segunda-feira, 1 de julho de 2013

5 RAZÕES QUE COMPROVAM: “UMA VEZ SALVO, SALVO PARA SEMPRE!”


Por Fabio Campos


Quanta insegurança há por parte de alguns irmãos a despeito de sua salvação. Pela falta de conhecimento, o povo perece - por não meditarem nas Escrituras, não conhecem o poder de Deus. Sem dúvida nenhuma, um cristão nascido de novo, escolhido por Jesus Cristo, nunca perderá sua salvação! Por quê? Muito simples! O salvador é Cristo! E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou – e todas as coisas Deus fez para que cooperem a nosso favor conforme o propósito da Salvação.

Listei cinco razões baseadas nas Escrituras pela qual é impossível um filho de Deus, gerado em Cristo, perder sua salvação:


1)     A vida eterna foi dada como dom gratuito (Ef 2.8-9) - e os dons são irrevogáveis (Rm 11.29). As ovelhas de Cristo escutam a voz do seu pastor [Jesus] e jamais perecerão, pois são guiadas tanto pelo Pai como pelo Filho, ou seja, uma blindagem além de qualquer força que haja no universo; portanto, não há qualquer perigo (Jo 10.28-30).

2)     Todo cristão genuíno é nascido de Deus! Como prova disso, em temor, ele se guarda, e o maligno não o toca (1 Jo 5.18.). A vida dele está muito bem guardada, onde homem nenhum, e tão pouco o Diabo, podem ter acesso (Cl 3.3).

3)     O cristão não escolheu a Cristo - antes Cristo o escolheu (Jo 15.16) – essa escolha não foi no decorrer da história após seu nascimento. Mas ela se deu antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Ainda não tínhamos feito “nem bem nem mal” quando fomos escolhidos. Assim foi para que o propósito de Deus fosse concretizando conforme sua Soberania, sem qualquer merecimento (Rm 9.11). Todo aquele que foi escolhido, o Pai o enviou ao Filho, e de maneira alguma, mesmo em meio às dificuldades, o Filho o lançará fora (Jo 6.37).

4)    Havia apenas uma coisa que nos separava de Deus: o pecado (Is 59.2)! Mas Deus resolveu essa situação condenando o pecado no Filho (Rm 8.3), reconciliando o mundo consigo mesmo não imputando os pecados anteriormente cometidos (2 Co 5.19). Jesus é o caminho (Jo 14.6) e o único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). Contudo, o pecado ainda nos é por habitação devido a nossa natureza caída (1 Jo 1.10), o que prova que o homem jamais por si conseguirá suster sua salvação até o último dia. Por isso foi nos concedido um advogado para interceder por nós quando caíssemos em pecado (1 Jo 2.1-2). Nele temos o perdão de Deus (1 Jo 1.9), e nos tornamos “Bem-aventurados” por não ter o pecado imputado em nossa conta (Rm 4.6-8) – toda nossa culpa devido as nossas transgressões foram imputadas em Cristo – o escrito de divida que nos era contrário foi pago e cravado na Cruz do Calvário (Cl 2.13-15). A justiça, aquilo que nos torna “Justos” diante de Deus, foi concedida na ressurreição de Jesus, o qual pela fé, obtivemos a essa graça, sendo hoje, ao invés de inimigos, amigos de Deus (Rm 5.1). Portanto, nada poderá nos separar de Deus e toda segurança para isso não está em nós, mas em Cristo, o qual nos deu essa certeza eterna (Rm 8.31-37).

5)     Mesmo um dia me tornando uma “ovelha rebelde”, ainda que me perca, o Senhor Jesus deixará as noventa e nove ovelhas para ir ao meu encontro (Lc. 15. 3-7). Ainda em uma atitude tola e deliberada peça minha herança para poder gastar no mundo, Ele enviará o Espírito Santo que me convencerá do pecado e do juízo, e me trará, não por força nem por violência, mas em amor que conduz ao arrependimento (Lc 15.13-24). O Pai sempre está esperando o “Filho pródigo” retornar de sua tolice. Todo filho verdadeiro volta para a casa de seu pai (Pr. 22.6).

Alguns podem argumentar: “mas se ele continuar no pecado”. Este ainda não teve o novo nascimento! E quem não nasceu de novo não pertence a Cristo (Jo 10.26; Rm 8.9), pois a bondade de Jesus não o levou ao arrependimento por causa da dureza de seu coração (Rm 2.4). Por não ter o Espírito, ainda está sujeito à escravidão da carne (Rm 8.5,8). O joio muito se parece com o trigo, assim como o falso cristão se parece com o verdadeiro (Mt 13.28-29). Mesmo dizendo “Senhor, Senhor” ou trabalhando na igreja, seja qual for o ministério, se o pecado for uma prática comum, naquele dia, Cristo dirá: “Nunca vos conheci, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23).

Quem vive no pecado não procede de Deus (1 Jo 3. 8,10) – mas o que crê e tem a esperança da ressurreição, tem prazer em se santificar, assim como Ele é santo (1 Jo 3.2-3). A perseverança é a marca do cristão que de fato foi salvo na pessoa de Jesus. Não porque ele vai se manter puro na “força do seu braço”, mas sim porque o “desenvolver de sua salvação” e preservação dela terá o “querer e o efetuar” de Deus que opera segundo a sua vontade (Fp 2.12-13). Ele [Deus] partilhou com o salvo sua natureza por meio do Espírito Santo para que pudesse levar uma vida conforme a piedade fugindo da corrupção do mundo (2 Pe 1.3-4).  O Senhor o susterá de pé (Rm 14.4), e mesmo que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o levantará com sua mão poderosa (Sl 37.24). Sua perseverança comprovará que de fato um dia ele nasceu da água e do Espírito (2 Jo 9).

Portanto, todo cristão verdadeiro precisa ter a certeza de sua salvação. Quem ainda não tem, mostra que está tentando alcança-la no seu próprio mérito, pois pensa: “um dia poderei ter a certeza que sou salvo”. Mas as Escrituras nos diz que a “salvação é pela fé, não por obras, para que ninguém se glorie – unicamente pela graça gratuita de Deus”. O salvo vive como salvo, pois a fé sem obras é morta. Fomos salvos “para as boas-obras” e “não por causa das boas-obras”. O cristão é pecador, arrependido, justificado, perdoado e salvo. Tirando a “justificação” que é um ato instantâneo e uma única vez por o “invocar o nome do Senhor” (Rm 10.13), daí já não há mais condenação (Rm 8.1), o ciclo acontece todos os dias: pecado, arrependimento sincero, e perdão!


“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito (...)... Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? (...)... Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós (...) ... Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Rm 8. 1,31, 33-34, 38-39 AFC).

A Deus a glória por tamanha segurança e amor para conosco. Por isso Ele é digno do nosso amor e adoração, no qual o Filho Jesus, nos deu este acesso pelo novo e vivo caminho. Não pelas obras da Lei, mas pela fé no seu sacrifício vicário consumado na cruz do calvário.

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos