segunda-feira, 31 de outubro de 2011

VOCÊ SABE QUE DATA É ESSA, 31 DE OUTUBRO? REFORMA PROTESTANTE: 494 ANOS DE GLÓRIA



O que é o protestantismo? A melhor definição ainda é a de Ernest Troeltsch, que, no início do século XX, chamou o protestantismo de “modificação do catolicismo”, em que os problemas católicos permanecem, mas diferentes soluções são encontradas. As quatro perguntas que o protestantismo responde de uma maneira são: 1) Como a pessoa é salva? 2) Em que repousa a autoridade religiosa? 3) O que é a igreja? 4) Qual a essência da vida cristã?
No cárcere, sentenciado pelo Papa a ser queimado vivo, João Huss disse: "Podem matar o ganso (na sua língua, 'huss' é ganso), mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne que não poderão queimar".
Enquanto caía a neve, e o vento frio uivava como fera em redor da casa, nasceu esse "cisne", em Eisleben, Ale­manha. No dia seguinte, o recém-nascido era batizado na Igreja de São Pedro e São Paulo. Sendo o dia de São Martinho, recebeu o nome de Martinho Lutero.
Cento e dois anos depois de João Huss expirar na fo­gueira, o "cisne" afixou, na porta da Igreja em Wittenberg, as suas noventa e cinco teses contra as indulgências, ato que gerou a Grande Reforma. João Huss enganara-se em apenas dois anos, na sua predição.
Os pais de Martinho, para vestir, alimentar e educar seus sete filhos, esforçavam-se incansavelmente. O pai tra­balhava nas minas de cobre; a mãe, além do serviço do­méstico, trazia lenha às costas, da floresta.
Os pais, não somente se interessavam pelo desenvolvi­mento físico e intelectual dos filhos, mas também do espi­ritual.
A sua mãe era sincera e devota; ensinou seus filhos a considerarem todos os monges como homens santos, e a sentirem todas as transgressões dos regulamentos da igreja como transgressões das leis de Deus. Martinho aprendeu os Dez Mandamentos, o "Pai Nosso", a respeitar a Santa Fé na distante e sagrada Roma, e a olhar, tremendo, para qualquer osso ou fragmento de roupa que tivesse pertencido a algum santo. A base da sua religião formava-se mais em que Deus é um juiz vingativo, do que um amigo de crianças (Mateus 19.13-15). Quando já era adulto, Lutero escreveu: "Estremecia e tornava-me pálido ao ouvir al­guém mencionar o nome de Cristo, porque fui ensinado a considerá-lo como um juiz encolerizado.
O pai de Martinho, satisfeitíssimo pelos trabalhos esco­lares do filho, na vila onde morava, mandou-o, aos treze anos, para a escola franciscana na cidade de Magdeburgo.
Para conseguir a sua subsistência em Magdeburgo, Martinho era obrigado a esmolar pelas ruas, cantando can­ções de porta em porta. Mas Martinho nunca se envergonhou dos dias da sua provação e miséria; antes reconhecia que fora a mão de Deus dirigindo-o e qualificando-o para a sua grande obra.
- Como poderia alguém, depois de homem feito, encarar fiel e destacadamente as vicissitudes da vida, se não aprendesse por experiência enquanto era jovem?
Aos dezoito anos, Martinho ansiava estudar numa uni­versidade. Seu pai, reconhecendo a idoneidade do filho, enviou-o a Erfurt, o centro intelectual do país, onde cursa­vam mais de mil estudantes.
Primeiro, achou na biblioteca o maravilhoso Livro dos livros, a Bíblia completa, em latim. Até aquela ocasião, supunha que as pequenas porções escolhidas pela igreja para serem lidas aos domingos, constituíssem o todo da Palavra de Deus. Depois de uma longa leitura, exclamou: "Oh! se a Providência me desse um livro como este, só para mim!" Continuando a ler as Escrituras, o seu coração começou a perceber a luz, e a sua alma a sentir ainda mais sede de Deus.
Mas, de todos esses acontecimentos, o que mais o aba­lou em espírito, foi o que experimentou durante uma terrí­vel tempestade, quando voltava de visitar seus pais. Não havia abrigo próximo. Os céus estavam em brasa, os raios rasgavam as nuvens a cada instante. De repente um raio caiu ao seu lado. Lutero, tomado de grande susto, e sentin­do-se perto do Inferno, prostrou-se gritando: "Sant'Ana, salva-me e tornar-me-ei monge!"
Lutero chamava a esse incidente "A minha estrada, ca­minho de Damasco" e não tardou em cumprir a sua pro­messa feita a Sant'Ana. Convidou então os seus colegas para cearem com ele. Depois da refeição, enquanto eles se divertiam com palestras e música, repentinamente anun­ciou-lhes que dali em diante poderiam considerá-lo como morto, pois ia entrar para o convento. Debalde os seus companheiros procuraram dissuadi-lo do seu plano. Na es­curidão da mesma noite, o moço, antes de completar vinte e dois anos, dirigiu-se ao convento dos agostinianos e ba­teu. A porta abriu-se e Lutero entrou. O professor admira­do e festejado, a glória da universidade, aquele que passara os dias e as noites curvado sobre os livros, tornara-se irmão agostiniano!
Lutero forçava seu organismo a enfrentar limites prejudiciais à saúde. Ás vezes jejuava por três dias e dormia sem cobertor no inverno rigoroso. Era motivado por um profundo senso de sua pecaminosidade e da inalterável majestade de Deus. Não havia penitências ou conselhos de seus superiores capazes de alterar sua convicção de que era um miserável e condenado pecador. Embora seu confessor o orientasse a amar a Deus, Lutero um dia explodiu: “Eu não amo a Deus! Eu o odeio!” O problemático monge encontrou o amor que buscava por meio do estudo das Escrituras. Nomeado para a cadeira de estudos bíblicos na então recentemente fundada Universidade de Witternberg, ele ficou fascinado com as palavras de Cristo na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desemparaste? Cristo desamparado! Como é possível que nosso Senhor tivesse sido desamparado? Lutero se sentia desamparado, mas era um pecador. Cristo não.
Uma nova e revolucionária imagem de Deus começou a se delinear na alma sem descanso de Lutero. Finalmente, em 1515, enquanto meditava sobre a carta de Paulo aos romanos, Lutero deparou-se com as palavras: “Pois nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: O justo viverá da fé”. Aqui estava a chave para sua certeza espiritual: “Dia e noite eu meditei” relembrava Lutero. Então, compreendi que a justiça de Deus é a justiça por meio da qual a graça e a misericórdia de Deus nos justificam através da fé. “E me senti renascer e cruzar portas abertas em direção ao paraíso”
Lutero havia chegado a sua doutrina da justificação somente pela fé. Percebeu quão nitidamente ela se chocava com a doutrina da igreja romana da justificação pela fé e pelas obras, a demonstração da fé por meio de atos virtuosos, da aceitação dos dogmas da igreja e da participação de seus rituais,
As implicações da descoberta de Lutero eram enormes. Se a salvação vem somente por meio da fé em Cristo, a intercessão de sacerdotes é supérflua. A fé nasce e é alimentada pela Palavra de Deus, escrita e pregada, não necessitam de padres, missas, nem orações aos santos. A mediação da igreja de Roma, de tão insignificante, desmorona.
A fama do jovem monge espalhou-se ate longe. Entre­tanto, sem o reconhecer, enquanto trabalhava incansavel­mente para a igreja, já havia deixado o rumo liberal que ela seguia em doutrina e prática.
Em outubro de 1517, Lutero afixou à porta da Igreja do Castelo em Wittenberg, as suas 95 teses, o teor das quais é que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo peca­do e não a penitência. Lutero afixou as teses ou proposi­ções para um debate público, na porta da igreja, como era costume nesse tempo. Mas as teses, escritas em latim, fo­ram logo traduzidas em alemão, holandês e espanhol. An­tes de decorrido um mês, para surpresa de Lutero, já esta­vam na Itália, fazendo estremecer os alicerces do velho edifício de Roma. Foi desse ato de afixar as 95 teses da Igreja de Wittenberg, que nasceu a Reforma, isto é, que to­mou forma o grande movimento de almas que em todo o mundo ansiavam voltar para a fonte pura, a Palavra de Deus. Contudo Lutero não atacara a Igreja Romana, mas antes, pensou fazer a defesa do Papa contra os vendedores de indulgências.
Em agosto de 1518, Lutero foi chamado a Roma para responder a uma denúncia de heresia. Contudo, o eleitor Frederico não consentiu que fosse levado para fora do país; assim Lutero foi intimado a apresentar-se em Augsburgo. "Eles te queimarão vivo", insistiram seus amigos. Lu­tero, porém, respondeu resolutamente: "Se Deus sustenta a causa, ela será sustentada".
A ordem do núncio do Papa em Augsburgo foi: "Retra­te-se ou não voltará daqui". Contudo Lutero conseguiu fu­gir, passando por uma pequena cancela no muro da cida­de, na escuridão da noite. Ao chegar de novo em Witten­berg, um ano depois de afixar as teses, era o homem mais popular em toda a Alemanha. Não havia jornais nesse tempo, mas fluíam da pena de Lutero respostas a todos os seus críticos para serem publicadas em folhetos.
Olhando a bula de excomunhão, enviada pelo Papa, chegou em Wittenberg, Lutero respondeu com um tratado dirigido ao Papa Leão X, exortando-o, no nome do Senhor, a que se arrependesse. A bula do Papa foi queimada fora do muro da cidade de Wittenberg, perante grande ajunta­mento do povo. Assim escreveu Lutero ao vigário geral: "No momento de queimar a bula, estava tremendo e oran­do, mas agora estou satisfeito de ter praticado este ato enérgico". Lutero não esperou até que o Papa o excomun­gasse, mas deu logo o pulo da Igreja Romana para a Igreja do Deus vivo.
Os amigos de Lutero insistiam em que recusasse ir. -Não fora João Huss entregue a Roma para ser queimado, apesar da garantia de vida da parte do imperador?! Mas em resposta a todos que se esforçavam por dissuadi-lo de comparecer perante seus terríveis inimigos, Lutero, fiel à chamada de Deus, respondeu: "Ainda que haja em Worms, tantos demônios quantas sejam as telhas nos te­lhados, confiando em Deus, eu aí entrarei". Depois de dar ordens acerca do trabalho, no caso de ele não voltar, par­tiu.
Sabendo que tinha de comparecer perante uma das mais imponentes assembléias de autoridades religiosas e civis de todos os tempos, Lutero passou a noite anterior de vigília. Prostrado com o rosto em terra, lutou com Deus, chorando e suplicando. Um dos seus amigos ouviu-o orar assim: "Oh! Deus todo-poderoso! a carne é fraca, o Diabo é forte! Ah! Deus, meu Deus, que perto de mim estejas con­tra a razão e a sabedoria do mundo! Fá-lo, pois somente tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim a tua. - Que tenho eu com os grandes da terra? É a tua causa, Senhor, a tua justa e eterna causa. Salva-me, oh! Deus fiel! Somente em ti confio, oh! Deus! meu Deus... vem, estou pronto a dar, como um cordeiro, a minha vida. O mundo não conse­guirá prender a minha consciência, ainda que esteja cheio de demônios, e, se o meu corpo tem de ser destruído, a mi­nha alma te pertence, e estará contigo eternamente..."
Quando o núncio do papa exigiu de Lutero, perante a augusta assembléia, que se retratasse, ele respondeu: "Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos - desde que não creio somente nos papas e nos concílios, por ser evidente que já muitas vezes se engana­ram e se contradisseram uns aos outros - a minha cons­ciência tem de ficar submissa à Palavra de Deus. Não pos­so retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência. Deus me ajude! Amém."
De volta ao seu aposento, Lutero levantou as mãos ao Céu e exclamou com o rosto todo iluminado: "Está cum­prido! Está cumprido! Se eu tivesse mil cabeças, preferiria que todas fossem decepadas antes de me retratar".
A cidade de Worms, ao receber as notícias da ousada resposta de Lutero ao núncio do papa, alvoroçou-se. As pa­lavras do reformador foram publicadas e espalhadas entre o povo que afluiu para honrá-lo.
Apesar de os papistas não conseguirem influenciar o imperador a violar o salvo-conduto, para que pudessem queimar numa fogueira o assim chamado herege, Lutero teve de enfrentar outro grave problema. O edito de exco­munhão entraria imediatamente em vigor; Lutero por cau­sa da excomunhão, era criminoso e, ao findar o prazo do seu salvo-conduto, devia ser entregue ao imperador; todos os seus livros deviam ser apreendidos e queimados; o ato de ajudá-lo em qualquer maneira era crime capital.
Como todo mundo sabe, a fortaleza de Lutero e da Re­forma foi a Bíblia. Escreveu de Wartburgo para o seu povo em Wittenberg: "Jamais em todo o mundo se escreveu um livro mais fácil de compreender do que a Bíblia. Compara­da aos outros livros, é como o sol em contraste com todas as demais luzes. Não vos deixeis levar a abandoná-la sob qualquer pretexto da parte deles. Se vos afastardes dela por um momento, tudo estará perdido; podem levar-vos para onde quer que desejem. Se permanecerdes com as Es­crituras, sereis vitoriosos."
Depois de abandonar o hábito de monge, Lutero resol­veu deixar por completo a vida monástica, casando-se com Catarina von Bora, freira que também saíra do claustro, por ver que tal vida é contra a vontade de Deus. O vulto de Lutero sentado ao lume, com a esposa e seis filhos que amava ternamente, inspira os homens mais que o grande herói ao apresentar-se perante o legado em Augsburgo.
Nos cultos domésticos, a família rodeava um harmô­nio, com o qual louvavam a Deus juntos; o reformador lia o Livro que traduzira para o povo e depois louvavam a Deus e oravam até sentirem a presença divina entre eles.
Nas suas meditações sobre as Escrituras, muitas vezes se esquecia das refeições. Ao escrever o comentário sobre o Salmo 23, passou três dias no quarto comendo somente pão e sal. Quando a esposa chamou um serralheiro e quebraram a fechadura, acharam-no escrevendo, mergu­lhado em pensamentos e esquecido de tudo em redor.
É difícil concebermos a magnitude das coisas que deve­mos atualmente a Martinho Lutero. O grande passo que deu para que o povo ficasse livre para servir a Deus, como Ele mesmo ensina, está além da nossa compreensão. Era grande músico e escreveu alguns dos hinos mais espirituais cantados atualmente. Compilou o primeiro hinário e inau­gurou o costume de todos os assistentes aos cultos canta­rem juntos. Insistiu em que não somente os do sexo mascu­lino, mas também os do feminino fossem instruídos, tornando-se, assim, o pai das escolas públicas. Antes dele, o sermão nos cultos era de pouca importância. Mas Lutero fez do sermão a parte principal do culto. Ele mesmo serviu de exemplo para acentuar esse costume: era pregador de grande porte. Considerava-se como sendo nada; a mensa­gem saía-lhe do íntimo do coração: o povo sentia a presen­ça de Deus. Em Zwiekau pregou a um auditório de 25 mil pessoas na praça pública. Calcula-se que escreveu 180 vo­lumes na língua materna e quase um número igual no la­tim. Apesar de sofrer de várias doenças, sempre se esforça­va dizendo: "Se eu morrer na cama será uma vergonha para o papa."
Nos seus sessenta e dois anos pregou seu último sermão sobre o texto: "Ocultaste estas coisas aos sábios e entendi­dos e as revelaste aos pequeninos". No mesmo dia escreveu para a sua querida Catarina: "Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá. Amém". Isso foi na última carta que escreveu. Vivia sempre esperando que o papa conse­guisse executar a repetida ameaça de queimá-lo vivo. Con­tudo não era essa a vontade de Deus: Cristo o chamou en­quanto sofria dum ataque do coração, em Eisleben, cidade onde nascera.São estas as últimas palavras de Lutero: "Vou render o espírito". Então louvou a Deus em alta voz: "Oh! meu Pai celeste! meu Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, em quem creio e a quem preguei e confessei, amei e louvei! Oh! meu querido Senhor Jesus Cristo, encomendo-te a mi­nha pobre alma. Oh! meu Pai celeste! em breve tenho de deixar este corpo, mas sei que ficarei eternamente contigo e que ninguém me pode arrebatar das tuas mãos". Então, depois de recitar João 3.16 três vezes, repetiu as palavras: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito, pois tu me resgataste, Deus fiel". Assim fechou os olhos e adormeceu.
Um imenso cortejo de crentes que o amavam ardente­mente, com cinqüenta cavaleiros à frente, saiu de Eisleben para Wittenberg; passando pela porta da cidade onde o re­formador queimara a bula de excomunhão, entrou pelas portas da igreja onde, há vinte e nove anos, afixara suas 95 teses. No culto fúnebre, Bugenhangen, o pastor, e Melancton, inseparável companheiro de Lutero, discursaram. De­pois abriram a sepultura, preparada ao lado do púlpito, e ali depositaram o corpo.
Muito me preocupa quando a vespera do aniversário da reforma protestante, dia 31 de outubro, esse feito determinante não é mencionado nos pulpitos. Mais triste ainda é saber que a grande maioria dos cristãos evangélico não sabem de onde vieram, e nem a origem do seu credo.
Tenho saudade de uma coisa que nunca vivenciei, o cristianismo simples, não é maluquece, mas é porque tenho o Espirito de Deus dentro de mim, e é Ele mesmo que testifica as coisas do pai, o anseio da eternidade está dentro do homem.
Estamos distantes de um avivamento, pelo menos digo o bíblico. O (avivamento) dos homens está sendo anunciado com plumas e “esplendedor” humano, por meio de mentes canais onde o deus é o seu próprio estômago.
Diga pra mim se não estamos distantes dos cinco pilares da reforma protestante:
Sola Scripture (Só as Escrituras)- Nela não contem erros; hoje foi colocada em pé de igualdade com “visões” e “revelações”
Sola gracia (Só a graça)- O homem não é merecedor de nada, a não ser o inferno; hoje somos ensinados a fazer coisas para conseguir os presentes de Deus.
Sola fide (Só a fé)- Somos salvos pela fé e não por obras; hoje damos o dizimo para ser salvos e não porque já somos salvos.
Sola Christus (Só a Cristo)- Nele habita corporalmente toda a plenitude da dinvidade, pois só temos um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo ; hoje, além dos santos da igreja católica, os sacerdotes evangélicos são colocados entre Deus e os homens.
Soli Del Gloria (Somente a Deus a glória)- Deus é o único que é digno da glória; hoje as luzes, o carisma, a magnitude dos shows gospel ofuscam a glória devida ao Rei humilde, Jesus o Cristo, que foi filho de Maria e José, e viveu em Nazaré, uma cidade muito pobre. A glória do ponto de visto de Deus não é igual a dos homens, está muito alem disso.
Para encerrar, digo: “Se Martinho Lutero estivesse hoje entre nós, a reforma seria dentro das igrejas evangélicas”. Compare com os cinco sola’s e seja sincero em seu coração.
Que Deus tenha misericórdia da nossa geração, onde me incluo, pois o deus desse mundo cegou o entendimento dos incrédulos, tentando apagar a luz de Cristo substituindo-a pela a dos homens. Mas o Senhor Jesus Cristo é o mesmo hoje e sempre! Ele susterá sua causa! Que Deus nos ajude.
Deus abençõe!
Fabio Campos

Bibliografias usadas:
Boyer, Orlando S; Herois da fé; editora CPAD
Shelley, Bruce; A história do cristianismo ao alcance de todos; Shedd publicações.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"O VOCALISTA DOS RAIMUNDOS MORREU AOS 27 ANOS"



Há uma década, Rodolfo Abrantes trocou o papel de líder de uma das maiores bandas de rock do Brasil pelo Evangelho. Hoje, decreta sem olhar para trás: "O vocalista dos Raimundos morreu aos 27 anos" 

por Filipe Albuquerque 

Leia abaixo um trecho da matéria publicada na edição 61 da Rolling Stone Brasil, outubro/2011 

No último mês de maio, em um pequeno palco sob uma tenda em uma rua residencial da cidade de Araucária, Paraná, Rodolfo Abrantes era o convidado especial do aniversário da Igreja Bola de Neve local. Enquanto o Raimundos, sua ex-banda, se apresentavam para cerca de 45 mil pessoas a 30 quilômetros dali, em Curitiba, Rodolfo se postava diante de aproximadamente 200 pessoas, em uma estrutura semelhante à de uma festa junina, com lona colorida e espetinhos de carne à venda para o público. Rodolfo tocou até quando a chuva permitiu - depois, a água acabou desligando os equipamentos. Antes disso, botou para pular algumas dezenas de adolescentes sem medo da chuva, com "Minha Maior Riqueza", do álbum Santidade ao Senhor (2006), e "Saudade de Casa", de Enquanto É Dia (2007). 

"O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos", decreta ele próprio, quando o encontro pela terceira vez em um mês, agora em São Paulo, sete dias após a morte de Amy Winehouse. Relembrando como o vi na outra ocasião, se apresentando em um palco simples no interior paranaense, aquela sentença faz todo sentido. Embora as roupas deste até coubessem naquele dos anos 90 - jaqueta preta de náilon, blusa de flanela xadrez, calça jeans e botas -, ali, sob frio e chuva, cantando sobre o que Deus fez em sua vida, fica evidente que o Rodolfo do Raimundos não existe mais. Então, quem é esse homem com físico de atleta, tatuagem forrando os braços e subindo pelo pescoço, guitarra pendurada quase na altura dos joelhos, que canta versos como "Só Jesus faz meu dia melhor/ Tu és o motivo de me sentir cada vez mais vivo/ Te chamo de pai, tu és tudo o que eu preciso/ Rei eterno e meu Deus vivo"? 

Rodolfo Abrantes é hoje um missionário. Aos 39 anos, é membro da Igreja Bola de Neve em Balneário Camboriú (SC), onde mora. Cita trechos da Bíblia com a facilidade de um teólogo veterano. Passa os finais de semana na estrada, acompanhado por sua banda atual e, na maioria das vezes, pela esposa, Alexandra, com quem está casado há dez anos. Desde então, tem o rock como um veículo para falar de Jesus. Durante a semana, pega onda e, sempre que precisa, realiza voluntariamente os cultos das quartas-feiras na igreja local. Para sua fase "zen-cristã-surfista", a cidade do litoral catarinense é o cenário ideal. Seu sustento vem das vendas de CDs, cachês das apresentações e contribuições voluntárias das igrejas onde toca. 

Encontro Rodolfo pela segunda vez em um sábado, 2 de julho, descarregando os próprios equipamentos em uma entrada lateral da Bola de Neve, em Curitiba. Ao seu lado, estão o baixista Victor Pradella, de longos dreadlocks, o baterista Anderson Kuehne "Xexéu" ("meus melhores amigos", ele diria mais tarde) e um cinegrafista que registrou três dias na vida do ex-Raimundos para um programa de TV. Rodolfo e a banda são os convidados do aniversário de cinco anos do motoclube da igreja, com foco em ação social e na evangelização de seus pares. 

Enquanto a igreja enche lá fora, Rodolfo relaxa jogando videogame no backstage. Victor, Xexéu e um amigo de Rodolfo, vindo de Camboriú, se revezam em partidas de Pro Evolution Soccer. Quando Rodolfo assume o joystick, os amigos se preparam para rir. Xexéu alerta: "Ele costuma ficar nervoso quando joga". Com a seleção brasileira da Copa do Mundo de 2006, o vocalista enfrenta a Argentina. "O Gilberto Silva é uma velha", solta, enquanto vê o meio-campo argentino botar na roda o brasileiro. A Argentina faz 1 a 0 e Victor e Xexéu gargalham. Mesmo com a derrota, a tensão se vai assim que o jogo acaba - depois do show, Rodolfo retoma o game e, enfim, vence os rivais. Antes de subirem ao palco, os três se juntam para uma última oração. 

No show, Rodolfo intercala as músicas com mensagens rápidas à audiência: "Que a altura da nossa alegria seja proporcional à autenticidade da nossa adoração". Ao sentir o clima favorável, após um tempo cantando o verso "Deus, vem derramar tua vida em mim", ele olha para Victor e diz, duas vezes: "É agora". Ali, se desfaz da guitarra e inicia a pregação, na qual repassa a sua história e aponta para os céus. 

Nascido em 20 de setembro de 1972, no Distrito Federal, Rodolfo Gonçalves Leite de Abrantes cresceu em uma cidade cuja identidade ainda estava em formação. Filho de médicos paraibanos que migraram para a capital do país a fim de concluírem os estudos, ele estava fora do padrão: não tinha pais políticos ou diplomatas. O orgulho de ser brasiliense veio com a geração roqueira local, que ele viu nascer a algumas quadras da sua casa (em frente à do amigo guitarrista Digão), em um bar chamado Gilbertinho. Dali até o Raimundos, foi um pulo. 

"Tudo o que sabiam de mim era 'Rodolfo dos Raimundos'. E aquela coisa louca... parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo", ele diz. "Fiquei muito diferente do que eu estava, não do que eu era. Porque aquele dos Raimundos não era o que eu era, mas o que eu estava." Sentado no confortável sofá do backstage, ele se esforça para se explicar. "Deus foi me transformando; ele transforma a gente de dentro para fora. Então, hoje sou diferente do que eu estava, mas não estou diferente do que eu era." A saída de Rodolfo do posto de frontman do Raimundos se deu uns cinco meses após sua entrada para a igreja, em 2001. E a tempestade de críticas deixou-o de guarda armada em um primeiro momento. "[À época] eu não dava entrevista, eu fazia a minha defesa. Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock", ele lembra, emendando uma pergunta com uma resposta. "Meu, eu não posso fazer o que eu quiser da minha vida? Não, pelo jeito não." 

Rolling Stone 

Comentário Fabio Campos: 

Esse brother é fora de sério! Enquanto alguns cantores gospel estão tentando ficar ricos por meio da música, o Rodolfo deixou a fama para ganhar a Cristo, sendo o Senhor da vida dele sua única riqueza. “Uns cantam: “restitui eu quero de volta o que é meu”; as letras do Rodolfo têm: Tu és tudo que eu preciso, Rei eterno e meu Deus vivo”. As letras são cristocêntricas e não antropocêntricas. 

“Rodolfo, conte com as minhas orações, o seu testemunho impactou minha vida”. 

Fp. 3:7-9 (NVI) “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele”. 

Fabio Campos



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

OS ANIMAIS TEM ALMA E SENTIMENTOS? PARA ONDE VÃO DEPOIS DA MORTE?


Dúvida: Gostaria de saber se os animais têm alma e sentimentos iguais aos dos homens, e para onde vão depois da morte.

Resposta Fabio:
- Ec. 3:18-20 (AFC)Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó” 

   O verso acima quer dizer que o homem é tão mortal quanto qualquer animal. Os dois tem o fôlego de vida dado por Deus e ate aí nada se difere. Mas ao contrário dos animais, o homem precisa ser levado a perceber essa condição e, mediante sua fraca consciência da eternidade, sentir sua aflição.

   Quando Deus diz que tanto os homens como os animais têm o mesmo destino, Ele está se referindo a sua morte física (Gn. 3:19 / Sl. 103:14)

   Os animais têm sentimentos. Isso é provado por alguém que tem um cachorrinho de estimação. Seja um sentimento de afeto ou desafeto. E Deus que é o criador de ambos, colocou no coração do homem o sentimento afetivo por seus bichinhos.

- 2 Sm. 12:3 (AFC) “Mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; e ela tinha crescido com ele e com seus filhos; do seu bocado comia, e do seu copo bebia, e dormia em seu regaço, e a (animal) tinha como filha (afetividade)”. 

   A alma muitas vezes na Bíblia, quer dizer o “centro das emoções”, “concentração facultativa”, “desejos”, “vontades”. Se os animais têm esses atributos acima citados, e o fôlego de vida dado por Deus, logo deduzimos que, o mesmo possui “alma”.
Porém o homem é diferente em um aspecto; ele é a única criação terrena de Deus criada para ser eterna:

- Ec. 3:11 (NVI) “Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade” 
   Todas as outras coisas da criação (Gn: 1: 1-26), incluindo os animais, perecerão, e por isso não são eternas.

   O espirito do homem, que volta a Deus, é a principal diferenciação dos dois. O Senhor coroou a criação no homem; o homem foi o único ser, feito a imagem e semelhança de Deus. Sendo assim, o criador é eterno, e a coroa de sua criação feita a sua imagem e semelhança, será eterna também. Mesmo que seja salvo ou condenado, o homem viverá ETERNAMENTE no céu ou no inferno.

Grande abraço!
Fabio Campos

domingo, 16 de outubro de 2011

UMA RESPOSTA DO “SEU MADRUDA” AOS HEDONISTAS


“Posso não ter um centavo no bolso, mas tenho um sorriso no rosto e isso vale mais que todo dinheiro do mundo” (Seu Madruga)

          Todos que me conhecem um pouco mais de perto sabe que sou fã do Chaves, o seriado que passa no SBT. Quantas e quantas vezes, depois de um dia estressante, ao chegar em casa, ligo o DVD e coloco o “Chavinho” para dar umas boas risadas. E tem dois detalhes bem interessantes: dou muita risada de uma coisa que já sei o que vai acontecer e chamo minha esposa para assistir ao meu lado, que às vezes mesmo contrariada, em nome do amor, assiste e dá risada das minhas risadas.
         Nessas últimas semanas tenho refletido um pouco sobre o significado da vida. O que realmente vale a pena, ganhar muito dinheiro, ver as crianças brincarem em um parque de diversão, receber amigos em casa, comer esfiha do Habib’s na calçada, enfim, são tantas coisas que fica difícil de escolher.
       Os dias estão mais difíceis! Muito trabalho, muita doença provinda do excesso de futilidades imposta as pessoas, pouco tempo para prestarmos atenção a uma noite enluarada que o Senhor Deus nos deu para ser apreciada.
      Essa frase do Seu Madruga me chamou atenção, pode ser que alguns digam que seja simplista, e de alguém derrotado na vida sem perspectiva e esperança para o amanhã. Mas não é! A frase só pode ser discernida aos que percebem que a vida é um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece.
      Nessa última semana morreu a mãe de dois amigos queridos. Diante desses acontecimentos, percebi que não poderei ter as pessoas a quem digo que amo, mas subjetivamente não estão fazendo parte das prioridades da minha rotina, para sempre comigo. Tenho certeza que ao longo da vida, pessoas que tinham a ambição de conquistar tudo e serem ricas, mudaram de prioridade quando receberam um diagnóstico médico cancerígeno.
     As pessoas perderam sua sensibilidade devido à demanda de prioridades impostas pelos gananciosos. Nossa vida cristã não é mais frutífera, a espiritualidade que passamos às pessoas que nos rodeiam é repulsiva, farisaica, e que acabam afastando- as do reino de Deus, por se sentirem indignas. A teologia da prosperidade batendo forte, demandando “atos proféticos” para que possamos conseguir coisas de Deus, e satisfazer nossas concupiscências hedonistas. Não sentamos mais com os pecadores para lhes mostrar o reino por meio de atitudes e gestos de afetividade. Não somos mais filhos, pais, mães, irmãos, amigos, nos ambientes em que estamos, agora somos “missionários” enfiando o evangelho goela abaixo.
    Não celebramos mais a Deus. Lembro-me agora de Levi, o publicano, o mesmo Mateus que escreveu o evangelho. No dia da sua conversão, deu um banquete a Jesus com seus amigos pecadores. Sabe quem ficou de fora? Os religiosos. Eles não conseguiam conversar com as pessoas sem a motivação do proselitismo. Queriam de qualquer jeito converter seus ouvintes à sua fé, e não se importavam quanto ao preço que tinham que pagar por isso. “Vamos matar esse Jesus, pois ele tem convencido a muitos”, diziam eles. Moddy diz uma vez: "Vejo o mundo como um navio naufragado. "Deus deu-me um barco salva-vidas e disse: Salve a todos que puder"". Nossas atitudes fazem com que as pessoas não se permitam entrarem neste barco. Só a presença de Jesus constrangia as pessoas, e elas quando com Ele, não tinham vergonha de ser o que realmente eram.
    Antes de um evangelista ou missionário, você é um filho, um pai, que precisa exercer essa função. Qual é o ministério mais importante, o pastorado ou o paterno? Se você não for um bom pai, um bom marido, você já está desqualificado para o ministério pastoral. Quem não é um bom filho, se não houver uma conscientização do seu horrendo pecado, não será um bom pai ou uma boa mãe.
   Vamos celebrar a vida com alegria, vamos encher a casa do pai, ele está ansiosamente esperando seus filhos pródigos para uma festa que será eterna. Religião sem amor, não passa de convicção.
   Que nossa fé seja atraente por meio de um gesto, sorriso. Riquezas materiais e “espiritualidade” ostensiva na televisão, os que estão com sede de Deus, não são mais engodado por elas.

Deus abençõe!

Fabio Campos
Soli Deo Gloria!    


domingo, 9 de outubro de 2011

O cristão deve guardar o sábado (SHABAT)? Refutação sobre um artigo escrito por um rabino messiânico


O cristão deve guardar o sábado (SHABAT)? Refutação sobre um artigo escrito por um rabino messiânico

Nota Fabio Campos a respeito do artigo:

Esse texto “festa do Shabat” foi tirado de um site onde o autor é um rabino messiânico que por uma questão de ética não vou revelar o nome da instituição, e também do rabino. Tirei algumas partes do artigo que não era relevante para a refutação principal, a guarda do sábado.

Creio que todo cristão já se deparou com esse assunto, “se a guarda do sábado é ou não necessária aos cristãos”. Fica aí o desafio, pois em algum momento da sua caminhada você terá essa questão a ser respondida aos sábatistas.

É extenso, mas mais do que isso, é de grande importância a nós, para que nenhum tipo de julgo seja colocado aos que estão em Cristo Jesus, o Senhor. (1 Co. 7:23)

FESTA DO SHABAT (SÁBADO)
Afinal, o judeu tem razão quando observa o Sábado, o dia de descanso, como um dos Dez Mandamentos do Senhor entregues a Moises no Monte Sinai? Pode um cristão, debaixo da graça, não-judeu, guardar ou observar o Sábado? Se, sim, como guardar o shabat?

Como veremos a seguir, Jesus e seus apóstolos judeus, bem como a Igreja gentílica dos primeiros séculos guardavam o sábado conforme as Escrituras.

R: Os discípulos guardavam o sábado descrito na lei até a ascensão de Jesus, pois eram judeus. Após isso, os mesmos se dedicavam a oração, comunhão, e adoração a Deus no TEMPLO conforme está escrito: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” / “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus”. At. 2: 42 / 46-47 (ACF)

Mas, por que então os cristãos deixaram de obedecer a esse quarto mandamento?

R: O problema que temos com este tipo de interpretação é tentar usar a palavra “mandamento” como sinônimo único de decálogo. Porém, em que lugar a Bíblia faz tal ligação das palavras exclusivamente nesse significado? Se analisássemos todas as ocorrências de “mandamentos” na Bíblia, seriam sempre sinônimas de decálogo? Obviamente, não! Por exemplo, Jesus, ao referir-se aos “mandamentos”, inclui pelo menos, dois que não fazem parte dos dez mandamentos: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19.18) e “não defraudarás a ninguém” (Mc 10:19, veja também Lv 19.13), apontando para o fato de que “mandamentos”, para Jesus, não se restringia aos dez mandamentos, mas a TODAS as ordenanças que fossem dadas pelo Senhor Deus. Minha resposta à pergunta do texto, é mesma dada pelo apostolo Paulo aos Judeus convertido ao cristianismo em Roma: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica a Deus por Israel é para sua salvação.Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.  Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê. Porque Moisés escreve que o homem que pratica a justiça que vem da lei viverá por ela”.
O que diz a Bíblia sobre este dia?
Primeiramente, o que quer dizer a palavra Sábado na língua hebraica? A palavra “Shabat significa, no hebraico, descansar, cessar. Como substantivo, quer dizer o dia da semana chamado Sábado, sendo o sétimo dia. É interessante observar outras palavras no hebraico que possuem a mesma raiz “sheb” ou “shab”, que no hebraico representa-se pelas letras “shin” e “bet. Assim, a palavra “sheva” significa o número sete; “Shibim”, setenta; “shebii”, “shevua” significa período de sete semanas ou Festa das sete semanas (Shavuot), ou também conhecida como a Festa de Pentecostes.
O número sete, na Bíblia, aponta para algo que é perfeito, eterno, pleno, completo, absoluto. Desta raiz advém, também, a palavra “shabá”, que significa jurar, conjurar. É interessante, ainda, notar que na língua hebraica, muitos antônimos são formados pelo mesmo radical. Em minha opinião, ha um propósito divino em chamar nossa atenção para o sentido oposto.
Assim, no hebraico, a palavra “shabar” significa comprar, adquirir, enquanto shabat significa descansar, parar, cessar algo que se estava fazendo; justamente o contrário de comprar, adquirir, trabalhar, verbos estes que denotam uma atividade dinâmica, e não de descanso, repouso.

R: Quando a Bíblia no NT declara a palavra “descanso”, está afirmando um tipo de descanso espiritual e não físico: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso (SHABAT) para as vossas almas (DESCANSO ESPIRITUAL)”. Mt: 11:28-29 (ARC). O escritor de Hebreus, no capitulo 4, afirma que o “descanso” é uma questão de fé (nós, porém, que cremos, entramos no descanso...” V-3). Deus, também, afirmou que os Hebreus desobedientes não entrariam num certo “descanso” proporcionado por Ele (Nm. 14:28-37; Sl 95.10,11), mas muitos desses rebeldes Israelitas continuaram a guardar o sábado, mesmo depois dessa promessa divina, demonstrando, assim tratar-se aqui de um outro tipo de “descanso”, superior áquele (V.8). O repouso que resta para o povo de Deus, de acordo com o texto, é o repouso celestial usufruído por aqueles que já estavam com o Senhor, como um dia também em Cristo participarão desse repouso os que, por fé, crerem no sacrifício substitutivo de Cristo por nós (V. 9-11). Portanto, o texto não fala do sábado como um dia a ser guardado, e sim da esperança, e vigilância dos que confiam em Cristo num repouso superior e espiritual.   

Ainda, estudando a palavra “Shabat” no hebraico, gostaríamos de considerar, pelo menos, treze boas razões pelas quais todos podem celebrar o Shabat segundo a própria Bíblia:

Em primeiro lugar, no Livro de Genesis, versículo 3 do capítulo 2, diz o próprio D´us:

“Abençoou D’us o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que criara e fizera...” Deste versículo, aprendemos que o shabat é um dia abençoado. Ou seja, abençoar na língua hebraica significa conceder autoridade e poder para que alguém seja bem sucedido e próspero, fecundo e fértil. Então, o shabat é um dia no qual recebemos esta bênção do próprio D’us;

R: “Diante de Deus, nossas melhores obras, são como trapos de imundícia (Is. 64.6). “Somos pais, mães, filhos maus (Mt. 7:9), e mesmo nessa condição, o Senhor pelo seu amor incondicional, nos abençoa. Ganhamos as bênçãos não por obras, mas pela graça (favor imerecido). Somente a Ele a glória!

Segundo, é um dia santificado, ou seja, separado dos demais dias. Isto é, ele não foi feito para ser igual à segunda, terça ou quarta-feira, etc.

R: Não existe diferenciação de dias para Deus. O que é medido são as intenções do coração: “Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus. Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” Rm. 14: 5-8 (NVI). Esse é um pensamento fraco e pobre sobre o que realmente é a santidade de Deus “Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares, fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez? Vocês estão observando dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos!Temo que os meus esforços por vocês tenham sido inúteis” (Gl 4:9-11).

Terceiro, é também um dia de descanso. Sabemos, pelas Escrituras, que o homem é constituído de um espírito, alma e corpo. Após seis dias de trabalho, é lógico e claro que todos nós que trabalhamos estamos exaustos. Assim, D’us reservou um dia para este descanso pleno (qualidade de vida), no qual abstraimo-nos das atividades profissionais e nos concentramos na Palavra de D’us, que nos alimenta o Espírito.  Quanta ansiedade, estresse e cansaços poderiam ser evitados se tirássemos um dia de descanso na semana? Para esse descanso, D’us incluiu até os animais domésticos, a fim de se beneficiarem dessa bênção, que zelo!

R: Perfeita colocação, desde que o descanso não precise ser em um dia que se julgue mais “santo” dos demais.

Quarto, Yeshua, Jesus, é o Senhor do Shabat, diz o evangelista Mateus:
“... Porque o filho do Homem até do shabat é Senhor...” (Mt 12:8)
 No livro de Marcos, Yeshua diz: ...”O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado...” (Marcos 2:27-28). Só este motivo, Jesus, o Senhor do Shabat, já seria para nós um bom exemplo. Ou seja, seguimos Aquele que é dono e que também guardava o shabat em obediência ao seu Pai.

R: A expressão “por causa do homem” no texto citado (Mc. 2:27) não deve ser entendida como sinônimo de “todos os homens”, como os defensores da obrigatoriedade da guarda da sétimo dia pretendem fazer pensar. A mesma expressão aparece no mesmo evangelho de Marcos como sendo uma referência somente aos judeus no que diz respeito às suas tradições, sobrepujando as Escrituras Sagradas (Mc. 7:8-11). Ou seja, essa expressão, no mesmo contexto do Evangelho aonde foi escrita, significa o homem judeu, e não todos os povos da terra. Jesus não veio para mudar a lei, mas para cumpri-la. Se ele não guardasse o sábado no seu ministério terreno, como seriamos justificados diante do pai?  porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte. Porque, aquilo que a Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós Rm 8: 2-4 (NVI) .

Quinto, é um memorial da criação divina. Neste dia de shabat exercitamos a nossa fé, pois cremos que D’us nos criou para obedecer a seus mandamentos. Assim, o sábado, segundo as Escrituras, é um memorial de toda a obra que D’us fizera. Isto é muito e muito lógico. Assim, o sábado fala do passado, do presente, e fala também do futuro, como veremos a seguir. Ele fala da Redenção Universal que virá,  o  “Tikun Olam”, como diz a bíblia. D’us quer que entendamos este tempo Dele, pois o tempo é para nós. Ele não precisa de um tempo para a redenção de todas as coisas. Ele já determinou tudo e está no controle e soberania de todas as coisas.

Em Êxodo 16:26-30, vemos mais detalhes do que relatamos até aqui, quando D’us enviava uma porção dobrada do pão (maná) no sexto dia, para que o homem ficasse isento de recolher alimento no shabat e tivesse tempo de culto e adoração para Ele;

R: Argumento perfeito, porém para a antiga aliança. O verdadeiro maná não foi dado por Moises, e sim pelo pai. Jesus é o pão que desceu do céu, e quem nos deu o descanso (SHABAT) das obras. “Os nossos antepassados comeram o maná no deserto; como está escrito: ‘Ele lhes deu a comer pão dos céus. Declarou-lhes Jesus: “Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu pão do céu, mas é meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu. “Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo”. / Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida”. Jo: 8: 31-33 / 35 (NVI)

Sexto, o shabat é o quarto mandamento (mitzvá) do decálogo dado por D’us. Mandamento é algo muito sério, pois a lei de D’us apresenta-se sob a forma de mandamentos (mitzvot), estatutos (huquim) e ordenanças (mishpatim). Mandamento é algo que vem de D´us para o homem, e este o obedecendo, o devolve a D´us.

Notemos que na língua hebraica há uma distinção bem diferenciada destas palavras e que elas não são meros sinônimos. Dessa forma, enquanto o dízimo ou as festas bíblicas ou as regras alimentares estão na classificação de estatutos; as leis indenizatórias e trabalhistas são exemplos de ordenanças ou preceitos. Já o shabat está no contexto de um mandamento. Sempre há uma conseqüência quando falhamos com os mandamentos de D’us. Basta pensar um pouco nas pesadas conseqüências de quem mata, furta, adultera, etc. Isto também acontece para os estatutos e ordenanças, pois geram conseqüências pelo descumprimento, porém, bem mais brandas. Ou seja, deixamos simplesmente de receber as bênçãos que D’us tem para todo aquele que obedece e cumpre a Palavra Dele;

R: O apostolo Paulo afirmou ser o sábado apenas uma sombra das coisas que viriam com Cristo, e que ninguém deveria ser julgado por sua guarda ou não (Cl 2.16-17; Rm 14:5). O mesmo apostolo afirmou que fazer diferença obrigatória entre dia e dia seria apegar-se a “rudimentos fracos e pobres que escravizariam” os crentes da região da Galácia (Gl 4. 9-11). O mesmo Jesus cumpriu a exigência do sábado, ou seja, aquele que dá descanso, não das atividades físicas, mas para as nossas almas (Mt: 11:28-30). O próprio Deus confirmou que a aliança dada anteriormente através de Moisés era transitória (Hb. 1. 6-9), e o escritor de Hebreus afirma que em Cristo estamos sob um novo pacto que substituiu o primeiro, onde a guarda obrigatória do sábado estava presente (Hb. 8:13). Evidentemente, existem mandamentos do decálogo aos quais nós devemos obedecer, mas não por fazerem parte do decálogo, e sim por serem ordenados no NT, na Nova aliança em Cristo: não adorar imagens de escultura (1 Jo. 5:21); honrar aos pais (Ef. 6.1); não adulterar (Hb. 13:4); não dizer falso testemunho (Cl 3.9), e etc. Somente nove dos dez mandamentos são repetidos em todo o NT, o qual não ordena a guarda do sábado em texto algum.
Jesus, ao dialogar com alguns líderes religiosos acerca de sua autoridade e missão num dia de sábado, afirmou que os sacerdotes no antigo sistema sacrificial levítico, apesar de cumprirem os preceitos sacrificais exigidos pela mosaica, violavam (“profanavam”- Gr. “Bebeloûsin”- Mt: 12:5) o descanso sabático, exigido pela mesma lei por causa dos sacrifícios realizados nesse dia. Se o sacrifício de animais no antigo sistema religioso judaico era colocado acima da guarda obrigatória do descanso sabático, é porque este possuía uma qualidade inferior em relação ao ato sacrificial de animais, que segundo a própria Bíblia, a partir do sacrifício de Cristo na cruz, tornou-se ineficaz (Hb. 9:11-16, 23-26). Se os sacrifícios realizados na antiga aliança inegavelmente possuíam um caráter cerimonial e transitório, como poderiam estar acima de um mandamento que fosse moral? Se o sábado tivesse um caráter moral, jamais poderia ser profanado em detrimento de um mandamento meramente cerimonial, pois um mandamento moral sempre é superior a um cerimonial.

Sétimo, o Shabat é o dia de a família estar reunida. Analisando o quarto mandamento, vemos: “... Lembra-te do dia do sábado para o santificar... Neste dia não fareis trabalho algum, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem teu animal, nem o estrangeiro..”.(Ex20:8-11). Estes versículos nos mostram que D’us quer toda a família reunida. Por isso, dizemos que o shabat também é o dia da família e daqueles que estão ao nosso redor. Com certeza, se toda família pudesse ter um dia reunião, comendo juntos à mesa, estaria muito melhor em termos de amor, bom relacionamento e união;

R: Concordo com a união da família, não apenas em um dia, mas na medida do possível, em maiores quantidades de dias. A família é o principal foco do Cristianismo, se não zelarmos por ela, somos piores que o descrente (1 Tm. 5:8).

Oitavo, sábado é um sinal de D’us para com a Casa de Israel. Observemos o que diz o versículo abaixo: “... Certamente guardareis os meus sábados; porquanto isto é um sinal entre Mim e vós pelas vossas gerações... Porque eu sou o Senhor que vos santifica...”( Ex 31:13). Vejam que tomar o shabat como um sinal só é válido para o povo judeu e não para o gentio crente. Mas, como o gentio crente em Cristo foi enxertado na “Oliveira” que é o Israel espiritual (judeus e gentios crentes em Jesus), este também tem o direito a esta bênção.

R: Esse direito foi obtido apenas por meio de Cristo, nele temos o SHABAT para nossas almas, e aguardamos a terra prometida, que Abraão tanto desejou sem saber muito bem o que era (Hb. 11: 8). Os santos do AT que morreram na fé, não receberam a promessa, o descanso de Deus na terra que Deus lhe falara, entraram nessa terra apenas na ressurreição de Cristo (Ef. 4:8-10). Ler (Hb. 11: 13-16). Teremos o descanso na morada celestial, a qual é eterna (Jo: 14: 2-3), e apenas os que estiverem fé no dono da mesma, entrarão nela (At. 4:12).

No decálogo, que foi dado também para toda humanidade, D’us emprega o verbo “Zachor”, que quer dizer “Lembrar-se”. Assim, podemos dizer que D’us quer a humanidade se lembrando do sábado, santificando-o e descansando nele. Mas, para o povo de Israel, além destes princípios, D’us quer que o sábado seja um SINAL do pacto eterno entre o povo hebreu e o próprio D’us. Lembremo-nos que, por Cristo, os gentios foram enxertados neste Pacto;

R: O pacto mosaico sabático não é eterno, e sim perpétuo, o qual há diferenças: a palavra “perpétua” (Hb. Ohlam) nem sempre se refere a algo interminável no contexto bíblico, mas a algo realizado por um longo período de tempo indefinido. Esta mesma palavra aparece em outro texto hebraico do At, fazendo referencia ao sacerdócio Levítico (Nm. 25:13), que, segundo a própria bíblia, foi anulado a partir do sacrifício  vicário de Cristo por nós (Hb. 7: 11-18). Além disso, o verso seguinte (Ex. 31:17) declara o sábado como um pacto entre Deus e Israel somente, Portanto, se houvesse obrigatoriedade em guardar este dia, somente aos judeus caberia esta obrigatoriedade.

Nono, o Shabat é um dia de festa e alegria. Isto mesmo, um dia de festa! Em Levítico 23:2-3, temos o shabat como uma festa semanal, porém, uma convocação solene. Portanto, é uma festa de alegria e, por isso, não se jejua no sábado (salvo exceções). Se tivermos um dia dedicado para adorar, louvar e estudar a santa Palavra do Senhor, não pode haver espaço para nenhuma tristeza. Claro que isto não invalida que D’us seja adorado em qualquer outro dia da semana, mas, no sábado, temos uma festa;

R: Correto, desde que os que consideram o sábado como sendo um dia especial para dedicação ao Senhor não julguem os que não fazem essa distinção (Rm 14: 5-6).

Décimo, Yeshua, como bom judeu, zeloso para com a lei, guardava o Shabat estudando as porções da Torá e os livros do Profeta (Parashá e Haftará).
Pela antiga tradição judaica, bem antes de Yeshua, os judeus, a cada sábado, reuniam-se nas sinagogas para estudar a Parashiot (as porções da Torá) e as Haftarot (os textos dos profetas);

R: Jesus era judeu e para que se cumprisse toda a justiça, era necessário a guarda do sábado por ele, mesmo sendo o todo-poderoso (Mt. 5:17), para que fossemos justificado perante Deus, independentemente de qualquer obra feita por nós (Rm 3:28).

Décimo - primeiro motivo pelo qual guardamos o shabat é que os apóstolos e discípulos de Yeshua, judeus e não judeus, guardavam e estudavam a Torá e a Haftará também, e isto durou até o século VI d.C., quando o Papa católico Gregório aboliu de vez o shabat, trocando-o pelo domingo (“Dominus Dei”),dia do Senhor”. Vejamos como exemplo, só dois textos de Atos dos Apóstolos. Paulo, estando em Antioquia “... entrou numa sinagoga, no dia de sábado, sentaram-se. Depois de ler a Lei (Torá) e os Profetas (Haftarot), os chefes da sinagoga...” (At 13:14) “... quando foram saindo rogavam para que estas palavras fossem repetidas no sábado seguinte... No sábado seguinte reuniu-se quase toda a cidade... (At 13:42 e 44). Portanto, era costume da igreja primitiva guardar o sábado para estudar a Palavra de D’us, a Torá.
Vejamos agora outro texto de Atos, onde judeus e não judeus guardavam o shabat para estudar a palavra. Paulo estava em Corinto na Grécia “... ele discutia todos os sábados na sinagoga e persuadia a judeus e gregos...”( Atos 18:4)
Aqui temos claramente judeus e gregos (gentios crentes) praticando a guarda do shabat;

R: É preciso entender que o apostolo Paulo foi criado em todas as observâncias da lei (At. 22:3). E o grande desejo do seu coração era ganhar os judeus para Jesus (Rm 9. 3-4; 1 Co 9: 20-23). E, com esse alvo, ganhar os judeus para Cristo, Paulo circuncidou Timóteo, que era judeu, pois sua mãe era judia (At. 16:3), diferente de Tito, que era grego e não se circuncidou (Gl 2:3). Assim, Paulo evitou causar um escândalo, uma vez que Timóteo estava socialmente comprometido a lei e Tito, não. Embora 1 coríntios 7:19 seja um texto que afirme que a circuncisão é sem valor para o cristão, Paulo, porém observou a festa de pentecostes (At. 20: 16), raspou a cabeça (At. 18:18) e fez ofertas da lei (At. 21: 20, 26). No entanto, afirmou que o sábado semanal foi abolido na cruz (Cl 2:16). Paulo, na verdade, entrava nas sinagogas ao sábado para pregar o evangelho aos judeus, porque era somente nesse dia que os encontravam reunidos, quando, então, podiam ouvir sua pregação.

Décimo - Segundo motivo para a guarda e observância do Shabat é, para mim, uns dos grandes motivos, pois obedecer a guarda do shabat é um ATO PROFÉTICO, ou seja, um ato de fé, uma alusão ao reino milenar, o reino onde Yeshua, juntamente com judeus e gentios salvos, estarão reinando com o Rei dos reis. A palavra “ato profético” em si significa fazer algo por fé, simbolizando ou gerando a existência de algo. Por exemplo, quando fazemos a ceia com pão e vinho, estamos, segundo o apostolo Paulo, dizendo que Yeshua morreu, ressuscitou e que Ele voltará. Ou seja, esta cerimônia é um bom exemplo do que é um ato de fé. Outro bom exemplo é a celebração das festas bíblicas, pois se extrairmos delas a fé, as mesmas não teriam sentido algum para nós e não passariam de um simples memorial. O Texto de Hebreus diz: “... Portanto, resta ainda um repouso shabático para o povo de D’us...” (Hb 4:9). O contexto fala do descanso, do reino de D’us chegado à terra por meio da segunda vinda do Messias Yeshua. O livro de Apocalipse (19:7 e 20:6) fala deste milênio e deste reino. O autor de Hebreus ainda nos exorta a nos esforçarmos para entrar neste descanso (shabat) do Senhor.

R: Os argumentos usados baseados nos textos citados estão totalmente fora do que realmente o texto quer dizer. Jesus nos deixou apenas dois sacramentos que são: a ceia e o batismo nas águas. Esses são os únicos rituais que contem algum elemento físico, passou disso, é misticismo supersticioso, cultura que está hoje dia fortemente inserida no judaísmo, por meio da cabala. A ceia não tem nada a ver com “ato profético”, mas serve para lembrarmo-nos do seu sacrifico, ressurreição, e a sua vinda, para entrarmos no descanso (SHABAT) eterno (Lc. 22:19). Quanto ao texto de Hebreus usado esse caso tratei no tópico antes do primeiro.

Se compararmos o shabat com a Lei do dízimo (um estatuto) veremos que o dízimo aparece em todo o Antigo Testamento, mas não está ordenado ou endossado no Novo Testamento como Lei, mas, simplesmente, como bênção para quem for fiel e obediente a este bom e eficaz estatuto. É um ato de amor. O dízimo é um estatuto judaico muito bem entendido pelos crentes em Jesus e tal entendimento é muito bom. Mas, se analisarmos bem o mandamento (Mitzvá) do shabat, veremos que o Shabat nos foi dado anteriormente à Lei, durante o período da Lei, após a Lei (Isaias 56 é um bom exemplo dos estrangeiros entre os judeus guardando o shabat e recebendo bênçãos) e, mais importante ainda, no Novo Testamento, onde há mais citações sobre o shabat do que o Antigo; o que nos prova a confirmação do propósito de D’us para que todos nós cresçamos em fé e em verdade, profetizando juntos “Os dias vindouros” (Acharit Haamim), quando todos os eleitos estarão na presença do Senhor.

R: Quando andamos pela NOVA ALIANÇA, tudo é feito apenas por fé. O dizimo é um principio bíblico a ser feito por fé. Vejamos: Abraão deu o dizimo a Melquisedeque, porem apens depois de quatrocentos anos, Moises instituiu o dizimo como lei. Sabemos que os dízimos eram entregues aos sacerdotes. Na lei mosaica os dízimos eram entregues aos descendentes de Arão. Jesus é o nosso sacerdote, não segundo a linhagem de Arão, mas de Melquisedeque, ou seja, Abraão deu o dizimo por fé, creu em Deus, e isso lhe foi “imputado como justiça”. Segue a mesma coisa quanto ao SHABAT, entramos no descanso pela fé, e não por obras na guarda de um dia. Não podemos diminuir o sacrifício do Senhor Jesus Cristo em nada. A Ele somente a glória!

Décimo - Terceiro motivo. Eu poderia dizer que pelo fato de Jesus ter ressuscitado no domingo, no primeiro dia da semana, não é argumento válido para anular mais de centenas de citações que a bíblia menciona sobre o shabat. Yeshua não poderia ressuscitar, como judeu, num dia sábado, de descanso absoluto para os judeus. Ninguém saía de suas casas. Assim, Yeshua foi obediente até nisso, quando ressurgiu no primeiro dia da semana. Seria muito estranho um filho tão obediente, com a mesma natureza divina, mudar um mandamento ou qualquer outro ordenado por Seu Pai. Não seria?

R: Essa afirmação não tem nenhum embasamento bíblico, notamos que passa apenas de conjectura. Mas mesmo assim vamos explanar o assunto abordado. Jesus disse que o único sinal que seria dado por Ele, a cerca da sua messianidade era o de Jonas. Assim como Jonas ficou no ventre de um grande peixe por três dias e três noites, assim se daria com Ele no seio da terra. O Senhor estava tratando da sua morte, e em nenhuma vez a Bíblia menciona que Jesus ressuscitou no domingo por causa do sábado.

Os que guardam o sábado terão um grande problema no dia do Senhor (Mt. 24:20), pelo fato de não poderem andar mais de 800 metros de distancia de suas residência, segundo a doutrina judaica.

Que cada um de nós crentes em Jesus, judeus ou não, possamos ter um entendimento mais pleno e completo do dia do Senhor, não com legalismos, proibições ou por tradições, mas por revelação. Quem não tem a revelação do shabat, não merece as bênçãos do shabat, dizem os sábios estudiosos da bíblia.

R: As bênçãos são graça de Deus. Isso inclui até mesmo a graça comum. Jesus falou a esse respeito quando disse que o sol nasce para justos e injustos. Tem muito incrédulo “abençoado” materialmente e de saúde, e que não passa por nem um tipo de dificuldade (Sl 73), porem existem justos em Cristo, que passam por privações. As bênçãos e riquezas estão em Cristo, e devemos nos atentar para sabermos qual é o seu real significado: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu GRATUITAMENTE no Amado”. Ef. 1: 3-6 (NVI)

Que cada um possa receber com amor este ensinamento bíblico que foi tirado do nosso meio por decreto, mas que ele volte rápido, mas não por meio de outro decreto humano, mas sim, como revelação e amor do que ele representa: a história passada, presente e futura da redenção total do homem e a chegada do Messias e do Reino de D’us. É disso tudo que fala o Shabat.

R: Creio que por meio da revelação infalível, ou seja, a Bíblia, o assunto já foi discorrido com clareza nas contradições desse ensino, me refiro a guarda do sábado como obrigatoriedade para a igreja neo-testamentária, pois todos os escritos são inspirados pelo Espirito Santo para o ensino, para repressão, para correção e para instrução na justiça para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra (2 Tm. 3: 16-17).

O meu rabino diz que se alguém não tem as revelações do shabat, não merece as bênçãos do shabat. Isto é muito verdadeiro, pois a força do shabat está muito mais em entender as revelações do shabat, deixando-as florescer em seu coração, recebendo este dia como deileite do que o guardar de uma forma mecânica ou obrigatória.

R: Nós não descansamos em um dia, nós descansamos em uma pessoa, Jesus Cristo o nosso Deus. Quanta benção em Cristo. Por isso não podemos se atentar com o que é transitório, pois isso é passageiro. Devemos atentar-se com o que é eterno. Jesus é eterno, Ele é o nosso SHABAT. “Pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas”. “A Ele seja a glória para sempre”! Amém.

Fontes bibliográficas da pesquisa:

SÉRGIO, Paulo. Manual de repostas bíblicas: Kairos, 2º edição ampliada.
Bíblia Sagrada apologética de estudo ACF, ICP edição ampliada.
Biblia de estudo NVI, Ed. Vida
Traduções bíblicas usadas: Nova versão internacional; Almeida revista e corrigida; Almeida corrigida fiel.

Soli Deo Gloria!

Estudo apologético feito por Fabio Campos.


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