segunda-feira, 17 de junho de 2013

MOMENTOS EM QUE DEUS PASSA A FAZER SENTIDO



Por Fabio Campos

Texto base: Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. (1 Co 15:19 ACF)

Os dias foram difíceis! No dia 14.06.13, quinta-feira passada, perdi meu tio. Ele deixou quatro filhos, sendo um de quatro anos e deixou também minha avó que tinha em certa parte uma “dependência” financeira dele. Lembranças e saudades, choro e lamento nos envolveu tanto no velório como no enterro.

A morte por mais normal que seja ainda muito nos amedronta. A ruptura no “adeus” ainda que seja do corpo, nos traz o “desespero” pela percepção do fim de um “próximo encontro” no almoço de domingo. Quando Deus fez o homem, nele [homem] colocou o anseio pela eternidade! A má impressão vem do fato que fomos criados para ser eternos. O desespero carrega aqueles que não têm a esperança da ressurreição. Com a queda do homem, pela desobediência, entrou a morte, e a partir deste ponto, o mundo [cosmo], a alma, e o corpo físico, foram afetados.

Diante da ignorância do pecado, naqueles que se limitam e vivem por aquilo que veem, de fato, são os mais dignos de compaixão. Que vida infeliz - crer que tudo se acabará em um caixão que foi enterrado em um cemitério. A Escritura nos diz que “é melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério” (Ec 7:2). A vida que vivemos agora é semelhante à relva; floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento e nem se sabe mais o lugar que ocupava. Passa rápido! Do pó viemos e para o pó voltaremos! O amor pela vida presente, amar as coisas terrenas em idolatria, de fato, terá por perda a eternidade. Para preservar a vida eterna é necessária odiar esta vida! Todos os dias surgirão oportunidades naquilo que é ilícito, contrário aos princípios de Deus, para amar sua vida e odiar a eternidade. Amar a eternidade é aborrecer sua própria vida!

O ser humano é breve, e no velório, o que velamos, é uma memória. Ali já não está aquele a quem amamos ou aquele que nos amou, pois isso são sentimentos provindos da alma - se alma estivesse naquele corpo, o corpo já não estaria no caixão, mas na mesa do almoço de domingo dizendo: “eu te amo”. E neste momento, pensando no nascer e no morrer, “Deus fez ainda mais sentido pra mim”. Que infelicidade uma vida cética sem a crença na ressurreição. Eu disse a minha avó, mãe do meu tio falecido: “larguei todos meus sonhos e meus propósitos pessoais em prol de uma causa que tem por vitória a ressurreição”. As razões de Deus são mais sensíveis ao coração do homem em momentos assim do que em dias normais! Se esperarmos em Cristo somente nesta vida, seremos os mais infelizes do mundo. A paz que excede o entendimento nos guardou neste momento de tristeza. Jesus é a vida, e assim como Ele ressuscitou em glória, estando nós com Ele, assim será também conosco, e o morrer passa a ser lucro!

A pior tragédia é partir desta vida sem Cristo! Amar a Deus acima de todas as coisas é o mandamento e o estilo de vida daquele que de fato foi alcançado pela graça. O que diz ser de Cristo é necessário que O obedeça, e nisto consiste o amor: “permanecer nos seus mandamentos por meio do novo nascimento”. A morte será apenas o último inimigo a ser vencido. Já não oferece perigo eterno! Será apenas uma transição daquilo que virá a ser “para sempre” – agora em um corpo incorruptível, sem doença, onde não haverá morte, tristeza, nem choro, pois estaremos com o Senhor para sempre no seu Reino Eterno.

Este artigo não foi escrito por uma pessoa com palavras “simplistas” tentando atenuar a dor da perda, mas sim de alguém que crê nesta causa [Evangelho] e por amor a ela, se abdicou dos seus sonhos, vivendo para Aquele que Morreu e Ressuscitou.


Maranata! “Vem Senhor Jesus”.

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos