sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O ZELO EXIGIDO POR DEUS PELA DEFESA DA FÉ


Por Fabio Campos

Texto base: Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão”.
                                       
          A coisa que mais chateia um cristão, pelo menos deveria ser assim, é a afronta e o ensino distorcido do ensino bíblico! Isto não é à-toa! Pois o Espírito que convence o homem do pecado traz esta indignação em nossa alma! É como fosse um “grito” do próprio Deus!

         Hoje muitos não têm essa percepção! Tudo é o amor! Em hebreus diz que Deus corrige a quem ama, e açoita somente os filhos! O Senhor levanta seus profetas! Aqueles que têm chamado para a área da apologética tem a função de preservar a igreja no fundamento dos apóstolos e profetas, o qual Cristo é a pedra principal.

         O texto de atos 15 trata de fariseus que se converteram a fé cristã, mas continuavam na prática mosaica para “ganharem” a salvação em seus próprios méritos. Paulo e Barnabé sabendo do ensino, impelidos pelo o Espírito, discutiram feio com estes irmãos. “O pau quebrou!”

         Não sejamos remissos neste assunto! Tem muita gente que não sabe fazer apologética, isto é verdade! Estes querem a glória para si, e só trazem prejuízos para o Reino.  Mas existem homens sérios, de relacionamento com Deus, que têm este chamado! Quem se levanta contra estes irmãos, se levanta contra o próprio Deus, e isto não é “jargão” de pastor “neopentecostal” (não estou generalizando), pois esses têm a palavra de Deus em suas mãos. Eles não defendem o que acham, mas pelejam pela verdade revelada nas Escrituras! E se Deus é por eles, quem será contra eles? O homem que defende o ensino bíblico, sempre terá o respaldo de Deus contra qualquer ensino humano que não se enquadra nas Escrituras!

       Toda visão que sai do contexto bíblico, traz julgo e é uma afronta contra Deus (V. 10). Por isso que as seitas são pesadas em suas doutrinas! Tem um rigor ascético, mas com uma falsa humildade! Tudo que sair do ensino bíblico é digno de ser julgado! Tem coisas que podem ser iluminadas pelo o Espírito Santo, e aí sim com o respaldo escriturístico, terá êxito. Agora, impor sua visão como doutrina bíblica, está errado, e deve ser severamente rejeitado por aqueles que amam a Deus e a sua Palavra. Deus louva os que dão a vida em defesa da fé:

“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança e por amor do meu nome sofreste, e não desfaleceste”. (Ap. 2: 2-3)

         Desvios doutrinários nascem do coração corrompido do homem, e por mais piedosos que parecem, com sucessos dentro do pragmatismo contemporâneo, no fim, trazem apenas perturbações a igreja de Cristo (V. 24). O verdadeiro amor consiste em preservar a doutrina bíblica e a vida devota dos irmãos (V. 26-27).

        Amados, não vamos cair no engodo de satanás relativizando a Palavra de Deus. Ninguém toma um copo d’agua sabendo quem nele contem um pingo de veneno! Usos e costumes se dão devido à filosofia e visão de cada igreja dentro de uma cultura geográfica! Entretanto, a doutrina bíblica é una! Existem vários jeitos de levar a Palavra, mas a Palavra é uma!

          O Evangelho bem pregado, puro, simples, traz consequências maravilhosas! Os irmãos que primeiro foram tentados a seguir ensinos nocivos dentro do contexto cristão, no texto de nossa reflexão, ao ouvirem o ensino correto dos apóstolos, foram consolados (v. 31), fortalecidos (32), e voltaram em paz para seu destino (V. 33). Por quê? Porque o Evangelho é precioso de mais para ser falsificado! O verdadeiro nos traz confronto, quebrantamento, arrependimento, salvação, justificação, santificação, consolação, fortalecimento, e a paz que excede todo o entendimento! O falso traz apenas julgo, e dos pesados, pois o leve e suave pertence a Cristo.

         Esta causa também está em suas mãos! Mesmo que você não tenha o chamado especifico para a apologética, encoraje os irmãos que foram chamados para este propósito. Estes foram demandados por Deus para preservar o original e denunciar o falso!

Reflita nisso!

“O cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade divina ser atacada e continuasse em silêncio, sem nada dizer!”. (João Calvino)

Deus abençoe!

Fabio Campos

SOLI DEO GLORIA!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Respostas ao questionamento do tema: "A falsa ideia do livre-arbítrio sem o Espírito"



O irmão que me fez este questionamento é uma pessoa muito equilibrada em suas opiniões! Ele “discorda” de alguns pontos por mim tratados no post “A falsa ideia do livre-arbítrio sem Espírito”; Entretanto, seu questionamento foi pertinente, e me fez aprofundar mais a cerca do assunto! Agradeço pela oportunidade que este irmão querido me deu de explicar minhas posições com mais clareza.

Abaixo as perguntas e respostas!

Caro irmão Fábio Campos. Sei que o irmão é um profundo conhecedor da Palavra de Deus, e por esse motivo, é capaz de manter um questionamento em amor e Espírito. Achei seu expositivo sobre o "livre arbítrio" muito interessante.
Gostaria que o irmão caso se dispusesse, explicasse com suas próprias considerações as perguntas a seguir:

1) Pelo relato Bíblico de Gênesis 3:22, vemos Deus dizendo: "Eis que o homem É COMO UM DE NÓS, CONHECENDO O BEM E O MAL". Pergunta: Deus dizer que o homem "é como um de nós", não tem isto muito significado para o irmão? 

R: Esse texto trata da misericórdia que Deus teve para com o casal! Eles não poderiam suportar o peso da culpa e conviver com uma natureza a partir daí, em um lugar santo, na presença de um Deus Santo, que poderia acabar com a raça humana, mas os salvou, mediante uma justiça apresentada!
A proposta de satanás no “conhecer o bem e o mal” era no sentido “ontológico” e não do “conhecimento”. Deus conhece o bem e o mau, mas Ele ontologicamente não é mau. Conhecedores neste sentido não é ontológico. A diferença entre Deus e o homem não é moral, mas ontológica. E nisto reflete a escolha do homem pelo que é mal sem a interferência Divina na pessoa do Espírito Santo.

2) Vemos que passado o dilúvio, Deus ABENÇOOU a Noé e seus filhos e lhes mandou povoar a terra como visto em Gênesis 9:1. Pergunta: Tendo Deus feito acontecer o dilúvio em que toda a humanidade pecadora pereceu e, passado o dilúvio, o fato de Deus por sua Soberana Vontade ter ABENÇOADO os que escolhera salvar da morte, não implicou em um "recomeço sem pecado"?

R: Vemos que Deus escolheu Noé e mais sete pessoas para serem salvas; isto se deu para a preservação da linhagem por vir. Isto não por ele (Noé), mas pela escolha do próprio Deus conforme sua soberania (2 Pe. 2:5). Deus generalizou a humanidade denotando-a má (Gn. 8:21), e por Ele, não pela humanidade, continuou trabalhando na criação já que o cordeiro já tinha sido morto (Ap. 13:8). Este sacrífico antes da criação que perpetuou o viver humano, e sempre, com base nele, na esperança messiânica, mediante a fé, o homem é justificado perante Deus. No antigo testamento o Espírito foi dado por medida, por isso poucos se “destacaram” com sua fé inabalável e retidão diante de Deus.
Não vemos duas quedas, apenas uma, e nisto a profecia de Gn 3:15 cumpriu-se em Cristo, justificando a Noé!

3) Podemos ver que existe um livro (o livro da vida), é que nomes podem ser RISCADOS dele pela Soberana Vontade de Deus, como visto em Êxodo 32:32-33. Pergunta: Quem tem o nome naquele livro pode vir a praticar pecado tão grave assim que o leve a morte (I João 5:16)?

R: Esse texto trata da “exclusão” da comunhão com Deus. Perceba que Moisés quer nacionalizar o pecado, mas Deus trata-o individualmente (V. 33).
Em Hebreus 6 diz que aqueles que provaram o dom celestial e caíram, a estes apostatas, não poderão ser salvos (nunca foram conforme explicação posterior de numero 10), e estes pecados, nem devemos orar conforme o texto apresentado por ti, ate mesmo por causa da consciência dos outros. Nos versos 7 e 8 o autor mata a “charada”: Pelos frutos seremos conhecidos, e o salvo vive como salvo, o perdido de dura cerviz, pode apresentar aparente piedade, mas nunca será um piedoso. O salvo persevera, e uma vez listado no livro da vida, jamais terá seu nome apagado (Ap. 3:5), pois Deus não perderá nenhum dos seus! O pecado para a morte serve de alerta para a igreja diferenciar um irmão que se esfriou do “irmão” que se diz irmão, mas nunca foi, e tendo como fruto a apostasia.

4) Em I Samuel 2:30, vemos que o homem de nome Eli era um SACERDOTE ESCOLHIDO por Deus para PERPETUALMENTE lhe servir no templo. No entanto, pelo seu muito pecar, foi por isso Justiçado por Deus. Pergunta: Teve este sacerdote seu nome riscado do livro de Deus?

R: Quem muito pecou foi os filhos e não Eli. A queixa do Senhor Deus para com Eli foi o de honrar mais os filhos do que o Senhor (V. 29). Como Eli já estava velho, e seus filhos nunca andaram nos caminhos do Senhor, Deus acabou com a linhagem de Eli, assim como acabou com o reino de Israel. Por amor a Ele mesmo, sem a fidelidade do outro lado, por amor a Davi, preservou o remanescente, a tribo de Judá (devido a esperança messiânica).
Eli nunca foi riscado, mas os filhos nunca foram escritos, pois a alma que pecar, esta morrerá!

5) Em Ezequiel 18:20 a 23, é revelado que o ímpio NÃO MORRERÁ se vier a se converter de todos os seus pecados e guardar todos os estatutos de Deus e proceder com justiça. De forma semelhante, é revelado em Ezequiel 18:24 que se o JUSTO/SALVO se desviar do seu caminho, passando a cometer iniquidade e a praticar abominações, de TODAS AS JUSTIÇAS QUE SE TIVER FEITO NÃO SE FARÁ MEMÓRIA: na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, NELES MORRERÁ. Pergunta: Tem outro nome que não "Livre Arbítrio" estas atitudes tomadas pelo ímpio e pelo justo?

R: Esse capítulo de Ezequiel trata e uma “acusação” do povo de Israel contra Deus, o chamando de injusto em seus decretos! Falavam que levavam a culpa dos pais. E Deus os exortou dizendo que cada um é responsável por seu próprio pecado. A soberania divina nunca poderá ser separada da responsabilidade humana. Porém, como o próprio nome do post diz: “A falsa ideia do “livre-arbítrio” sem o Espírito”, no mesmo texto (Ez. 18) essa verdade é ratificada: “Livrem-se de todos os males que vocês cometeram, e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que deveriam morrer, ó nação de Israel?” (Ezequiel 18:31) Só Deus pode dar um espírito novo e um coração novo por meio do Espírito Santo. O fato de Deus exigir o que é certo mediante a Lei, não significa que o homem tem o livre-arbítrio de cumpri-la por si só. Se fosse dessa forma, a segunda aliança não teria entrado em vigor, sendo que Deus em Cristo condenou o pecado na carne, pois o que era impossível à carne devido a sua enfermidade (escravidão do pecado), Deus o fez enviado seu Filho em semelhança pecaminosa. O homem natural, sem a regeneração, jamais aceitará o que é espiritual, sendo que nunca terá prazer na santificação.

6) Vemos em Mateus 7:13 Jesus fazendo admoestações para que se busque a porta estreita. Pergunta Por que Jesus precisaria estimular que entrem pela porta estreita se os salvos não iriam de forma alguma deixar de entrar por ela?  

R: O ser humana sendo “tricótomo”, precisa de um veiculo de comunicação física para o entendimento na alma! Sua pergunta poderia ser colocada (outra situação): “Se foi eleito, por que pregar”? Sabemos que as Escrituras fomentam a ministração da palavra a qualquer hora, e não somente aos “perdidos”, mas aos convertidos! Sempre temos que ler a mesma palavra, e ela nos adverte no que o Senhor se agrada! Se não escutarmos, como saberemos o que fazer: “Finalmente, meus irmãos, alegrem-se no Senhor”! “Escrever-lhes de novo as mesmas coisas não é cansativo para mim e é uma segurança para vocês”. (Filipenses 3:1). O salvo medita na palavra de dia e de noite, e a prática conforme lhe é ensinado por Jesus. Quantas vezes alguns dos homens de Deus, na Bíblia, quando no erro, confrontada na Palavra, retornaram ao caminho que Deus o requer? O salvo pode até se desviar por um momento, mas Deus o traz de volta confrontando-o no seu espírito no que é certo!

7) No ensino de Jesus em Mateus 7:3-5, o Mestre chama o homem de hipócrita, e diz ser necessário que primeiro o homem tire a trave do próprio olho para depois cuidar do argueiro no olho do irmão. Pergunta: Aquele homem hipócrita já pode também fazer o que é certo?

R: Ali não há um personagem direto a quem Jesus se referiu! Todos estavam ouvindo, inclusive os discípulos. Mas conforme disse na resposta anterior, Jesus está ensinando aos seus seguidores a maneira de se portar no convívio como cidadãos do céus. Deus falou pelos profetas, agora, nos últimos tempos, fala pelo o Filho.

8) Na sentença proferida por Jesus a Israel em Mateus 21:43, é Deus por meio de seu Filho Jesus Cristo, afirmando que RETIRA de Israel o reino dos céus e dar para uma outra nação. Pergunta: Isto ocorreu a Israel pelo seu muito pecar contra Deus ou Israel verdadeiramente não era o povo exclusivo de Deus? Se eram o povo santo, separado e escolhido, como puderam pecar tanto ao ponto de LHES SER RETIRADO O REINO DE DEUS conforme Mateus 21:43?

R: Jesus tratava de homens de “dura cerviz”. A promessa de Deus para com Israel não falhou, pois Jesus falando a estes que o Reino lhes seria retirada, disse individualmente, e não como uma nação. Paulo nos diz que nem todo “Israelita” é verdadeiramente o Israel de Deus. Mas são os Israelitas por meio da promessa que são os eleitos de Deus. Somente em Isaque Deus considera seu povo! Muitos dos que Jesus confrontou, não eram filhos da promessa, e mesmo sendo “judeus” eram filhos do diabo. Deus preservou os remanescentes, e não os remanescentes se preservaram! Por quê? Não sei! E isto se enquadra na vontade secreta de Deus, que quando revelada, saberemos os motivos do endurecimento destes! Sei que Deus é justo, e não há sombra de maldade nenhuma no seu caráter!

9) Em João 8:31-32 é revelado que os filhos de Israel que creram em Jesus (os judeus), tinham que permanecer nas palavras de Jesus para serem verdadeiros discípulos do Mestre. Desta forma, conheceriam a verdade (Cristo Jesus), e a verdade os libertaria. Pergunta: O que ocorreria se não permanecessem nas palavras de Jesus?

R: De fato eles nunca pertenceram a Jesus! Aquele que pertence a Cristo, o ama, e permanece na sua Palavra: “Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. Estas palavras que vocês estão ouvindo não são minhas; são de meu Pai que me enviou”. ( João 14:24).

10) Em II Pedro 2:20 a 22, é revelado que homens DEPOIS DE ESCAPAREM das corrupções do mundo, e de conhecerem o caminho da justiça pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, SE DESVIARAM DO SANTO MANDAMENTO QUE LHES FORA DADO. Para eles assim é dito: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a PORCA LAVADA ao espojadouro de lama. Observemos ser revelado que "escaparam das corrupções do mundo" e ainda conheceram o caminho da justiça por Cristo Jesus. Todavia, optaram por se desviar do Santo Mandamento que lhes fora dado. Aqui não cabe a falsa ideia de logo dizer: Não eram crentes "genuínos". Afirmar isso é o mesmo que dizer que Satanás (Lúcifer), não era um anjo genuíno pelo que é revelado em Ezequiel 28:11 a 15. Pergunta: No caso dos homens que se desviaram (isto é: Passaram a praticar iniquidades), qual a explicação para esse proceder depois de terem andado nos retos caminhos?

R: Vejamos o texto de 2 Pe. que trata dos falsos profetas e futuro “falsos mestres” (v. 1-3); nisto consiste todo o resto da narrativa! Dos versos 4 à 8 ele trata dos anjos que não conservaram seu estado, e anjo não precisa de salvação, se não haveria pregações para anjos! Trata também de Ló tipificando o justo na cidade aonde só havia ímpio! Nos versos 9 à 10 “Deus preserva” o homem da provação e mantem o castigo aos ímpios, entregando-os as suas próprias paixões (v. 10). Repare no verso 14 que diz: “Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar” (quem não para de pecar nunca foi salvo!).
Os versos 20 a 22 trata de homens que tiveram o “conhecimento”, mas não a “regeneração’. Esses falsos mestres (v.1), que nunca pararam de pecar (V. 14), pelo conhecimento de Cristo mudaram seu estilo apenas no “exterior”. Mas pela dureza de seus corações, e tendo ciência do Santo Mandamento (e nisto Deus se faz justo mostrando a verdade a TODOS), assim como a porca que mesmo depois de um belo banho, por causa da sua natureza que não pode ser mudada, voltou a lama. Assim são esses que voltam a fazer o que lhe é de costume conforme sua natureza. Se o vinho novo (evangelho) for colocado em odres velho (natureza carnal) ambos se perderão; mesmo tendo aparência de piedade, os mesmos nunca foram de fato piedosos pela santificação que é posterior a regeneração.  Esse texto é de incentivo aos verdadeiros crentes a lutarem contra a apostasia! Assim como devemos orar e meditar nas Escrituras para fortalecimento do espírito, para fortalecidos, não cedermos aos manjares de satanás. O verdadeiro crente vive pela sua fé, ou podemos dizer assim: O justo viverá pela sua “fidelidade”. E a Bíblia nos ensina com exortações e exemplos bons e maus a forma deste viver.

Que o Espírito Santo te seja por guia.    

Grande abraço para você meu irmão.
Fabio Campos

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

7 DIFERENÇAS ENTRE LÍDERES DOMINADORES E LÍDERES NO SENHOR


1)    Líderes dominadores: Agem como se fossem a fonte de orientação para a vida das pessoas, querem ter a primeira e a última palavra.

Líderes no Senhor: Creem que Deus é a fonte de orientação, e desejam ajudar seus liderados e irmãos da igreja aprenderem a ouvir sua voz (Deus).

2)    Líderes dominadores: Enfatizam os direitos dos líderes.

Líderes no Senhor: Enfatizam as responsabilidades dos líderes.

3)    Líderes dominadores: Insistem que, como líderes, devem ser tratados de forma especial com privilégios especiais.

Líderes no Senhor: Servem, buscam formas de elevar e encorajar outras pessoas a crescer em seu caráter e ministério.

4)    Líderes dominadores: Procuram controlar as ações das pessoas, criam ambientes e estruturas lidercêntricas, que criam dependência neles.

Líderes no Senhor: Encorajam as pessoas a depende de Deus e amadurecer para poder abraçar a interdependência. Optam pela descentralização, que encoraja a participação ativa de todos.

5)    Líderes dominadores: Enfatizam a importância de os líderes ministrarem a outros.

Líderes no Senhor: Enfatizam a importância de equipar os santos para a obra ministerial.

6)    Líderes dominadores: Usam regras e leis, a fim de controlar as pessoas e força-las a se conformarem com o molde.

Líderes no Senhor: Proveem um clima de confiança e graça, a fim de estimular o crescimento espiritual.

7)    Líderes dominadores: Tratam do pecado no nível das ações externas e da conformidade grupal. Tendem a responder com punição.

Líderes no Senhor: Tratam do pecado no nível da atitude do coração, segundo o quebrantamento diante de Deus. Procuram a restauração e a reconciliação.


Trecho extraído do livro: “O Líder que Brilha”; KORNFIELD, David; Ed. Vida; P. 111-112



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A FALSA IDÉIA DO “LIVRE-ARBÍTRIO” SEM O ESPÍRITO


Por Fabio Campos

Texto base: “Tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?” (Rm 6:16b NVI)

          Aprendemos que temos o poder de escolha de nossas ações! Mas como podemos assumir as consequências dessas escolhas? Precisamos fazer escolhas, boas ou más, e isto não se restringe apenas a uma área, mas em todas. Se o homem tem obrigações a assumir, por que suas decisões são más (não do ponto de vista humano caído, mas aos olhos de Deus que é perfeito)? Se ele quer, mas não consegue já se foi seu “livre-arbítrio”!

           Por que o homem não tem “livre-arbítrio”? Porque por si não consegue cumprir com tudo aquilo que ele mesmo aprova, ou seja, se tem algo que deseja ser, mas não consegue, podemos dizer que ele não consegue usar de seu “livre-arbítrio”. Há uma força maior que enfraquece seu poder de decisão!

          O homem já teve o “livre-arbítrio”, o poder de escolha já lhe pertenceu (Gn. 2. 16-17)! No Éden Deus deu a Adão e Eva o poder de escolha, e eles escolheram o caminho do mal. A Bíblia nos diz que a humanidade está em Adão, e por ele (Adão) entrou a morte e o pecado! Jesus disse que quem peca é escravo do pecado, e não tem como você servir a dois senhores! Vários são os textos no antigo testamento que Deus propõe dois caminhos (Dt. 30:19 / Js. 24:15 / Is. 7:15), mas vemos a incapacidade do homem em escolher o caminho bom! A Lei nos mostra a vontade de Deus, e o que temos que escolher! Mas como não temos suficiência em nós mesmos para a escolha do que reto perante aos olhos do Senhor devido ao pecado que habita em nós, aquele que vive pela sua escolha, mediante sua justiça, este será condenado porque não guardará todos os preceitos da Lei (Gl. 3:10).

          O mundo quer liberdade! Nós dizemos que somos livres! Então por que, você não querendo fazer algo, sabendo que aquilo vai te prejudicar, por inúmeras vezes, não consegue? Paulo em Romanos reconheceu que nós não temos o “livre-arbítrio”, ou somos escravos da justiça ou escravos do pecado, conforme nosso texto base para reflexão.
          O homem natural jamais aceitará as coisas do Espírito porque lhes parecem loucuras; aquele que é nascido da carne é carne (Adão), e aquele que é nascido do Espírito é espírito (Jesus). Quando você decidiu por Deus, não foi por sua vontade, mas o Espírito em um processo de “regeneração” (1 Co. 2:10) , colocou esta vontade em você, pois Deus é espírito, e, antecedendo a fé, seus olhos espirituais foram abertos; daí sua decisão foi Cristo respondendo o chamado eficaz de Deus. Deus sabia da incapacidade do homem de viver de acordo com suas próprias decisões, a de escolher o que é certo ou errado de acordo com a Lei (Jr: 7:21-26; 11: 1-13). Ele prometeu uma nova aliança a qual nos “capacitaria” a escolher o que é certo, e andar conforme sua vontade (Jr. 31:33). A promessa feita a Abraão cumpriu-se em Cristo, a qual é a morada do Espírito Santo no crente em Jesus (Gl 3:14).

          Quantas vezes, antes da sua conversão, você rejeitou a mesma mensagem que um dia você “aceitou”? Antes, este chamado fora recebido de uma forma carnal! Mas quando Cristo, o elegeu Nele (Jo. 15:16), o Espírito que convence o homem do juízo, da justiça e do pecado, te mostrou a necessidade de um Salvador. Neste momento houve o arrependimento! Você pela graça foi justificado diante de Deus, e selado com o penhor da promessa. Sem o Espírito Santo jamais tomaríamos conhecimento desta salvação (Ez. 36:26-27).

          Quando os homens rejeitam a Deus, e são duros de coração, o Senhor os rejeita, entregando-os a suas próprias paixões, e estes, passam a fazer coisas absurdas (Rm 1:26-32). Eles sim “tiveram” o “livre-arbítrio”, ou seja, o que é de si mesmo (Gl: 5.19-21), o pecado! Nossa natureza é depravada, e mesmo sabendo o que é certo e errado, pela carne, escolhemos o errado, mesmo tendo o desejo de escolher o que é certo! Lutero disse: “A vontade humana é tão maligna que perdeu a sua liberdade, sendo forçada a servir ao pecado, não podendo retomar a um estado melhor”.

          Quando Lutero foi interrogado acerca do “endurecimento” dos corações dos ímpios, e se Deus era responsável por tal decisão, ele respondeu sabiamente a seus opositores.

“Os ímpios não se interessam por agradar a Deus. Interessam-se apenas em agradar a si mesmos. Eles odeiam e lutam contra qualquer coisa que os impeçam de desfrutar de seus desejos egoístas. Isso se verifica, especialmente, quando os ímpios são confrontados com o evangelho. No evangelho, Deus põe uma barreira aos desejos corrompidos dos homens, bem como ao egocentrismo deles, de tal modo que se tornam amargos e contrários a Deus e à sua Palavra. Deus não cria uma nova maldade no coração dos homens. Antes, Ele se utiliza do mal que já se encontra no coração deles, visando seus próprios bons e sábios desígnios”.

          Paulo no dilema de Romanos 7, querendo fazer o que é certo, mas não conseguindo, reconheceu que era “miserável”, e rejeitando a idéia do “livre-arbítrio”, colocou sua esperança em Deus por meio do Senhor Jesus. Lutero disse que “o poder da carne é tão forte, que mesmo em verdadeiros crentes, ela denuncia que o “livre-arbítrio” é falso”. O novo testamento falou muito sobre a vontade de Deus sendo uma realidade para a vida dos cristãos conforme suas escolhas (Mt. 6:10 / At. 13:22; 21:14 / Rm: 12:2). Há uma redenção de nosso corpo corruptível por vir (Rm. 8:23), não escolhemos tudo o que deveríamos escolher devido a habitação do pecado em nós (1 Jo 1:8); mas mediante o sacrifício vicária de Cristo, Deus-Pai nos justifica, e nos transforma a cada dia a imagem e semelhança do Filho Jesus.

          Jesus disse que ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então saqueará a casa (Mc. 3:27). É por isso que foi manifesto o Filho de Deus, para desfazer as obras do Diabo (1 Jo. 3:8). E se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres (Jo. 8:36).

          Que Deus nos livre do “livre-arbítrio”, pois sei que em mim mesmo nada tenho de bom, apenas os frutos da carne. Mas por meio da natureza divina, Deus em mim, produz os frutos do Espírito. Por isso o gabarito de alguém que pertence a Deus não são os dons, e sim os frutos. Os dons do Espírito podem ser falsificados por satanás (Mt. 24:24), mas os frutos, estes só os nascidos de Deus podem produzí-los. “Pelos frutos os conhecereis”!

          Não somos livres! Ou você é escravo de Deus, ou do pecado! Como é confortante saber que Deus não nos deixa “a deus dará”. Somos sustentados por Ele! Que Ele nos ajude na luta contra o pecado. Não mais focado em nossa própria força, o da “escolha”, mas sendo cheios do Espírito, para que a vontade Divina prevaleça em nossos membros.

          Quero o que Lutero desejou e fundamentou por meio das Escrituras: “Se a minha salvação fosse deixada ao meu encargo, eu não conseguiria enfrentar vitoriosamente todos os perigos, dificuldades e demônios contra os quais teria que lutar. Porém, mesmo que não houvesse inimigos a combater, eu jamais poderia ter a certeza do sucesso”. (Ef: 2. 8-9)
Deus abençõe!

Fabio Campos
Soli Deo Gloria!

Citações de Lutero extraída do livro: Nascido Escravo; Lutero, M; editora Fiel; (Versão condensada do clássico: “A Escravidão da vontade” de Martinho Lutero publicado em 1525)

domingo, 12 de agosto de 2012

6 MARCAS DE UM PASTOR ATEMORIZADO DIANTE DE DEUS


Paul Tripp

Quais os sinais que se produzem no coração de um pastor atemorizado diante de Deus, que são vitais para um ministério eficaz, produtivo e que honra a Deus?
 1°. Humildade

          Não há nada que se compare ao estar indefeso diante da maravilhosa glória de Deus, para colocar-lhe em seu devido lugar, para corrigir a maneira com que você se vê pessoalmente, para arrancar-lhe da sua arrogância funcional, e para tirar-lhe o vento das velas da sua justiça própria. Diante de Sua glória, eu me sinto despido, sem qualquer glória que ainda possa restar-me a fim de que eu possa exibir-me diante de outros. Enquanto eu me compare com outros, poderei sempre encontrar outra pessoa cuja existência parece fazer-me, por comparação, mais justo. Mas se eu comparar meus panos imundos ao puro linho, eternamente sem manchas, da justiça de Deus, eu correria a esconder-me com um coração dilacerado e envergonhado.

 E isto foi o que aconteceu com Isaías no capítulo seis. Ele está diante do majestoso trono da glória de Deus e diz:

           "Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos." (Isaías 6.5). Isaías não está falando aqui em termos de uma formal hipérbole religiosa. Ele não está buscando tornar-se agradável diante de Deus por mostrar-se "ó, tão humilde". Não; Isaías aprendeu que só à luz da colossal glória e santidade de Deus, é que você poderá ter uma visão exata e correta de si mesmo e entender a profunda necessidade de ser resgatado com o resgate que só a graça gloriosa de Deus poderá prover-lhe.

           Com o correr do tempo durante sua vida ministerial, muitos pastores chegam a se esquecerem de quem são eles. Têm uma visão inchada, destorcida, grandiosa de si mesmos, que os mantêm altamente inacessíveis, e que lhes permitem justificar seus pensamentos, seus desejos, as coisas que dizem, e a fazerem aquilo que, biblicamente, não é justificável fazer. Eu já "estive lá" e, de quando em quando, caio outra vez no mesmo erro. Em ocasiões como essas, eu tenho que ser resgatado de mim mesmo. Quando você está sobremodo maravilhado de si mesmo, você se posiciona para ser hipócrita, controlador, super confiante, e um autocrata eclesiástico extremamente crítico. Você, inadvertidamente, constrói um reino em cujo trono você mesmo se assenta, não importa o quanto afirme que tudo o que você faz, o faz para a glória de Deus.

 2°. Sensibilidade

          A humildade, que só este sentir atemorizante de Deus pode produzir no meu coração, cria em mim, sensibilidade pastoral para com as pessoas que carecem da mesma graça. Ninguém pode compartilhar graça melhor do que aquele que está profundamente convencido de que ele mesmo necessita esta graça, e a recebe de Cristo. Esta sensibilidade me faz afável, gentil, paciente, compreensivo e esperançoso diante do pecado alheio, sem nunca comprometer o chamamento santo de Deus. Protege-me de estimativas como "... não acredito que você pudesse fazer uma coisa dessas!," o que, diga-se, me faz essencialmente diferente de todos os demais. É difícil apresentar o Evangelho a alguém, quando você está contemplando esse alguém, com superioridade. Confrontar os pecados dos outros com uma sensibilidade inspirada em meu assombro diante Deus, me livra de ser um agente de condenação, ou de esperar que a lei cumpra aquilo que somente a graça pode cumprir, e me motiva a ser um instrumento dessa graça.

 3°. Paixão

          Não importa o que está funcionando, ou o que não está funcionando bem em meu ministério, não importa quais as dificuldades que eu esteja vivendo, ou tampouco importa as lutas pelas quais eu esteja passando, a influente glória de Deus me anima a levantar-me pela manhã e fazer aquilo para o qual fui dotado e chamado para fazer, e fazê-lo com entusiasmo, coragem e confiança. Minha alegria não se deixa maniatar pelas circunstâncias ou pelos relacionamentos, e meu coração não é tomado por qualquer direção em que ditas circunstâncias e relacionamentos o queiram levar. Tenho toda razão para alegrar-me porque sou um filho escolhido, e um servo recrutado pelo Rei dos reis, e Senhor dos senhores, o grande Criador, o Salvador, e meu Chefe. Ele está sempre perto e é sempre fiel. Minha paixão pelo ministério não depende de como eu esteja sendo recebido. Minha paixão flui da realidade de que eu fui recebido por Ele. Não me entusiasmo porque as pessoas possam gostar de mim, mas porque Ele me tem aceitado e me tem enviado. Não estou apaixonado por meu ministério, por ser, o ministério, algo glorioso, mas sim porque Deus é eternamente e imutavelmente glorioso. Assim eu prego, ensino, aconselho, lidero e sirvo com uma paixão evangélica que inspire e acenda o mesmo sentir naqueles ao meu redor.

4. Confiança

          Confiança - aquele sentimento de bem-estar e de capacitação, me vem de conhecer Aquele a quem sirvo. Ele é minha confiança e minha habilidade. Ele nunca irá chamar-me para uma tarefa para a qual não me tenha capacitado. Ele tem mais zelo pela saúde de sua igreja do que eu jamais poderia ter. Ninguém tem maior interesse no uso dos meus dons do que Aquele que me outorgou ditos dons. Ele está sempre presente e sempre de boa vontade. Ele é todo-poderoso e todo onisciente. Ele é ilimitado em amor e glorioso em sua graça. Ele não muda; para sempre é fiel. Sua Palavra nunca cessará de ser a verdade. Seu poder para salvar nunca será exaurido. Seu governo nunca deixará de existir. Nunca será conquistado por algo maior do que Ele mesmo. Assim, eu posso fazer com confiança tudo o que Ele me chamou para fazer, não em virtude de quem eu seja, mas porque Ele é o meu Pai, e é glorioso em todos os aspectos, em todos os sentidos.

 5°. Disciplina

          O ministério pastoral, nem sempre é glorioso. Muitas vezes as suas expectações ingénuas, são apenas isso – ingenuidade.

          E algumas vezes se levará mais do que um ministério de sucesso e a apreciação do povo para arrancar-lhe da cama e cumprir o seu chamado. Outras vezes você não verá muitos frutos como o resultado de seus esforços e tampouco terá muitas esperanças de uma colheita breve e abundante. Algumas vezes você se verá traído e se sentirá sozinho. Então, a sua disciplina precisa estar arraigada em alguma coisa mais profunda do que sua avaliação horizontal de como as coisas pareçam estar caminhando. Eu estou cada vez mais convencido, em minha própria vida, de que uma auto-disciplina robusta e firme, do tipo essencial para um ministério pastoral, está solidificada na adoração. A gloriosa existência de Deus, Seu caráter, Seu plano, Sua presença, Suas promessas e Sua graça, me fornecem a motivação para trabalhar com ardor e nunca desistir, sem importar-me se estamos vivendo sob um tempo de amenidade, ou se estamos sob uma época tempestuosa.

 6°. Repouso

          Finalmente, enquanto contemplo minha própria fraqueza e os distúrbios da igreja local, o que poderá trazer verdadeiro repouso ao meu coração? A Glória! Esta lhe dará repouso. É o conhecimento de que nada é tão difícil para o Deus a quem você serve. É a segurança de que todas as coisas são possíveis para Ele. É saber, como Abraão, que Aquele que fez todas aquelas promessas, é fiel para cumpri-las. Ainda que pareça haver múltiplas razões no nível horizontal para fazer-nos ansiosos, eu não permitirei que meu coração seja raptado por preocupação ou medo, porque o Deus de inestimável glória, que me tem enviado, Ele mesmo prometeu: "Eu serei contigo." Eu não tenho que fazer joguinhos mentais comigo mesmo. Eu não tenho que negar, nem minimizar a realidade a fim de que me sinta bem, porque Ele já tem invadido minha existência com Sua glória, e eu posso descansar até mesmo, e de certa forma, no conceito truncado do "já" e do "não ainda" cumprido e realizado.

 Recuperando nossa perplexidade diante de Deus

          Em conclusão, eu não tenho uma fórmula de estratégias para lhe oferecer. Mas lhe aconselho a correr agora, e correr rapidamente ao seu Pai de aterrorizante glória. Confesse a ofensa do seu tédio ministerial. Ore e peça por olhos abertos aos 360 graus, 24 horas por dia, 7 dias por semana, para que você veja a exibição da glória à qual você tem estado cego. Determine-se dedicar uma porção de cada dia para meditar na glória de Deus. Clame, busque com vigor a ajuda de outros e lembre-se de estar agradecido por Jesus quem lhe oferece Sua graça, mesmo ainda naqueles momentos quando essa graça não é, nem no mínimo, gloriosamente valiosa para você como deveria ser.


Paul Tripp é o presidente de Paul Tripp Ministries, organização sem fins lucrativos cujo slogan de missão é "Conectando o poder transformador de Jesus Cristo à vida diária". É também professor de vida e cuidado pastoral no Redeemer Seminary, em Dallas (Texas), e diretor executivo do Center for Pastoral life and Care, em Fort Worth (Texas). É casado há muitos anos com Luella, e têm quatro filhos adultos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O ARGUMENTO TOLO DOS PREGUIÇOSOS: “A LETRA MATA, MAS O ESPÍRITO VIVIFICA”


Por Fabio Campos

Texto base: “Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica”. (2 Co 3:6 NVI).

          Alguns meses atrás, participando de um culto, o pregador até bem intencionado soltou esta perola: “A letra mata, mas o espírito vivifica”. No contexto da ministração ele dizia a cerca dos “teólogos” que só criticam, e por serem homens de muito estudo, a soberba tinha ganho espaço em seus corações; e como “a letra mata e o espirito vivifica”, teríamos que tomar cuidado com os tais teólogos.

          Confesso que aquela ministração “acabou” com meu domingo! Por ser um ministro de “posição” relevante no ministério e pelo tempo de caminhada cristã, “juguei” inadmissível o falar deste pregador. Este versículo é mal usado pelos preguiçosos que não querem estudar a Bíblia em profundidade. Quero ver se estes, em suas faculdades, não se aprofundam no conteúdo programático da matéria a ser lecionada! É triste! Isso só tem uma explicação: falta de temor a Deus, e desprezo por sua Santíssima Palavra.

           A passagem de II coríntios diz respeito a “prática da Lei” para justificação diante de Deus, ou seja, para quem vive com base em seus próprios méritos. O que tenta ser justificado pela Lei, por causa de sua incapacidade devido a sua natureza carnal, será condenado por não ter satisfeito a justiça de Deus.

          O apóstolo Paulo nos diz que mediante a justiça de Deus, no sacrifício vicário do Senhor Jesus, aquilo que fora impossível a Lei, Deus o fez enviando seu Filho em semelhança de carne pecaminosa, condenando o pecado na carne, para que a justiça sendo satisfeita, e no derramamento do Espírito, o “principio ativo” de nosso coração que antes era o desejo de pecar, mudasse para o desejo de se santificar. Agora com a Lei escrita em nossos corações, este “princípio ativo” deseja a santificação.

          Deus sendo perfeito, logo sua Lei é perfeita e Santa! Já o homem caído, depravado, nunca poderá chegar a este nível; a sentença mediante a Lei é morte por não ter sido cumprida. A Lei projeta para a Santidade de Deus, e o evangelho nos faz “cumprir” a vontade divina. Por isso que Cristo sendo a justiça perfeita de Deus, condenou o pecado em seu próprio corpo para aquele que nele crer não morra (segunda morte), mas tenha a vida eterna. Mediante o Espirito Santo que vivifica o homem morto em suas transgressões, este passa a ser participante da natureza divina, livrando-se da corrupção e das paixões que há no mundo. Sua vontade agora é de agradar a Deus ao invés dos seus desejos pecaminosos!

          Não dá para entender o argumento destes irmãos (digo aos "velhos" de caminhada)! A palavra de Deus é tão simples quando entendemos que nós é que somos complicados! Com a iluminação do Espirito podemos entendê-la em sua essência! Precisamos buscar a Deus para que Ele nos dê mais amor pelas Escrituras e assim não cometer erros gravíssimos como esses!

          O salmista diz ter prazer na Lei do Senhor e medita nela de dia e de noite (Sl 1:2). Um obreiro que não deseja ser envergonhado, precisa e deve manusear bem a Bíblia (2 Tm 2:15). Ele também deve estar preparado para responder com mansidão aqueles que perguntarem a respeito do evangelho (1 Pe. 3:15).

         A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10.17) e a santificação, ou seja, o processo de tirar o mundo dentro do salvo, é por meio da Palavra, que é a Verdade (Jo. 17:17 / Sl 119:9). Infelizmente muitas igrejas não têm o hábito do estudo sistemático das Escrituras. Muitos se deixam levar pelo o engodo de satanás, se abstendo da meditação para se alimentarem de visões, profetadas em cultos de “batalha espiritual” e coisas do gênero. Esquecem que satanás foi derrotado pela Palavra (Mt. 4: 1-11). “Está escrito”. Isso é sujeição a Deus!

          É uma vergonha saber que irmãos pensam assim! Eles nem imaginam quanto sangue foi derramado para que o livro sagrado chegasse a nossas mãos! Esses que criticam os teólogos (digo gente séria) denotam contrariedade quando leem suas Bíblias, pois com cem por cento de certeza o nome de alguns desses estudiosos estão em suas edições.

         Só posso definir este sentimento, o de não ter prazer em meditar na Lei do Senhor, da seguinte forma: “quem está na carne não pode agradar a Deus e nem tem prazer em suas coisas, logo o espírito não habita nesta pessoa (Rm 8:5-9). Do contrário, eles seriam felizes em ler e praticar as Escrituras (Sl 119:1-2). Teriam sede em saber mais dos propósitos de Deus (Sl 119: 27), e a Palavra estaria constantemente em seus lábios em forma louvor” (119: 48).

          Spurgeon certa vez, disse: “Aquele que rejeitar a Palavra de Deus por Ele será rejeitado”. Não sejamos como os sacerdotes do tempo de Oséias que levaram o povo a destruição por rejeitarem os decretos divinos, e tiveram a condenação de serem rejeitados por Deus. Mas sejamos guerreiros que com a espada nas mãos, por meio da ação do Espírito, com amor pelos decretos do Senhor, levemos muitos ao conhecimento da verdade, e esta pura, sem nenhuma adulteração incitada por satanás. Nosso Deus não é “híbrido”! Sua Palavra não pode ser sincretizada, e tudo que vem da mente humana contrário as escrituras, é pagã. Rejeitemos esses ensinos!

Deus abençõe!

Fabio Campos
Soli Deo Gloria!