sábado, 9 de julho de 2011

A SIMPLICIDADE DE JESUS CRISTO É O CENTRO DA MINHA APOLOGÉTICA



Texto base: “Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que BATALHASSEM PELA FÉ (Apologia, Grifo: Fabio) de uma vez por todas confiada aos santos”. Jd. 3 (NVI) 


Apologética (do latim tardio apologetĭcus, através do grego ἀπολογητικός, por derivação de "apologia", do grego απολογία: "defesa verbal") é a disciplina teológica própria de certa religião que se propõe a demonstrar a verdade da própria doutrina, defendendo-a de teses contrárias. (Wikipédia)

A primeira vez que ouvi a palavra de Deus, pura e ilibada, foi um pouco diferente do normal. Comecei a sentir um desejo de ler a Bíblia mesmo não tendo esse costume, até mesmo por não ser convertido, mas sempre que via algum evangélico pregando a palavra, parava para ouvir a mensagem. Aquilo, entretanto, foi criando um desejo por saber mais de Deus.

Na época, um amigo tinha se convertido a Jesus Cristo, e pedi a ele que me apresentasse sua igreja. Foi engraçado. Chegamos ao culto e em menos de quinze minutos de palavra, este meu irmão em Cristo, me levou embora. Eu sem entender nada, perguntei: - O que aconteceu?

E foi nesta resposta que tive o meu encontro maravilhoso com Jesus Cristo.

“Fabinho, hoje o meu pastor convidou um pregador de fora, e como a ministração não estava de acordo com a Bíblia, achei melhor explicar o evangelho a você de uma forma mais “simples”, me disse ele.

Irmãos, eu sem entender nada, até mesmo porque não conhecia a Bíblia, fiquei “confuso”. Mas na hora que o Espírito Santo de Deus deu graça ao meu amigo para me falar a palavra, bastou quinze minutos de conversa sobre o real motivo do sacrifício de Jesus e mais nada. Aquilo foi impactante, minha vida mudou!    
         
Hoje conheço este Cristo, aquele cujo apóstolo Paulo com uma simplicidade tão grande pregou aos gentios. O mesmo Cristo que foi pregado por Paulo, em algumas igrejas, não gera os resultados esperados pela Eclésia, pois coisas simples demais não são atraentes.

Que reine o pragmatismo, “glória a deus” (d minúsculo porque o pragmatismo religioso é fruto do paganismo).

O evangelho de Cristo quando é pregado em sua essência nos traz constrangimento com relação ao pecado - sede de mudança - e alegria pelo perdão concedido por Deus por intermédio de Cristo. Uma das coisas lindas em Jesus no seu ministério terreno foi à forma como se relacionou com os seus discípulos. Ele sendo Deus, não usou de tal artifício para impressionar a ninguém, mas como servo, humilhou-se a si mesmo, amando até mesmo Judas Iscariotes até o fim. Ele não é um Deus distante, mas é o Emanuel, o Deus conosco, aquele se que identifica com as nossas fragilidades, com os nossos medos, ansiedades e, mesmo sendo Ele perfeito, não exige nossa perfeição; aliás, para Ele já somos perfeitos e pelo o seu sangue somos santificados e justificados diante de Deus gratuitamente. Que amor é este... Que coisa linda é esta graça disponível em Jesus Cristo!

Quando Judas (não o traidor) escreveu sua epístola exortando os cristãos a batalhar (apologética) pela fé que nos foi dada, o verbo “batalhar” no grego “epagõnizesthai”, tem a conotação de “lutar por”; “contender”; “exercer grande esforço por alguém”. A palavra era usada para disputas atléticas, incentivando os esforços dos atletas nos jogos. (Chave linguística do Novo Testamento Grego, Vida Nova)

A minha luta não é contra o pecador; minha apologia não é para apontar o pecado de ninguém, pois isto a própria palavra já traz a luz pela leitura e pregação do evangelho. Quem trata de pecado é Jesus; Ele é quem purifica o coração do homem pecador. Entretanto, no campo doutrinário, com relação às heresias e distorções bíblicas, cabe a nós cristãos, zelarmos pela palavra que nos foi confiada. Não podemos tolerar estes que deliberadamente estão corrompendo a fé na sua essência. Como disse o apóstolo Paulo, acerca dos falsos “apóstolos” que estavam distorcendo o evangelho na igreja de Corinto:

 - “Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem”. 2 Co 11: 13-15 (NVI).

Esses tais “apóstolos”, a igreja os toleravam de boa mente (V. 4). A fé cristã não pode ser sincretizada com o paganismo. Infelizmente, assim como aconteceu no quarto século com a decisão de Constantino de oficializar o cristianismo como religião oficial do império romano, misturando as crenças, assim acontece hoje também em algumas igrejas, quais precisam de amuletos e caminham pelo esoterismo para deixar seus cultos mais atraentes. Constantino dizia que o culto cristão era muito simples, e que precisava de apetrechos físicos para valorizar as reuniões. O nosso Jesus tem sido “misturado”, apartando os sinceros de coração da simplicidade do seu evangelho.

É com muito pesar e aflição de espírito que escrevo esse texto. Sei que muitos se desviam diariamente por não conhecer as misericórdias infalíveis do Senhor. Quando estamos caídos, é Jesus quem nos levanta. Quando não nos sentimos mais dignos da presença de Deus, é Jesus quem nos justifica para entrarmos com a consciência sem culpa diante do pai. Quando erramos, é Ele quem nos dá as oportunidades para recomeçarmos. Quando estamos confusos, é Ele quem nos direciona. Se eu tivesse que escrever todos os seus feitos, não teriam livros suficientes no mundo para escrever seus atos de amor para conosco.

Este é o Jesus. O Nazareno é manso e simples, porém é o único que tem todo o poder. Sua simplicidade sempre será o centro da minha defesa. Podem me criticar. Não somos obrigados a concordar com tudo, porém não posso de forma alguma negligenciar este chamado. Isto seria desonesto com a Bíblia e com a minha consciência. Conforme disse Lutero: - “Não é sábio ir contra a consciência”. Por isso digo: JESUS CRISTO, É, E SEMPRE SERÁ O CENTRO DA MINHA APOLOGÉTICA!

Soli Deo Gloria!


Fabio Campos
fabio.solafide@gmail.com