sábado, 26 de maio de 2012

DEUS SE ARREPENDE?



Por Fabio Campos


Texto base: “Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?” (Nm. 23:19 NVI)

         Muitas pessoas perguntam: Se Deus é imutável, ou seja, Ele não muda, por que há textos na Bíblia mencionando que Ele se arrependeu? Como é caso do acréscimo dos quinze anos à vida de Ezequias (Is. 38: 1-6). A suspensão do prometido julgamento sobre o povo Nínive quando o povo se arrependeu (Jn 3. 4,10), pela oração de Moisés para evitar a destruição do povo de Israel ? (Êx 32. 9-14). É importante salientar que o texto de números afirma uma diferença “ontológica” entre “Deus” e o “homem”! Quando o homem se modifica, Deus muda seus propósitos para com ele conforme os textos citados.

         A Palavra de Deus é clara a respeito da imutabilidade de Deus: “Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados. Porém tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim”. (Sl  102:25-27 ACF). 

         Podemos definir a imutabilidade de Deus da seguinte forma: “Deus é imutável em seus propósitos, em Seu ser, e nas promessas, todavia Ele age e sente emoções, de modo diferente, em resposta às situações diferentes”. Por isso que Deus não muda, quem muda é o homem!

         Deus sendo justo e misericordioso, ambos atributos sendo plenos em Seu ser, já desta forma suas ações jamais poderão ser contraditórias ao seu caráter! Se há atitudes sendo exercidas contra as leis estipuladas por Ele, logo há uma punição, pois a JUSTIÇA terá que ser exercitada nesta situação. Mas, se você muda seu caminho, pede perdão por meio de Cristo, logo a sentença que era contrária a ti é removida! Quem mudou, Deus ou você? Lógico que foi você!

         A ira de Deus que era cabida a nós foi despejada no Filho para que o amor que sempre foi cabido ao Filho fosse derramado em nós. Portanto, a justiça foi cumprida no sacrifício vicário de Jesus, e a misericórdia revelada entregue aos homens na ressurreição.

Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação”. (Rm 4:25)

        Aqueles que vivem na culpa, direcionados pela acusação, e no esforço em ganhar a aceitação de Deus seja de que modo for, digo por obras, ainda não entendeu a principal revelação por meio das Escrituras: “a justificação pela fé”. Vivem assim, apenas os que andam com base em seus próprios méritos e não nos de Cristo. É o mesmo que dizer: “andam com a justiça sem a misericórdia”.

         Que Deus nos dê graça e discernimento para entendermos que estamos tratando de um Deus Santo, Perfeito, Imutável, que julgará o mundo com justiça. Mas também nos dê a graça da humildade para recebermos sua misericórdia e perdão por meio de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Deus abençõe!

Soli Deo Gloria!
Fabio Campos


Referencia bibliográfica: GRUDEM, Wayne, “Manual de doutrinas cristã; Ed. Vida acadêmica, p. 76 e 77.