segunda-feira, 13 de maio de 2013

UM JUÍZO MAIOR PARA QUEM RECEBE OS DÍZIMOS



Por Fabio Campos

Texto base: "Eu virei a vocês trazendo juízo”. (...) “contra os que juram falsamente e contra aqueles que exploram os trabalhadores em seus salários, que oprimem os órfãos e as viúvas e privam os estrangeiros dos seus direitos, e não têm respeito por mim”, diz o Senhor dos Exércitos”. (Ml 3:5 NVI)

Quanta maldição usada para coagir os membros de algumas igrejas na colheita dos dízimos e das ofertas por parte dos manipuladores da fé! “O devorador vai acabar com as plantações”; “o Diabo roubará suas finanças”; são muitos os apelos! Os pseudo-pastores estão por todos os lados como lobos, procurando carne e lã para saciar seus desejos nocivos. Meu espanto é que a maioria se diz um estudante das Escrituras (o mínimo que se requer de alguém que prega a Palavra de Deus) e usam o texto de Malaquias 3.10 para persuadir o povo, mas não leem o verso 5 para se auto examinar. “Esqueci” que temor é uma virtude que não lhes pertence. Prossigamos!

Deus é o Criador dos Céus e da terra e de tudo que neles há! Ele não é um vendedor de bênçãos que ao contemplar uma nota de cem reais fica ouriçado para vender sua mercadoria. Quem primeiro deu a Ele para pedir de volta? A Palavra de Deus é clara - o intuito da arrecadação de dízimos e ofertas tem por finalidade principal a de suprir as necessidades dos órfãos e das viúvas e para receber o estrangeiro pobre (Ml 3.5). Por isso que o mantimento é necessário! Nós somos escravos do sistema financeiro, e como bem estuda a economia, o “homem trabalha porque tem medo de passar fome”. O trabalho é benção e quem não quiser trabalhar também não coma; mas todo recurso auferido pelas denominações deveriam ter suas reservas para livrar os irmãos do trabalho escravo, o qual o Senhor Deus abomina, e se diz desrespeitado quando isso acontece (Ml 3.5).

O juízo de Deus será muito maior para Corazim e para Betsaida do que para Sodoma e Gomorra! Com base nas Escrituras, afirmo: “O juízo será muito maior para aqueles que recebem os dízimos e não o administram como deveriam”. Esses não pregam a Palavra contra si, mas a seu favor. Deus não precisa do dinheiro de ninguém, antes a colheita é mui superior do que a semente por Ele pedida. Ele mesmo disse que as bênçãos seriam tantas que as dispensas estariam tomadas e não haveria espaço para guardar o alimento. Ou seja, Ele tem um infinito para dar, e nada para receber, pois não precisa ser servido por mãos de homens. Se a dispensa encher, o mandamento é distribuir, e melhor do que receber, é poder dar aquele que está necessitado (não estou tratando do vadio que não quer nada com a vida). O melhor método para quebrar a ganância do coração humano é sendo generoso! A fidelidade precisa ser no pouco, para que no muito, o bom mordomo, possa ser colocado.

Esse negócio de atenuarmos a culpa de nossa consciência dizendo - “ah, Deus vê o meu coração e o meu pastor vai prestar conta com Ele”; tudo bem é lógico que o seu pastor vai prestar contas, mas você será réu por omissão. Deus não te deu o recurso, mas constitui mordomo e lhe confiou tesouros terrenos para juntar tesouros no céu. Uma igreja que arrecada muito, mas não tem uma assistência social digna para com os de fora e principalmente para com os de dentro, já está sob o juízo de Deus. Toda igreja precisa trazer algum benéfico para a sociedade para poder ter a isenção no seu imposto de renda. Não é dessa “caridade” maléfica conveniente que digo! Não vamos dar conforto a nossa consciência com esse tipo de situação. Uma igreja que não visita os órfãos e as viúvas nas suas necessidades, de fato, já se corrompeu pelo mundo, e não pode ser chamada de Sal da terra e Luz do mundo.

Amados, precisamos saber onde o nosso dinheiro está sendo investido. Não damos o dízimo por barganha, mas para que o Reino seja expandido nesta terra. O recurso deste mundo ímpio serve para suprir as necessidades físicas do Reino de Cristo na terra. Se você é um servo de Deus que ama o reino, e todas as demais coisas têm sido acrescentadas na sua vida, sua responsabilidade é grande  em saber como os recursos têm sido usados em sua denominação.

O seu pastor precisa prestar conta para a igreja. Tenho certeza absoluta que se ele for um homem sério, que Ama a Deus acima de todas as coisas, ele não terá nenhum problema em prestar conta para a denominação no qual tem sido o destino das arrecadações. Pois como um obreiro aprovado, que manuseia bem a Palavra da verdade, ele sabe que o julgamento começará de dentro, e os mestres hão de ser julgados com maior rigor (Tg 3.1). Deus julgará o seu povo e horrenda cousa é cair nas mãos do Deus Vivo!
Reflita nisso no seu coração!

SOLI DEO GLORIA!
Fabio Campos