terça-feira, 30 de agosto de 2011

CUIDADO COM LÍDERES RELIGIOSOS CENTRALIZADORES

Texto base:

         - Não ajam como DOMINADORES dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho” 1 Pe. 5:3 (NVI)

          Uma das coisas mais terríveis que existe no meio eclesiástico é a arrogância espiritual. Este é um dos pecados mais graves cometidos, principalmente por alguns “líderes” inescrupulosos. Quantas pessoas, já se desviaram ou viraram a cara para Deus por atitudes imperialistas de pseudo-líderes. Creio que milhares!
          No início do século XIII, na época do feudalismo, concomitante ao início das cruzadas, o governo do papa era uma monarquia verdadeiramente universal, que se tornou completamente centralizadora. Todos os bispos deviam lealdade ao papa, nenhuma ordem religiosa podia ser fundada sem sua autorização, a corte papal em Roma recebia apelos de toda a cristandade e os núncios de Roma observavam a execução das ordens papais em todas as regiões. (A história do cristianismo ao alcance de todos, Ed. Publicações Shedd)
         O ápice deste movimento do cristianismo secularizado se deu com a declaração de Inocêncio III ao dizer sobre os pontífices de Roma:

         - “O sucessor de Pedro é o Vigário de Cristo: escolhido como mediador entre Deus e o homem, abaixo de Deus, mas além do homem; menos que Deus, mas mais que o homem; que deverá julgar a todos e será julgado por um”.
       
        Inocêncio disse aos príncipes da Europa que o papado era como o sol, e os reis eram como a lua. Da mesma forma, que a lua recebia a luz do sol e os reis eram como a lua. As principais armas do papado para sustentar essa autoridade eram as punições espirituais.
        Quantos líderes manipulam seus liderados dizendo:
- “Se você sair de baixo na minha “cobertura espiritual” vai ficar debaixo de maldição”. Geralmente é aquele que pede satisfação de tudo; carro que vai comprar; onde morar; com quem casar, enfim, tudo em nome de uma falsa divindade, usando de uma manipulação barata e maquiavélica. É o medo de perder o “prestígio” de suas ovelhas.
           É interessante notar que o Apóstolo Pedro quando escreveu sua primeira carta universal aos cristãos da diáspora como presbítero (líder geral biblicamente falando), nos disse para não sermos dominadores daqueles que nos foram confiados. Em várias partes dos escritos de Paulo, em situações secundárias, ele não usava de sua autoridade apostólica, para que suas ordens fossem acatadas. Nestas picuinhas, Paulo deixava a igreja por si só se resolver, ele apenas sugeria, mas não determinava.    
          Sabemos o quão é importante à disciplina, e que às vezes o líder para benefício da igreja e do rebanho, precisa tomar uma atitude mais drástica e enérgica.
          Porém, os abusos são muitos. Quantas pessoas machucadas por causa dessa gente. Estes são líderes que não têm sua personalidade firmada em Cristo. Precisam dos “baba ovos espirituais” para os adularem. Se auto intitulam os “ungidos do Senhor”. “Não toque no ungido do Senhor, ou a mão de Deus pesará sobre sua vida” (risos). Quem nunca escutou isso, não é verdade!? Aliais uma das características de seita, são o exclusivismo religioso e a concentração de poder sobre o seu líder.
         O Rei dos reis nunca machucou ninguém para defender sua divindade. Pelo contrário, ele a usou para edificar. E hoje o que vemos? “Gente se apoderando de títulos de “pai-apóstolo”, “apóstola”, “bispa mãe”, “patriarca”, “quarta pessoa da trindade”, e vem mais por aí, pode apostar”. O que não falta a eles é criatividade.
         O Senhor me fez um dos líderes de seu povo, e detalhe, não preciso estar exercendo uma função eclesiástica terrena para tal chamado. No mundo espiritual já sou, e ponto. Porém, apenas para edificar, exortar, repreender quando houver necessidade, e também às vezes ser exortado assim como Pedro foi por Paulo. Imagine o apóstolo Paulo exortando alguns dos “ungidos” de hoje, como fez com Pedro. Coitado do amado! Ia ser amaldiçoado até debaixo da terra. Vale ressaltar que Pedro, o amado apóstolo, era cheio do Espírito Santo e acatou a repreensão de Paulo. Que coisa linda! Que homens eram aqueles!
      O grande reformador do século XIV John Wyclif foi muito feliz ao dizer de como o papado (autoridade “suprema”) da época havia se distanciado da prática e da fé simples de Cristo e seus discípulos.
    
- “Cristo é verdade, o papa é o princípio da falsidade. Cristo viveu na pobreza, o papa trabalha por magnificência; Cristo recusou o poder temporal, e o papa o busca”  
    
     Se Wyclif estivesse hoje entre nós, para quem você acha que ele diria isso? Para o papa? Acredito que não! Mas para os “medalhões" da fé

      Se você está ferido por causa desses, segue sua vida com Cristo (lógico se você estiver na razão). Quem pode amaldiçoar o que Deus abençoou? Vamos dar honra a quem merece honra, e tem muito pastor que é servo e dá sua vida pelo rebanho. Mas a esses outros, deixa Deus cuidar. Não se machuque mais por tais declarações, aliás, o seu Senhor, o TODO-PODEROSO, já te fez feliz, livre de tudo.
      Vamos ficar com a palavra de Deus, que diz: - “Importa que obedeçamos a Deus e não a homens”. Na dúvida entre a palavra do seu líder ou a de Deus; fique com a Bíblia, pois só ela é inerrante. O resto, incluindo eu, é falível e limitado.

Deus abençõe.
Fabio Campos

Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A SATISFAÇÃO DO PERDÃO


Texto base: Sl. 32: 1 (NVI)

              - “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!”

          Um ímpio jamais sentirá a alegria de ter um pecado perdoado por Deus. Sua alegria está apenas na “podridão” em que o pecado lhe proporciona uma rápida “satisfação”.

          O justo sabe o valor do perdão de Deus. A Bíblia diz que a única coisa que faz separação entre Deus e o homem, é o pecado. Quem já foi uma vez justificado em Cristo, que experimentou a comunhão com Deus, quando peca, senti a amarga tristeza da quebra de uma aliança com a pessoa amada (Deus).

          Nessa hora seu coração é invadido por uma tristeza que psiquiatra nenhum pode prescrever uma dosagem para a cura. O que ele pode fazer é apenas um curativo em uma profunda ferida para aliviar a dor por um breve período de tempo.

          Mas o perdão de Deus concedido a um justo, o qual não há hipocrisia, este é o único remédio eficaz, perfeito, para a restauração da alegria. Na comunhão com Deus nos sentimos amados e acolhidos mesmo sendo frágeis e falhos.

                -“Como é feliz a quem o Senhor não atribui culpa”. Sl 32:2 (NVI)

          O verbo “atribuir” no hebraico original, “hãshabh”, significa “levar em conta”. Como é feliz aquele a quem o Senhor não “leva em conta” sua iniqüidade, pois os que pecam deliberadamente são hipócritas, mas os que em seu espírito não há dolo, estes são justificados por meio do nosso DEUS, o SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO.

           Você sente tristeza quando peca? Onde há mais satisfação em seu coração, no prazer momentâneo do pecado, ou na graça em ter os pecados perdoados?

              - “Não sejam como o cavalo ou o burro, que não têm entendimento mas precisam ser controlados com freios e rédeas, caso contrário não obedecem”. Sl 32: 9 (NVI)

           Se você não tiver satisfação no pecado, saiba que o Deus Vivo, o Espírito Santo habita em você. Se o seu coração está na satisfação do que o pecado lhe proporciona, o que pode haver em você é apenas um remorso, o mesmo sentimento de Judas, diferente de Pedro que se arrependeu.

           Deus tem prazer em perdoar, Ele só precisa que você reconheça seus maus caminhos, se arrependa, e peça para O Senhor Jesus Cristo te fazer uma nova criatura, e certamente você viverá essa palavra:

               - “A bondade do SENHOR protege quem nele confia. Alegrem-se no SENHOR e exultem, vocês que são justos! Cantem de alegria, todos vocês que são retos de coração!” Sl 32 10-11 (NVI)

         Deus quer ver sua felicidade, não importa sua atual situação e nem o quanto você já errou, apenas aceite o convite de Deus e desfrute de uma comunhão de amor que durará eternamente.


Deus abençõe.
Fabio Campos

Soli Deo gloria!