite o fervor e paixão pela pregação da palavra com toda humildade. Ele diz que “pregação é lógica em fogo”. O biógrafo John Pollock, escrevendo sobre a vida de George Whitefield, diz que ele raramente pregava um sermão sem lágrimas nos olhos.  Quando perguntaram a Moody como começar um reavivamento na igreja, ele respondeu: “Acenda uma fogueira no púlpito”. O reverendo traz neste capítulo a “paixão” que nos move rumo àquilo que é demandado pelo Criado. “A fé que opera pelo amor” (Gl 5.6), pois ainda que “tenhamos o dom de profecia e saibamos todos os mistérios e todo o conhecimento, se não tiver amor demonstrado pela paixão, nada seremos”. Nada é pior do que escutar um pregador com a mente cheia e um coração vazio.

O reverendo conclui o livro dizendo que, “bancos sem oração fazem púlpitos sem poder”. Ele nos incentiva a orarmos pelo nosso pastor, para que ele seja livre de todo o embaraço desta vida e possa dedicar seu tempo ao ministério da palavra e da oração.

Meu parecer:

O livro mexeu com alguns dos meus conceitos e prioridades. Revelou a mim o quanto ando “em busca daquilo que um dia vai perecer” mesmo tendo aparência de piedade. Tenho de dia e de noite meditado nas Escrituras pela ótica do que de fato importa. Recomendo a literatura a todos os irmãos. Aos que foram chamados ao episcopado e assim o desejam, recomendo a leitura até dentro de uma prioridade maior da de seminário teológico. Que o Senhor Jesus seja louvado e engrandecido pela leitura deste livreto trazendo ao seu povo: piedade, fome por Deus, fome pela Palavra de Deus, unção e paixão. Que sejamos despenseiros da verdade desejando aquilo que John Wesley desejou:


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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Ficha técnica:
Autor: Hernandes Dias Lopes
Paginas: 72
Editora: Candeia


OBS: Todas as citações [“”] foram extraídas do próprio livro [“Paixão e Piedade”] exceto as citações bíblicas as quais foram introduzidas pelo autor da resenha [Fabio Campos] apenas para trazer luz ao objetivo do contexto.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

EU CREIO NA CONTEMPORANEIDADE DOS DONS




Por Pr. Silas Figueira

Muitas pessoas têm me questionado se eu creio na contemporaneidade dos dons, a essas pessoas eu tenho respondido que sim, mas aí surge uma nova pergunta, como eu posso acreditar na contemporaneidade dos dons se eu sou Reformado (calvinista)? Simples. Por eu ser calvinista é que eu creio, pois se eu creio na Bíblia e a tenho como regra de fé e prática como eu posso duvidar que o agir de Deus em relação aos dons foi só para uma determinada época?

A Bíblia nos fala em 1Co 12.7-11 a respeito de nove dons espirituais:

12.7 A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.

12.8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;

12.9 a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar;
12.10 a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.

12.11 Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.

Muitas pessoas pensam que por eu crer na contemporaneidade dos dons eu sou um pentecostal do reteté, que eu apoio essas manifestações em nome do Espírito Santo que, infelizmente, mais parecem coreografia de centro espírita; eu não apoio nada disso e na igreja que pastoreio isso não ocorre. Eu quero deixar bem claro que eu sou radicalmente contra a tudo isso, aliás, no meio pentecostal eu sou visto como uma pessoa “tradicional”, ainda mais por pertencer a Convenção Batista Brasileira, mas no meio “tradicional” eu sou visto como renovado. No que eu creio então, muitos perguntam, já que eu desaprovo essas manifestações? Eu creio em tudo que está escrito em 1Co 12-14 não só por estar escrito como também por experiência própria. Durante esses quase trinta anos que sirvo a Deus eu tenho aprendido e visto muitas coisas. Tanto o agir de Deus, quanto o agir de Satanás, pois nós não ignoramos os seus desígnios, como disse o apóstolo Paulo. Se a Bíblia nos fala na ação de Satanás e Paulo deixou isso bem claro em Efésios 6 onde diz que devemos nos revestir de toda a armadura de Deus para resistirmos no dia mal, como eu posso aceitar que as manifestações e ataques de Satanás são para hoje e duvidar das promessas de Deus e dizer que esse revestimento de poder e autoridade que se encontra em 1Coríntios 12 ficaram no passado? Como dizem alguns que isso cessou com a morte com os apóstolos? Isso é incoerente.

Se for assim eu também não posso crer quando Paulo nos fala a respeito do Fruto do Espírito. Isso também cessou com na morte do último apóstolo?

No entanto eu quero deixar bem claro que os dons espirituais não foram dados à igreja para projeção humana e nem é uma forma de medir o grau de espiritualidade de uma pessoa ou igreja. A Bíblia nos fala claramente que os dons foram dados para a edificação do Corpo.

Hernandes Dias Lopes observa que existem quatro posições em relação aos dons dentro da igreja. São eles:

1 – Os cessacionistas. São aqueles que creem que os dons de sinais registrados em 1Coríntios 12 foram restritos ao tempo dos apóstolos . Para os cessacionistas esses dons não são contemporâneos nem estão mais disponíveis na igreja contemporânea.

2 – Os ignorantes. São aqueles que não conhecem nada sobre dons. Paulo orienta os coríntios para não serem ignorantes com respeito aos dons espirituais. Havia gente na igreja que ignorava esse assunto, e por isso, não podia utilizar a riqueza dessa provisão divina para a igreja.

3 – Os medrosos. São aqueles que têm medo dos dons. Aqueles que têm medo dos excessos. Medo de cair em extremos. O medo leva as pessoas a enterrar os seus dons e não utilizá-los para a glória de Deus nem para a edificação do corpo.

4 – Os que creem na contemporaneidade. São aqueles que creem que os mesmos dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo no passado estão disponíveis para a igreja atualmente [1].

O problema não são os dons espiritais, mas o mau uso deles. Por isso que o apóstolo Paulo chama a atenção da igreja de Corinto em relação a isso. Pois apesar de tantos dons aquela igreja era totalmente carnal. Não havia maturidade espiritual, esta era uma igreja infantil (1Co 3.1,2):

“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais.”

Mas tem uma coisa que me chama a atenção é que um dos dons mais questionáveis é o falar em línguas, os outros até não se questiona tanto, mas o falar em línguas esse é terrivelmente questionável. Não é porque se duvida desse dom em particular que ele não é para hoje. Muitos ainda dão a belíssima interpretação de que esse dom é a facilidade em aprender novos idiomas, mas não é isso que o texto fala. Eu conheço gente que é poliglota e está longe de ter uma vida com Deus. Isso não é justificativa.

Citando mais uma vez o Rev. Hernandes Dias Lopes, ele diz que é importante ressaltar que o dom de variedade de línguas tem valor. Tudo o que Deus dá é importante. Se é o Espírito Santo que dá esse dom, então, ele tem valor [2]. No entanto eu quero ressaltar que esse dom não edifica a igreja, mas a pessoa que o tem, a não ser que haja interprete (que é também um dom), para interpretar o que está sendo falado e assim toda a igreja será edificada. Tanto que o apóstolo Paulo fala que se não houver intérprete que a pessoa fique calado (1Co 14.27,28):

“No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.”

Não devemos dar maior valor a um dom que a outro, pois todos são importantes. Mas o que temos visto no meio pentecostal é uma importância muito grande ao falar em línguas, como se esse dom fosse a prova cabal de que alguém foi batizado no Espírito Santo. Mas eu quero destacar duas coisas que são de muita relevância em relação a esse assunto. Primeiro, se nós observarmos na relação dos dons o falar em línguas ocupa o penúltimo lugar entre os dons. Com isso eu vejo que a pessoa pode ter qualquer outro dom e não falar em línguas. Em segundo lugar, o batismo no Espírito Santo é a imersão no corpo de Cristo no momento da conversão, como nos deixa claro em 1Co 12.13:

“Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.”

Aquilo que os pentecostais chamam de Batismo no Espírito Santo na verdade deveria ser chamado de “Revestimento de Poder”, que é real, só o nome que está errado.

Talvez você então venha questionar o que é esse “agir de Deus” na maioria das igrejas pentecostais, quero falar isso com muito temor e tremor que isso muitas vezes não passa de histeria, quando não muito a ação satânica. Assim como os crentes da igreja de Corinto vieram, na sua maioria, das religiões de mistério, pois adoravam aos ídolos e eram guiados por espíritos satânicos e muitos deles queriam incorporar ao culto a Deus esses rituais é isso o que temos visto hoje em muitas igrejas pentecostais uma cópia de muitos centros espíritas. Temos visto o rodar, o correr, a dança, dons dos mais diversos que não constam na Bíblia e por aí vai. Mas eu quero deixar bem claro que por isso estar acontecendo em muitas igrejas não anula o agir de Deus em nosso meio hoje e nem deveríamos deixar de lado o que a Bíblia tem para nós hoje.

Os dons têm um propósito, pois tudo que Deus nos dá tem um propósito. Eles são para a edificação da igreja. O benefício não é individual, mas para que toda a igreja seja edificada. Não tenha medo de buscar de Deus esses dons, deixe o Espírito Santo usar você para que o Corpo de Cristo que é a Sua Igreja seja ainda mais abençoado.

Pense nisso e fique na Paz!

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Notas:

1 – Lopes, Hernandes Dias. 1Coríntios, como resolver conflitos na igreja, Ed. Hagnos, São Paulo, SP, 2008: p. 224.

2 – Ibid, p. 226.



sábado, 8 de fevereiro de 2014

30 LIVROS QUE ME IMPACTARAM ATÉ 2013




Por Fabio Campos


Quero transmitir aos irmãos os 30 livros que impactaram minha vida através da sua leitura. Tirando a Bíblia que é infalível e perfeita, impossível de comparações, listo aqui aqueles [livros] que me ajudaram na formação da minha convicção teológica – da minha espiritualidade - e que me acrescentaram em muito no conhecimento de um modo geral. 

Pretendo fazer uma lista no começo de cada ano, com os principais livros lidos no ano anterior, compartilhando daquilo que o Senhor tem nos dado.

Segue a lista [sem qualquer ordem de importância].

1) Cristianismo em crise; HANEGRAAFF, Hank; Ed. CPAD

2) A batalha de todo homem;  Strephen e Fred Stoeker; Ed. Mundo Cristão

3) Romanos uma carta para cidade; RAMOS, Ariovaldo; Ed. FTB

4) Heróis da fé; BOYER; Orlando; Ed. CPAD

5) Super Crentes; ROMEIRO, Paulo; Ed. Mundo Cristão

6) O Peregrino; BUNYAN,  John; Ed. BV Films

7) As cinco linguagens do amor; CHAPMAN; Gary; Ed. Mundo Cristão

8) Feridos em nome de Deus; CAMARGO, Marília; Ed. Mundo Cristão

9) O monge e o executivo;  HUNTER; James; Ed. Sextante

10) História e Religião de Israel; PINHEIRO, Jorge; Ed. Vida

11) A sombra da planta imprevisível; PETERSON; Eugene; Ed. United Press

12) A história do cristianismo ao alcance de todos; SHELLEY, Bruce; Ed. Publicações Shedd

13) A arte expositiva de João Calvino; LAWSON, Esteven; Ed. Fiel

14) Nascido Escravo; LUTERO, Martinho; Ed. Fiel [este em específico mudou minha teologia a respeito do “livre-arbítrio”].

15) As firmes resoluções de Jonathan Edwards; LAWSON, Esteven; Ed. Fiel

16) Graça abundante ao principal dos pecadores; BUNYAN, John; Ed. Fiel

17) Beatitudes; CALVINO, João; Ed. Fonte Editorial

18) Os cinco pecados que ameaçam os calvinistas; PORTELA, Solano; Ed. PES

19) Spurgeon Vesus Hipercalvinismo; MURRAY, Ian; Ed. PES

20) Evangélicos em Crise; ROMEIRO, Paulo; Ed. Mundo Cristão

21) Decepcionados com Deus; YANCEY, Philip; Ed. Mundo Cristão

22) Razão para esperança; BARRY, Michael; Ed. Hagnos

23) A biblioteca de C. S. Lewis; BELL, James & DAWSON, Anthony; Ed. Mundo Cristão

24) Manual de doutrinas cristã; GRUDEM, Wayne; Ed. Vida Acadêmica

25) Confissões de Agostinho; HIPONA, Agostinho; Ed. Saraiva

26) A ousadia heroica de Martinho Lutero; LAWSON, Steven; Ed. Fiel

27) Rememorando a Reforma; LLYD-JONES, Martyn; Ed. PES

28) A poderosa fraqueza de John Knox; BOND, Douglas; Ed, Fiel

29) Espiritualidade Subversiva; PETERSON; Eugene; Ed. Mundo Cristão

30) Assinatura de Jesus; MANNING, Brennan; Ed. Mundo Cristão


Sei que faltam muitos, mas de passo em passo, com a graça de Deus, chegaremos lá.

Que Deus o abençoe e o enriqueça em tudo, principalmente na graça e no conhecimento pela iluminação das Escrituras, aprendendo com os grandes mestres por Ele levantado para instruir seu povo. Sejamos iguais a Paulo que, no fim da vida, mesmo sendo o maior erudito da história do Cristianismo, não se poupou de obter mais conhecimento:


“Quando você vier [Timóteo], traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Trôade, e os meus LIVROS, especialmente os pergaminhos”. – 2 Timóteo 4.13 NVI


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos