quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A EFICÁCIA DA EMPATIA


Por Fabio Campos

Texto base: Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns”. 1 Coríntios 9.22a NVI


Graças a Deus que Deus é Deus! Dentro de Sua Soberania e do Poder absoluta que Ele é, conhece nossa estrutura e sabe que somos pó. Ele falou de muitas vezes e de várias formas pelos profetas de Israel, mas a plenitude do entendimento veio por meio do Filho Jesus, onde estão ocultas toda sabedoria e conhecimento. Não somente isso, o Deus-Filho esvaziou a si mesmo - embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se, e se fez homem para salvar o homem.

Deus é simpático a nós. No Filho, demonstrou sua empatia para com a humanidade. Segundo o dicionário escolar da língua brasileira, “empatia” é a “identificação afetiva com outra pessoa, que se caracteriza pela capacidade de poder se colocar no lugar do outro e imaginar quais são seus sentimentos e sensações”. A prova que Deus é “empático” a nós está no fato de que o caminho para se achegar a Ele foi desobstruído pela Sumo Sacerdote. Assim como nós foi tentado em tudo, mas não pecou, e por isso podemos chegar ao Trono da graça confiadamente a fim de receber graça e misericórdia.

Paulo tornou tudo para ganhar o maior numero de pessoas. Fez-se escravo para ganhar os “livres”; se fez de judeu a fim de ganhar os judeus; se comportou como se estivesse debaixo da lei para ganhar os que estavam debaixo da lei; se fez fraco para ganhar os fracos. Pois é, irmãos, a grande maioria das vezes vamos ter que tirar nosso anel de teólogo para ganhar pela simplicidade de Cristo alguém que é simples na instrução. A capa religiosa, o jargão congregacional e, o status social, muitas das vezes terão que ser substituídos pela compaixão e pelo o amor de Cristo que nos constrangeu e nos levou ao arrependimento. Não se trata do lema mundano -, “quando em Roma, faça como os romanos”, mas do temor para com Deus e do amor e compaixão para com o próximo.

O Evangelho não muda, mas a forma de evangelizar são diversas. Nosso linguajar precisa ser acessível cognitivamente as “mentes indoutas”, pois só assim ele [indouto] poderá dizer o amém no fim das orações - nosso coração precisa estar ligado pela solidariedade em amor àqueles que carecem de Cristo. Assim como Deus vivenciou na carne pelo Filho o drama humano, assim teremos que vivenciar as experiências daqueles que estão neste mundo com a alma gritando por salvação. Paulo não era grosseiro, e com cada um, falava de uma forma a respeito do mesmo assunto: a Cruz de Cristo. Abriu mão dos seus privilégios para conferir riquezas espirituais aqueles que nunca poderiam oferecer a ele “confetes” pela posição de teólogo na “universidade de Jerusalém”.

O maior evangelista de todos os tempos, Paulo de Tarso, fez tudo isso por causa do evangelho e para ser “co-participante” dele. No grego essa expressão “co-participante” tem a ideia de “alguém que compartilha junto”. Uma lição: o compartilhar deve ser JUNTOS e não de SEPARADOS, distantes de uma realidade. A palavra “koinwõz” usado neste versículo, segundo Taylor, tem por conotação, “sócio”, “participante”, “companheiro” e “cúmplice”.  

Que Deus nos diminua para que Ele cresça, pois nós passamos por vezes a ideia às pessoas que somos “deus”, mas Deus se fez homem. Pedro ao ver a Divindade de Cristo teve medo e pediu que se afastasse porque era pecador; mas a restauração do amado apóstolo se deu em um bate papo, a beira mar, comendo peixe, características de um relacionamento entre amigos, e não de um homem que se relaciona com o seu “deus” pagão, apático e impassivo, distante do natural [vida do homem na terra].

Quer ser eficiente na evangelização? Seja Cristo para as pessoas. Fica a frase para a reflexão do teólogo: “Toda criança deseja ser adulto; todo adulto deseja ser um rei; mas só Deus quis ser uma criança”.

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos