domingo, 28 de julho de 2013

O PECADO DESEJA CONQUISTÁ-LO, MAS VOCÊ DEVE DOMINÁ-LO!


Por Fabio Campos

Texto base: Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos”. (Rm 6.12 NVI)

A tentação não respeita a ninguém! Para ela não existe papa, pastor, operário ou executivo; nem simples, nem famoso. Por vinte e quatro horas [até por sonho] ela o tem por presa e deseja ser consumada.

O recado de Deus a Caim, irmão de Abel, se estende a todo homem e mulher que está debaixo do sol: “... o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo” (Gn 4.7). Essa é a ordenança do Senhor Deus a todos os moradores da terra. Digo: “Alguém já conseguiu dominá-lo ao ponto de nunca ter pecado”? Por isso Deus encerrou a todos debaixo da desobediência (Rm 11.32), e o mundo de uma forma empírica ratifica as Palavras do Senhor Jesus Cristo: “quem peca é escravo do pecado” (Jo 8.34). Um erro, uma consequência; o salário do pecado é a morte; por isso não há um justo (Rm 3.10), e ninguém pode dizer “meu coração está puro, estou limpo de pecado” (Pr 20.9)

A condição humana não isenta o homem de sua responsabilidade perante a legislação Divina. Por isso Deus entregou seu Filho, condenando o pecado na carne, satisfazendo todas as exigências da Lei, para aquele que todo Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna; tudo por causa do Filho, pois quem está Nele, não está sob o juízo debaixo de condenação; o Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus, pelo qual não atemorizado por causa da condenação, mais em agradecimento pela justificação, clamamos, ABA-Pai.

O Espírito foi dado para nos livrar da escravidão do pecado. A força do mau desígnio no coração do homem é muito mais forte do “querer fazer o bem”. Mas se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Nesta condição Deus requer santidade, pela a qual ninguém verá o Senhor.

Ser tentando não é pecado; pecado é quando a tentação, pelo o engodo que nos atrai, gera um ato consumado. Paulo nos ensina em Rm 6.12 que devemos lutar contra os impulsos e contra nossas paixões. A auto sabotagem se encontra no fato de pensarmos que para vencê-lo é necessário não ser por ele atraído. Não espere sentir o desejo de “não pecar” para não praticar a iniquidade. Enquanto ainda neste corpo que aguarda ansiosamente a redenção, o mal nos é por habitação. Em algumas áreas você poderá até não desejar consumar a iniquidade, mas em outras, a ordem é fugir, não permitindo que ele reine em nosso corpo. O comando deve ser “não obedeça aos seus desejos”. O pecado está sempre batendo em nossa porta com pratos atraentes naquilo que “mais gostamos”.

Amputar algo é dolorido; mas é melhor entrar no Céu com um olho, do que ir para o inferno, com os dois (Mt 5.19). O nosso velho homem precisa ser destruído pela crucificação dos desejos, não se submetendo ao pecado (Rm 6.6). Andar no Espírito, revestido do Senhor Jesus Cristo, é modo para mortificar os desejos e a força da concupiscência (Gl 5.16).

Lute com toda sua força contra seus apetites nocivos; odeie seu pecado; foque na graça e na bondade que conduz ao arrependimento. O amor de Cristo o constrangerá a não mais premeditar em realizar os desejos carnais. Que Deus ajude a mim e a você, nessa árdua luta, a permanecer no caminho estreito; não segundo as paixões humanas, mas segundo a vontade de Deus, que é boa, perfeita, e agradável. Assim, experimentaremos uma alegria e uma paz que está acima do entendimento humano.


“... livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta...” (...) “Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue”. (Hb 12.1,4 NVI)

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos