segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PROBLEMA RESOLVIDO! “VAI E NÃO PEQUES MAIS”!


Por Fabio Campos

Texto base: Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado".- João 8.11 NVI


Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias (Ec 7.29). Quantas são as “encrencas” que nos envolvemos. O pecado para ser consumado pode demorar um pouco; mas para ser gerado é uma questão de segundos. Aquilo que nos atrai é apreciado mesmo não querendo, e quando não vigiado, por ser fraca a carne - lá se foi, e o estrago é grande, trazendo danos irreparáveis.

O pecado quebra a comunhão com Deus e dEle nos separa (Is. 59.1-2). Rouba nossa paz. Nosso humor é alterado. O que nos resta é impureza, lascívia, inimizade, ciúme, ira, discórdia, dissenção e facção. Todo crente peca (1 Jo 1.8), mas nenhum cristão verdadeiro tem prazer no pecado.  O pecador perdido se gloria no pecado; o pecador salvo, tem tristeza no pecado.

Quando o rei Davi pecou contra o Senhor, na trama deliberada para consumar seu plano, neste momento a alegria da salvação já havia se perdido (Sl 51.12). Quando perdemos a alegria da salvação sentimos a necessidade de buscá-la em outro lugar. Daí nasce o pecado. Se alegrar fora de Deus, naquilo que não é de louvor, verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável e de boa fama. Todo ser humano tem a necessidade de se alegrar. A questão é a fonte que se vai buscar esta alegria. Muitos correm para os “parques de diversões” que destilam mel, com aparência agradável, mas que no fim trazem o gosto amargo do absinto; a espada de dois gumes os aguarda, e como um boi que é levado ao matadouro - assim vão eles - seduzidos “pelas delicias do prazer” - é como a ave que se apressa para o laço; logo a flecha atravessará seu coração, custando talvez sua própria vida e a de toda sua família.

Quando a mulher de Jo 8.1-11 foi pega no ato do adultério, a lei demandava sua morte por apedrejamento. O salário do pecado é a morte. Porém, se levanta aquele, o Justo, que justifica os injustos. O único que nunca pecou mesmo sendo tentado; Cristo Jesus, o Senhor da lei, que cumpriu a lei – interroga Ele os acusadores desta mulher, dizendo: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a primeira pedra”. Todos estavam encrencados com o pecado. O único que poderia atirar a pedra disse: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou. E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (Jo 8. 10-11 NVI).

Em Cristo fomos reconciliados com Deus não sendo imputados os pecados anteriormente cometidos (2 Co 5.19). E ainda que pequemos [e isso é uma certeza], temos um advogado junto ao Pai para nos purificar de toda iniquidade (1 Jo 2.1-2), pois quem nEle está, já não está sob a condenação da lei (Rm 8.1). A alegria da salvação se torna o maior prazer. Passamos a ser leves de espírito, agradáveis nas palavras, temperadas com sal; trocamos a maledicência pela bondade; a ira pela paciência; a impaciência pela longanimidade; a rudez pela mansidão; tudo isso que o Espírito nos traz por meio do domínio próprio.

Hoje você pode estar desesperado por algum ato falho cometido. Talvez a tristeza tenha se apoderado de sua alma trazendo desesperança ao seu coração. Você hoje pode estar com a cabeça baixa e com medo de Deus; aguardando pelas consequências dos seus atos. Calma! O problema foi resolvido! Uma nova oportunidade é posta na sua frente. Um coração contrito em arrependimento é o que precisamos ter nestas horas. Arrependimento é concordar com Deus no que precisa ser mudado. O que não podemos ser é incoerentes, querer novas coisas sem ser uma nova criatura (2 Co 5.17).

A questão é muito simples. Se hoje ouvires a vos do Senhor teu Deus não endureçais o coração; pois quando estamos arrependidos, com fome de perdão, de forma nenhuma, seremos desprezados, pois não temos um sumo sacerdote que não possa se compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado, e por isso podemos nos achegar ao trono da graça confiadamente a fim de recebermos graça e misericórdia quando for necessário. Ele será por socorro contra o nosso acusador.

Problema resolvido! Diante dessa graça maravilhosa, qual então o modo para vivermos: “Vai e não peques mais”. Faça diferente, pecar você vai pecar, mas ainda que não alcance a perfeição prossiga para o alvo, sabendo que Deus é bom e a sua misericórdia dura para sempre, pois novas são as manhãs que nos traz o seu perdão através de Jesus Cristo, o Senhor. O seu problema foi resolvido, faça diferente.


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POSSO OUVIR “MÚSICA DO MUNDO”?


Por Augustus Nicodemus


Muitos perguntam isto. Temos que começar definindo o que é "música do mundo". Música feita por um não crente? Então, para sermos coerentes, não devemos usar nada que foi feito por um descrente: roupas, sapatos, óculos, carro, ônibus. Não podemos comer em restaurantes nem comprar um cachorro quente na esquina, se o dono do come-em-pé não for crente. Pois é tudo "do mundo". 

Mas, se música "do mundo" é aquela que tem uma letra que vai contra os valores de Deus, letras que falam de traição, adultério, ciúmes, ódio, desejo de vingança, etc., então temos que considerar também como "do mundo" muita música "gospel" que tem letras com erros doutrinários graves, que pecam contra Deus do mesmo jeito. Heresia é pecado tanto quanto adultério.

Se música do "mundo" se referir ao ritmo - tipo rock, samba, hip hop, funk - aí temos outros problema, pois não existe como definir um ritmo que seja "santo" e outro que seja "mundano".

Eu escuto músicas feitas por artistas descrentes que tenham conteúdo bom. E sei que tudo o que é bom vem de Deus. Luiz Gonzaga tem muita música que fala das coisas do Nordeste, sem malícia ou maldade alguma. Por exemplo, "Asa Branca". Mais modernamente, para dar um exemplo, John Mayer compôs "Daughters" que tem valores muitos próximos dos cristãos. Roberto Carlos em algumas músicas é romântico sem ser malicioso. 

Escolha bem. Na sua graça, nosso Deus deu dons e talentos até mesmo aos descrentes.



Nota Fabio Campos:

Todo dom perfeito vem de Deus! O homem desenvolve suas habilidades, contudo, o que torna isso eficaz, é a capacidade de assimilação, e isso só pode ser dado como dom por Deus. Se Ele nos deu, então quem pode impedir o uso do dom? É muito difícil pra mim, compreender, como um instrumento ou estilo de música [com o seu conteúdo louvável], mesmo não sendo 'gospel', seja maligno. Não consigo aceitar que tal capacidade de criar seja do homem ou inspirada pelo diabo. O cristianismo não se trata de um conjunto de regras; “não toque”, “não coma”, “não assista”; o cristianismo trata-se de um novo nascimento, uma nova criatura, que antes era escravo do pecado e o amava mais do que a luz. Agora, porém, tem prazer na santificação, e é escravo de Cristo. Quem está na luz não tropeça no escuro. Tudo é uma questão de discernimento; para o santo, tudo é puro, pois o amor purifica as intenções.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

HÁ SALVAÇÃO FORA DA IGREJA?


Por Fabio Campos


Não existe doutrina principal para o homem conhecer do que a da salvação. Por vezes penso que o “senso do sagrado” foi perdido por alguns. Tratamos o assunto de uma forma rasa, superficial, sem nenhuma tristeza para com os que se perderam do ponto de vista teológico. Quando o assunto é a alma do homem, precisamos abordar o tema com muito temor; não há como se regozijar na condenação de alguém; pois Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 18.32). O contrário também é um fato que requer cuidado. Colocar todo mundo no céu [pela doutrina universalista] é roubar a casa do seu dono e dar moradia a qualquer um sem autorização do proprietário. Por isso precisamos de um equilíbrio trazendo o contexto à luz das Escrituras. 

A salvação no decorrer dos séculos foi apropriada por alguns grupos exclusivistas como sendo seu patrimônio. Muitas seitas disseram no decorrer da história que a salvação depende da conversão do indivíduo ao seu grupo, e que fora da sua religião, não há salvação. O proselitismo é forte dentro destes grupos (fica a dica para se diagnosticar uma seita; o exclusivismo religioso). O Senhor deu uma promessa para Abraão; “por meio de ti todas as nações serão benditas”. Isso foi cumprido na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 1.1-14). Nele não há grego nem judeu (Gl 3.28). Até os dias de hoje os judeus tomaram a eleição para si dizendo serem eles o único grupo que possui a salvação. Para minha surpresa já escutei que “não existe salvação fora do calvinismo”. Que absurdo! John Wesley está no inferno? A igreja católica romana em sua confissão diz que “fora da igreja não há salvação”.

O pai da reforma protestante, Martinho Lutero, certa vez, disse que “pode haver salvação fora da igreja, mas não fora de Cristo”. Muitos irmãos ficam de cabelo em pé com esta citação, por isso é necessário entender o contexto e o porquê Lutero disse tal coisa. Cipriano (200-258), um dos pais da igreja, certa vez disse: “Quem não tem a igreja como mãe, não pode ter Deus como Pai, e fora da igreja não existe salvação”. Na teologia de Cipriano quanto à salvação, vemos o início de um sistema penitencial plenamente formado. Eis então que surgem os manuais de penitencias para todo o tipo de pecado dentro das igrejas ocidentais (católicas romanas). Grandes teólogos argumentam que a teologia de Cipriano para unificar a igreja foi extrema demais e que o resultado foi um afastamento do cristianismo apostólico; ou seja, a igreja se institucionalizou segundo os padrões do império Romano. A partir daí, o vigário (substituto) de Cristo já não é mais o Espírito Santo, mas o bispo. Antes era “onde o Espírito estiver ali também estará sua igreja”. O Ensino passou a ser “onde estiver o bispo, ali também estará à igreja verdadeira”.

Neste contexto os pré-reformadores lutaram com as Escrituras nas mãos contra este distanciamento do ensino dos apóstolos. Em 1517 Lutero crava suas 95 teses na porta da catedral de Witterberg. Ao invés de usar “Só a igreja”, ele diz “Somente Cristo”. Dentro disso Lutero afirma que a salvação pertence a Deus e está com Cristo, autor e consumador de nossa fé (Hb 12.1-3), e não com a igreja. Agora todos que pela fé receberam a salvação em Jesus Cristo, em um só espírito, foram batizados em um só corpo e lhe foram dados de beber de um só Espírito (1 Co 12.13). Lutero diferenciou a igreja institucional do corpo místico de Cristo. Ou seja, “o Senhor conhece aquele que lhe pertence” (2 Tm 2.19), e no tempo devido, seus anjos, ajuntarão seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu (Mc 13.27). O homem é templo do Espírito Santo e o Reino de Deus está entre eles. Qualquer lugar físico, leitura bíblica, e a exposição dos ensinos dos profetas e apóstolos e o partir do pão com singeleza de coração são frutos da verdadeira Igreja, pois onde dois estiverem reunidos no Seu Nome, Ali Jesus se fará presente.

A Bíblia é clara em dizer que “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). Todos estão condenados devido a sua desobediência (Rm 11.32), e que não há um justo sequer (Rm 3.10). Mas Deus enviou Seu Filho a semelhança de homem para condenar o pecado na carne, e todo o que nEle crer, não perecerá, mas já tem a vida eterna (Rm 8.1). O homem pode escapar do julgamento da Eclésia, mas não do trono de Deus (Ap 20.11-15). O julgamento terá um único crivo para a justificação ou para condenação, a saber, Jesus Cristo (At 17.31). Quem crer, não será condenado; quem não crer, este terá a condenação eterna.

Quando restringimos a salvação a um grupo institucional estamos dizendo que Deus habita em templos feitos por mãos humanas e depende deles para ser servido.

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas”.  (At 17.24-25 NVI)

Se for a religião que tem o poder de salvar ou certa denominação, qual então seria a [Igreja] perfeita para poder conferir salvação ao homem? Visto que o corruptível, carne nem sangue, poderão herdar o Reino dos Céus. A igreja no seu organismo institucional é imperfeita e por isso não poderá salvar ninguém. Ela ensina o caminho, mas não é o caminho. Todos os pré-requisitos em como se achegar a Deus foram preenchidos unicamente na Pessoa do Filho de Deus e Deus o Filho, Jesus Cristo (Jo 14.6; 1 Tm 2.5). Nem todo membro de igreja que diz pertencer a Cristo, declarando ser Ele o Senhor da sua vida – os que pregam, expulsam demônios e realizam sinais e maravilhas no seu Nome - de fato, pertencem a Ele (Mt 7.21-23). Para muitos irmãos exclusivistas, caso a igreja de Corinto estivesse entre nós, com os seus erros doutrinários e com sua baixa moralidade, seria uma igreja de pessoas perdidas. O que dizer dos gálatas? E a igreja de Pérgamo, Tiatira e Laodiceia do apocalipse, todas com sérios problemas (Ap 2 - 3)? Imagino-os dizendo: “A única igreja verdadeira é a de Filadélfia, pois nela não se achou erro, e fora dela não há salvação”.

A salvação pertence a Deus. Jesus sendo o doador dela [salvação] por ser o salvador dá a quem quiser sem precisar dar satisfação a nenhum de nós, ou alguém se atreve a ser o seu conselheiro? É muito interessante o ensino deste Salvador. Ele dificultou a entrada dos ricos no Reino dos céus dizendo: "Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus” (Mc 10.23)! Dificultando mais ainda, Ele usa uma figura de hipérbole dizendo ser “mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus" (Mc 10.25). Aos nossos olhos muitos queimarão no fogo do inferno. A reação dos discípulos é mesma que a nossa: Os discípulos ficaram perplexos, e perguntavam uns aos outros: "Neste caso, quem pode ser salvo” (Mc 10.26)? Neste momento entra a graça incompreensível de Deus: Jesus olhou para eles e respondeu: "Para o homem é impossível, mas para Deus não; todas as coisas são possíveis para Deus" (Mc 10.27 NVI). Jesus está dizendo não o que o homem considera possível, mas sobre o que parece impossível (27). Para um homem é impossível que o camelo passe pelo fundo de uma agulha, para Deus nada é impossível, pois não existe coisa difícil que possa superar sua sabedoria e misericórdia, a qual triunfa sobre o juízo.

Para os judeus os samaritanos eram filhos do diabo e predestinados a condenação eterna. Entra em cena novamente o Salvador, Aquele que venceu a morte e o inferno. Um mestre da Lei O interroga [Jesus] sobre a vida eterna. Jesus diz para ele que cumpra os dois principais mandamentos: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo” (Lc 10.27). O interprete da lei, teólogo e conhecedor profundo do Tanak, não satisfeito e querendo se justificar, disse, “quem é o meu próximo”. Era melhor ele ter ficado quieto.

O Salvador ilustra a atitude de um salvo genuíno ao mestre da lei. Um homem tinha sido espancado e assaltado estando praticamente morto. Passou por ele um sacerdote e um levita, homens constantes no templo. Ambos não o socorreram. O terceiro era um SAMARITANO. Pois é, o “endemoninhado” do samaritano foi o perfil que Jesus ilustrou a atitude de um salvo. Este diferente do sacerdote e levita, aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e disse-lhe: ‘Cuide dele. Quando voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’ (Lc 10.34-35). Jesus disse para aquele mestre da lei, “vá e faça o mesmo que fez o samaritano”, pois aquele que de fato é salvo ama a Deus acima de todas as coisas e demonstra este amor amando o próximo como a si mesmo. O samaritano não era muito ortodoxo na teologia, mas na prática demonstrou ter fé que foi comprovada pelas obras.  

Teremos surpresas no céu! O salvador disse: “Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus (Mt 8.11); enquanto muitos que se dizem ser do Reino “serão lançados nas trevas exteriores” (Mt 8.12). O que dizer do ladrão na cruz que horas antes estava perdido blasfemando contra o Senhor Jesus. Mas em um momento de lucidez, convencido pelo Espírito, aos 45 minutos do segundo tempo, escuta do Senhor que é autor da Salvação: “Hoje mesmo estará comigo no Paraíso”. Meu Deus, que Deus é esse? Este é o Senhor Jesus! O ladrão na cruz foi justificado não pelas obras de justiça que tivesse feito, mas segundo a misericórdia de Deus (Tt 3.5). Ele nunca pertenceu a uma igreja [ou sinagoga]. Em uma questão de segundos foi inserido na Igreja Verdadeira - aquela que reina pela eternidade, pois um dia para Deus é como se fosse mil anos, e mil anos como se fosse um dia.

Não sou a favor do movimento dos desigrejados, pelo contrário. A Bíblia ordena que congreguemos (Hb 10.25) e que pelo dom dispensado pelo Espírito Santo possamos em unidade aperfeiçoar o corpo de Cristo (Ef 4.11). É na congregação que nos ajudamos. Se mantivermos comunhão uns com os outros, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. Congregar é um mandamento bíblico! O salvo faz alguma coisa; ele vive como salvo, digno da sua vocação. Porém, quando concordo com Lutero quando diz que “pode haver salvação fora da igreja”, digo que a pessoa que invocar o nome do Senhor, ainda que em um leito de morte, sem ao menos ter pisado em uma igreja, será salvo (Rm 10.13). O Dr. Martyn Lloyd-Jones na exposição que fez de Rm 8.16 que diz: O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”, afirma que “o testemunho do Espírito ao nosso próprio espírito é mais do que o resultado de um processo racional, pelo qual o crente chega à certeza da salvação. Segundo ele, trata-se de uma certeza dada de forma imediata (sem o uso de meios) pelo Espírito, diretamente à nossa consciência”. O Senhor poder trazer a memória do perdido lembranças e ensinos ministrados no decorrer dos anos que poderão ser gemidos pelo Espírito invocando a vontade de Deus que ninguém pereça, mas tenha vida mediante o arrependimento dos pecados.

Porém, aqueles que discordam de Lutero precisam explicar em quem mais pode haver salvação se não for em Cristo. O Senhor não se restringe há um espaço de tempo. A mensagem do Evangelho é muito generosa (Jo 3.16) para ser doada por homens que dizem serem eles proprietários dessa salvação. Não estou fomentado que os homens se arrependam no leito de morte. Até mesmo porque estarão perdendo os benefícios ganhos pela comunhão com Deus através de Jesus Cristo: paz, mansidão, bondade, domínio próprio e outras coisas mais. Um salvo em Cristo não consegue ficar fora da comunhão dos santos. Minha questão não é com aqueles que se dizem salvos e não querem congregar. A questão que abordo é quando o indivíduo, no leito de morte, assim como o ladrão na cruz, se arrepende e invoca a Cristo. Não consigo compreender como um salvo fica fora da comunhão dos santos. Algo está errado.

Gostei muito de uma frase dita pelo Pastor Ariovaldo Ramos: “A pregação é um departamento dos homens; a salvação é um departamento de Deus”. O papel da igreja é pregar em tempo e fora de tempo, sabendo que quem dá o crescimento é Deus. Nós não temos provas empíricas do que o Espírito Santo tem feito no coração dos homens. Só Ele pode penetrar por Sua Palavra e discernir os pensamentos e as intenções do coração. Nossa obrigação é plantar e regar, porém o crescimento vem de Deus e poderá ser finalizado no último suspiro.

A salvação é pela graça, por meio da fé, não vem do homem, mas é um presente gratuito de Deus, para que ninguém se glorie diante dEle (Ef 2.8-9). O mundo será julgado pelo o que Cristo fez. E isso não depende das obras, mas daquele que chama (Rm 9. 11-12). Ele terá compaixão de quem quiser (Rm 9.15). Será inútil e tolo a criatura questionar o criador dizendo: “Nós trabalhamos o dia todo para ganhar o mesmo daqueles que trabalharam apenas uma hora”. Segue a resposta do dono da salvação: Não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom (Mt 20.15)? A salvação pertence a Deus e Ele dará a quem quiser, do modo que achar melhor, e na hora que Ele, pela sua soberana vontade, estabeleceu. Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus (Rm 9.16).


Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos! "Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? "Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?" Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.

- Romanos 11.32-36 (NVI)


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

História da Teologia Cristã; OLSON, Roger; Ed. Vida Acadêmica.

Comentário bíblico Moody; PFEIFFER, Charles; Volume II; Ed. Editora Batista Regular.

sábado, 16 de novembro de 2013

CRI POR ISSO ME ALEGREI!


Por Fabio Campos

Texto base: “... alegrou-se muito por haver crido em Deus” - Atos 16.34


Tem coisas que não têm como explicar; a psicologia com seus manuseios não explica; a ciência deixa de lado e joga a questão para a neurologia. Como assim?, “simplesmente se alegrou por ter crido em Deus”!? Não é possível visto que o povo tem crido em muitas coisas e a grande minoria professa ser ateu, esse é o pensamento do senso comum.

A alegria do crer só pode ser experimentada por aquele que foi tocado pelo Espírito Santo, quando o Senhor abriu o seu entendimento na compreensão dos mistérios ocultos desde a fundação do mundo. A grande maioria das conversões descritas nas Escrituras segue a seguinte frase: alegrou-se muito por haver crido em Deus”. A dúvida é trocada pela certeza, pois pela revelação do Espírito através de Jesus Cristo não há mais necessidade de “compreender para crer”; agora a vida segue na perspectiva do “crer para compreender”, e isso vem ao longo do tempo pela iluminação no entendimento das Escrituras.

Como me lembro do dia do meu encontro de salvação por meio de Jesus Cristo. Uma alegria tomou conta do meu coração. Tudo aquilo que tinha por brilho foi ofuscado pela beleza do Senhor. Sua alegria tornou-se a minha força; Cristo tornou-se a fonte da minha alegria e o jugo ficou leve e suave. Naquele momento tudo passou a ser secundário e periférico dentro de mim. Era como se tivesse achado um tesouro que estava oculto em um campo; e com muita alegria, transbordando de júbilo, vendi tudo que tinha para compra-lo, sabendo que este tesouro poderia ser apenas um aperitivo do banquete que estava por vir. Neste momento minha alma descansou e já não era mais eu quem vivia; mas Cristo agora vivia em mim.

Essa alegria não se trata de comida nem de bebida, mas de paz, alegria no Espírito Santo. É a mensagem das Boas-Novas. Pode assustar de início - mas o amor derramado em nosso coração por meio do Espírito Santo nos traz a esperança - e esta não confunde. É como receber a visita de um anjo: "Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo” (Lc 2.10). Muitos olham de fora e acham que a vida cristã trata-se de um rigor acético do corpo; não! É uma alegria em Deus e não nos prazeres da carne. É saber que seus pecados foram perdoados; perceber que a graça o acompanha no presente, e entender que a provisão é certa para o futuro. O mundo é escravo dos seus vícios porque são neles que tentam encontrar alegria; presos na culpa do passado, na ansiedade do presente e no medo do futuro. Contudo, ele não é alegre! Pelos vícios tentam minimizar sua tristeza pensado que estão alegres.

Que alegria em poder crer! Quanto júbilo para aqueles que receberam a alegria da salvação e hoje se achegam no trono da graça confiadamente a fim de receber graça e misericórdia. Pensa aí no tipo de alegria que você tem ou pretende ter.

“E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”. – Isaías 35.10 AFC

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO DE UM EX-ATEU!



Como a apologética mudou minha vida!

Por Lee Strobel Autor de The Case for Christ e The Case for the Real Jesus

O ceticismo faz parte do meu DNA. Provavelmente foi por isso que eu acabei combinando o estudo de direito e de jornalismo para me tornar o editor jurídico do The Chicago Tribune — uma carreira na qual eu buscava incansavelmente fatos concretos e incontestáveis em minhas investigações. E, sem dúvida, foi por isso que, posteriormente, fui atraído a um exame completo das evidências - quer elas fossem positivas, quer negativas - como uma maneira de por à prova a legitimidade da fé cristã. Sendo um cínico espiritual, eu me tornei ateu no colegial. Para mim, o mero conceito de um Criador do universo que fosse amoroso, Todo-poderoso e onisciente era tão absurdo, à primeira vista, que nem mesmo merecia uma séria consideração. Eu acreditava que Deus não criara as pessoas, mas que as pessoas criaram Deus, pelo seu medo da morte e o seu desejo de viver para sempre em uma utopia que chamavam de céu.

Eu me casei com uma agnóstica chamada Leslie. Vários anos depois, ela me trouxe a pior notícia que eu jamais pensei que fosse receber: ela tinha decidido se tornar uma seguidora de Jesus. O meu pensamento inicial foi que ela iria se transformar em uma santa esbanjadora irracional que desperdiçaria todo o seu tempo servindo os pobres em alguma cozinha de caridade. O divórcio era inevitável, imaginei.

Então aconteceu algo assombroso. Durante os meses seguintes, eu comecei a observar algumas mudanças positivas no caráter dela, nos seus valores e na maneira como ela se relacionava comigo e com as crianças. A transformação era agradável e atraente. Assim, certo dia, quando ela me convidou para ir à igreja com ela, eu decidi concordar. O pastor proferiu uma palestra chamada "Cristianismo Básico", em que ele apresentou claramente os fundamentos da fé. Ele me arrancou do meu ateísmo naquele dia? Não, de maneira alguma. Ainda assim, eu concluí que, se o que ele estava dizendo era verdade, teria gigantescas consequências na minha vida.

Foi quando eu decidi empregar a minha experiência de jornalista para investigar se havia alguma credibilidade no Cristianismo ou em qualquer outro sistema de fé. Eu decidi manter a mente aberta e seguir as evidências, para onde quer que elas apontassem - mesmo que isso me levasse a algumas conclusões desconfortáveis. De certa forma, eu estava diante da maior reportagem da minha carreira.  A princípio, eu pensei que a minha investigação teria vida curta. Em minha opinião, ter "fé" significava que a pessoa acreditava em alguma coisa, ainda que soubesse, no fundo do seu coração, que isso não poderia ser verdade. Eu previ que rapidamente descobriria fatos que destruiriam o Cristianismo. Mas à medida que eu devorava livros escritos por ateus e cristãos, entrevistava cientistas e teólogos e estudava arqueologia, história antiga e religiões do mundo, eu fui ficando assombrado por descobrir que a fundação factual do Cristianismo era muito mais sólida do que eu acreditava.

Grande parte da minha investigação concentrou-se na ciência, onde as descobertas mais recentes somente auxiliaram a consolidar as conclusões a que eu havia chegado nesses estudos. Por exemplo, hoje em dia os cosmólogos concordam que o universo e o tempo, própria-mente dito, passaram a existir em algum momento do passado finito. A lógica é inexorável: tudo o que começa a existir tem uma causa; o universo começou a existir, portanto o universo tem uma causa. Faz sentido que essa causa seja imaterial, atemporal, poderosa e inteligente.  
Além disso, os físicos descobriram ao longo dos últimos 50 anos, que muitas das leis e constantes do universo - tais como a força da gravidade e a constante cosmológica -, estão extremamente bem ajustadas a uma precisão incompreensível para que a vida exista. Essa exatidão é tão incrível que desafia a explicação do mero acaso.

A existência de informações biológicas de DNA também aponta para um Criador. Cada uma das nossas células contém o conjunto exato de instruções para cada proteína que constitui os nossos corpos, todas elas expressas em um alfabeto químico de quatro letras. A natureza pode produzir padrões, mas onde quer que vejamos informações — seja em um livro ou em um programa de computador -, sabemos que por trás dela há uma inteligência. Além disso, os cientistas estão descobrindo complexas máquinas biológicas no nível celular que desafiam uma explicação darwiniana, e na verdade, são mais bem explicadas como a obra de um Projetista Inteligente.

Para minha grande surpresa, fiquei convencido pelas evidências de que a ciência respalda a crença em um Criador que se parece, de maneira muito suspeita, ao Deus da Bíblia. Animado pelas minhas descobertas, voltei, então, minha atenção para a história. Descobri que Jesus, e somente Jesus, cumpriu as profecias messiânicas antigas, contra todas as probabilidades matemáticas. E concluí que o Novo Testamento está enraizado no depoimento de testemunhas oculares, e que ele passa nos testes que os historiadores usam rotineiramente para determinar a confiabilidade. Eu descobri que a Bíblia tem sido transmitida, ao longo dos séculos, com admirável fidelidade. No entanto, a questão primordial, para mim, era a ressurreição de Jesus. Qualquer pessoa pode declarar ser o Filho de Deus, como Jesus claramente o fez. A questão era se Jesus poderia respaldar essa afirmação, ressuscitando milagrosamente dos mortos.

Um por um, os fatos constroem um caso convincente e irrefutável. A morte de Jesus pela crucificação é tão certa como qualquer outra coisa no mundo antigo. Os relatos da sua ressurreição são antigos demais para ser o produto de desenvolvimento de lendas. Até mesmo os inimigos de Jesus concordaram que o seu sepulcro estava vazio na manhã de Páscoa. E os encontros que as testemunhas oculares tiveram com o Jesus ressuscitado não podem ser descartados como meras alucinações ou pensamentos desejosos. Tudo isso representa apenas o começo do que descobri, nos quase dois anos da minha investigação. Sinceramente, fiquei completamente surpreso com a profundidade e a amplitude do caso em favor do Cristianismo. E como alguém treinado em jornalismo e direito, eu senti que não tinha escolha, senão reagir aos fatos.

Assim, em 8 de novembro de 1981, dei um passo de fé na mesma direção que as evidências apontavam — o que é algo completamente racional de se fazer — e me tomei um seguidor de Jesus. E exatamente como tinha acontecido na experiência da minha esposa, com o passar do tempo o meu caráter, os meus valores e as minhas prioridades começaram a mudar - para melhor.

Para mim, a apologética provou ser o momento inicial da minha vida e eternidade. Eu sou muito grato aos estudiosos que tão apaixonadamente e eficazmente defendem a verdade do Cristianismo — e hoje o objetivo da minha vida é fazer a minha parte, para ajudar outros a obter respostas às perguntas que os bloqueiam na sua jornada espiritual em direção a Cristo.


FONTE


Bíblia de estudo Defesa da Fé; Editora CPAD.

Mark Driscoll diz O Cessacionismo é Deísta



Notas para esclarecimentos dos termos:

Cessacionismo é a visão cristã de teólogos reformados e batistas fundamentalistas, geralmente de origem puritana. Formulam que alguns dons do Espírito Santo foram úteis apenas para os primórdios da igreja cristã, tendo cessado essa manifestação no período daIgreja Primitiva. 1 . 2 Os cessacionistas mais radicais não aceitam o dom de curas na igreja moderna. 3 Outros cessacionistas defende a tese que o dom de profecias cessaram na boca de profetas humanos, sendo restrita à manifestação da profecia escrita na Bíblia Sagrada. 4 É unânime entre os cessacionistas que o dom de línguas, nos moldes do falar em línguas, se encerraram nos tempos apostólicos.
Entendem os cessacionista que tais e restritos dons serviam a um propósito, a fundação da Igreja Primitiva, em momento que os apóstolos teriam que cumprir o ide sem possuir qualificação de doutores ou mestres. O encerramento do livro teria fechado toda profecia fora da palavra.
Os deístas tipicamente também tendem a rejeitar eventos sobrenaturais (milagres, profecias, etc.) e dizer que Deus não interfere na vida dos seres humanos e nas leis do universo. Sobre as religiões organizadas que usam revelações divinas e livros sagrados, a maioria dos deístas interpretam-as como como invenção de outros seres humanos, e não como fontes de autoridade, mas pode aceitá-las como inspiração espiritual. Os deístas dizem que o maior presente de Deus para a humanidade não é a religião, mas "a capacidade de raciocinar."


Fonte: Site Wikipédia

terça-feira, 12 de novembro de 2013

VOCÊ TEM AUTORIDADE ESPIRITUAL?


Por Fabio Campos

Texto base: Reunindo Jesus os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem doença”. – Lucas 9.1 SSB


Como é bom fazer parte do maior projeto que já existiu em todos os tempos. Um projeto arquitetado antes da fundação do mundo e que ainda está e sempre estará em vigor até a consumação dos séculos. O Pai projetou e cumpriu tudo na Pessoa Bendita do Filho. O Filho por sua vez comissionou àqueles que o Pai o enviou. E a ordem foi para curar os enfermos e pregar o Reino de Deus. Contudo, isso precisa de um requisito: “Autoridade”!, conforme dito no texto de Lucas.

Podemos dizer que “autoridade” é “o direito legitimo de exercitar o poder” com “força para mandar”. Certo pastor explicou a diferença entre “poder” e “autoridade”. Vinha ele em uma estrada - quando logo foi abordado por um guarda de trânsito. O pastor naquela situação tinha o “poder” de seguir em frente e desobedecer à ordem. Porém, o guarda tinha “autoridade”, a qual lhe foi dispensada pelo estado. No final das contas - o pastor parou seu veiculo, e vendo o guarda que tudo estava dentro da lei, autorizou-o a prosseguir seu caminho.

O Senhor Jesus nos deu autoridade sobre os demônios. Satanás tem poder; mas pela sujeição a Deus, nós temos autoridade sobre ele - e por isso ele tem que fugir de nós. Certa vez, um irmão, doutrinado em um meio onde não se acredita na prática da “expulsão de demônios” para os dias atuais, se deparou com um endemoninhado. E não somente um endemoninhado, era o endemoninhado.

O rapaz possesso se armou de uma faca. A situação ficou tensa! E aí, o que aconteceu? Logo veio o conflito no coração do irmão: “Tento alguma coisa e sou taxado de “herege”, ou me omito na situação e permito uma tragédia?” Se não houvesse quem expulsasse o espírito maligno, talvez pudesse acontecer um homicídio. O irmão me disse que o Espírito Santo trouxe a sua memória a autoridade que Cristo deu aos seus. Não deu outra! Mão na cabeça do rapaz e na autoridade do Espírito Santo repreendeu o espírito maligno, que logo saiu do homem, tranquilizando os demais.

Infelizmente, alguns evangélicos substituíram o poder de Deus pelo poder de persuasão. O “evangelho gnóstico” tem invadido nosso meio, ou seja, o melhor articulador dos conceitos teológicos é tido o homem [ou mulher] com uma “visão superior” aos demais. O “evangelho gnóstico” diz em si achar-se conhecedor de uma faceta de compreensão que os demais irmãos ainda não alcançaram.

O pecado reduz nossa coragem e ousadia para proclamar a Palavra de Deus. Todas as vezes que vamos orar ou pregar logo vem satanás nos acusando dizendo: “Quem é você”? Foi o que aconteceu com os judeus exorcistas de atos (19.13-22). Eles tentaram invocar o nome do Senhor sobre os homens possessos por espíritos malignos, dizendo: “Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega”. Satanás conhece nossa vida, e ao derredor, procura quem possa tragar. Estes judeus escutaram dos demônios: “Conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois”. Logo a seguir o espírito imundo saltou sobre eles e arrancou suas vestes e os feriram.

O Senhor Jesus nos deu autoridade no Seu Nome (At 1.8; 4.33). Muitos podem ser vistos como possuidores de autoridade a vista dos homens, mas nem todos possuem a mesma diante de Deus.  Essa autoridade não é conquistada dentro de uma sala de aula; nem por livre escolha dos líderes da igreja. Essa autoridade só pode ser dada dos céus e reconhecida pelos homens. Muitos pregam bem, ensinam com excelência; são conhecedores da Bíblia e dos tratados teológicos; mas não têm autoridade e graça de Deus sobre sua vida.

Os escribas eram possuidores de todas as características pertinentes alguém gabaritado para realizar a obra de Deus. Mas quando Jesus ensinava, era diferente! Todos se maravilhavam de sua doutrina, “porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas e fariseus” (Mc 1.22). O Senhor cumpriu seu ministério terreno pelo poder do Espírito Santo (Lc 4.14) e não pela persuasão humana. Seu ensino vinha do Pai e não dos rabinos [não desprezando os ensinos dos mestres para a edificação do corpo de Cristo].

A autoridade é dada por Deus, e independentemente do grau de instrução cognitiva e teológica [não me refiro ao mínimo que se exige para o manuseio da Palavra], ou sua posição social e nacionalidade, quando Deus comissiona alguém para um chamado, nosso papel [se de fato houver temor em nós] é reconhecer tal autoridade. Na terra do Egito na época de Jacó, dentro da hierarquia, Faraó era o primeiro; abaixo dele estava José. Porém, quando José foi apresentar seu pai Jacó a Faraó, a Bíblia diz que “Jacó abençoou Faraó” (Gn 47.7).

Não importa seu status e nem o lugar que esteja; se você foi comissionado por Cristo, logo também estará revestido pelo Espírito Santo. Então não há o que temer! Livre-se do pecado corriqueiro que o atrapalha na caminhada e prossiga com os olhos fitos em Jesus (Hb 12.1-2). É disso que precisamos para pregar o Reino. Fica a reflexão! Não basta conhecer a Bíblia; se faz necessária a autoridade para expor o que ela diz! Isso não vem nem da carne e nem do sangue, mas do Pai que está nos céus!

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos