sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sobre o véu, lá na Bíblia diz para o usarmos; sendo Novo Testamento, por que não o usamos?



Sobre o véu, lá na Bíblia diz para o usarmos; sendo Novo Testamento, por que não o usamos? 

Por Fabio Campos 

Texto base: 1 Co 11:1-16 

Na igreja de corinto havia um movimento “feminista” onde algumas mulheres estavam se rebelando contra seus maridos, reivindicando o mesmo grau de autoridade da dos homens. Em sinal deste protesto, elas raspavam suas cabeças, externando sua posição por meio deste ato. 

O véu significava um sinal de submissão. A cabeça do homem é Cristo e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus (V.3). 

Outra situação ocorrida na época, é que por Corinto ser uma cidade portuária, a demanda por prostituição e escravos por parte dos negociantes era em grande escala. Com a cabeça rapada, a identificação dessas prostitutas era muito mais fácil pelos interessados na prática da prostituição. 

A cultura grega era muito promíscua, tanto é que o verbo “corintianizar” passou a ter uma conotação de “imoralidade”. A cabeça raspada pela mulher, na época, era sinal de promiscuidade e rebeldia. Por isso da carta exortativa de Paulo nessa descrição. 

Entretanto, o uso do véu nunca foi um costume para as igrejas primitivas, a não ser para as mulheres judaicas convertidas ao cristianismo, mas isso é cultura judaica. Não vamos encontrar em nenhum lugar no Novo Testamento esta prescrição para a prática, além desta carta. 

Muitas prostitutas se converteram ao Senhor Jesus Cristo (1 Co.6: 9-11), e estavam levando esta cultura para dentro da igreja. Para que não houvesse escândalos, e para distinção das mulheres cristã naquela cultura, Paulo ordenou o uso do véu, mesmo dizendo que tal costume não era comum na igreja de Deus (V. 16). 

Essa foi uma recomendação para ser adaptada naquela cultura, especificamente para a igreja de Corinto, por mais que em alguns outros lugares a prática era adotada na época, aqui o texto trata a situação no contexto que descrevi, ou seja, o véu era sinal para a distinção das mulheres prostituas e das mulheres cristãs (V. 6), e a submissão de autoridade da esposa para com seus maridos (V. 8-10). 

Algumas igrejas evangélicas adotaram esse costume, em especial a Congregação Cristã do Brasil. Não é normativo para a igreja de Jesus, e por ser uma “doutrina” secundária, a unidade nesta “divergência” deve prevalecer. 

Deus abençoe! 
Fabio Campos