domingo, 3 de fevereiro de 2013

RESENHA: “Ganhando força para lutar contra a o câncer”.



Por Fabio Campos

          Recentemente fui até a livraria Hagnos na R: Conde de Sarzedas para fazer algumas “comprinhas”. A vendedora que me atendeu, em sua consultoria, me indicou este livro. Ela compartilhou comigo estar passando por um tratamento contra o câncer e que a leitura desta obra estava a ajudando em muito! Na verdade o título do livro é “Razão para a esperança”. O que postei no título do meu blog é somente o tema do livro, ou seja, a proposta do autor.

          O autor Michael S. Barry é pastor da Igreja Evangélica Presbiteriana Esperança em Libertyville, Illinois. Como capelão dos centros de tratamento de câncer dos Estados Unidos, autor e pastor, Michael S. Barry compreende, pela observação de área, a necessidade do paciente de câncer ter razão para a esperança. Com cordialidade e sabedoria, ele oferece ao leitor evidência científica e princípios baseados nas escrituras que alimentam o desejo de viver e que estruturam a esperança que pode curar.

          É assustador o numero de pessoas hoje com câncer! Minha proposta nesta resenha é alcançar as pessoas que estão neste processo! Seja diretamente ou indiretamente! Resumindo: todos nós estamos envolvidos nesta causa! Não é difícil puxar pela mente uma pessoa conhecida que não esteja passando por esta situação. Portanto, recomendo o livro! Contem 123 paginas, dividida em “introdução”, “prefácio”, “sete capítulos”, “conclusão”, e um “guia de estudo prático” para os que estão no processo de tratamento, para os médicos e para os amigos e familiares. O custo do livro na própria loja da Hagnos é de R$ 9,00. Este valor é de promoção, pois o mesmo sempre esteve na casa dos R$ 30,00.

         Vou resumir a proposta do autor de cada capitulo! Não deixe de ler! Creio que Deus usará sua vida para ajudar pessoas que estão neste processo.


INTRODUÇÃO

         O autor trata de um reservatório de força que temos em si! Algo colocado no ato da criação pelo próprio Deus. Mas que mediante algumas perguntas se enfraquecem no processo: “Por quê”? “Por que eu”? “O que Deus quer com isso”? “Morrerei ou sobreviverei”?


CAPÍTULO UM

         Ele inicia este capítulo com uma pergunta interessante: “Você é esperançoso?”. Desta feita ele vem com a resposta, e de uma forma cientifica e empírica: “Toda forma de câncer hoje conhecida pelo homem tem sobreviventes”. Ele trata da forma como Deus usa nosso próprio organismo no processo de cura: “Deus projetou nosso corpo para se auto-curar”. Ele baseia seu argumento no proverbio 29:18: “Onde não há profecia, o povo se corrompe”. A exegese que ele faz do texto é a seguinte: “Eu interpreto como uma indicação de que, quando o povo de Deus perde a perspectiva de alcançar o futuro que Ele planeja para ele (entre outras coisas, um corpo saudável), ele se corrompe, perece. Ele traz três pontos de vista acerca do tratamento, para que não haja essa “corrupção”: 1) “O hospital é um lugar para fomentar a vida e não e morte”;  2)  “Temos que ter um time bem montado para o processo, com um único objetivo, ‘combater o câncer’. Usemos da ciência moderna junto com a fé (oração, louvor, compaixão e encorajamento).

CAPÍTULO DOIS

          O capítulo dois começa com uma pergunta óbvia! “Você está com medo”? Logo a resposta do autor: “É claro que estou, idiota (risos...)!”. Ele disse que é impossível não temer após a confirmação mediante o diagnóstico! Ele trata de fatos que podem acalmar a tempestade pela qual passa neste momento. Este capítulo é separado em temas:1) “Toda forma de câncer tem sobreviventes”; 2) “Câncer é uma doença crônica e controlável”; 3) “Deus continua a fazer milagres” (médicos não curam, eles são apenas condutores da cura); 4) “o medo é compreensível, mas não ajuda em nada”; 5) “A renovação espiritual não é rara durante a luta contra o câncer”. “Aproveite esse momento ao máximo”; “Há hospitais que tratam câncer e há excelentes hospitais que tratam câncer”.

CAPÍTULO TRÊS

         O capitulo três trata da paternidade de Deus neste tipo de situação. “Deus quer que você viva?”. “Ele nos encoraja a crermos que Deus está com o portador de câncer, e que está a seu favor, não contra ele”.  O primeiro pensamento nesta situação é: Será que Deus está me punindo? Ele nos diz: “Não caia na armadilha de acreditar que sua atual doença é causada por Deus”. Ele baseia sua afirmação nas seguintes referencias bíblicas: Sl.103.-3. Lc. 6.17b-19; Mt. 8: 16,17; Lc. 7. 21-23; Lc. 9. 1,2; Tg. 5.14-15. O autor relata de como a ciência está interagindo de uma forma positiva com a fé. Disse que três quartos das faculdades dos Estados Unidos oferecem agora cursos sobre a relação da espiritualidade com a saúde. “E aquele que mantém fé pessoal em Deus e O exclui da área da saúde, simplesmente não é sábio”. Ele diz respeito à Soberania de Deus sobre a medicina, e que não ignoremos os conselhos sábios dos médicos. Ele trata no final deste capítulo o “porque” que existe o câncer.


CAPÍTULO QUATRO

          Este é o desafio maior: “Você quer viver”? Milagres acontecem o tempo todo. Não para todo mundo, não a qualquer hora, mas com tal regularidade que podemos sempre manter a janela da esperança aberta, a fim de que não impeçamos o milagre que Deus possa conceder. Muita de nossa desesperança é porque confiamos em uma “ciência rígida” – mensurável, previsível e reproduzível, ou seja, engessada que não acredita em milagres. Os médicos são apenas meros condutores da graça de Deus. Ele trata também a acerca do sistema imunológico, de como a fé pode comprovar que quando exercida, o paciente tende a se recuperar o quanto antes. Ele traz um pequeno texto escrito pelo Dr. Harold G. Koening que é o principal especialista no relacionamento entre fé e saúde: “Um sistema imunológico forte pode repelir bactérias, infecções virais e por fungos bem como diminuir a probabilidade de desenvolvimento de um câncer, e reduzir a propagação de metástase se o câncer se desenvolver. Há muitos mecanismos pelos quais a religião pode estender a duração da vida e aumentar a qualidade e o proposito da vida”. Ele termina com a seguinte frase: “A vontade de viver é o fator necessário na equação da cura”.


CAPÍTULO CINCO

          Aqui o autor começa a tratar os mecanismos do processo de cura: “Por que você quer viver”. Ele encoraja aqueles que estão prestes a desistir na linha de chegada devido ao desgaste do processo de tratamento demandada nesta questão. O quanto nossa motivação nos fortalece para sobrevivermos e sermos curados. Lamentações de Jeremias 3:21 traz um versículo prático para isso: “Quero trazer a memória aquilo que pode me dar esperança”. Ele faz a seguinte reflexão: Por que você quer viver? “Muitos respondem para ver os netos, os filhos, para pregar o evangelho e ser um agente de cura para outros, em fim. A pergunta em questão é de “como conseguir fazer com que minha vida valha a pena”?”“.


CAPÍTULO SEIS

          Neste capítulo o autor coloca a seguinte questão: “Você quer lutar por sua vida”. Ele diz que sobreviventes de longo prazo compreendem que há momento para ser amável e ameno, e momento para ser enérgico e obstinado. Ele incentiva aos pacientes a rejeitarem diagnósticos que supõe o quanto ainda lhe resta de vida: “Você não é uma estatística”! Que em momentos de desânimos, mediante diagnósticos, temos que ser enérgicos e obstinados na resolução do problema. Ele traz um caso onde as emoções são correlacionadas no índice de sobrevivência: “Lembro-me de um relatório em que mulheres, que tinham câncer de mama e não expressaram abertamente sua ansiedade, raiva ou outras emoções, apresentaram maior probabilidade de morrer em seu primeiro ano de tratamento que outras pacientes de câncer de mama que expressavam “irritabilidade”. Já em 1952, uma época bastante precoce para isso, os especialistas em câncer notaram que a correlação da “polida, apologética e quase dolorosa submissão de pacientes com o rápido progresso da doença, o que contrastava com a personalidade mais enérgica e, algumas vezes, bizarra dos sobreviventes de longo praz”. Em outras palavras, os sobreviventes de longo prazo compreendem que há um momento para ser amável e ameno outro momento para ser enérgico e obstinado. Há um momento para guardarmos pensamentos para si mesmo, e outro momento para expressá-los. Há um momento para ser gentil e agradável, mas também há outros momentos para dizer: ‘Eu quero viver, eu pretendo viver pelo tempo que for possível’”. 

          O autor diz por sua experiência o tipo de cada comportamento que se deve ter em determinados momentos.


CAPÍTULO SETE 

         Aqui a proposta é: “O que você pode fazer para se ajudar”. Ele diz que uma das maiores alegrias que os pacientes compartilham é a de encontrar-se com médicos que anteriormente haviam desistido deles. Como usar a reserva espiritual e emocional que há diante dos pareceres “negativos” emitidos por médicos que quer ajudar e médico mais céticos, formados na “ciência rígida”.

          Ele traz os seguintes tópicos: 1) “Assuma o controle de seu cuidado com a saúde”, pois é sua vida, não a do médico, que está em jogo. “Mediante os céticos, seja educado, porém firme”. 2) “Perdoe aqueles que o feriaram, inclusive seus médicos”. Alimentar a raiva é ate mais destrutivo que a desesperança ou a passividade. É como o próprio câncer que come a vida às escondidas e impede que seu sistema imunológico tenha um ótimo desempenho. Agora, sua única opção útil é perdoar todos que o feriaram ou lhe causaram dor. Deixe isso passar. 3) “Comprometa-se com a abordagem holística do bem-estar”. Ele menciona o meio de terapias, não do ponto de vista da nova era e a astrologia, mas no exercício da fé e práticas do dia-a-dia. Aqueles que são criados em meio a pessoas rancorosas e cheias de ódio não florescem, e muitos nem mesmo sobrevivem. Agora é o momento de amar a si mesmo e aos outros como você nunca amou antes. O alerta do autor é visto que até os “melhores amigos se cansam de alguém que constantemente se queixa, pois vive deprimido e isso é um sinal que ele só se importa consigo”. 4) “Escreva sobre suas experiências traumáticas”.  Ele trata do quão importante o sistema emocional afeta na cura ou também no princípio: “O sistema imunológico humano não faz distinção entre a ferida carnal e a emocional”. 5) “Deixe sua luz brilhar”. Ele diz que não há ninguém mais capacitado e com autoridade tal do que aqueles que passaram por tal processo para ajudar a outros: “Se é que você já teve a oportunidade de deixar sua luz brilhar, isso acontece que você tem câncer”. 6) “Ore com frequência: ‘não seja como eu quero, mas como tu queres’” (Mt. 26:39).Manter-se constante na oração é estar o tempo todo alinhada com a vontade de Deus, pela qual vem a paz que excede todo o entendimento e é boa, perfeita e agradável. E por fim, ele trata: “Remova as barreiras”. Temos que tirar os seguintes tijolos: “do medo”, “da angústia”, “da raiva”, “do ódio”, “da dúvida” e “do ceticismo”.  Também há o tijolo da auto-suficiência (confiamos em nós mesmos, em vez de confiramos na suficiência da vontade de Deus para nós).


CONCLUSÃO

          Na conclusão ele traz uma estatística muito esperançosa: 37% de todas as pessoas com câncer acabam morrendo dessa doença e 63% de todas as pessoas com câncer superam com êxito a doença(American câncer society, 2012, estatísticas baseadas em taxas de sobrevivência de cinto anos pata todos os tipos de câncer juntos).

          Ele termina com o seguinte versículo: “Esforçai-vos, e fortaleça-se o vosso coração, vós todos os que esperais no Senhor”. (Sl. 31.24)


GUIA DE ESTUDO

          Este guia de estudo foi elaborado para reflexões pessoais e discussões em grupo. Ele dá dicas a respeito dessas questões reflexivas para serem estudas a sós, com um ente querido, com os profissionais de saúde, ou em um ambiente em grupo.

Pedido Fabio Campos: Caso você tenha testemunhos para contar acerca deste livro ou dessa resenha, por favor, me encaminhe, pois vou guarda-los em uma pasta, e usarei para ministrar pessoas nesta situação. Não perca a oportunidade de abençoar aqueles que mais precisam.

        
“A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo”. (Tiago 1:27 NVI).



Citações extraídas do livro: “Razão para a esperança”; BARRY, Michael; Ed. Hagnos

SOLI DEO GLORIA!
Fabio Campos