sábado, 31 de agosto de 2013

Entrevista com Dr. Martyn Lloyd Jones



Simplesmente, demais...! Confesso que me emocionei ao assistir este vídeo.

Louvado seja Deus por preservar alguns em épocas diferentes que gritam nos dias de hoje.


"Não creio que seja função do pregador erguer sua voz, teorias ou ideias, mas expor e trazer à tona a mensagem da Bíblia". Dr. Martyn Lloyd


Tradução e legendas: Dr. Einstein Arruda

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

UFA... TEMOS UM PAI...!


Por Fabio Campos

Texto base: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. – Jo 1.12 NVI

Nesta semana pude ver uma das cenas mais emocionantes. Um pai que encontrou seu filho quando pensava que estava morto por causa de um “suposto ataque químico”. A emoção foi tão forte que o pai não conseguiu ficar em pé. Depois mais calmo, abraçou e beijou o filho. Como o Espírito Santo ministrou meu coração com essa cena! “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 7.11). Jesus nos coloca na qualidade de “maus” que trata bem a seus filhos. Então, vendo este vídeo, o que esperar de Deus-Pai?

Logo na sequencia o Espírito trouxe a minha memória a passagem do “filho pródigo”. Um jovem desperdiçador que “reivindicou” sua herança antes do tempo. Gastou com drogas e com prostitutas e, deliberadamente, “virou as costas” para seu pai numa atitude tola e rebelde. Mas quando ele caiu em si, entendendo sua loucura, lembrou que tinha um Pai amoroso e bom e resolveu voltar ao lar. O Pai que ficava todos os dias a porta esperando em amor por sua volta, de longe, ao avista-lo, correu ao seu encontro, e o abraçou e o beijou. Quando o menino estava pronto a fazer sua confissão ensaiada que “não era mais digno de ser chamado filho, mas sim de servo”, o Pai logo demandou aos servos, roupas com todos os direitos de filho.

A cena do pai que pensou que seu filho tinha morrido por conta deste ataque é muito semelhante à descrita em Lucas 15. Beijos e abraços e, muita emoção, “pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado. E começaram a festejar” (Lc 15.24). Pensar sobre Deus é fazer teologia, mas limita-lo dentro de uma grade acadêmica é tolice. O sentimento do Pai é descrito de forma perfeita pelo Senhor Jesus, pois ninguém O viu, a não ser aquele que desceu dos céus. Deus hoje nos fala por meio de Seu Filho! Com todo carinho, enternecido em amor e afeto, podemos descansar e dizer que temos um Pai que nos ama. Ufa, que alívio! Reconheço que essa linguagem afetiva para alguns não cai muito bem “teologicamente falando”. Mas isso é compreensível, já que o outro filho, o qual fazia tudo “certinho”, não tinha um Pai, mas um “senhor” no sentindo estrito da relação entre “servo e patrão”: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15 AFC).

De fato Deus só teve um Filho, Jesus Cristo, o Unigênito (Jo 316). Por criação toda criatura é filho de Deus; mas por adoção, já que só há um Filho na família de Deus [a Trindade], todos os que receberam este Filho Jesus, pela fé, tornaram-se filhos legítimos de Deus-Pai (Jo 1.12). Olha quanto amor: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele” (1 Jo 3.1). Como é bom ser chamado de filho, andar na Verdade por Ele ensinada (2 Jo 1.4) - seguindo pelo novo e vivo caminho, tendo Seu Espírito derramado em nosso coração pelo qual clamamos “Aba, Pai, Pai querido” (Gl 4.6).

Ainda que nos castigue, fará isso unicamente por amor, pois Ele açoita apenas aos que ama, e corrige apenas aos que tem por filho. Tudo isso nosso Pai converterá em bênçãos para nossa vida, pois a repreensão no momento não traz alegria - mas depois produz frutos de justiça, trazendo maturidade e experiência rumo à imagem e semelhança do Filho Jesus (Hb 12.7-11).

Quem bom poder confiar neste Pai, o qual não muda de opinião mesmo com nossas artes [pecaminosas] quando estamos em Cristo vivendo no seu temor. Por isso que a Escritura diz: “O amor de Cristo nos constrange e sua bondade nos conduz ao arrependimento”.

Ele é Seu Pai, fale com Ele! Confesse seus pecados e peça sua ajuda para não mais pratica-los. Ele conhece nossa estrutura, sabe que somos pó! Contudo, Ele escolheu nos amar! Temos um Pai, não há o que temer!

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

Assista ao vídeo:

terça-feira, 27 de agosto de 2013

UM RÉU SEM ADVOGADO


Por Fabio Campos

Texto base: “Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça”. – At 17.31 NVI

Um advogado é o mínimo que se requer quando se vai a um tribunal. Entrar em um pleito, condenado, sem a presença de um “paracleto”, é assinar a sentença sem ao menos ter a oportunidade de defesa. Um juiz e várias testemunhas de acusação - um crime hediondo – este é o cenário do julgamento dos culpados na consumação dos séculos perante Deus. Os injustos serão ressuscitados para um justo julgamento (At 24.15), pois todos pecaram (Rm 3.23) e a única recompensa da iniquidade, será a morte eterna, ou seja, a separação total de Deus para todo sempre (Rm 6.23).  

Não existe homem e mulher nascido de pais humanos que não tenha pecado (Rm 3.10). Grande é nossa culpa perante o Criador e horrendo nosso pecado a sua vista. Se você peca ao menos 2 vezes por dia, dentro de um ano terá 730 pecados registrados; se tiver 25 anos de idade, cometendo “apenas” 2 pecados no dia, sua conta estará no mínimo em 18.250,00 pecados. Tenho certeza que nosso débito é muito maior; mas essa é melhor das hipóteses em 25 anos de vida.

Qualquer tipo de idolatria, murmuração e cobiça diante de Deus, é uma transgressão daquilo que é santo, puro e perfeito. Apenas um único pensamento impuro e lá estará mais uma transgressão dentre as milhares. Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, pecou por omissão, e também é réu da mesma forma daquele que pecou por comissão. Uma “mentirinha” é um grande pecado. Pois é, muito daquilo que pensamos não ter gravidade, diante de Deus, é abominação. Você até pode tentar ser perfeito e se justificar pelas obras, mas caso não cumpra uma única lei por Deus estabelecida, será réu de todas (Tg 2.10).

Dentro deste contexto você vai a julgamento! Ali há um trono e um juiz! Diante desse trono estão grandes e pequenos que escolheram serem julgados segundo suas obras. Foi aberto o Livro da Vida onde estavam escritas suas obras. Mas constatou neste livro que até suas “boas-obras” eram más, parecidas com trapo de imundícia (Is 64.6), pois não foi praticado pela fé, e tudo o que não provem da fé é pecado (Rm 14.23). O Juiz passa a palavra ao advogado [Jesus] que poderia defendê-lo (! Jo 2.1), mas o mesmo diz abertamente: “Nunca o conheci”. Então o réu é lançado para dentro do lago de fogo por não ter sido achado no Livro do Cordeiro, o único que pode tirar o pecado do mundo (Ap 20.11-15).

Neste dia não haverá misericórdia nem clemência; naquele dia muitos se lamentarão por ter acreditado na reencarnação, no purgatório, no “aniquilacionismo”, na compra da salvação vendida pelos teólogos da prosperidade. Uma tristeza misturada com culpa produzirá “choro e ranger de dentes” aos gritos de lamento (Mt 13. 49-50).

Mas aos que colocaram sua confiança no Advogado e justo juiz - aqueles que lavaram suas vestiduras pela fé no Sangue do Cordeiro - a estes bem-aventurados já não há mais condenação, pois o sangue de Cristo, o da Nova Aliança foi derramado em seu favor para a remissão dos seus pecados (Mt 26.28). Eles ouvirão: “Entra para alegria do seu Senhor, servo bom e fiel”. O Salvador morreu pelas suas iniquidades e ressuscitou para sua justificação [usando a linguagem forense na absolvição do réu].  Havia sim um escrito de dívida constando todos seus pecados em forma de dívidas, mas pela fé, a sentença foi removida, sendo cravada na cruz do calvário, declarando-os inocentes no mérito do único Inocente o qual se deu por eles (Cl 2.14). Aleluia!

Ao final deste poste você pode estar zombando, mas pense por um minuto se tudo isso for verdade. Pare e reflita. Prossiga...

 Imagina que nesta noite sua alma seja pedida, e no piscar de olhos, você esteja neste tribunal sendo acusado justamente de todo mal cometido ou pensado. Que terror deve ser entrar em um tribunal sem um advogado.

Meu desejo é que Jesus Cristo seja seu Advogado e Mediador entre Deus e os homens. Se arrependa dos seus pecados e confie sua vida a Jesus, pois se confessarmos nossos pecados, Ele é Fiel e Justo para nos perdoar de toda iniquidade. Ele te ama, e por isso Deus-Pai deu seu único Filho para todo aquele que Nele crer não seja condenado, mas tenha a vida eterna. Talvez esse artigo lido por você seja uma das maiores provas de amor demonstrada para contigo - falar a verdade por amor a sua alma.

Portanto...

"Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” (Hb 3.15) ...“porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13)

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Entrevista com Paulo Romeiro e Augustus Nicodemus - O Cenário da igreja evangélica brasileira


TOMADO DE IRA – C.H. SURGEON



Texto base: "Fui tomado de ira tremenda por causa dos ímpios que desprezam e rejeitam a tua lei”. (Salmos 119:53)

Minha alma, você sente este estremecimento sagrado para com os pecados da cultura que te cerca? Se não, você não tem santidade interior. As bochechas de Davi estavam molhadas de ribeiros de águas por causa da impiedade prevalecente. 

Jeremias desejou olhos como fontes, para que pudesse lamentar as iniquidades de Israel. Ló, um homem justo, andava angustiado por causa de toda a imoralidade e injustiça ao seu redor. Aqueles sobre os quais a marca foi criada na visão de Ezequiel, foram aqueles que suspiraram e choraram por causa das abominações de Jerusalém.

Davi não pode deixar de entristecer sua alma inundada pela graça de Deus ao ver que os homens caminham sorrindo  indo para o inferno. Ele sabe o mal do pecado experimentalmente, e ele está alarmado ao ver os outros voando como mariposas em seu esplendor!

O pecado faz com que o justo, o homem justificado, estremeça, porque viola a lei santa de Deus, que é o maior interesse que cada homem devia desejar manter e amar. O pecado puxa para baixo os pilares da sociedade!

O pecado nos outros horroriza um crente, um homem verdadeiramente regenerado, porque coloca em foco a vileza de seu próprio coração. Vê como a Graça o resgatou e vê a glória infinita que cada pecado despreza. Quando ele vê um pecador hediondo, ele grita: "Ele caiu hoje, e se a graça soberana não o alcançar, cairá dia a dia até o inferno"

O pecado é horrível para um crente porque ele crucificou o Salvador! Ele vê em cada iniquidade os pregos e a lança! Como pode uma alma salva olhar o pecado que “amaldiçoou” Cristo e o levou a morte, sem repulsa?

Um coração desperto treme com a audácia do pecado e fica alarmado com a contemplação da sua punição. Quão monstruosa coisa o pecado é! Como infinita desgraça está preparada para o ímpio!

Minha alma, nunca ria do pecado e tolices, para que não venha a sorrir para o próprio pecado! O pecado é o inimigo de seu Senhor, como você poderia vê-lo sem ódio? Pois só assim, você pode evidenciar a posse da santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

TOLERÂNCIA HIPÓCRITA


Por Fabio Campos

Deixando a rivalidade do futebol de lado e analisando os fatos, os frutos (pelo qual somos conhecidos) se tornaram notórios na vida do jogador do Corinthians, Emerson Sheik. O atleta postou no instagram um selinho em um amigo como forma de protesto contra a homofobia. A torcida do Corinthians manifestou seu repúdio pelo ato.

O que me incomoda é como a sociedade tem feito das trevas, luz, e do mau, bom. Um discurso tem sido entoado pelos arautos da hipocrisia, tolerância no que não podia ser tolerado. Os artistas globais junto dos universitários “filósofos” estão denunciando a “intolerância” pregada pela Bíblia Sagrada. A liberdade de expressão e de escolha não é simplesmente uma conquista provinda do iluminismo, mas sim da “Providência Governante de Deus”. Toda autoridade foi por Ele constituída. Contudo, o homem é responsável por suas escolhas: “O limpo, limpe-se mais; o sujo suje-se mais”.

Como podemos afirmar alguém como exemplo e parâmetro em qualquer protesto, que visa um bem, onde o sujeito foi denunciado por “falsidade ideológica”, por “contrabando de carrões”; alguém que tem um palavreado chulo e que gosta de menosprezar os adversários (seus companheiros de trabalho)? É esse comportamento que você deseja para seu filho? Nunca será exemplo se permanecer nesta condição, pois se não houver caráter também ali já não há suporte para o carisma.

O interessante é ver adolescentes que não respeitam seus pais; que vivem em contendas com os irmãos; não toleram os de sua própria casa, batendo no peito falando de amor e compreensão. Que exemplo os artistas que se divorciam para casar e casam-se para se divorciar têm a nos oferecer no que diz respeito a moral? “Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento dos seus corações" (Ef 4.18).

A plateia é grande para os falsos profetas; o liberalismo teológico tem sido um câncer crescente na igreja de Cristo. O amor de muitos tem se esfriado por conta do aumento da iniquidade. A demanda reprimida de lascívia de alguns tem sido manifesto publicamente e sem nenhum pudor. O simples e humilde não faz sucesso! É preciso ser subversivo para ganhar notoriedade como bem disse Spurgeon: Homens que nunca teriam sido conhecidos se tivessem agido honestamente, ganharam notoriedade barata vendendo heresia enquanto fingiam vestir a roupa e comer o pão da ortodoxia”.

Jonh Huss certa vez disse: “Prefiro de ferir com a verdade a te matar com a mentira”. O amor sem verdade é uma mentira hipócrita. Spurgeon diz: “O ‘amor’ tem sido a palavra mais usada na propagação de heresias. Esta é a velha doutrina da mentira com a qual o pecador abençoa-se em seu coração, dizendo: ‘Terei paz, ainda que ande na teimosia do meu coração’. É óbvio que doutrinas como essas encontraram aconchego nos corações mundanos e irregenerados”.

Nossa posição como cristão é a de total confiança no controle absoluto de Deus e na inerrância de Sua Palavra que está acima de tudo e de todos. Todos os que querem viver piedosamente sofrerão perseguições. O Senhor conhece os que lhe pertence e afaste do pecado todo aquele que profere o nome do Senhor. A filósofa serpente tem conduzido muitos ao engano! O homem amou mais as trevas do que a luz, e Deus os entregou aos seus próprios desejos e paixões pecaminosas.

Que Deus nos ajude e fortaleça nosso coração para não usarmos “armas carnais” para esta milícia. Que o Senhor fortaleça o seu povo. Aos que pensam que tudo acaba em pizza, fica a reflexão de Spurgeon, pois eles vão de mal a pior: “Enganado e sendo enganados”:

“Mas, como não podia deixar de ser, o homem que ama seus pecados adora a pregação que a serpente fez no Jardim: “... Certamente não morrereis”. - Gênesis 3.4 – É a maior de todas as tragédias quando o único esconderijo do homem é construído no refúgio da mentira”.

“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo”. (Is. 5.20 NVI)

Misericórdia!

Fabio Campos


Informações extraídas do site globo.com

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MANUSCRITOS DE MARTINHO LUTERO SÃO DESCOBERTOS NA ALEMANHA


Vários manuscritos de Martinho Lutero, pai do protestantismo, foram descobertos na famosa biblioteca Duque August de Wolfenbüttel, no norte da Alemanha, anunciou a instituição esta segunda-feira.
Um professor alemão de teologia, Ulrich Bubenheimer, foi quem encontrou as anotações, escritas nas margens de um poema e de uma crônica.
Elas "fazem parte das mais antigas escrituras de Lutero conservadas", destacou em um comunicado a biblioteca, particularmente rica em manuscritos da era medieval, incunábulos (impressos com tipos móveis que remontam ao surgimento da imprensa) e livros da época da Reforma.
No total, a descoberta consiste em uma dúzia de anotações feitas por Lutero enquanto estudava em Erfurt (leste) no começo do século XVI. Nelas aparecem várias vezes a palavra latina "fides" (fé) e as datas de nascimento de Isabel da Hungria, uma santa da sua terra, a Turíngia.
Nascido em 1483 e falecido em 1546, Martinho Lutero foi um grande reformista religioso e um dos primeiros escritores da língua alemã. Ele foi autor de uma tradução da Bíblia em língua vernácula.
O luteranismo foi implantado no norte e no centro da Alemanha, onde teve o apoio de príncipes, no norte da Alsácia e nos países escandinavos.
Nota: A imagem posta no blog trata da estátua de Martinho Lutero na cidade de Wittenberg, na Alemanha, em 16 de agosto de 2013 (AFP, Jens Wolf)


domingo, 18 de agosto de 2013

RECOMENDAÇÃO DO “MANUAL DE DOUTRINAS CRISTÃS” DE WAYNE GRUDEM


Por Fabio Campos

Amados irmãos,

Talvez grande parte dos irmãos deva ter lido essa obra do Wayne Grudem. Glória a Deus por isso! Aos que não leram, fica minha recomendação. Principalmente aqueles [assim como eu] que têm dificuldades com os termos técnicos teológicos. Não só a li e a estudei, como a apreciei com muita alegria no coração.

Além do equilíbrio nos assuntos controversos o autor traz uma aplicação prática da Palavra de Deus para o dia a dia. A teologia sistemática não restringe somente aos universitários, mas a todos, pois teologia é pensar sobre Cristo. Quando se trata das doutrinas fundamentais do cristianismo, todo cristão genuíno precisa estar munido deste conhecimento para não ser enganado pela serpente se afastando da simplicidade e pureza devidas a Cristo Jesus.

A obra está intitulada como “Manual de doutrinas cristãs”, “teologia sistemática ao alcance de todos”; Editora Vida Acadêmica. Por meio de pesquisas percebi que o preço não ultrapassa os $ 60 reais. De fato, vale muito mais! Mas Deus nos presenteou com o baixo o preço.

O manual contem 551 paginas. Abaixo o sumário:

Abreviações

Prefácio

I.              Introdução à teologia sistemática

PRIMEIRA PARTE: A DOUTRINA DA PALAVRA DE DEUS
2. A autoridade e a inerrância da Bíblia
3. A clareza, a necessidade e a suficiência da Bíblia.

SEGUNDA PARTE: A DOUTRINA DE DEUS
4. O caráter de Deus: os atributos “incomunicáveis”.
5. Os atributos “comunicáveis de Deus”.
6. A Trindade
7. A criação
8. A providência divina
9. A oração
10. Os anjos, satanás e os demônios.

TERCEIRA PARTE: A DOUTRINA DO HOMEM
11. A criação do homem
12. O ser humano como homem e mulher
13. O pecado

QUARTA PARTE: A DOUTRINA DE CRISTO
14. A pessoa de Cristo
15. A expiação
16. A ressurreição e a ascensão

QUINTA PARTE: A DOUTRINA DA APLICAÇÃO DA REDENÇÃO
17. A graça comum
18. A eleição
19. O chamado do evangelho
20. A regeneração
21. A conversão (fé e arrependimento)
22. A justificação e a adoção
23. A santificação (crescer para ser semelhante a Cristo)
24. A perseverança dos santos (permanecer cristão)
25. A morte, o estado intermediário e a glorificação.

SEXTA PARTE: A DOUTRINA DA IGREJA
26. A natureza da igreja
27. O batismo
28. A ceia do Senhor
29. Os dons do Espírito Santo (I): perguntas gerais
30. Os dons do Espírito Santo (II): dons específicos

SÉTIMA PARTE: A DOUTRINA DO FUTURO
31. A volta de Cristo: quando e como?
32. O milênio
33. O juízo final e a punição eterna
34. Os novos céus e a nova terra

Apêndice 1: Confissões de fé históricas
Apêndice 2: Glossário
Apêndice 3: Bibliografia comentada de teologias sistemáticas evangélicas

Que a graça de Deus e a iluminação do Espírito seja contigo no temor e na submissão de Sua Palavra para que, em humildade, você conheça ainda mais de Deus e prossiga neste conhecimento.

“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente”. (Dn 12.3 NVI)

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

sábado, 17 de agosto de 2013

VOCÊ É AMADO! – PAUL WASHER


Uma mensagem encorajadora a todos que estão sob a opressão legalista da perfeição.
Nossa maior alegria não está nas obras que realizamos para Deus; nossa maior alegria está na que Ele realizou por nós. Isso É graça, favor imerecido.

Compartilhem!

Deus visitou seu povo na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo; o povo que jazia em grandes trevas viu a Luz, e as ternas misericórdias de Deus estão disponíveis gratuitamente no Amado Jesus.

Aleluia! O Sol Nascente nos visitou!



“... porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que andam tristes, e dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido”. (Isaías 61.1-3 NVI)

SEU FACEBOOK FALA DO QUE OCUPA O SEU CORAÇÃO



Por Fabio Campos

Um mundo carente e egoísta sob uma proposta: “No que você está pensando”? Carência e egoísmo andam paradoxalmente dentro do ser humano! Quando está com muitas pessoas deseja estar sozinho; quando com ninguém, quer estar com muitas pessoas. A rede social do Facebook traz uma proposta para esta lacuna. Seja em uma publicação a vista de todos, seja no box para alguém especifico, a ciência do que “estou sentindo”.

A tentação em ser ostensivo, murmurador, hipócrita e melancólico nesta proposta é grande. Como nos surpreendemos com pessoas! No convívio social é uma, nas redes sociais, outra. Personalidade dupla, “dicotomizada” mediante a emoção do momento. Nisto tudo o que mais me preocupa é o perfil de alguns cristãos; seja ele irrepreensível na sua teologia e bem quisto pelos demais por sua apologética, mas alguns jogam a “credibilidade” do Evangelho na lata do lixo por meio do seu linguajar chulo, ofensivo, no ridículo até do palavrão.

O salmista diz “põe, ó Senhor, uma guarda na minha boca; guarda a porta dos meus lábios (Sl 141.3)”. Se você ainda não teve a mente renovada pelo Espírito, de fato, o facebook com sua proposta, de “dizer o que está pensado”, será uma pedra de tropeço tanto para ti como aos demais. O sábio diz “o coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más” (Pr 15.28). Irmão que chama o outro de “burro” por não concordar com sua linha teológica. Como escutei, a hermenêutica correta é fazer a vontade de Deus. Não adianta saber o texto sem dele usufruir pelas práticas do dia a dia.

A tecnologia foi dada pela graça de Deus. Se devemos glorificar a Deus nas coisas “mínimas” corriqueiras como comer e beber, nossa imagem então deve ser preservado pela polidez para que o Evangelho não seja blasfemado pelos de fora. Paulo diz “que somos uma carta lida por todos”. O que você tem postado? Qual o linguajar usado para escrever seus artigos? Qual a motivação, já que 1 milhão de amigos verão o que foi publicado? Se a nossa palavra não for agradável, temperada com sal, sabendo responder com mansidão aqueles que nos perguntam a razão de nossa esperança, de fato, nosso coração está longe de Deus e por Ele já não há temor.

Amado irmão, se você se diz cristão, mas posta coisas indecentes, palavrões, palavras torpes; se você é contencioso quando expõe sua teologia e se vangloria menosprezando o “que é fraco na fé”, minha sugestão em amor a você no temor de Deus é que se bloqueie. A boca fala do que está cheio o coração e o facebook denúncia essa verdade ao mundo inteiro. Não exponha as pessoas ao ridículo devido a sua covardia em falar olho no olho. Não difame seu marido nem sua esposa em rede social, saiba que ele está ao seu lado, talvez olhando para você enquanto você digita o veneno que está na sua língua.

Que Deus nos ajude a glorifica-lo por meio dessa excelente ferramenta, naquilo que o agrada e no que edifica os irmãos. Fica a dica da “Jumenta falante”: “Não adianta ter várias curtidas no facebook, se Deus não curte suas ideias".
           
“Procurou o pregador achar palavras agradáveis; e escreveu-as com retidão, palavras de verdade”. (Ec 12.10)

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NÃO QUEIRA SER FORTE


Por Fabio Campos

Texto base: “Nesse homem me gloriarei, mas não em mim mesmo, a não ser em minhas fraquezas”. (2 Co 12.5 NVI)


Há um excesso de “espiritualidade” demandado hoje em algumas igrejas que desconhece a “Soberania de Deus”. Enquanto o “hipercalvinismo” anula a “responsabilidade humana”, a grande parte dos neopentecostais “toma para si” a Soberania de Deus. A Bíblia diz para não nos apoiarmos em nosso próprio entendimento, pois o orgulho é a antessala da queda. Aquele que pensa estar de pé cuide-se para que não caia. O “forte” não se gloria na sua “força”, mas sim em conhecer a Deus e saber que Ele é o Senhor.

Paulo tinha um espinho na carne, mensageiro de satanás, que o impedia de se exaltar devido às visões do terceiro céu que lhe foram dadas. Lutero disse que “o Diabo, é Diabo de Deus”. O Senhor é Soberano e até o ímpio foi feito para o dia mau. Com Deus não há imprevistos! Mesmo Paulo orando e suplicando por três vezes (coisa desconhecida por um judeu devido a sua reverência) o Senhor o disse: “O poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza”.

O ímpio peca e a grande maioria das vezes não é castigado. Parece que para eles não há preocupações e a sua saúde é perfeita. Não compartilham da canseira dos mortais e suas riquezas só aumentam. Mas o povo de Deus tem um espinho na carne! Por amor a você o Senhor permite algumas situações que o lembre do “EU SOU”, que para você é provisão, sustento, libertador e o seu Deus, assim tem por significado o nome “EU SOU”. Por isso que podemos nos alegrar nas dificuldades. O Senhor corrige aqueles que Ele tem por filho. A quem Ele ama muitas das vezes não terão suas petições atendidas, mas ouvirão: “A minha graça te basta”.

É nas fraquezas que temos que se vangloriar! Quando digo “fraqueza”, não estou falando do “pecado cometido deliberadamente” revogando a limitação humana como desculpa. Nada disso! A fraqueza que Paulo diz é outra! Para os “teólogos da prosperidade” é maldição, pois são “injurias”, “necessidades”, “perseguições” e “angústias”, todas sofridas por amor a Cristo (2 Co 12.10). São essas “fraquezas” usadas por Deus para nos ensinar a depender Dele e do seu poder, e também, para que nenhum dos seus filhos se ensoberbeça devido a sua “pseuda-espiritualidade” e caia na condenação do Diabo.

Amados, Deus tem cuidado de nós! Você foi escolhido antes da fundação do mundo. Não queira se gloriar dos seus dons, do seu status, da sua espiritualidade, nem por qualquer outra coisa além de Cristo, e este crucificado. Não tente passar uma imagem de “super espiritual” na tentativa de ser apreciado. Seja o que Deus quer que você seja! Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva. Portanto, não queira ser forte, pois...

“... quando estou fraco então sou forte”. (2 Co 12.10b)


Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A DECLARAÇÃO DE CHICAGO SOBRE A INERRÊNCIA DA BÍBLIA


Prefácio

A autoridade das Escrituras é um tema chave para a igreja cristã, tanto desta quanto de qualquer outra época. Aqueles que professam fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador são chamados a demonstrar a realidade de seu discipulado cristão mediante obediência humilde e fiel à Palavra escrita de Deus. Afastar-se das Escrituras, tanto em questões de fé quanto em questões de conduta, é deslealdade para com nosso Mestre. Para que haja uma compreensão plena e uma confissão correta da autoridade das Sagradas Escrituras é essencial um reconhecimento da sua total veracidade e confiabilidade.

A Declaração a seguir afirma sob nova forma essa inerrância das Escrituras, esclarecendo nosso entendimento a respeito dela e advertindo contra sua negação. Estamos convencidos de que nega-la é ignorar o testemunho dado por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo, e rejeitar aquela submissão às reivindicações da própria palavra de Deus, submissão esta que caracteriza a verdadeira fé cristã. Entendemos que é nosso dever nesta hora fazer esta afirmação diante dos atuais desvios da verdade da inerrância entre nossos irmãos em Cristo e diante do entendimento errôneo que esta doutrina tem tido no mundo em geral.

Esta Declaração consiste de três partes: uma Declaração Resumida, Artigos de Afirmação e Negação, e uma Explanação. Preparou-se a Declaração durante uma consulta de três dias de duração, realizada em Chicago, nos Estados Unidos. Aqueles que subscreveram a Declaração Resumida e os Artigos desejam expressar suas próprias convicções quanto à inerrância das Escrituras e estimular e desafiar uns aos outros e a todos os cristãos a uma compreensão e entendimento cada vez maiores desta doutrina. Reconhecemos as limitações de um documento preparado numa conferência rápida e intensiva e não propomos que esta Declaração receba o valor de um credo. Regozijamo-nos, no entanto, com o aprofundamento de nossas próprias convicções através dos debates que tivemos juntos, e oramos para que esta Declaração que assinamos seja usada para a glória de Deus com vistas a uma nova reforma na Igreja no que tange a sua fé, vida e missão.

Apresentamos esta Declaração não num espírito de contenda, mas de humildade e amor, o que, com a graça de Deus, pretendemos manter em qualquer diálogo que, no futuro, surja daquilo que dissemos. Reconhecemos (...) que muitos que negam a inerrância das Escrituras não apresentam em suas crenças e comportamento as conseqüências dessa negação, e estamos conscientes de que nós, que confessamos essa doutrina, freqüentemente a negamos em nossa vida, por deixarmos de trazer nossos pensamentos e orações, tradições e costumes, em verdadeira sujeição à Palavra divina.

Qualquer pessoa que veja razões, à luz das Escrituras, para fazer emendas às afirmações desta Declaração sobre as próprias Escrituras (sob cuja autoridade infalível estamos, enquanto falamos), é convidada a fazê-lo. Não reivindicamos qualquer infalibilidade pessoal para o testemunho que damos, e seremos gratos por qualquer ajuda que nos possibilite fortalecer este testemunho acerca da Palavra de Deus.


A COMISSÃO DE REDAÇÃO

Uma Breve Declaração

Deus, sendo Ele Próprio a Verdade e falando somente a verdade, inspirou as Sagradas Escrituras a fim de, desse modo, revelar-Se à humanidade perdida, através de Jesus Cristo, como Criador e Senhor, Redentor e Juiz. As Escrituras Sagradas são o testemunho de Deus sobre Si mesmo.

As Escrituras Sagradas, sendo apropria Palavra de Deus, escritas por homens preparados e supervisionados por Seu Espírito, possuem autoridade divina infalível em todos os assuntos que abordam: devem ser cridas, como instrução divina, em tudo o que afirmam; obedecidas, como mandamento divino, em tudo o que determinam; aceitas, como penhor divino, em tudo que prometem.

O Espírito Santo, seu divino Autor, ao mesmo tempo no-las confirma através de Seu testemunho interior e abre nossas mentes para compreender seu significado.

Tendo sido na sua totalidade e verbalmente dadas por Deus, as Escrituras não possuem erro ou falha em tudo o que ensinam, quer naquilo que afirmam a respeito dos atos de Deus na criação e dos acontecimentos da história mundial, quer na sua própria origem literária sob a direção de Deus, quer no testemunho que dão sobre a graça salvadora de Deus na vida das pessoas.

A autoridade das Escrituras fica inevitavelmente prejudicada, caso essa inerrância divina absoluta seja de alguma forma limitada ou desconsiderada, ou caso dependa de um ponto de vista acerca da verdade que seja contrário ao próprio ponto de vista da Bíblia; e tais desvios provocam sérias perdas tanto para o indivíduo quanto para a Igreja.

Artigos de Afirmação e Negação

Artigo I.
Afirmamos que as Sagradas Escrituras devem ser recebidas como a Palavra oficial de Deus.
Negamos que a autoridade das Escrituras provenha da Igreja, da tradição ou de qualquer outra fonte humana.

Artigo II.
Afirmamos que as Sagradas Escrituras são a suprema norma escrita, pela qual Deus compele a consciência, e que a autoridade da Igreja está subordinada à das Escrituras.
Negamos que os credos, concílios ou declarações doutrinárias da Igreja tenham uma autoridade igual ou maior do que a autoridade da Bíblia.

Artigo III.
Afirmamos que a Palavra escrita é, em sua totalidade, revelação dada por Deus.
Negamos que a Bíblia seja um mero testemunho a respeito da revelação, ou que somente se torne revelação mediante encontro, ou que dependa das reações dos homens para ter validade.

Artigo IV
Afirmamos que Deus, que fez a humanidade à Sua imagem, utilizou a linguagem como um meio de revelação.
Negamos que a linguagem humana seja limitada pela condição de sermos criaturas, a tal ponto que se apresente imprópria como veículo de revelação divina. Negamos ainda mais que a corrupção, através do pecado, da cultura e linguagem humanas tenha impedido a obra divina de inspiração.

Artigo V
Afirmamos que a revelação de Deus dentro das Sagradas Escrituras foi progressiva.
Negamos que revelações posteriores, que podem completar revelações mais antigas, tenham alguma vez corrigido ou contrariado tais revelações. Negamos ainda mais que qualquer revelação normativa tenha sido dada desde o término dos escritos do Novo Testamento.

Artigo VI
Afirmamos que a totalidade das Escrituras e todas as suas partes, chegando às próprias palavras do original, foram por inspiração divina.
Negamos que se possa corretamente falar de inspiração das Escrituras, alcançando-se o todo mas não as partes, ou algumas partes mas não o todo.

Artigo VII
Afirmamos que a inspiração foi a obra em que Deus, por Seu Espírito, através de escritores humanos, nos deus Sua palavra. A origem das Escrituras é divina. O modo como se deu a inspiração permanece em grande parte um mistério para nós.
Negamos que se possa reduzir a inspiração à capacidade intuitiva do homem, ou a qualquer tipo de níveis superiores de consciência.

Artigo VIII
Afirmamos que Deus, em Sua obra de inspiração, empregou as diferentes personalidades e estilos literários dos escritores que Ele escolheu e preparou.
Negamos que Deus, ao fazer esses escritores usarem as próprias palavras que Ele escolheu, tenha passado por cima de suas personalidades.

Artigo IX
Afirmamos que a inspiração, embora não outorgando o­nisciência, garantiu uma expressão verdadeira e fidedigna em todas as questões sobre as quais os autores bíblicos foram levados a falar e a escrever.
Negamos que a finitude ou a condição caída desses escritores tenha, direta ou indiretamente, introduzido distorção ou falsidade na Palavra de Deus.

Artigo X
Afirmamos que, estritamente falando, a inspiração diz respeito somente ao texto autográfico das Escrituras, o qual, pela providência de Deus, pode-se determinar com grande exatidão a partir de manuscritos disponíveis. Afirmamos ainda mais que as cópias e traduções das Escrituras são a Palavra de Deus na medida em que fielmente representam o original.
Negamos que qualquer aspecto essencial da fé cristã seja afetado pela falta dos autógrafos. Negamos ainda mais que essa falta torne inválida ou irrelevante a afirmação da inerrância da Bíblia.

Artigo XI
Afirmamos que as Escrituras, tendo sido dadas por inspiração divina, são infalíveis, de modo que, longe de nos desorientar, são verdadeiras e confiáveis em todas as questões de que tratam.
Negamos que seja possível a Bíblia ser, ao mesmo tempo infalível e errônea em suas afirmações. Infalibilidade e inerrância podem ser distinguidas, mas não separadas.

Artigo XII
Afirmamos que, em sua totalidade, as Escrituras são inerrantes, estando isentas de toda falsidade, fraude ou engano.
Negamos que a infalibilidade e a inerrância da Bíblia estejam limitadas a assuntos espirituais, religiosos ou redentores, não alcançando informações de natureza histórica e científica. Negamos ainda mais que hipóteses científicas acerca da história da terra possam ser corretamente empregadas para desmentir o ensino das Escrituras a respeito da criação e do dilúvio.

Artigo XIII
Afirmamos a propriedade do uso de inerrância como um termo teológico referente à total veracidade das Escrituras.
Negamos que seja correto avaliar as Escrituras de acordo com padrões de verdade e erro estranhos ao uso ou propósito da Bíblia. Negamos ainda mais que a inerrância seja contestada por fenômenos bíblicos, tais como uma falta de precisão técnica contemporânea, irregularidades de gramática ou ortografia, descrições da natureza feitas com base em observação, referência a falsidades, uso de hipérbole e números arredondados, disposição tópica do material, diferentes seleções de material em relatos paralelos ou uso de citações livres.

Artigo XIV
Afirmamos a unidade e a coerência interna das Escrituras.
Negamos que alegados erros e discrepâncias que ainda não tenham sido solucionados invalidem as declarações da Bíblia quanto à verdade.

Artigo XV
Afirmamos que a doutrina da inerrância está alicerçada no ensino da Bíblia acerca da inspiração.
Negamos que o ensino de Jesus acerca das Escrituras possa ser desconhecido sob o argumento de adaptação ou de qualquer limitação natural decorrente de Sua humanidade.

Artigo XVI
Afirmamos que a doutrina da inerrância tem sido parte integrante da fé da Igreja ao longo de sua história.
Negamos que a inerrância seja uma doutrina inventada pelo protestantismo escolástico ou que seja uma posição defendida como reação contra a alta crítica negativa.

Artigo XVII
Afirmamos que o Espírito Santo dá testemunho acerca das Escrituras, assegurando aos crentes a veracidade da Palavra de Deus escrita.
Negamos que esse testemunho do Espírito Santo opere isoladamente das Escrituras ou em oposição a elas.

Artigo XVIII
Afirmamos que o texto das Escrituras deve ser interpretado mediante exegese histórico-gramatical, levando em conta suas formas e recursos literários, e que as Escrituras devem interpretar as Escrituras.
Negamos a legitimidade de qualquer abordagem do texto ou de busca de fontes por trás do texto que conduzam a um revigoramento, desistorização ou minimização de seu ensino, ou a uma rejeição de suas afirmações quanto à autoria.

Artigo XIX
Afirmamos que uma confissão da autoridade, infalibilidade e inerrância plenas das Escrituras é vital para uma correta compreensão da totalidade da fé cristã. Afirmamos ainda mais que tal confissão deve conduzir a uma conformidade cada vez maior à imagem de Cristo.
Negamos que tal confissão seja necessária para a salvação. Contudo, negamos ainda mais que se possa rejeitar a inerrância sem graves conseqüências, quer para o indivíduo quer para a Igreja.

Explanação

Nossa compreensão da doutrina da inerrância deve dar-se no contexto mais amplo dos ensinos das Escrituras sobre si mesma. Esta explanação apresenta uma descrição do esboço da doutrina, na qual se baseiam nossa breve declaração e os artigos.

Criação, Revelação e Inspiração

O Deus Triúno, que formou todas as coisas por Sues proferimentos criadores e que a tudo governa pela Palavra de Sua vontade, criou a humanidade à Sua própria imagem para uma vida de comunhão consigo mesmo, tendo por modelo a eterna comunhão da comunicação dentro da Divindade. Como portador da imagem de Deus, o homem deve ouvir a Palavra de Deus dirigida a ele e reagir com a alegria de uma obediência em adoração. Além da auto-revelação de Deus na ordem criada e na seqüência de acontecimentos dentro dessa ordem, desde Adão os seres humanos têm recebido mensagens verbais dEle, quer diretamente, conforme declarado nas Escrituras, quer indiretamente na forma de parte ou totalidade das próprias Escrituras.

Quando Adão caiu, o Criador não abandonou a humanidade ao juízo final, mas prometeu salvação e começou a revelar-Se como Redentor numa seqüência de acontecimentos históricos centralizados na família de Abraão e que culminam com a vida, morte, ressurreição, atual ministério celestial e a prometida volta de Jesus Cristo. Dentro desse arcabouço, de tempos em tempos Deus tem proferido palavras específicas de juízo e misericórdia, promessa e mandamento, a seres humanos pecaminosos, de modo a conduzi-los a um relacionamento, uma aliança, de compromisso mútuo entre as duas partes, mediante o qual Ele os abençoa com dons da graça, e eles O bendizem numa reação de adoração. Moisés, que Deus usou como mediador para transmitir Suas palavras a Seu povo à época do êxodo, está no início de uma longa linhagem de profetas em cujas bocas e escritos Deus colocou Suas palavras para serem entregues a Israel. O propósito de Deus nesta sucessão de mensagens era manter Sua aliança ao fazer com que Seu povo conhecesse Seu Nome, isto é, Sua natureza, e tantos preceitos quanto os propósitos de Sua vontade, quer para o presente, que para o futuro. Essa linhagem de porta-vozes proféticos da parte de Deus culminou em Jesus Cristo, a Palavra encarnada de Deus, sendo Ele um profeta (mais do que um profeta, mas não menos do que isso), e nos apóstolos e profetas da primeira geração de cristãos. Quando a mensagem final e culminante de Deus, Sua palavra ao mundo a respeito de Jesus Cristo, foi proferida e esclarecida por aqueles que pertenciam ao círculo apostólico, cessou a seqüência de mensagens reveladas. Daí por diante, a Igreja devia viver e conhecer a Deus através daquilo que Ele já havia dito, e dito para todas as épocas.

No Sinai, Deus escreveu os termos de Sua aliança em tábuas de pedra, como Seu testemunho duradouro e para ser permanentemente acessível, e ao longo do período de revelação profética e apostólica levantou homens para escreverem as mensagens dadas a eles e através deles, junto com os registros que celebravam Seu envolvimento com Seu povo, além de reflexões éticas sobre a vida em aliança e de formas de louvor e oração em que se pede a misericórdia da aliança. A realidade teológica da inspiração na elaboração de documentos bíblicos corresponde à das profecias faladas: embora as personalidades dos escritores humanos se manifestassem naquilo que escreveram, as palavras foram divinamente dadas. Assim, aquilo que as Escrituras dizem, Deus diz; a autoridade das Escrituras é a autoridade de Deus, pois Ele é seu derradeiro Autor, tendo entregue as Escrituras através das mentes e palavras dos homens escolhidos e preparados, os quais, livre e fielmente, "falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21). Deve-se reconhecer as Escrituras Sagradas como a Palavra de Deus em virtude de sua origem divina.

Autoridade: Cristo e a Bíblia

Jesus Cristo, o Filho de Deus, que é a Palavra (Verbo) feita carne, nosso Profeta, Sacerdote e Rei, é o Mediador último da comunicação de Deus ao homem, como também o é de todos os dons da graça de Deus. A revelação dada por Ele foi mais do que verbal; Ele também revelou o Pai mediante Sua presença e Seus atos. Suas palavras, no entanto, foram de importância crucial, pois Ele era Deus, Ele falou da parte do Pai, e Suas palavras julgarão ao todos os homens no último dia.

Na qualidade de Messias prometido, Jesus Cristo é o tema central das Escrituras. O Antigo Testamento olhava para Ele no futuro; o Novo Testamento olha para trás, ao vê-lo em Sua primeira vinda, e para frente em Sua segunda vinda. As Escrituras canônicas são o testemunho divinamente inspirado e, portanto, normativo, a respeito de Cristo. Deste modo, não é aceitável alguma hermenêutica em que Cristo não seja o ponto central. Deve-se tratar as Escrituras Sagradas como aquilo que são em essência: o testemunho do Pai a respeito do Filho encarnado.

Parece que o cânon do Antigo Testamento já estava estabelecido à época de Jesus. Semelhantemente, o cânon do Novo Testamento está encerrado na medida em que nenhuma nova testemunha apostólica do Cristo histórico pode nascer agora. Nenhuma nova revelação (distinta da compreensão que o Espírito dá acerca da revelação existente) será dada até que Cristo volte. O cânon foi criado no princípio por inspiração divina. A parte da Igreja foi discernir o cânon que Deus havia criado, não elaborar o seu próprio cânon. Os critérios relevantes foram e são: autoria (ou Sua confirmação), conteúdo e o testemunho confirmador do Espírito Santo.

A palavra cânon, que significa regra ou padrão, é um indicador de autoridade, o que significa o direito de governar e controlar. No cristianismo a autoridade pertence a Deus em Sua revelação, o que significa, de um lado, Jesus Cristo, a Palavra viva, e, de outro, as Sagradas Escrituras, a Palavra escrita. Mas a autoridade de Cristo e das Escrituras são uma só. Como nosso Profeta, Cristo deu testemunho de que as Escrituras não podem falhar. Como nosso Sacerdote e Rei, Ele dedicou Sua vida terrena a cumprir a lei e os profetas, até ao ponto de morrer em obediência às palavras da profecia messiânica. Desta forma, assim como Ele via as Escrituras testemunhando dEle e de Sua autoridade, de igual modo, por Sua própria submissão às Escrituras, Ele testemunhou da autoridade delas. Assim como Ele se curvou diante da instrução de Seu Pai dada em Sua Bíblia (nosso Antigo Testamento), de igual maneira Ele requer que Seus discípulos assim o façam, todavia não isoladamente, mas em conjunto com o testemunho apostólico acerca dEle, testemunho que ele passou a inspirar mediante a Sua dádiva do Espírito Santo. Desta maneira, os cristãos revelam-se servos fiéis de seu Senhor, por se curvarem diante da instrução divina dada nos escritos proféticos e apostólicos que, juntos, constituem nossa Bíblia.

Ao confirmarem a autoridade um do outro, Cristo e as Escrituras fundem-se numa única fonte de autoridade. O Cristo biblicamente interpretado e a Bíblia centralizada em Cristo e que O proclama são, desse ponto de vista, uma só coisa. Assim como a partir do fato da inspiração inferimos que aquilo que as Escrituras dizem, Deus diz, assim também a partir do relacionamento revelado entre Jesus Cristo e as Escrituras podemos igualmente declarar que aquilo que as Escrituras dizem, Cristo diz.

Infalibilidade, Inerrância, Interpretação

As Escrituras Sagradas, na qualidade de Palavra inspirada de Deus que dá testemunho oficial acerca de Jesus Cristo, podem ser adequadamente chamadas de infalíveis e inerrantes. Estes termos negativos possuem especial valor, pois salvaguardam explicitamente verdades positivas.

Infalível significa a qualidade de não desorientar nem ser desorientado e, dessa forma, salvaguarda em termos categóricos a verdade de que as Santas Escrituras são uma regra e um guia certos, seguros e confiáveis em todas as questões.

Semelhantemente, inerrante significa a qualidade de estar livre de toda falsidade ou engano e, dessa forma, salvaguarda a verdade de que as Santas Escrituras são totalmente verídicas e fidedignas em todas as suas afirmações.

Afirmamos que as Escrituras canônicas sempre devem ser interpretadas com base no fato de que são infalíveis e inerrantes. No entanto, ao determinar o que o escritor ensinado por Deus está afirmando em cada passagem, temos de dedicar a mais cuidadosa atenção às afirmações e ao caráter do texto como sendo uma produção humana. Na inspiração Deus utilizou a cultura e os costumes do ambiente de seus escritores, um ambiente que Deus controla em Sua soberana providência; é interpretação errônea imaginar algo diferente.

Assim, deve-se tratar história como história, poesia como poesia, e hipérbole e metáfora como hipérbole e metáfora, generalização e aproximações como aquilo que são, e assim por diante. Também se deve observar diferenças de práticas literárias entre os períodos bíblicos e o nosso: visto que, por exemplo, naqueles dias, narrativas são cronológicas e citações imprecisas eram habituais e aceitáveis e não violavam quaisquer expectativas, não devemos considerar tais coisas como falhas, quando as encontramos nos autores bíblicos. Quando não se esperava nem se buscava algum tipo específico de precisão absoluta, não constitui erro o fato de ela existir. As Escrituras são inerrantes não no sentido de serem totalmente precisas de acordo com os padrões atuais, mas no sentido de que validam suas afirmações e atingem a medida de verdade que seus autores buscaram alcançar.

A veracidade das Escrituras não é negada pela aparição, no texto, de irregularidades gramaticais ou ortográficas, de descrições fenomenológicas da natureza, de relatos de afirmações falsas (por exemplo, as mentiras de Satanás), ou as aparentes discrepâncias entre uma passagem e outra. Não é certo jogar os chamados fenômenos das Escrituras contra o ensino da Escritura sobre si mesma. Não se devem ignorar aparentes incoerências. A solução delas, o­nde se possa convincentemente alcança-las, estimulará nossa fé, e, o­nde no momento não houver uma solução convincente disponível, significativamente daremos honra a Deus, por confiar em Sua garantia de que Sua Palavra é verdadeira, apesar das aparências em contrário, e por manter a confiança de que um dia se verá que elas eram enganos.

Na medida em que toda a Escritura é o produto de uma só mente divina, a interpretação tem de permanecer dentro dos limites da analogia das Escrituras e abster-se de hipóteses que visam corrigir uma passagem bíblica por meio de outra, seja em nome da revelação progressiva ou do entendimento imperfeito por parte do escritor inspirado.

Embora as Sagradas Escrituras em lugar algum estejam limitadas pela cultura, no sentido de que seus ensinos carecem de validade universal, algumas vezes estão culturalmente condicionadas pelos hábitos e pelas idéias aceitas de um período em particular, de modo que a aplicação de seus princípios, hoje em dia, requer um tipo diferente de ação (por exemplo, na questão do corte de cabelo e do penteado das mulheres, cf. 1 Co 11).

Ceticismo e Crítica

Desde a Renascença, e mais especificamente desde o Iluminismo, têm-se desenvolvido filosofias que envolvem o ceticismo diante das crenças cristãs básicas. É o caso do agnosticismo, que nega que Deus seja cognoscível; do racionalismo, que nega que Ele seja incompreensível; do idealismo, que nega que Ele seja transcendente; e do existencialismo, que nega a racionalidade de Seus relacionamentos conosco. Quanto esses princípios não bíblicos e antibíblicos infiltram-se nas teologias do homem a nível das pressuposições, como freqüentemente acontecem hoje em dia, a fiel interpretação das Sagradas Escrituras torna-se impossível.

Transmissão e Tradução

Uma vez que em nenhum lugar Deus prometeu uma transmissão inerrante da Escritura, é necessário afirmar que somente o texto autográfico dos documentos originais foi inspirado e manter a necessidade da crítica textual como meio de detectar quaisquer desvios que possam ter se infiltrado no texto durante o processo de sua transmissão. O veredicto dessa ciência é, entretanto, que os textos hebraicos e grego parecem estar surpreendentemente bem preservados, de modo que tempos amplo apoio para afirmar, junto com a Confissão de Westminster, uma providência especial de Deus nessa questão e em declarar que de modo algum a autoridade das Escrituras corre perigo devido ao fato de que as cópias que possuímos não estão totalmente livres de erros.
Semelhantemente, tradução alguma é perfeita, nem pode sê-;p, e todas as traduções são um passo adicional de distanciamento dos autographa. Porém, o veredicto da lingüística é que pelo menos os cristãos de língua inglesa estão muitíssimo bem servidos na atualidade com uma infinidade de traduções excelentes e não têm motivo para hesitar em concluir que a Palavra verdadeira de Deus está ao seu alcance. Aliás, em vista da freqüente repetição, nas Escrituras, dos principais assuntos de que elas tratam e também em vista do constante testemunho do Espírito Santo a respeito da Palavra e através dela, nenhuma tradução séria das Santas Escrituras chegará a de tal forma destruir seu sentido, a ponto de tornar inviável que elas façam o seu leitor "sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2 Tm 3.15).

Inerrância e Autoridade

Ao confiarmos que a autoridade das Escrituras envolve a verdade total da Bíblia, estamos conscientemente nos posicionando ao lado de Cristo e de Seus apóstolos, aliás, ao lado da Bíblia inteira e da principal vertente da história da igreja, desde os primeiros dias até bem recentemente. Estamos preocupados com a maneira casual, inadvertida e aparentemente impensada como uma crença de importância e alcance tão vastos foi por tantas pessoas abandonada em nossos dias.

Também estamos cônscios de que uma grande e grave confusão é resultado de parar de afirmar a total veracidade da Bíblia, cuja autoridade as pessoas professam conhecer. O resultado de dar esse passo é que a Bíblia que Deus entregou perde sua autoridade e, no lugar disso, o que tem autoridade é uma Bíblia com o conteúdo reduzido de acordo com as exigências do raciocínio crítico das pessoas, sendo que, a partir do momento em que a pessoa deu início a essa redução, esse conteúdo pode em princípio ser reduzido mais e mais. Isto significa que, no fundo, a razão independente possui atualmente a autoridade, em oposição ao ensino das Escrituras. Se isso não é visto e se, por enquanto, ainda são sustentadas as doutrinas evangélicas fundamentais, as pessoas que negam a total veracidade das Escrituras podem reivindicar uma identidade com os evangélicos, ao mesmo tempo em que, metodologicamente, se afastaram da posição evangélica acerca do conhecimento para um subjetivismo instável, e não acharão difícil ir ainda mais longe.

Afirmamos que aquilo que as Escrituras dizem, Deus diz. Que Ele seja glorificado. Amém e amém.
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Retirado do apêndice do livro O ALICERCE DA AUTORIDADE BÍBLICA
James Montgomery Boice
Páginas 183 a 196
Editado por: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
Edição: 1989; Reimpressão: 1997.


Artigo extraído do site “monergismo".