domingo, 28 de abril de 2013

OS PREGADORES DA CRÍTICA E O SEU ÚNICO TEMA!



Por Fabio Campos

Texto base: Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação”. (1 Co 14:3 ACF).

Recentemente escrevi um artigo chamado “Amor a Deus ou medo do Diabo”, dizendo que tem pessoas que só são crentes por causa do encardido! Se tirar o “chifrudo” dos seus esboços, acabou o ensino; acabou o congresso! Quero abordar neste artigo aqueles que têm por alvo nos seus escritos e preleções a crítica. Se não atacarem a Teologia da Prosperidade, o Neopentecostalismo e o Arminianismo, acabou o sermão. De fato, as obras infrutíferas devem ser denunciadas e a fé precisa ser defendida. É Bíblico! Mas tudo tem um limite e a hora certa para ser exposto. A grande maioria desses pregadores tem conhecimento, são ricos em sua teologia, mas pobres de temas.

Alguns estão bem intencionados, falam do que precisa ser criticado. Outros são rasos! Para estar por cima, denigre o alvo do seu arrazoado. Necessitam rebaixar o alvo de sua crítica para se vangloriar de sua tese. O alvo não é construir! O alvo é ganhar popularidade. Mesmo sendo de linha pentecostal, gosto da teologia dos reformadores, mas infelizmente alguns se gloriam mais na “teologia reformada” do que no Evangelho. Se pudessem, transliteravam o versículo de Gálatas para: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na “teologia reformada””. Creio piamente que nem os reformadores dariam tanta ênfase naquilo que temos como prioridade.

Paulo diz os princípios no qual o sermão deve ser pautado: “Edificação”, “exortação” e “consolação”. Edificação neste texto é o ato de “encorajar”, construir alicerces; exortar não é chegar com os dois pés no peito dos ouvintes com fala hostil, mas “animar e aconselhar, como um advogado de defesa (1 Jo 2.2); consolar, é dar ânimo aos abatidos e os que estão desencorajados. Perceba, estes que só criticam, têm isto por motivação? A maioria, não! Então, fuja!

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo está acima de linhas teológicas controvertidas concernentes a temas secundários. Temos que lembrar que a mensagem das Boas-novas precisa ser clara, tendo por alvo todos os níveis de intelectualidade. O que tem que permanecer como fundamento de fé no coração do Cristão é a mensagem da qual o levou ao arrependimento em quebrantamento, e entrega ao Senhor Jesus. Nisto que o Pai e o Filho no alvo de Sua Graça permanecem no nascido de novo (1 Jo 2.24).

Precisamos ser simples e profundos ao mesmo tempo. Quando o pregador é bíblico, humilde, e ama gente, certamente seu sermão será eficaz. Lutero disse que “Sermão sem unção endurece o coração”. O ministro deve denunciar o pecado (Mt 3.1), ensinar a Palavra em sua essência (Mt 9.35; At 28.31), proclamar a paz a todos os povos sem exceção (Ef 2.17), e o mais importante, anunciar a Jesus (At 8.35), que Ele é o Cristo (At 8.5) e Filho do Deus Vivo (At 9.20), com graça e com o tempero da mansidão. Consigo identificar nas Escrituras um conteúdo apologético e doutrinário, mas a relevância está em anunciar as boas-novas em graça, e não fazer do púlpito um apoio para a crítica somente.

Por isso irmãos, é necessário reter o que é bom! Nem tudo que tem popularidade nas redes sociais, de fato, reflete o genuíno Evangelho. Nem tudo que diz ser piedoso é santo. Muitos estão pregando a Cristo por inveja, porfia, causando discórdia sendo insinceros. Mesmo que Jesus esteja sendo anunciando (o que é muito bom) é necessária a cautela.

Os ensinos estão carregados de “verdades”, porém muitos deles sem amor e misericórdia. Se não for para edificar, exortar e consolar, tenha cuidado com o seu conteúdo. A Teologia dos fariseus é bíblica e deve ser obedecida, mas é hipócrita, na qual tem o repúdio do próprio Deus, que é o alvo de sua teologia e de seu zelo (Mt. 23.3).

A ordem é “Acautelai-vos”!

SOLI DEO GLORIA!

Fabio Campos

sexta-feira, 26 de abril de 2013

UM AMOR IRRESISTÍVEL



Por Fabio Campos

Texto base: “O SENHOR lhe apareceu no passado, dizendo: ‘Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atrai’”. (Jr. 31.3 NVI).


Existe um termo na teologia calvinista, dentre os cinco pontos da TULIP, chamado “graça irresistível”! Este termo diz que os escolhidos de Deus, por mais que resistam por algum tempo, hora menos hora, compulsoriamente, irão para o Senhor. De fato, Deus trabalha com a eleição em adoção por meio de Cristo, e por mais que o termo “predestinação” não soa bem aos ouvidos de alguns, ele é bíblico.

É bom deixar claro que, quando dizemos predestinação, não estamos falando de um fatalismo robótico! A Soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Nisto que entra o amor irresistível de Deus. O Senhor não nos atraiu pela Sua Soberania nem por Sua Majestade. Pelo contrário, se fosse desta forma, quem poderia olhar na sua face? Seria como tentar olhar para o Sol a olho nu durante dez segundos. Ele nos atraiu em Cristo, reconciliando-nos na Pessoa do Filho, que se fez carne: Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor(Os. 11:4a ACF).

O amor de Deus está acima das paixões carnais. É mais forte do que a morte, e ainda que muitas águas venham de encontro a essa chama, nunca poderão apagar este amor, que está em Cristo Jesus, o Senhor.  Este amor nos constrange e nos leva ao arrependimento! De uma forma misteriosa nos faz amar mais a Jesus do que a si mesmo (Mt 10.39). Quem nele mergulhou já não se importa com a sua reputação (1 Co 4.10), todas suas convicções distorcidas a respeito de Deus lecionadas anteriormente, passam a ser inúteis e fúteis, comparada a excelente deste amor (Fp 3. 7-10). Agora viver é Cristo e morrer é lucro! A alegria também vem nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, e nas angústias, por saber que quando estamos fracos, aí é que somos fortes (2 Co 12.10). O privilégio não é apenas de crer no Senhor, mas também sofrer por Ele (Fp. 1.29).

Um chamado a sofrer pela maioria das vezes; dar a outra face; andar no caminho estreito; amar mais A Ele do que a si, são coisas que nos leva a reflexão do porque “escolhemos“ segui-Lo. A resposta é: “Ele nos amou primeiro”! Alguém chamado por Deus, mesmo compulsoriamente, não tendo escolha, quando ele mergulha neste relacionamento, sua alegria e regozijo Naquele que o arregimentou são completos.

Muito se diz a respeito do livre-arbítrio! Nós O escolhemos, porque Ele nos escolheu primeiro! O amamos, porque Ele nos amou primeiro! Dentro da responsabilidade humana, no controle Soberano Divino, de uma forma misteriosa, Deus nos fez livres para Ama-lo ou rejeitar o seu amor! Porque digo isso? Porque não foi a realeza do seu poder que nos atraiu, mas o seu amor. E o Seu amor é grande demais para ser desprezado, onde de uma forma extraordinária, os escolhidos de Deus são atraídos para o Pai na pessoa do Filho.

Por mais que resistamos por algum tempo o chamado de Deus, hora menos hora, a chama deste amor, amontoará brasas vivas em cima de nossa cabeça, na qual nos entregaremos por completo e viveremos eternamente gratos pela forma que Ele nos atraiu e de como nos conduziu até este alvo. Todo aquele que foi amado por Deus pelo chamado eficaz, de forma alguma, rejeitou o seu amor; e não somente isso, mas também perseverou, por saber que aquele que o chamou é fiel e justo para cumprir a boa obra que começou e para guardar a fé até aquele dia em amor pelo Seu Nome.

SOLI DEO GLORIA!

Fabio Campos

quinta-feira, 25 de abril de 2013

AMOR A DEUS OU MEDO DO DIABO?



Por Fabio Campos

Hoje o método de persuasão usado por parte de alguns pregadores para angariar pessoas para Cristo é baseado na “Teologia do medo”. Não estou dizendo de pessoas que ao escutarem o Evangelho, sejam impactadas de tal forma que, se desesperem por sua atual situação. Na verdade, a boa-nova, primeiro vem com uma má notícia, dizendo que “você está perdido” e que precisa de um Salvador. Somente depois é que entra a boa notícia: “Jesus morreu por você, e pela fé, você é salvo se crer Nele”. Minha abordagem neste artigo tem por alvo pessoas que no início de sua fé foram ensinadas, mesmo que subjetivamente, a ter medo do Diabo e de suas retaliações ao invés de concentrar toda sua força e entendimento no amor a Deus, o qual tem por mandamento principal. Tem gente que só é crente por causa do Diabo! Se eles tirarem o encardido das ministrações e do foco de seus congressos, não sobra conteúdo.

Quando uma pessoa se converte por amor a Deus seguido de agradecimento pela sua obra, ele reflete uma espiritualidade equilibrada, sadia, onde sua teologia alcança todas as demais áreas. É bom estar ao lado dela, bater um papo; você sai com a impressão de ter conversado com o próprio Jesus. A filiação que tem a identidade no Pai enche de gozo o viver dessa pessoa. Ao contrário dos que se converte por medo do inferno! Essa (pessoa) é mística, não tem paz consigo mesmo. Não consegue desfrutar da beleza do Criador. Tudo é ataque do Diabo! Vive para “fechar as possíveis brechas” dadas devido aos seus erros, quando as coisas vão mal. Atrela ao amor de Deus as condições vividas no presente momento e não na comunhão desfrutada em paz e alegria por meio de Jesus Cristo.

Pessoas assim podem ser cristã, servir na igreja, mas será que ela consegue desfrutar da paz de Jesus que excede todo o entendimento? Creio que não, pois somente filhos podem desfrutar desta paz, a qual tem por Pai não um carrasco com o chicote na mão, mas alguém que está no portão de casa, esperando o filho voltar, e festejar o seu retorno. A disciplina é diferente de juízo! E nem sempre quando as coisas vão mal é ataque do Diabo, mas pode ser disciplina de Deus, o qual nos tem por filhos. O medo noz faz servos! Quem tem medo não é aperfeiçoado no amor, pois o medo supõe castigo, antes o perfeito amor lança fora todo o medo. Ele não é filho de Deus; ele é servo de Deus! E servo não sabe o que faz o seu Senhor, por isso pela graça e misericórdia Jesus preferiu nos chamar de amigos fazendo-nos filhos do seu Pai, e nós em retribuição, movidos apenas por amor, voluntariamos a servos.

Um filho de Deus o ama acima de todas as coisas! Só quem ama conhece a Deus e compreendeu o tamanho do Seu amor para conosco. Que não ama, mas o serve por medo, de fato, ainda não o conhece, pois Deus é amor, e quem está em amor está em Deus, e Deus nele (1 Jo 4.8,16). Ele provou o seu amor para conosco que Cristo morreu quando ainda éramos pecadores.

Meu apelo por meio deste artigo é que possamos fazer da nossa vida uma adoração a Jesus em amor! O Diabo não deve ser ignorado por causa dos seus ardis, mas pense menos nele. Gaste mais tempo em dar “Glórias a Deus” do que “amarrar a satanás”. Corra de livros que retratem o inferno, demônios territoriais; mergulhe na Palavra que nos revela o céu e os atributos de Cristo. 

Só existe um método eficaz para sermos vitoriosos na batalha espiritual! Não é em rituais, “declarações cheias de fé”, no óleo ungido nem no shofar tocado, mas sim em sujeitar-se a Deus. Portanto, sujeite-se a Deus, resista ao Diabo e ele fugirá de vós (Tg 4.7), pois nossa vida está muito bem guardada, onde satanás não tem acesso: Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus”. (Cl 3:3 NVI)

Amar a Deus acima de todas as coisas é suficiente e o único método eficaz para qualquer vitória.

"Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome”. (Sl 91:14 NVI)

Pense nisso!

SOLI DEO GLORIA!
Fabio Campos

terça-feira, 23 de abril de 2013

CONFIANÇA NO DIA MAU!



Por Fabio Campos


Muito me preocupa o tipo de mensagem transmitida por alguns pregadores! Eles preparam o povo somente para a vitória, mas esquecem do dia mau, o qual chega a todos sem exceção. O resultado disso: acumulo de cristãos iludidos, decepcionados com Deus, que não querem saber mais de igreja.

Os dias são maus! Os países bélicos estão como “estopa encharcada no álcool” esperando apenas uma faísca para incendiar uma guerra. O mercado brasileiro está inflacionado! O índice de desemprego crescendo devido às fusões; os executivos querem faturar mais com uma mão-de-obra mais barata. Quando entendemos o atual cenário racionalmente, o frio na barriga nos avisa que as coisas não estão bem. A guerra religiosa tem matado inocentes; os falsos profetas estão ganhando espaço na mídia e prestigio da multidão. Estamos cercados!

Diante do Macro, as variáveis, no conjunto, nos dão razões suficientes para temermos. Como lidar com tudo isso? A Palavra de Deus nos diz “o que teme ao Senhor e tem prazer nos seus mandamentos por meditar Neles de dia e de noite”, não serão abalados: “Não temerá más notícias; seu coração está firme, confiante no SENHOR. O seu coração está seguro e nada temerá” (Sl 112.7-8 NVI). Não estamos blindados das aflições, mas temos ânimo, porque Ele venceu o mundo. O coração do justo é guardado, e mediante orações e suplicas, através de ações de graças, suas ansiedades, são lançadas sobre Aquele que tem cuidado de nós de dia e de noite. Ele [Deus] sustenta aos que o amam enquanto dormem, pois se o Senhor não edificar a casa, em vão é o esforço dos trabalhadores e as travas na porta para a segurança.

O inimigo [Diabo] de nossa alma tenta nos prender por meio das coisas deste mundo ímpio. Já não é o que você precisa, mas o que você deseja e tem que ser! O fardo se torna pesado! Ele quer te dar tudo, mas penhorar sua alma. Jesus nos faz um alerta pouco lembrado pelos moradores de São Paulo: “Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de vocês de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente” (Lc 21.34 NVI). A ansiedade faz parte da natureza humana (V. 35), mas o justo discerne todas as situações e não se aflige em seu coração por vigiar e ter por alvo o mundo do por vir (V. 36).

Em tempos de crises a confiança e o deleite em Deus são armas indispensáveis para as vitórias e para manter-se em pé diante das intempéries. O simples e humilde financeiramente, nestes tempos, dá e empresta (Sl 112.5,9). Ainda que milhões se levante contra ele, o justo permanecerá firmado na Rocha, pois Deus é a sua força e refúgio (Sl 3.6).

O mundo com a sua soberba, cobiça e concupiscência,  passa! A inflação e a corrupção aumentam! Mas aquele que faz a vontade de Deus permanecerá para sempre. Confie em Deus, entregue o seu caminho a Ele, seja forte e corajoso em confiança, e o mais, Ele fará!


“Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança (Sl 27.3 ARC)” “... Espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” (V.14).



SOLI DEO GLORIA!

Fabio Campos

quinta-feira, 18 de abril de 2013

ANGÚSTIAS DO INFERNO! AFLIÇÃO E TRISTEZA!



Por Fabio Campos

Texto base: “As cordas da morte me envolveram, as angústias do Sheol vieram sobre mim; aflição e tristeza me dominaram”. (Sl 116.3 NVI)

Quem nunca passou por momentos de tristezas e aflições? A Bíblia diz que o homem vive pouco, mas passa por muitas dificuldades (Jo 14.1). Ninguém está isento disto! Talvez pior que estar dentro de uma jaula, seja está aprisionado na solidão da alma. Você pode estar com mil pessoas, em um parque de diversão, mas a tristeza está gritando e lembrando sua consciência de que você não está bem e já não há mais no que se alegrar. Muitas das vezes não tem nem causa! Simplesmente ela chega sem se apresentar e não diz de onde vem. A pessoa com uma alma triste, onde o sentimento de morte se aloja no seu ser, não tem amigos. Para ela todo mundo é seu inimigo e quer destruí-la, mesmo sem razão. Ela sente-se culpada, mas ao mesmo tempo vítima. O sentimento confuso suscita inimigos incolores, e as forças vão embora.

O salmista, homem de Deus, estava em uma situação muito pior do que uma mera depressão. A descrição é forte em sua fala: “Angústias do inferno vieram sobre mim”. Sua tristeza não era no físico ou oriundo pelas situações externas; mas na alma, naquilo que psicólogo e psicanalista não pode penetrar. O “inferno” dito pelo salmista tem por linguagem algo “escuro” e “profundo”. Um lugar que não há luz nem refrigério. Esse é o aperto no coração sem saber sua origem!

Muitas das vezes um simples fato ocorrido é o “pingo” d’água que faltava para encher um copo que já estava transbordando. A decepção consigo, o fracasso, o pesar e labuta desta vida, nos faz reféns de um sistema que quer nos matar. Nestas horas somente o Senhor pode nos auxiliar e nos tirar das profundezas do inferno (Sl 116.4-6). O mundo usa seus paliativos para atenuar tamanha tristeza. Mas quando a doença é na alma, somente Nele temos o descanso e a cura demonstrada em alegria (Sl 116.7).

O Senhor é quem enxuga nossas lágrimas e as transformam em alegria. Somente Ele firma os nossos passos e nos dá vitória contra o inimigo de nossas almas, que diariamente quer cirandar conosco. O Senhor é bondoso e benigno para com os que o temem e fazem dos seus mandamentos um estilo de vida.

A alma é volátil! O espírito é inabalável (sem entrar na discussão tricotomista e dicotomista)! Alegria verdadeira só se tem quando o Reino está dentro de nós. Não por comida ou por bebida, mas em paz e alegria. Aqueles que meditam e praticam a Palavra de Deus são felizes, e tudo o que faz, prosperará. Sua alegria está no Senhor, e seu Deleite está na comunhão com Deus por meio de Jesus Cristo. Já não há mais condenação; nem a vida, nem a morte, nem o Diabo pode romper nosso relacionamento com o Pai.

Ainda por muitas vezes ficaremos tristes! Mas em momentos de aflições, o Espírito Santo, Consolador, nos lembrará em confiança que temos um Pastor. Ele fará com que andemos nos pastos belos e verdejantes; acalmará as águas agitadas no tempo oportuno. Ele vai restaurar nosso vigor quando não houver mais forças para lutar. E mesmo no vale da sombra da morte, não temeremos, pois Ele esta conosco, e sua bondade e fidelidade nos acompanharão por toda a vida.

Glórias sejam dadas a Ele. Que protege o simples! Que firma nossos passos na rocha para não sermos confundidos, e que nos livra da impiedade maligna que deseja a perdição de nossa alma. Ele nos dá esta vida abundante e seu nome é Jesus Cristo. Este é meu Senhor, Aquele que Era, que É, e que, há de Vir.

Portanto, “retorne ao seu descanso, ó minha alma, porque o SENHOR tem sido bom para você” (Sl 116.7 NVI)!

SOLI DEO GLORIA!

Fabio Campos

terça-feira, 16 de abril de 2013

NEM A GLOBO, NEM O RELATIVISMO, NEM O INFERNO PREVALECERÃO CONTRA A IGREJA!



Por Fabio Campos

Texto base: “... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt 16:18 ACF)



A cada dia que passa o mundo ímpio (pois jaz no maligno) tenta relativizar os princípios morais bíblicos com o argumento do “obsoleto”. O Diabo sempre se levantou contra a Igreja! Ela foi fundada no Éden, justificada em Cristo, e materializada por meio do Espírito nos crentes em Jesus Cristo. Estamos bem respaldados!

A Igreja tem um dono zeloso, que deu sua vida por ela. A Pedra a qual Jesus diz edifica-la não é Pedro conforme ensina o catolicismo, mas sim o próprio Jesus conforme disse o próprio Pedro (1 Pe 2.6). Quando dizemos Igreja não estamos falando de uma instituição, com CNPJ e endereço fixo. Tudo isso faz parte conforme ensina a própria Bíblia (Hb 10.25). Estou tratando do corpo místico de Cristo composto daqueles que creram em seu nome e que foram justificados e lavados no sangue de Jesus, e que, agora, por amor a Ele, obedecem aos seus mandamentos.

Contra esses mandamentos, contra os escolhidos de Deus, nem a globo, nem o relativismo que tem por arautos os “intelectuais”, nem Jean Wyllys, poderão resistir a Igreja de Jesus Cristo na terra. Ainda que eles usem do poder bélico para isso, cada gota de sangue derramada será uma semente para florescer dez justos. Se o grão de trigo não morrer, ficará só, caso contrário, dará muito fruto. Foi o que aconteceu na história. O povo de Deus sempre foi perseguido, mas a cada perseguição, mais pessoas se convertiam a Cristo, e o Reino de Deus se expandia. Deus é quem opera o querer e o efetuar de acordo com a sua vontade! O sangue do justo clama por justiça, e nós confiamos na Soberania e Onipotência de Jesus!

Se Deus é por nós, quem será contra nós? Vencemos não com armas carnais, nossa luta não é contra os seres humanos, mas contra principados e potestades que opera neste sistema. Não negociamos os princípios bíblicos; não relativizamos a autoridade ou duvidamos da inerrância das Escrituras. Vencemos o mundo e o maligno porque o Testemunho do Cordeiro está em nosso coração, e o nascido de Deus, aquele que guarda a si mesmo, o Diabo não lhe toca.

O propósito de Deus permanece inabalável, pois o Senhor conhece aqueles que lhe pertence e está é a descrição: “Afasta-se do pecado todo aquele que profere o nome do Senhor”. Ainda que todos zombem da Bíblia, de fato, eles fazem o que lhe é de sua natureza; os Filhos de Deus preferirão a morte ao invés de nega-la. Cristo é o cabeça, e a Igreja não precisa de deputados, governadores, presidentes para defendê-la. Ela já tem filhos e filhas que amam a Deus acima de todas as coisas, e sabem que não é por força nem por violência, mas pelo o Espírito do Senhor.

O mundo confia em carros e cavalos! Nós confiamos no nome do Nosso Deus que, com trezentos, coloca milhões para correr, sem precisar de arco e espada humana. Portanto, a Igreja de Cristo vai muito bem, e o inferno com o Diabo e seus demônios, juntamente com todos aqueles que pertencem o reino das trevas, não prevalecerão contra Ela. 

Que Deus nos ajude a não nega-lo! Essa é minha oração!


SOLI DEO GLORIA!

Fabio Campos

segunda-feira, 15 de abril de 2013

COMO VENCER A DEPRESSÃO SEGUNDO LUTERO!





Jerome Weller era um jovem estudante de teologia sob a influência direta de Martinho Lutero. Ele viveu na casa de Lutero, sendo este seu tutor, por quase uma década. Em Julho de 1530, Lutero escreveu uma carta aconselhando Weller, que estava vivendo naquele momento uma crise de depressão.

... Querido Jerome, você deve se alegrar neste momento e nesta tentação do diabo, porque é um sinal claro e certo de que Deus é propício e misericordioso contigo. Você diz que a tentação é mais pesada do que você pode suportar, e que você está temeroso com a possibilidade dela te quebrar e colocá-lo para baixo de tal forma que o leve ao desespero e blasfêmia. Eu conheço este tipo de artimanha do diabo. Se ele não pode quebrar uma pessoa com o primeiro ataque, ele tenta pela perseverança e continuidade enfraquecer a pessoa até ela cair e se dar por vencida.

Sempre que esta tentação voltar a você, evite completamente uma disputa com o diabo e não se debruce sobre esses pensamentos mortais, pois fazê-lo é nada menos que ceder ao diabo e deixá-lo prosperar em seu propósito. Despreze todos os pensamentos que são induzidos pelo diabo. Neste tipo de tentação e luta, o desprezo é o melhor método para obtermos a vitória que Deus tem para nós. Rir! Rir do adversário e perguntar quem ele é e quem é ele para falar contigo lançando seus dardos inflamados. Por todos os meios fuja da solidão que a tentação da depressão tenta te colocar, pois o diabo observa e ataca neste caso, acima de tudo, quando você está sozinho. Este tipo de tentação é vencida por zombar e desprezar o diabo, e não por resistir e “discutir” com ele...

Quando satanás joga o nosso pecado sobre nós e declara que merecemos a morte e o inferno, devemos responder assim: ‘Eu admito que mereça a morte e o inferno. O que tem isso? Será que significa que  eu esteja condenação à eterna perdição? De maneira nenhuma. Porque eu sei que Aquele que sofreu a ira de Deus em meu lugar, proveu uma satisfação completa em meu nome. Seu nome é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Onde Ele está lá também eu estou!

Do seu,
Martinho Lutero.

(Lutero: Cartas de aconselhamento espiritual).

Cinco pontos emergem do conselho de Lutero:

1) Se alegrar pois a tentação é um testemunho da misericórdia de Deus para você... levando-o ao crescimento em meio a aflições.

2) Não se debruçar sobre os pensamentos mortais do Diabo – que são seus dardos inflamados.

3) Rir do seu adversário já vencido.

4) Estar continuamente em comunhão com outros filhos de Deus.

5) Proclamar para você mesmo a boa nova do Evangelho. Pregar para si mesmo toda a verdade do Evangelho.

Lutero esteve sempre sobre uma contínua pressão... contínuo perigo... contínua tentação de depressão...  Seus conselhos foram provados eficazes na quente fornalha da Reforma.


Fonte: http://www.josemarbessa.com/2013/04/como-vencer-depressao-segundo-lutero.html

sábado, 13 de abril de 2013

O PERIGO EM DETURPAR AS ESCRITURAS SAGRADAS



Por Fabio Campos

Texto base: “... os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles”. (2 Pe 3:16b NVI)


Alguém já disse com razão: “A Bíblia é a mãe das heresias”. A grande maioria das religiões usam os textos das Sagradas Escrituras para fundamentar as suas doutrinas. E não somente religiões, mas movimentos ideológicos usufruem dos textos bíblicos para cometer suas atrocidades. Um bem atual é o “Movimento gay evangélico”! Com sua “eisexege” (forçar o texto no que se quer acreditar) deturpam o texto bíblico para defender suas práticas repugnantes conforme  as Escrituras.

Mas isso sempre aconteceu! O pai da mentira, no princípio, torceu as Palavras do Criador, levando Adão e Eva ao erro. Na tentação de Jesus distorceu o salmo 91 para tentar a Deus (Mt 4.6). Logo aqueles que dão crédito a mentira e a transformam em verdade para si, para adequar a suas cobiças, simplesmente estão seguindo o seu próprio pai. Não há como fugir desta verdade: “Ele [Diabo; grifo Fabio] fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça”.  (2 Ts 2:10-12 NVI).

A religiosidade herética cega o homem ao ponto de afirmar algo que não se conhece (Mt 22.29). O Pastor Paulo Romeiro sempre diz: “Quando a sua doutrina não concorda com a Bíblia, você tem duas opções: ou muda a Bíblia para concordar com a sua doutrina ou muda sua doutrina para concordar com a Bíblia”. Muitos mudam a Bíblia para concordar a sua doutrina, quer por interpretação ou por tradução. Texto fora do contexto vira pretexto para uma heresia!

Um ministro de Deus, despenseiro da sua graça em Cristo, prega a Palavra com sinceridade. Ainda que ela (Bíblia) seja contra suas convicções, o pregador, por conhecer sua pecaminosidade, sabe que Deus é verdadeiro, e diante dos fatos, todo homem é mentiroso (2 Co 2.17). Ele recomenda a consciência por temor a Deus, e jamais adulterará as Escrituras por saber que “Deus julgará o seu povo, e horrenda coisa é cair nas mãos do Deus Vivo” (2 Co 4.2).

Jesus disse aquele que O ama, também O obedece. Somente os puros de coração verão a Deus, e a santificação vem pela meditação nas suas Palavras. Mas a pecaminosidade vem em negligenciar os seus mandamentos, o que demonstra que tal pessoa não o pertence: “Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho” (2 Jo 9 NVI). Lutero certa vez disse: Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”.

Paulo diz no imperativo “Não se deixem enganar” (1 Co 6.9-10) para alertar aqueles  irmãos que estavam tentados a voltar as suas antigas práticas, pois pessoas que permanecem neste estilo de vida (imorais, idólatras, adúlteros, homossexuais passivos ou ativos, ladrões, avarentos, alcoólatras, caluniadores) não herdarão o Reino dos céus. O engano e a distorção dos textos são corriqueiros para estes. Em uma tentativa de dar conforto a sua consciência eles alimentam suas cobiças por amarem mais as trevas do que a luz. Transformaram liberdade em libertinagem (Jd  4).Acerca da pecaminosidade do homem quando o mesmo faz contrário para o que foi projetado, Agostinho diz: “Acaso foi alguma vez ou em alguma parte injusto amar a Deus de todo coração, com toda a alma e com toda a mente, a amar ao próximo como a nós mesmos? Por isso, todos os pecados contra a natureza, como o foram os dos sodomitas, hão de ser detestados e castigados sempre e em toda parte, pois, mesmo que todos os cometessem, não seriam menos réus de crime diante da lei divina, que não fez os homens para usar tão torpemente de si, pois viola-se a união que devemos manter com Deus quando a natureza, da qual é autor, se mancha com a perversidade da libido”.

Mas nada disso que escrevi é uma surpresa para quem conhece as Escrituras. Pois está Escrito: “... nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito” (Jd 18-19 ACF). Fica o alerta do Próprio Cristo quanto aos adúlteros das Escrituras:


“Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro” (Ap 22:18-19 NVI).

Torcer os textos Sagradas é trazer maldição e condenação para si mesmo!

Pense nisso!

SOLI DEO GLORIA!
Fabio Campos

sexta-feira, 12 de abril de 2013

PELO DIRETO DE DISCORDAR!



Por Ariovaldo Ramos


Fui advertido de que nesse momento, que estamos vivendo na Igreja evangélica brasileira, discordar do Presidente do CDHM, em exercício, é concordar com o movimento GLBTS, e vice versa.

Discordo!

Eu respeito o irmão e oro por ele, mas, discordo da forma como o Deputado está conduzindo o mandato que recebeu de seus eleitores.

Eu respeito os seres humanos que optaram pela homossexualidade, mas, entendo que os direitos que estão a reivindicar já estão contemplados nos direitos da pessoa humana, cobertos por nossa constituição, e que o que passa disso constitui reclamos por privilégios, o que não é passível de ser concedido numa democracia, sob pena de contradize-la.

Eu respeito o direito das uniões homossexuais terem garantida, pelo Estado, a preservação do patrimônio,  por eles construídos, quando da separação ou do falecimento de um dos membros da união. Entretanto, discordo que seja possível transformar uma união voluntária de duas pessoas do mesmo sexo, a partir de opção comum e particular, em casamento, pois isso insinua haver um terceiro gênero na humanidade, o que não se explicita na constituição do ser humano. Assim como não entendo que a conjunção da  maternidade e da paternidade, necessária para um desenvolvimento funcional do infante humano, seja substituível por mera boa vontade.

Eu respeito e exerço direito de pregar o que se crê, mas discordo do pregador, quando diz que Deus matou John Lennon ou aos Mamonas Assassinas, por terem desacatado o Altíssimo, como se o pecado humano não o fizesse desde sempre. A Trindade matou a todos os que a desacatam, em todo o tempo, no sacrifício do Filho, manifesto por Jesus de Nazaré (1Pe 1.18-20), na Cruz do Calvário, oferecendo a todos o perdão e a ressurreição.

Eu respeito o direito de ter religião e o reivindico sempre, mas, discordo de tachar como agentes do inferno quem não concorda com o que penso, como se Deus, por sua graça, não estivesse, desde sempre, cuidando que a raça humana não sucumbisse à rebeldia inerente à sua natureza, o que explica o triunfo do bem frente a maldade explícita. Por isso discordo do pregador quando afirma que o sucesso de um artista, a quem Deus, por sua graça, cumulou de talentos, como Caetano Veloso, só se explique por ter feito pacto com o diabo. Como se ao adversário de nossas almas interessasse qualquer manifestação do Belo.
Eu respeito e pratico o direito ao livre exame das Escrituras Sagradas, conquistado pela Reforma Protestante, e, por isso, enquanto respeito o direito do teólogo expressar suas conclusões, discordo do teólogo quando suas considerações sobre o significado de profecias do texto que amo e reverencio, não corresponderem ao que entendo ser uma conclusão pautada pelas regras da interpretação bíblica,  assim como, no meu parecer, ferirem a uma das maiores revelações desse Livro dos livros: Deus é Pai de todos, está em todos e age por meio de todos (Ef 4.6).

Reconheço a qualquer ser humano o direito de protestar contra o que não concorda, mas, nunca em detrimento do direito do outro, o que inclui o direito ao culto. Uma coisa é discordar do político outra coisa é cercear o direito do religioso, e de quem o convide para participar de um culto da fé que pratica. Uma coisa é denunciar o político por suas posturas, outra, e inadmissível, é atentar contra a integridade física ou emocional dele e dos seus.

Não admito, contudo, como cristão, ser sequestrado no direito de discordar, ou ser tratado como se fosse refém das circunstâncias, sejam elas quais forem. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5.1).

Lamento que haja, entre os cristãos, quem trate a nossa fé como se fosse frágil e necessitada de proteção. Nossa fé foi preponderante na construção do Ocidente, e resistiu às mais atrozes perseguições.

Nós sempre propugnamos pela liberdade. Nós impusemos a Carta Magna ao Principe John, na Inglaterra; construímos o Estado Laico na revolução americana, quando, numa nação majoritariamente cristã, todas as confissões religiosas foram tidas como de direito. Nós lutamos entre nós pelo fim da escravidão, seja na guerra da Secessão, seja por meio de Wilberforce, premier Inglês, e de tantos outros movimentos. Nós denunciamos e enfrentamos os que entre nós quiseram fazer uso da nossa fé para legitimar a opressão. Os maiores movimentos libertários nasceram em solo cristão, e mesmo quando renegavam ao que críamos, não havia como não reconhecer a nossa contribuição à emancipação humana.

Nós construímos uma sociedade de direitos, lutamos por e reconhecemos direitos civis, e não podemos abrir mão disso; não podemos abrir mão da civilização que ajudamos a construir e a solidificar, onde mulheres, homens e crianças são protegidos em sua integridade e garantidos em seus direitos. Na democracia que ajudamos a reinventar, onde cada ser humano vale um voto, tudo pode e deve ser discutido segundo as regras da civilidade.

Nossa fé foi construída por gente que foi a toda luta que entendeu justa, pondo em risco a própria vida, e por mártires, por gente que se recusou a matar, por gente que não capitulou diante do assassínio, pois nós cremos que Deus é amor, e que o amor de Deus é mais forte do que a morte (Rm 8.38). E por amor a Deus e ao seu Cristo lutamos pela unidade e pela liberdade da humanidade.