segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

RELIGIÃO UMA FUGA DA CULPA


Por Fabio Campos

Texto base: “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, para que sirvamos ao Deus vivo!” Hb. 9: 14 (NVI)

          Quem nunca se perguntou: Qual religião é a verdadeira? Se existe apenas um criador, então há um absoluto o qual não pode ser relativizado. Um réu jamais será julgado com base na sua opinião própria, mas de acordo com a lei que diz o que é certo e errado.

          Todo ser humano até mesmo o ateu, tem um senso dentro de si que diz a respeito do que é certo e errado. De onde vem isso? Por que a pior tormenta de um homem é a culpa? Logo a auto- justificação por seus atos remetem a crermos que há algo que, certo ou errado, deve ser explicado a outrem, ou até para si mesmo. Como diz o dito popular: “Não tem coisa melhor do que colocar sua cabeça no travesseiro e dormir em paz”.

          A palavra religião vem do latim “religare”, e significa “religar” ou “atar” algo quebrado ou rompido. São cerca de 20 mil religiões em todo o mundo. As principais religiões são monoteístas, estas descendentes de Abraão: islamismo, judaísmo e cristianismo.

          Existem algumas definições para se caracterizar o significado da palavra “culpa”. Dentro do assunto estudado vou definí-la como “violação ou inobservância de uma regra de conduta de que resulta em lesão ao direito alheio”. Já “culpado” é o responsável reprovável ou criminoso, tomado por um sentimento de culpa.

          Quando Deus fez o homem, fez sua imagem e semelhança, puro em seu ser. Deus ensinou o que era certo e errado. Porém o pecado afetou este discernimento, e a partir daí o homem passou a seguir seus próprios caminhos, ditando ele mesmo o que é certo e o que é errado. Entretanto, Deus não tirou o sentimento de culpa do homem. O apóstolo Paulo nos diz que mesmo aquele que não conhece a palavra de Deus e nem seus preceitos, sua consciência e seus pensamentos acusa e ora o defende (Rm. 2: 15). A palavra de Deus é perfeita com os sentimentos do ser humano, pois seu autor é o criador do homem.

          Por que então há tantas religiões diferentes no mundo? Minha definição é simples: o homem para amenizar sua culpa e viver em “paz” consigo mesmo, criou um “deus” padronizado pelo o que se quer acreditar.  A Bíblia é clara nesta definição: “Dizendo ser sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal” (Rm. 1: 22-23 NVI) . A religião serve para amenizar a consciência, pensam, “eu sou uma boa pessoa e pratico o bem, é isso que importa”. Só que o bom de Deus não é o nosso. Nós somos ruins, somos bonzinhos só quando há conveniências, até mesmo para agradar a “divindade” a quem se serve. A palavra diz que nossos melhores atos de bondade, fora da justiça de Deus, é como o absorvente da mulher menstruada (Is. 64:6).

          Pessoas fazem ritos, promessas, penitências, se torturam, praticam as boas obras não porque já são salvas, mas sim para serem salvas, tudo para ganhar o favor de Deus ou para sua auto-punição por algum erro. Deus não aceita este tipo de sacrifício, isto é vão e tolo aos olhos do Senhor:  “Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste;  de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste”. (Hb.10: 5-6 NVI)

          O homem acredita no que ele quer acreditar! Por que a Bíblia não é muito simpática? Porque ela confronta o que é errado, e não abre mão disso por barganha alguma. O Deus da Bíblia é fundamentalista em seu caráter e nas leis por Ele estabelecidas antes da eternidade. O Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo não é ecumênico!

          Quando estudamos a soteriologia (doutrina da salvação) das religiões vemos que cada qual tem sua ferramenta para se “conquistar” a salvação. Seus atos praticados para se ganhar esta “salvação” ameniza sua culpa para com seus erros.

          Por exemplo: (Obs: as definições abaixo são com o respeito que é devido a cada pessoa e no que se acredita, apenas abordei as doutrinas de acordo com seus próprios ensinos (das religiões citadas) trazendo-os a luz pela Palavra de Deus)

Espiritismo: Crê na salvação pelas boas obras e na reencarnação como condições para que o homem, por seus próprios esforços, possa obter e evolução espiritual
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Testemunhas de Jeová: Não basta crer em Jesus e aceitá-lo pela fé. É preciso mais fé em Jeová, mais obras. É batizar-se, pregar de casa em casa e pertencer às organizações de Jeová.

Budismo: Crê em várias reencarnações e nas boas obras como formas de aperfeiçoamento e elevação (lei do carma).

Mormonismo: A salvação é obtida pela fé em Cristo, pelo batismo por imersão, pela observância das leis e pelas boas obras. Nenhum homem ou mulher desta dispensação entrará no céu sem o consentimento de Joseph Smith.

Islamismo: Não aceita a obra redentora de Jesus, o Messias. Para o homem ser salvo, precisa ser eleito, acreditar em Deus, evitar o mal e praticar o bem. Em outras palavras não precisa aceitar Jesus como Salvador.

Nova Era: Crê na reencarnação como forma de evolução. Seus adeptos acreditam que permanecem vivendo após morte, e que volta em outra forma, outro corpo. As almas, ou partes das almas, retornam em sucessivas encarnações.

          Realmente com tanta religião, doutrinas e crenças, quem é que não fica confuso a cerca do divino? As pessoas relativizam a verdade por pensarem (subjetivamente) que não vão morrer. Existem sim várias religiões, mas uma coisa é certa, por mais “benignos” que sejamos em nosso dia-a-dia, a cupa pode ser amenizada, mas não removida. A Bíblia diz que: “Todos tem culpa no cartório” (Rm 3:10/ 6:23).

          Deus deu a Lei a Moisés, para que por meio dela o homem tivesse uma percepção da Santidade do Altíssimo. Entretanto, a Lei nunca foi cumprida (a não ser por Jesus em seu ministério terreno), e para remissão de pecados, eram feitos sacrifícios de animais, pois está escrito: “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (por isso da morte sangrenta de Cristo, para remissão dos pecados). Mesmo mediante estes sacrifícios, os homens eram atormentados por sua culpa, e por isso não conseguiam servir a Deus com paz na consciência: “pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados”. (Hb. 10:4 NVI).

          No cristianismo bíblico, doutrina esta fundamentada pelos apóstolos de Cristo, não por “profetas” que surgiram com uma nova “verdade”, a salvação é pela fé, e isso não vem pelas obras, mas é presente gratuito de Deus (Ef. 2: 8-9). Por meio de Cristo podemos nos livrar da nossa condição de culpa como pecadores diante de Deus. Segundo as Escrituras, mesmo nascidos pecadores (Ef. 2: 1-5) podemos ser reconciliados com Deus através do arrependimento e da fé em nosso Senhor Jesus Cristo e em seu sacrifício vicário (substituta) (At. 3:19; 1 Jo 1:9; At 4:12), nos tornado também filhos de Deus (Jo 1:12-13).

          Não há nada que se possa fazer para ganhar esta salvação, a não ser a fé em Jesus como único Senhor e Salvador. As religiões jamais conseguirão remir o homem de sua culpa! Você pode acreditar no que quiser, é direito seu, mas a culpa só pode ser removida verdadeiramente de sua alma, não da consciência, digo de algo muito mais profundo, coisa esta que divide entre alma e espírito, no relacionamento com Deus: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1 NVI).

          Sempre quando perguntamos a alguma pessoa que não conhece a verdadeira graça de Deus se ela é salva ou não, a resposta é sempre a mesma: “só Deus sabe”, “vou passar pelo purgatório”, “preciso evoluir” ou “vou para inferno direto, pois para mim não tem mais jeito”.  Antes de conhecer a Cristo e adorar a Deus por meio de sua obra redentora na cruz, é natural sentir este sentimento de cupa e consequentemente não ter a certeza da salvação: “as ofertas e os sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa”. (Hb 9: 9b NVI)

          Os que conhecem seu Salvador e pelo favor imerecido que obtiveram, mesmo sendo falhos, dirão sem hesitar que são salvos, não que serão mais que já são. Eles já não falam com Deus compungidos pela culpa: “Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo , mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação”. (Cl 1: 21-22 NVI)

          Por causa do ego envaidecido, orgulho, alguns rejeitaram a justiça de Deus. Justiça esta que pagou o preço pelo resgate do pecador. Como um homem orgulhoso admitirá que é cego, pobre e nú, mesmo tendo tudo aos olhos humanos, me refiro também aqueles que são de condições mais simples! Eles não quiseram se sujeitar ao seu criador, o orgulho faz isso. Se não conseguem se sujeitar aos seus pais terrenos, imaginem a Deus que estas nos céus.

          A melhor coisa do mundo é ter comunhão com Deus! Eu já experimentei as “delícias” que o mundo oferece, mas nenhuma foi tão deliciosa como andar com o meu Deus e Salvador, Jesus Cristo. Que coisa maravilhosa! Ele é o caminho a verdade e a vida, e veio para dar vida, e vida em abundância. Hoje adoro a Deus sem culpa na consciência: “Pois os adoradores, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais se sentiriam culpados de seus pecados” (Hb. 10:2 NVI).

          Por isso que mesmo sendo evangélico, discordo de alguns movimentos ensinados dentro de alguns arraiais evangélicos, onde se diz que um ritual em si mesmo removerá as maldições do passado (me refiro aos que já tem a Jesus como Salvador) ou que um pecado cometido na ignorância tem legalidade hoje na sua nova vida com Cristo, e por motivo este às coisas não acontecem na sua vida. Se nem Deus lembra mais dos pecados cometidos anteriormente, por que preciso trazê-los à tona novamente dentro de um ritual “evangélico” esotérico? Isso é pragmatismo religioso e não tem respaldo bíblico para tal ensino! Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz (Cl. 2: 13-15 NVI). Esses ensinos não deixam de ser ministrações e rituais para amenizar a culpa diante de Deus, sendo que Ele mesmo já não se lembra mais dos pecados cometidos anteriormente (Hb 10: 17-18).

          A salvação é discernida no espírito apenas por aqueles que realmente se arrependeram e abriram o coração (sem entrar no mérito da discussão entre o calvinismo e arminianismo) para Deus fazer a obra do novo nascimento.

          Por que então o cristianismo bíblico fundamentalista, que tem a Bíblia como Verdade Absoluta de Deus é rejeitada pelas 20.000 religiões, as quais relativizam a verdade revelada nas Escrituras? Fico com a resposta dada a Nicodemos pelo criador e mestre, Jesus Cristo: “Eu lhes faleis de coisas terrenas e vocês não creram: como CRERÃO SE LHES FALAR DE COISAS CELESTIAIS”?

          Fica aí a reflexão: você é salvo pelo único que realmente pode te salvar de verdade ou você é salvo pelos “psicólogos” espirituais na representação de “guias divinos”?

          Se você ainda não tem a Jesus como seu único Senhor e Salvador, hoje Ele te convida a encontrar-se contigo dentro de seu coração, para mudar sua história definitivamente: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Ap 3: 20 NVI)

Deus abençõe!

Fabio Campos
Soli Deo Gloria!
Email: fabio.solafide@gmail.com

Fontes bibliográficas de pesquisa:
SÉRGIO, Paulo. Manual de repostas bíblicas: Kairos, 2º edição ampliada.
Bíblia Sagrada apologética de estudo ACF, ICP edição ampliada.
Dicionário escolar da língua portuguesa, Companhia editora nacional.
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