domingo, 16 de outubro de 2011

UMA RESPOSTA DO “SEU MADRUDA” AOS HEDONISTAS


“Posso não ter um centavo no bolso, mas tenho um sorriso no rosto e isso vale mais que todo dinheiro do mundo” (Seu Madruga)

          Todos que me conhecem um pouco mais de perto sabe que sou fã do Chaves, o seriado que passa no SBT. Quantas e quantas vezes, depois de um dia estressante, ao chegar em casa, ligo o DVD e coloco o “Chavinho” para dar umas boas risadas. E tem dois detalhes bem interessantes: dou muita risada de uma coisa que já sei o que vai acontecer e chamo minha esposa para assistir ao meu lado, que às vezes mesmo contrariada, em nome do amor, assiste e dá risada das minhas risadas.
         Nessas últimas semanas tenho refletido um pouco sobre o significado da vida. O que realmente vale a pena, ganhar muito dinheiro, ver as crianças brincarem em um parque de diversão, receber amigos em casa, comer esfiha do Habib’s na calçada, enfim, são tantas coisas que fica difícil de escolher.
       Os dias estão mais difíceis! Muito trabalho, muita doença provinda do excesso de futilidades imposta as pessoas, pouco tempo para prestarmos atenção a uma noite enluarada que o Senhor Deus nos deu para ser apreciada.
      Essa frase do Seu Madruga me chamou atenção, pode ser que alguns digam que seja simplista, e de alguém derrotado na vida sem perspectiva e esperança para o amanhã. Mas não é! A frase só pode ser discernida aos que percebem que a vida é um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece.
      Nessa última semana morreu a mãe de dois amigos queridos. Diante desses acontecimentos, percebi que não poderei ter as pessoas a quem digo que amo, mas subjetivamente não estão fazendo parte das prioridades da minha rotina, para sempre comigo. Tenho certeza que ao longo da vida, pessoas que tinham a ambição de conquistar tudo e serem ricas, mudaram de prioridade quando receberam um diagnóstico médico cancerígeno.
     As pessoas perderam sua sensibilidade devido à demanda de prioridades impostas pelos gananciosos. Nossa vida cristã não é mais frutífera, a espiritualidade que passamos às pessoas que nos rodeiam é repulsiva, farisaica, e que acabam afastando- as do reino de Deus, por se sentirem indignas. A teologia da prosperidade batendo forte, demandando “atos proféticos” para que possamos conseguir coisas de Deus, e satisfazer nossas concupiscências hedonistas. Não sentamos mais com os pecadores para lhes mostrar o reino por meio de atitudes e gestos de afetividade. Não somos mais filhos, pais, mães, irmãos, amigos, nos ambientes em que estamos, agora somos “missionários” enfiando o evangelho goela abaixo.
    Não celebramos mais a Deus. Lembro-me agora de Levi, o publicano, o mesmo Mateus que escreveu o evangelho. No dia da sua conversão, deu um banquete a Jesus com seus amigos pecadores. Sabe quem ficou de fora? Os religiosos. Eles não conseguiam conversar com as pessoas sem a motivação do proselitismo. Queriam de qualquer jeito converter seus ouvintes à sua fé, e não se importavam quanto ao preço que tinham que pagar por isso. “Vamos matar esse Jesus, pois ele tem convencido a muitos”, diziam eles. Moddy diz uma vez: "Vejo o mundo como um navio naufragado. "Deus deu-me um barco salva-vidas e disse: Salve a todos que puder"". Nossas atitudes fazem com que as pessoas não se permitam entrarem neste barco. Só a presença de Jesus constrangia as pessoas, e elas quando com Ele, não tinham vergonha de ser o que realmente eram.
    Antes de um evangelista ou missionário, você é um filho, um pai, que precisa exercer essa função. Qual é o ministério mais importante, o pastorado ou o paterno? Se você não for um bom pai, um bom marido, você já está desqualificado para o ministério pastoral. Quem não é um bom filho, se não houver uma conscientização do seu horrendo pecado, não será um bom pai ou uma boa mãe.
   Vamos celebrar a vida com alegria, vamos encher a casa do pai, ele está ansiosamente esperando seus filhos pródigos para uma festa que será eterna. Religião sem amor, não passa de convicção.
   Que nossa fé seja atraente por meio de um gesto, sorriso. Riquezas materiais e “espiritualidade” ostensiva na televisão, os que estão com sede de Deus, não são mais engodado por elas.

Deus abençõe!

Fabio Campos
Soli Deo Gloria!