segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CONTRA QUEIXUME (Charles H. Spurgeon)


Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do Senhor; ouvindo-o o SENHOR, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu extremidades do arraial” (Nm 11.1).

Observe como o dano começou nos arredores, entre a multidão mista, e como o fogo do Senhor consumiu as extremidades do arraial. O grande perigo da igreja está em seus viveiros ou parasitas; esses infectam o verdadeiro Israel.

I.        UM ESPÍRITO DESCONTENTE CAUSA PESAR AO SENHOR.
1.     Poderíamos inferir isso de nossos próprios sentimentos, quando os dependentes, os filhos, os criados ou aqueles que recebem esmolas estão sempre resmungando.
2.     No caso dos homens para com Deus, a murmuração é muito pior, visto como não merecem bem algum de suas mãos, mas bem ao contrário, “Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados”. (Lm 3.39; Sl 103.10)

II.      UM ESPÍRITO DESCONTENTE IMAGINA QUE ACHARIA PRAZER NAS COISAS QUE LHE FORAM NEGADAS.
Israel tinha o maná; porém suspirava por peixes, pepinos, melões, cebolas, etc.

1.     É prejudicial a nós mesmos, pois nos impede de desfrutar o que já temos. Leva os homens a difamarem o alimento dos anjos, chamando-o de “este pão vil”. Levou Hamã a não pensar em sua prosperidade, porque um simples homem lhe negou reverência (Et 5.13)
2.     É uma calúnia para com Deus e ingrato para com Ele.
3.     Leva à rebeldia, à falsidade, à inveja e a toda sorte de pecados.

III.   UM ESPÍRITO DESCONTENTE MOSTRA QUE A MENTE PRECISA SER TRANSFORMADA
A graça poria nossos desejos em ordem e manteria nossos pensamentos e afeições em seus devidos lugares; deste modo:

1.     Contentamento com aquilo que temos (Hb 13.5)
2.     Em relação a outras coisas, moderados no desejo. “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza” (Pv 30.8)
3.     Em relação às coisas terrenas que podem estar faltando, plenamente resignados. “Não seja como eu quero e, sim, como tu queres”. (Mt 26.39)
4.     Primeiro, e mais ansiosamente, desejar a Deus. “Minha alma tem sede de Deus”, etc. (Sl 42.2)
5.     Em seguida, buscar ardentemente os melhores dons (1 Co 12.31)
6.      Seguir sempre em amor o caminho mais excelente (1 Co 12.31)

Li a respeito de césar que preparou uma grande festa para seus nobres e amigos. Aconteceu que o dia designado foi de tamanha má sorte que nada se poderia fazer para a honra de sua reunião. Em conseqüência disso, desgostoso e enraivecido, ordenou a todos quantos tivessem arcos, que atirassem suas setas contra júpiter, o principal deus deles, como que em desafio contra ele, por aquele tempo chuvoso; feito isso, suas setas não chegaram ao céu e caíram sobre suas próprias cabeças, de modo que muitos deles ficaram gravemente feridos.

Assim, nossos queixumes e murmurações, que são outras tantas setas atiradas contra o próprio Deus, retornarão sobre nossas cabeças ou nossos corações; não o alcançarão, mas nos atingirão; não lhe causarão dano, mas nos ferirão; portanto é preferível ser mudo a ser murmurador; é perigoso contender com aquele que é fogo consumidor (Hb 12.13) (Thomas Brooks).

No mesmo texto (Nm 17.10), os israelitas são chamados de “murmuradores” e “rebeldes”; e não é a rebelião como o pecado da feitiçaria? (1Sm 15.23). Você que é murmurador, para Deus é como um bruxo, um feiticeiro, como aquele que lida com o diabo. Este é um pecado de primeira grandeza. A murmuração, muitas vezes, termina em maldição; a mãe de Mica deitou maldições, quando os talentos de prata foram tirados (Jz 17.2). Assim faz o murmurador, quando uma parte de sua propriedade lhe é tirada. Nossa murmuração é a musica do diabo; trata-se do pecado que Deus não pode suportar (T. Watson).

Não ouso lamuriar-me assim, como não ouso amaldiçoar ou jurar (João Wesley).

Uma criança estava chorando de raiva, quando ouvi sua mãe dizer-lhe: “Se você esta chorando sem motivo, logo vai chorar com razão”. E do som de uma tapa recolhi o ensino moral de que os que choram por nada, estão fazendo uma vara para suas próprias costas e, provavelmente, serão castigados por ela.

Extraido do livro: Esboços bíblicos de Genesis a Apocalipse volume I.
Editora Shedd publicações

Deus abençoe.

Sola Del Gloria!
Fabio Campos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CONHEÇO ALGUEM MAIS “BOM” DO QUE DEUS! EU MESMO!

Evangelho de Marcos: MC 10: 17-22 – O Jovem Rico
Texto base: MC 10:18 Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus”
Diante de tantas tragédias ocorridas nos últimos tempos, comecei a reparar nos argumentos das pessoas com relação ao divino. Comentários do tipo “Por que Deus permitiu tudo isso?”, “Por que as coisas ruins acontecem com pessoas boas?”.
Existe um termo usado na teologia e na filosofia chamado “teodicéia”. O termo teodicéia provém do grego θεός - theós, "Deus" e δίκη - díkē, "justiça", que significa, literalmente, "justiça de Deus”. Esse termo foi cunhado nessas ciências por um filósofo Alemão chamado Gottfried Leibniz, tendo como alvo mostrar que a presença do mal no mundo não entra em conflito com a bondade de Deus. A teodicéia é o tema mais complexo de ser analisado dentro da teologia, seguido do mistério da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).
É interessante notarmos o senso de justiça própria que temos em nossa natureza. Ao pensarmos ou afirmarmos o “porque que Deus permitiu ou fez algo” que contrarie nossa própria justiça ou pre-rogativas, declaramos por traz de nossos julgamentos, que Deus não é tão bom quanto eu, que se estando eu em seu lugar, as coisas sairiam melhores. É de se parar para pensar, não é verdade?
Os adeptos do “teísmo aberto” acreditam que, Deus fez o mundo e tudo o que nele há, mas para provar o seu amor pela humanidade, deu-lhes o livre arbítrio, não interferindo na história humana, sendo pego de surpresa em todos os acontecimentos. Para esses “teólogos” temos um Deus “limitado”, “fraquinho”, o que é bem diferente do Deus revelado na Bíblia Sagrada. Eles querem “defender” a Deus, “inocentando-o” das intempéries do mundo, como se Ele tivesse alguma culpa.
E quando as pessoas vão dar seu testemunho dizendo que, Deus é bom porque um milagre aconteceu (não que seja errado, até mesmo eu falo dessa maneira); mas paramos e pensamos: Se o milagre não tivesse acontecido, Ele deixaria de ser bom?
No episódio ocorrido com Jesus e o jovem rico, o Senhor mostrou aquele moço que, os parâmetros de bondade de Deus, não são os mesmos dos homens. Muitas das pessoas que se dizem “boas”, praticam coisas “boas”, porém, em determinada situação, através dos seus atos de “bondade”, acabam levando outras a destruição. Ex. Uma mãe que não coloca limite em seus filhos por pensar que agindo dessa forma estará sendo má; em um futuro muito próximo, verá as desgraças causadas na formação do caráter dessas crianças. Nós somos iguais a crianças quando disciplinadas; uma criança quando tem como didático o castigo, seu primeiro sentimento é que seus pais são ruins, pois na mente delas o pai bonzinho é aquele que as deixa à vontade, não censurando em nada seus comportamentos e atitudes. Essa é uma pequena ilustração que o adjetivo bom para nós, não é o mesmo do de Deus.
Vejo cristãos sinceros, “tentando” explicar a Deus, “ajudando” o Senhor a sair das sinucas de bico colocadas pela parte dos incrédulos, questionando a bondade de Deus. Só que, quando conjecturamos as intenções de Deus a respeito de algo, ou seja, quando não temos certeza, corremos um grande perigo de tentar “justificar” a um Deus Santo e perfeito, diante de um miserável pecador e imperfeito, como eu e você.
Essas comparações acontecem quando nossos padrões de bondade são misturados aos de Deus. Não existe a possibilidade de ambas se misturarem; Deus é eterno, nós somos pó. Ele é criador, nós somos criaturas.
Quando Jesus disse que não há ninguém bom, a não ser um, que é Deus, no texto Grego original, a palavra “bom” (αγαθον- agathon) quer dizer: “bom”, “excelente”, “reto”, “generoso”. Porém nessa passagem do evangelho de Marcos, todas essas características são atribuídas à ESSÊNCIA (intrínseco) de Deus e não somente aos seus atos, coisa que não somos, e, enquanto Jesus não voltar, também não seremos, e graças a Deus por isso, pois assim Ele continua sendo (nunca deixará de ser) Deus, e eu sendo homem, privilegiado pela sua graça maravilhosa.
Quando estamos passando por adversidades é muito difícil compreender a bondade imutável do Senhor. Nesses momentos, tenhamos apenas temor e confiança Nele, lembrando que, daremos conta de toda palavra frívola que sair de nossa boca, principalmente nos julgamentos precipitados que fazemos quanto a adversidades de outros, seja ele quem for.
É importante lembrarmos que Deus não está por trás de todas as coisas ruins que acontecem. Ele permite, pois se não fosse dessa maneira, teríamos um Deus limitado, como dizem os adeptos do teísmo aberto. Nós temos um Deus que, usa tudo e todas as coisas, para que interligadas, cumpram seus propósitos, beneficiando os que o amam, dos quais foram chamados para o seu propósito.
Quando seu coração for tentado a condenar a Deus por alguma coisa que aconteceu, antes, pergunte a si mesmo qual é a sua parcela de culpa nessa situação, qual parcela de culpa das pessoas diretas e indiretamente envolvidas no caso. Tenha o discernimento do que é realmente propósito de Deus nas situações, dessa forma não falaremos “besteiras” a pessoas que estão passando por alguma dificuldade.
Mesmo diante de todas as catástrofes, Deus é totalmente confiável e amoroso, pois Ele sim é BOM, tanto é que a Bíblia nos diz que “o seu amor é pra sempre”. Escute o que Ele te diz nos momentos difíceis: “Aquietai-vos e sabei que sou Deus; serei exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
Ele nos ama, mesmo sendo falhos, pois esse amor foi provado na morte do seu único filho, Jesus Cristo o justo, para justificação e resgate dos perdidos. E aqueles que verdadeiramente conhecem esse amor, reconhecem suas maldades, sendo perdoados de todos os pecados, passando a servir-lo, e experimentado sua bondade todos os dias.
Deus abençoe!
Fabio Campos
Soli Deo Gloria

domingo, 13 de fevereiro de 2011

12 DICAS PARA SE TER UM DIA VITORIOSO CONTRA OS PECADOS SEXUAIS

1.   Levar o pensamento cativo a Cristo no primeiro abrir dos olhos, e declarar firmemente: “Só por hoje farei a tua vontade”

2.   Desviar os olhos imediatamente de tudo que houver sensualidade.

3.   Evitar qualquer falatório que tenha em seu bojo algum tipo de sensualidade.

4.   Repreender os pensamentos de lascívia, não cultivá-los nem por um segundo.

5.   Evitar Internet e televisão quando se está cansado. Perguntar com sinceridade se realmente é necessário ligar o computador ou passar por aquele canal.

6.   Desistir no primeiro segundo do plano para assistir algo sensual, por mais que seja o programa da "Xuxa".

7.   Examinar as intenções antes de ligar o computador, antes de assistir televisão, ou ler alguma revista em que há possibilidade de conter fotos sensuais.

8.   Evitar bancas de jornal o máximo possível.

9.   Sempre quando a frente do computador, no site Google, na pesquisa de algo, evitar clicar em “imagens” por mais puro que seja o tema buscado.

10.    Lembrar das destruições causadas pela pornografia e adultérios.

11.    Buscar a Deus quando se está vulnerável.

12.     Lembrar o que Deus tem reservado para nós.


Deus abençoe e te sustente.

Fabio Campos