domingo, 28 de julho de 2013

APRENDENDO A VIVER


Por Alexandre Sousa

Desde os primórdios, tudo segue exatamente em uma ordem cronológica, principalmente respeitando as naturezas. Sejam elas físicas com os elementos da terra, ou humanas, com as razões psíquicas e fisiológicas.
Muito bem...

Homem aprende a lidar socialmente com o mundo exterior a começar consigo. Um diálogo sistemático, primeiro verbalizado com choros nos primeiros meses, ou qualquer som adaptável. Então, chora-se pra comer, pra dormir, pra ser trocado ou para distração. É incrível!

As idades vêm e com ela as experiências necessárias com as adaptações de espaço e pessoas. Horários e inicio das regras, em especial o “não pode”. Normalmente em tom desesperador ou taxativo.

E segue o aprendendo a viver...

Em cada estágio da vida, além dos sons, das regras, dos os elementos importantes vem seguido de valores sociais, uns seguem em fase adulta sobre pelo menos três frentes: Os que não abrem mão dos seus valores em potencial. Os que são adaptáveis. E os que se corrompem.

E seguimos...

Neste século, como em outros levados ao caos, desde Alexandria a Roma antiga. Desde quando não se existia clã algum, o homem cai na depreciação moral e civil.

É difícil olhar para as ruas das cidades brasileiras e encontrar cidadania em alguém que um dia foi aquele dependente que simplesmente chorava pra comer, trocar de fralda, ter ou chamar atenção.

É difícil ter que ignorar que os senhores de outro tempo, cumprimentavam uns aos outros com a cordialidade, seja tirando o chapéu, um aperto de mão, ou qualquer outro gesto de comprometimento civil e educado.

É difícil passar ao que seria publico e defensoria publica e sentir-se maltratado em descaso.

E seguimos...

Agora eu pergunto, até quando?

Se o caos é eminente, saibamos de uma coisa, esta geração será destruída pra se dá lugar uma nova. Inevitavelmente e consequentemente. Ao menos que mudamos e busquemos retroceder em nossos pensamentos, escolhas e principalmente atitudes.

Pra complementar, uma história de valor, como Mandela, Gandhi entre outros.

No império Aquemênida, o rei Dario tinha cento e vinte governadores das províncias em seu reino. E sobre estes governadores, seu reinado tinha três presidentes e destes três, somente um se destaca por seu espírito de excelência. Cidadão moral, ético e que não negocia seus princípios. Seja por qualquer decreto, razões incoerentes ou imorais, não são atendidas valendo-se de uma integridade moral incontestável. Este presidente chamava-se Daniel.

Todos nós sabemos historicamente o valor e peso de um império. E nos dias de hoje, o sistema imperialista ainda perpetua de alguma maneira ou outra. Fato é, qual é nossa postura meio as autoridades? Qual tem sido nossa postura ainda que manifestando como “gigante adormecido”? 

Ainda sobre Daniel, o presidente do império de Dario (Aquemênida). Cento e vinte governadores mais dois outros presidentes, movidos por suas faltas de caráter e integridade moral. Conspiraram juntos em uma trama para que a integridade moral de Daniel (Presidente) fosse atacada a valer por um decreto do rei, e isso, custaria sua vida. Era a única maneira dos safados conseguirem prevalecer em suas decadências e sustentá-las como ainda hoje.

É estranho quando falamos de valores morais as pessoas se sentem ofendidas, agredidas às vezes.

É estranha, uma sociedade que cresce não mais aos sons dos seus ouvidos, mas ignoram o direito do outro e então o “viva voz” do aparelho toca uma melodia suja e ruim.

É estranho ainda, vibrarmos com as agressões de pessoas aproveitando-se da legitimidade de protestos ou manifestações. Talvez os “pay per view” do MMA responda nossa insanidade.

Mas este Daniel, ainda que o decreto falasse que não poderia ser integro mais, ele permaneceu com seus valores. Não negociou sobre nenhuma hipótese sua integridade. E a Verdade o livrou da cova dos Leões.

É preciso mais que dizer, é preciso ser.

Esta nossa sociedade ainda não aprendeu a viver com respeito e valores sociais.

É um tempo...

Se continuarmos a negociar nossos valores, talvez não tenhamos mais tempo.

Este é o sistema.

Alexandre Sousa