segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A DOUTRINA FOI FEITA POR CAUSA DO HOMEM E NÃO HOMEM POR CAUSA DA DOUTRINA!


Por Fabio Campos

A graça e o amor de Jesus nos constrange. Sua misericórdia escandaliza o legalismo que exige punição por meio da justiça. O capítulo 9 de Mateus me chama a atenção pela quebra dos protocolos da ortodoxia judaica pelo Senhor dos judeus. O Senhor do sábado é livre para trabalhar neste dia. Não há regras quando Ele faz da regra a si mesmo. O Nazareno, o Deus encarnado, escandalizou os escribas ao afirmar que tem autoridade para perdoar pecados (Mt 9.1-8). O Senhor dos judeus e dos gregos, chama segundo o beneplácito da sua vontade, ainda que seja um publicano [considerado traidor pela liderança eclesiástica] sem precisar dar satisfação a teólogo nenhum (Mt 9.9).

Como entender um Deus Eterno que entrou fisicamente no espaço e no tempo - aquele que habita na luz inacessível - Criador dos Céus e da Terra-, agora comendo à mesa com “muitos publicanos e pecadores”, demonstrando assim a comunhão possível entre Deus e o homem, unicamente pela graça (Mt. 9.10-13). Enquanto muitos estavam [e talvez de forma louvável] fazendo ritos ascéticos cumprindo os preceitos da lei, o Noivo comia e bebia com os seus amigos (Mt 9.14-17). É difícil aos rabinos entenderem como pode uma mulher, menstruada por doze anos, ser curada no simples tocar na orla do vestido do Rabino dos rabinos, e por Ele ser louvada a frente de todos sem um pingo de preocupação no que poderiam pensar (Mt 9. 19.26).

Quando medito na beleza do Senhor Jesus e na sua graça, minha estrutura que é pó estremece. Meu maior medo é estar defendendo o sábado e rejeitando o homem criado a imagem e semelhança de Deus. Preciso aplicar minha teologia em prol do homem, pois o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado.  Por vezes “choro” e tenho vergonha do meu cristianismo duro, legalista, sem graça e misericórdia, em prol da defensa ferrenha do secundário. A dureza do coração de alguns irmãos; as discussões do secundário; uma rivalidade entre correntes teológicas; tudo isso me traz a sensação que o sal está insípido. Brigas aqui e o diabo deitando e rolando em Pedrinhas. Será que o Silas Malafaia comentou algo ao Mike Murdoch a respeito do Maranhão?

Muitas pessoas não partilham mais das minhas ideias pelo simples fato de ser eu um pentecostal continualista. Quanta pobreza espiritual! Quanta mediocridade e vaidade dentre as vaidades. Vem-me o temor quando entro por este caminho [da vaidade] e logo ressoa a frase ao meu coração: “como o Senhor tem visto a tudo isso”? Em nome da “verdade” posso murmurar contra Deus ao contemplar alguém fazendo um ato de bondade em prol do ser humano (Mt 9. 32-34). Ser for verdadeiro, bom, justo, puro e louvável, ainda que no âmbito da “graça comum”, tenha por certo que, o próprio Cristo está envolvido nisto, pois todo dom perfeito vem do “Pai das Luzes”. Talvez em “nome da minha ortodoxia morta” esteja sendo um “escriba e fariseu” entregando e crucificando o Filho de Deus.

Esse Senhor é Senhor dos céus e da terra. Em seu ministério terreno mostrou que sua prioridade era “andar pelas cidades e povoados, ensinando e pregando o evangelho do Reino”; “também curava os enfermos e de muitas pessoas expulsava demônios os quais aprisionavam os homens”. Na sua boca não se achou engano, e sua comida era fazer a vontade Daquele que o enviou. Tudo foi feito por causa do homem - até a doutrina foi estabelecida para que o homem pudesse adorar a Deus com entendimento.

Contudo, a doutrina foi feita por causa do homem. O Senhor da Doutrina se compadecia das “multidões”, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. Repare que Ele não segregou – não perguntou quem era de Israel – simplesmente se “compadeceu da multidão”. Este é o temor que me vem, amados - rejeitar alguém e tratar o homem com desprezo, enquanto Deus o olha com misericórdia. Nada traz mais glória para ao Senhor do quê as nossas boas-obras feitas unicamente por amor a Cristo (Mt. 5.16). A Glória de Deus precisa ser nosso principal alvo.

Este é o nosso Deus. Pelo seu amor nos entregou sua Doutrina [ensino], para que pudéssemos desfrutar da sua comunhão em “espírito e em verdade”. Ele nos deu a dica em como cumpri-la: “Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo com si mesmo”. Quanto ao próximo, quem de fato é ele? o “herege” do Samaritano, o displicente com a Torá, nos informa e nos ensina a forma de ama-lo (Lc 10.25-37).

Ao sermos tentados a “metralhar” alguém com a doutrina simplesmente para preservar nossa reputação religiosa diante dos homens, que Deus nos ajude e nos traga a memória o ensino de Nosso Senhor, “O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado”.

O detalhe maior é que, até do Sábado, Jesus é Senhor! Portanto, imitemos a Ele e deixemos de lado o escriba e o fariseu hipócrita que há dentro de nós, preocupado apenas com a reputação e o louvor dos homens que é abominação diante de Deus.

“Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores". – Mateus 9.13 NVI

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

SE EU PUDESSE VIVER NOVAMENTE?


Por Erma Bombeck 


Eu teria convidado amigos para jantar, mesmo que o carpete estivesse manchado e o sofá desbotado. Teria sentado no gramado com meus filhos sem me preocupar com as manchas de grama. 

Nunca teria comprado coisa alguma apenas por ser prática, por não entregar com facilidade ou ser garantido para a vida toda. Quando um filho meu beijasse impetuosamente, nunca teria dito:"Depois. Agora vá lavar as mãos para o jantar". 

Teria havido mais Eu te amo e mais Desculpas, mas acima de tudo, dada uma nova chance de vida, eu abraçaria cada minuto, olharia para ele de forma a realmente vê-lo, vivê-lo e jamais abrir mão dele.



- O Evangelho Maltrapilho; Brennan Manning; p. 99




Erma Louise (Harris) Bombeck (Dayton, Ohio, 21 de fevereiro de 1927 — 22 de abril de 1996) foi uma humorista estadunidense. Escritora americana com uma incrível sensibilidade da vida.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

OS BENEFÍCIOS MORAIS TRAZIDOS ATRAVÉS DA ÉTICA CRISTÃ À SOCIEDADE


Por Fabio Campos

'A Santa Bíblia não poderia jamais mentir ou errar, seus preceitos são de uma verdade absoluta e inviolável'. - Galileu Galilei


O teólogo e filósofo, Agostinho de Hipona, certa vez, afirmou que “toda verdade é verdade de Deus, não importa onde seja encontrada”. Contudo, mesmo dentro desta atmosfera “sacra”, o termo religião, tornou-se pejorativo a sociedade pós-moderna. Por estes dias li algo na internet que me fez refletir. Alguém disse que o índice de violência é maior em países religiosos. Analisando o cenário precisamos concordar que isto é uma realidade. É só direcionarmos nossa atenção a um lugar que foi apelidado por “Terra Santa”. Alguém afirmou que “O ar de Jerusalém está saturado com orações como a fumaça nas cidades industriais” [1]. O poeta Israelense Yehuda Amichai diz que “a poluição da fé é difícil respirar” [1].

O cristianismo “nominal” já matou muitos na época da inquisição e das cruzadas. Infelizmente alguns morreram pelas mãos daqueles que diziam defender a “sã doutrina”. Contudo, precisamos fazer uma distinção entre o “cristianismo nominal social” e o genuíno “cristianismo bíblico”. O cristianismo nominal matou; o cristianismo verdadeiro morreu, pois cumpriu a ordem do Senhor: “E serão minhas testemunhas”.

Testemunha no grego significa “Mártir”, de onde se deriva a palavra “Martírio”. Portanto, o cristianismo e a ordem de Jesus nunca foram para matar a ninguém - mas pela justiça e pela verdade, se possível, morrer, não temendo o homem que mata o corpo, mas temendo a Deus que pode matar o corpo e lançar a alma no inferno.

Partindo deste pressuposto convido o leitor a arrazoar de uma forma racional a despeito dos benefícios que os princípios cristãos podem trazer à sociedade quando praticados. É importante salientar que, todo cristão autêntico, tem a Bíblia como verdade absoluta para sua vida e faz dela sua regra de fé e prática. Quero trazer então, em três esferas [familiar, social e religiosa], os benefícios auferidos.

Segue os princípios:

1.  A honra e o respeito mútuo nos relacionamentos conjugais, evitando assim, a desunião na família e os traumas causados através de uma traição (Hb 13.4).

2. O governo do marido sobre sua casa com excelência cuidando da esposa e dos filhos (1 Tm 3.5).

3. A preservação da integridade física, emocional e espiritual do lar (Pr. 11.29).

4. A submissão da mulher por amor ao marido e não por medo dele (Ef. 5.22).

5. O amor do marido pela esposa, amando a ela mais do quê sua própria vida, morrendo por ela caso necessário (Ef. 5.25).

6. O respeito dos filhos para com os pais honrando a hierarquia econômica familiar (Ef. 6.2).

7. A educação sensata e amorosa dos pais para com os filhos, não os provocando, mas sendo exemplo do que é justo e honesto (Ef. 6.4).

8. Cuidar não somente dos da sua própria família, mas também de sua parentela (1 Tm 5.8).

9.  Ter o discernimento ao escolher os governantes, sabendo que a soberania de Deus não isenta a responsabilidade do homem [Deus usa ímpios no governo para trazer juízo à maledicência do povo] (Jó 34. 12-17).

10. Respeitar as autoridades constituídas - sejam governantes – professores - guardas de trânsito – juízes - pois foram estabelecidos por Deus para inibir o mal e preservar o bem (Rm 13.1-6). A exceção é válida quando a ordem é contrária ao preceito bíblico; não podemos nos sujeitar quando os princípios da Palavra de Deus são contrariados (At. 5.29).

11. Pagar honestamente os impostos e tributos - não fomentar o mercado da pirataria pelo consumo - cumprir os deveres como cidadão (Rm 13.7; Mt 22.21).

12. Aos patrões, que paguem os salários dos seus colaboradores pontualmente e não deixem atrasar, pois disto depende seu sustento (Dt 24.15; Lv 19.13).

13. Estimar e valorizar os colaboradores de suas empresas e não ameaça-los; antes, tratai-os com dignidade e  justiça na qualidade pai de família (Jó 31.13-15; Ef. 6.9; Cl 4.1).

14. Não exigir trabalho sem a paga do salário (Jr. 22.13).

15. Pagar salários justos e nunca reter o direito do trabalhador por meios fraudulentos (Ml 3.5; Tg 5.4).

16. Aos empregados, obedecer aos seus superiores (Ef. 6.5), sendo fiéis no lugar que prestam serviço (Cl 3.22); respeitar a hierarquia conforme o cronograma da empresa (1 Tm 6.1), com o desejo e com a generosidade de agrada-los (Tt 2.9); ser paciente nas situações difíceis (1 Pe 2.18).

17. Ser benevolente para com o próximo em suas dificuldades (Is. 58.7).

18. Socorrer o necessitado e dar remédio ao enfermo (At. 20.35).

19. Levar as cargas uns dos outros (Gl 6.2); interessar-se pelo infortúnio alheio (Hb 13.3); visitar o necessitado (Tg 1.27).

20. Não cobiçar nada que não seja de sua propriedade (Ex 20.17).

21. Caso alguém roube outrem, se, porém, for achado, deverá pagar em dobro (Ex. 22.4).

22. Receber em alta hospitalidade o estrangeiro que veio morar no seu país (Ex 22.21; 23.9).

23. Não cobrar juros abusivos (Ex 22.25).

24. Não usar da fofoca e de conversa maledicente para denegrir o próximo (Ex 23.1a).

25. Ao ser testemunha em um processo - não usar da mentira no depoimento (Ex 23.2).

26. Não torcer o que é direito mesmo que seja em favor do pobre (Ex 23.2-3).

27. Não perverter o direito de ninguém, especialmente do pobre-, pois além da pouca instrução na maioria dos casos, também [o pobre] não tem o recurso necessário para atrair para sua causa os melhores profissionais para defendê-lo (Ex 23.6-7).

28. Aos juízes, prepostos e testemunhas-, não aceitar suborno para modificar o resultado da sentença no pleito (Ex. 23.8).

29. Os magistrados - as autoridades - o governo e a polícia - devem governar e cumprir sua função com retidão e com justiça (2 Cr 19.6; Sl 2.10; Pr. 29.14).

30. Ser diligente e fazer com excelência tudo o que vier em mãos, pois agindo assim, entendendo sua função dentro da sociedade, quando feito com zelo, todos saem beneficiados e a ninguém ficaremos devendo (Rm 13.8).

31.  Amar e respeitar a todos independentemente do credo [não necessariamente concordar] (Mt 5. 43.-48).

32.  Denunciar os falsos profetas (Mt.7.15), pois eles são uma vergonha para o Evangelho (2 Pe 2.2); um desfavor para a sociedade por meio de ritos ascéticos que vão contra as necessidades da natureza do homem criadas por Deus (1 Tm 4.3-4); também por amor ao dinheiro, levam muitos a perdição (1 Tm 6.3-10); destroem casas e se aproveitam da vulnerabilidade dos que carecem de força (Mt 23.14). Precisam ser denunciados através da teologia apologética, pelo direitos humanos e pela polícia federal.

33. Denunciar e repudiar toda religião que mata em nome de Deus ou em defesa de alguma doutrina (Jo 16.2)

34. Conservar sua integridade sexual da forma como se veio ao mundo. Se homem - permanecer homem; se mulher - permanecer mulher; pois, se Adão e Eva não tivesse preservado este princípio, eu e você não estarímos aqui. A geração de um ser é fruto do relacionamento sexual entre um homem e uma mulher; isso foi criado em perfeição pelo Criador, visto a função do órgão genital e a dinâmica para a consumação do ato (Rm 1.26-27).

35. Cuidar de seus animais e preservar a natureza através de um estilo de vida sustentável (Pr 12.10; Gn 1.28-30).

Conclusão:

Você pode até não concordar com o cristianismo no âmbito espiritual; pode odiar os evangélicos e protestantes; pode também não ter a Bíblia como regra de fé e prática e nem nela acreditar como sendo inerrante [que não contem erros]. Contudo, analisando pelo “bom senso” e sendo uma pessoa que clama pela paz, justiça, amor e solidariedade - terá que concordar que, os princípios bíblicos, são os mais adequados dentro da ótica social religiosa para se viver com ordem e decência. Em nenhuma outra religião você verá estes princípios como verdade absoluta, ao menos que tenham sidos copiados das Escrituras Sagradas. Pode até citar outras religiões, mas até aquelas que não são cristãs, ou não aderiram a “ortopraxia” (prática correta da fé cristã), seus princípios bons têm sua raiz em algum preceito bíblico isolado, pois toda verdade é verdade de Deus, não importa onde esteja.

Quero concluir com uma importante observação: listei apenas 35 princípios e não entrei no mérito “místico espiritual”. Contudo, a Bíblia é rica no ensino em como viver com honestidade, tendo por consequência o “bem-estar” do homem, trazendo aquilo que o mundo mais deseja e busca através do entretenimento, da gratificação pessoal e do reconhecimento do homem, que são: paz, alegria, amor, paz com Deus e consigo mesmo em meio às tribulações neste mundo tenebroso.

Pense nisso!

“A tua justiça é eterna, e a tua lei é a verdade”. Salmos 119.142 NVI


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

[1] Terra comprometida; MAURÍCIO FERNANDES, Ernani; Ed. Nannoeditoracultural; Monte Verde 2009.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

É MUITO MAIS DO QUE PEDIMOS OU PENSAMOS!


Por Fabio Campos

Texto base: Efésios 3.14-21

INTRODUÇÃO:

1. A carta escrita por Paulo à igreja de Éfeso é uma exortação, tanto doutrinária, como de conduta. O ministério de Paulo é conhecido por sua habilidade em refutar falsos ensinos e também em instruir os irmãos acerca da “Sã Doutrina”, que leva o homem a justiça, a fé, o amor e a paz que invoca a Deus com um coração puro (2 Tm 2.22).

2. Paulo também nunca deixou de instruir os irmãos acerca “do serviço prático dos cristãos”. A ordem na igreja, o comportamento dos crentes - o comer e o beber - era uma preocupação de Paulo para que Deus fosse glorificado em todas as coisas.

3. O trecho que acabamos de ler trata da oração constante que Paulo fazia em favor dos Efésios.

a. O verso 14 diz que “ele se punha de joelhos” perante o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.

b. Paulo conhece o Deus a quem direciona sua oração: “Deus rico em glória” (16).

c. Seu desejo em favor da igreja é que sejam acrescentados pelo poder do Espírito; que Cristo fosse morada [sinta-se em casa] pela fé no coração do seu povo (16-17).

d. Por fim, compreender perfeitamente, na comunhão dos santos, a largura, o comprimento, a altura, e a profundidade do amor de Cristo que excede todo o entendimento, sendo cheios da plenitude de Deus (18-19).

I. DOXOLOGIA DE PAULO

1. Quero me ater a doxologia de Paulo, nesta oração de louvor ao Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2. Neste louvor entoado ao Deus dos céus ele nos informa de um “poder que opera em nós”.

3. Este poder traz a gloria a Deus através do louvor da igreja.

4. O poder de Deus faz muito mais do que “pedimos” ou “pensamos”.

II. ELE É PODEROSO PARA FAZER MUITO MAIS DO QUE PEDIMOS.

1. Mas o que pedimos?

a. Muitas vezes pedimos pedra em vez de pão; pedimos escorpião em vez peixe. Sendo assim, se nós, que somos maus, sabemos dar boas-coisas aos nossos filhos, quanto mais o Pai que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem.

b. As vezes pedimos e não recebemos. Talvez ainda não seja o tempo certo, e o Senhor deixou-o na prateleira de espera. Contudo, com o nosso coração enganoso, pedimos mal, e por isso não recebemos. Até nisto Deus é misericordioso, em não dar aquilo que pedimos mal, pois o seu desfrute seria o acréscimos de dores.

c. A graça e a misericórdia são novas todas as manhãs. Conhecendo nossa estrutura, Deus pôs em nós o Seu Espírito, e Este nos ajuda em nossa fraqueza, pois “não havemos de pedir como convém”, por isso em nosso favor, intercede por nós com gemidos inexprimíveis, e aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, que pede segundo a vontade de Deus (Rm. 8.26-27).

III. ELE É PODEROSO PARA FAZER MUITO MAIS DO QUE PENSAMOS

1. No que pensamos?

a. O apóstolo nos exorta a “pensarmos nas coisas do alto” (Cl 3.2). É lá que devemos juntar os tesouros-, onde o ladrão não rouba e a traça não destrói.

b. Nossa mente deve ser renovada pelo o entendimento da Palavra de Deus. Não há como se conformar com o mundo quando se tem a Palavra escondida no coração.

c. Nossa mente nos informa das nossas vontades; pelo o culto racional, se assim for, estando nEle e, suas Palavras em nós, tudo o que pedirmos, assim será feito.

d. O “pensamento” que Paulo nos informa está relacionado a “perceber”, “entender”, “observar”.

IV. MESMO NA VONTADE DE DEUS, AINDA ASSIM, NÃO VAMOS ENTENDER EXTAMENTE COMO ELE FARÁ, E O QUE FARÁ, A TODOS AQUELES QUE O AMAM. 

1. Que promessa fantástica para preservar o nosso coração e a nossa mente em Cristo trazendo a paz que excede todo o entendimento.

2. Deus sempre nos surpreende, pois Aquele que não poupou o seu próprio filho, antes por amor a nós, entregou com Ele todas as coisas.

3. Nisto podemos confiar. Ainda que digamos: “o que é o homem mortal para que te lembre dele? E o filho do homem para que o visites? Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroastes” (Sl 8.4-5).

CONCLUSÃO

1. Ainda que a nossa a vista esteja tudo obscuro; ainda que nossa mente compreenda em parte; “ainda sim, tudo será feito em propósito daquele que ama a Deus, cooperando para aquilo que fomos chamados”.

2. Quero encerrar nossa reflexão com um texto que pode nos encorajar e nos fortalecer nas tribulações:

"Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam". (1 Co 2.9 NVI).

3. Talvez você me diga que seja um texto escatológico. De fato preciso concordar com você. Contudo, um pouquinho disto nos é dado todos os dias nesta terra, pois servimos o Deus de “Toda graça” conforme nos ensina o Apóstolo Pedro (1 Pe 5.10).

4. Deus fará abundantemente mais do que pedimos ou pensamos segundo o poder que opera em nós.

Soli Deo Gloria!
Fabio Campos
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Sermão pregado na ICT dia 15/01/2014


sábado, 11 de janeiro de 2014

OH! E AGORA, QUEM PODERÁ ME SALVAR?


Por Fabio Campos

Texto base: Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”. – Efésios 2.8-9


Esta é uma missão impossível para o Chapolin Colorado! O homem é um ser totalmente perdido! O pecado já não bate a porta; mas sempre foi [depois da queda] convidado a entrar e recebido com honra e alegria no coração do pecador. Não há quem faça o bem! Não há um justo sequer! A situação se torna pior quando se busca a redenção pela força do próprio braço.

A lei da evolução é contraposta pelos fatos estampados nos jornais. O coração do homem está cada vez mais perverso; os “bons” não agem inescrupulosamente a vista de todos, mas conhecem suas mazelas e lutam contra elas; a consciência os acusa trazendo a intranquilidade ao coração. Muitos são caridosos por medo da ira divina que os assolam. Grande trapo de imundície esta prática torna-se aos olhos do Senhor. Medo e não amor; orgulho pela própria justiça e não humildade pelo dom gratuito de Deus em Jesus Cristo. 

Nisto foi manifesto um Salvador; um povo que jazia em trevas viu a grande luz, e as ternas misericórdias de Deus nos visitou pelo Sol Nascente. Cumpriu na carne o que é requerida pela lei. Sabendo da estrutura do homem [que é pó], Ele se faz carne; o Eterno Deus-Filho por alguns instantes deixou a eternidade e entrou no tempo, invadiu fisicamente o espaço dos homens; seu objetivo foi esclarecer ao homem o seu anseio pela eternidade. Isto foi falado pelos profetas, mas agora o Filho que é a imagem do Deus invisível, falou claramente na sua própria pessoa. Levou-nos para a casa do Pai; transportou-nos para o seu Reino, e de Eternidade a Eternidade és Deus. Abandonamos o lar em Adão, mas fomos reconduzidos em Cristo, pois seus Céus há muitas moradas.

O cansaço espiritual provém de uma alma orgulhosa que se preocupa com o seu desempenho. Na tentativa de se emancipar do seu Criador, cria-se métodos para salvar-se a si mesmo; logo mais se constata: nada evoluiu! Quando não é uma coisa, lá está o pecado em outra. Só piorou! A culpa aumentou; o que deveria tornar-se arrependimento gerou apenas um leve e momentâneo remorso. Não há temor, mas um medo do quê tal ato pode trazer de malefício.

Ascende-se a luz da esperança; “eis aí alguém que recebe pecadores e come com eles”. Não pelas obras, mas pela fé. Tudo para que o homem não se glorie em nada daquilo que só Deus deve receber a Glória: O Senhor salvou o homem através de Jesus Cristo - todos os salvos de fato, não vivem mais, mas Cristo vive neles. Presente de Deus, gratuito no Filho e que, em nada, precisa de acréscimos para ser recebido e desfrutado. Agora segue as boas-obras pela gratidão e pelo amor a Deus, e não para ganhar o seu perdão devido ao medo, pois o verdadeiro amor lança fora todo o medo.

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

domingo, 5 de janeiro de 2014

SUPRIDORES DA SOBERBA


Por Fabio Campos

Texto base: “Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria”. – Provérbios 11.2 AFC

A situação em nosso meio não está nada boa, pelo menos nas redes sociais. Por estes dias tive o desprazer de ler o absurdo dos absurdos. O moderador de uma comunidade falou com uma arrogância terrível acerca das últimas mensagens do Rev. Hernandes Dias Lopes. Nesta especificamente, acusou-o de “pregador triunfalista”. Geralmente o Hernandes tira trechos daquilo que já escreveu nos seus livros e posta na pagina do seu facebook. Confira aquela que gerou este “burburinho”:

VAI DAR TUDO CERTO! “A dúvida, às vezes, nos atormenta. A dúvida é como um chicote que açoita nossas costas. É hora de agir com fé. É hora de confiar em Deus. Mesmo que você não esteja no controle, Deus está no controle. Ele sabe o que está fazendo em sua vida. Vai dar tudo certo!” Hernandes Dias Lopes.

Segue o comentário desta pessoa na própria postagem do reverendo: Triunfalismo Pentecostal? Hehehe”. Lamento muito por tal comentário julgando ser ele soberbo, arrogante, desprovido de misericórdia para com aqueles que precisam, em certos momentos, escutar uma palavra de encorajamento. De fato a teologia da prosperidade por meio dos seus pregadores tem difundido este tipo de mensagem. Porém, seus preletores não conhecem a Deus. Na boca destes, é “triunfalismo”. Diferente do Hernandes Dias Lopes. Sua vida com Deus – seu desfrute das bênçãos do Senhor pelos anos que seguiram em fidelidade a Palavra – seu servir a Jesus – todas essas coisas lhe dão base para podermos classificar tal mensagem não como triunfal, mas sim de encorajamento. Quem conhece um pouquinho do ministério do reverendo sabe o que ele fala, não é do que não vive, mas da experiência em servir a Deus por longos anos.

Alguns teólogos do facebook estão mais preocupados em alimentar seu ego por meio das mentes soberbas do quê esvaziar a si mesmo para alimentar a alma dos famintos. Sou jovem, e mesmo discordando de alguns irmãos mais velhos, nisto me veem o temor ao postar algo por não ter vivido ainda nem um quarto daquilo que estes irmãos já viveram com Deus. Meu irmão e amigo Renan Lima, muito equilibrado, disse que é o tipo de crente que não consegue chamar a Deus de ‘Aba’. Geralmente são jovens, com boa teologia, mas sem sabedoria”. Teologia se faz na sala de aula e por meio da leitura de livros. Espiritualidade se constrói no dia-a-dia. Teologia pensa sobre Deus; espiritualidade forma o caráter de Cristo em nós. Ambos andam juntas; mas são bem diferentes. Contudo, porém, no céu prevalecerá a espiritualidade.

Quando o secundário se torna fundamental, coamos mosquitos e engolimos camelos. Quanta ostentação intelectual nas redes sociais. Fico a pensar - se Jesus estivesse fisicamente hoje entre nós e a vista de todos chegasse a Ele uma notícia assim: “Senhor, aquele [Lazaro] a quem amas está enfermo”. Nesta situação o que pensariam ao ouvir de Jesus: “Esta enfermidade não acabará em morte, mas é para glória de Deus”. Quando Hernandes Dias Lopes diz “vai dar tudo certo”-, ele simplesmente confia que aquilo que Deus faz, faz certo, por ter Ele nunca errado naquilo que fez. A mensagem triunfalista olha o sucesso do ponto de vista do homem, de acordo com a perspectiva humana; pode aparentar que deu tudo certo, mas pode estar errada. Contudo, Deus não erra! Por isso o reverendo nos encoraja a confiar em Deus, pois mesmo quando não temos o controle da situação, Deus assim o tem; logo, podemos descansar que vai dar tudo certo e que tudo vai cooperar a nosso favor para cumprir o propósito pelo qual fomos chamados.

Será que Jesus era um triunfalista? O que diriam nos dias de hoje se o vesse dizendo a uma mulher que padecia por doze anos de um fluxo de sangue: “Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou”. A morte da filha da viúva de Naim não seria uma mensagem triunfalista por dizer a ela naquele momento doloroso: “Não chores”? Pois é, nestes comentários [contemporâneos] soberbos, não há compaixão. O Senhor se compadeceu da viúva [classe essa que tinha a atenção especial de Deus]. Além de ter perdido seu marido, agora a viúva estava enfrentando a dor [talvez a pior] em perder o seu único filho. Disto diz a Escritura: “compadeceu dela e disse: não chores”.

O grande mal em nosso meio é que não há um equilíbrio. Existe aqueles que pregam só “vitória”; outros fazem do Evangelho somente uma apologética contra os hereges. Se a mensagem não for de confronto - se não falar contra o calvinismo ou contra o arminianismo – então, não é Evangelho. Evangelho não é boas-novas? Paulo nos ensina que a pregação consiste em edificar, encorajar e consolar (1 Co 14.3). Se essa não for a finalidade, então, não é o Evangelho de Jesus Cristo. Ainda que haja apologética, confronto contra o pecado, tudo isso deve ser feito com sal e muita moderação para que os ouvintes sejam convencidos pelo Espírito e sejam edificados, encorajados e consolados naquilo que carece em sua vida do ponto de vista de Deus.

O irmão (a) citado agiu com falta de respeito contra o Hernandes Dias Lopes. Não em discordar apenas, mas pela forma debochada como postou seu comentário. De quebra disse que os pentecostais são triunfalistas sem ao menos conhecer todos eles. Não houve respeito! Usei deste episódio para escrever algo que já tem acontecido em grande proporção em nosso meio: falta de respeito e de amor para com os irmãos através do linguajar debochado, contencioso e desprovido da graça e misericórdia de Deus.

Lamentável! Que Deus tenha misericórdia.

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos