sábado, 26 de novembro de 2016

A PRÁTICA DA PRESENÇA DE DEUS



Por Irmão Lourenço 1

Eu renunciei, por amor a ele, a tudo o que não era dele e comecei a viver como se não existisse no mundo ninguém a não ser ele e eu. Ás vezes, considerava-me na presença dele, como um pobre criminoso aos pés do seu juiz; outras vezes, contemplava-o no meu coração como Pai, como Deus. Adorava-o com a maior frequência possível, mantendo a mente na sua Santa Presença e recolhia-me todas as vezes que percebia o pensamento vagando para longe dele. Não era pequena a dificuldade nesse exercício, e, no entanto, eu prosseguia, apensar de todos os problemas que encontrava, sem angustiar-me ou perturbar-me quando a mente se desgarrava sem querer. Fazia disso a minha ocupação, tanto ao longo do dia quanto nas horas designadas para a oração; pois o tempo todo, a cada hora, a cada minuto, até mesmo no auge das atividades, eu afastava da mente tudo o que podia interromper o pensamento de Deus. 

Essa tem sido minha prática comum desde o dia em que entrei na religião; e, embora fizesse isso de modo muito imperfeito, mesmo assim, tirei grande vantagem. O que, bem sei, deve ser imputado unicamente à misericórdia e bondade de Deus, porque sem ele nada podemos, e eu menos do qualquer pessoa. Mas quando somos fiéis e nos mantemos na sua santa presença e o temos sempre diante de nós, o fato não apenas nos impede de ofendê-lo e de praticar qualquer coisa que lhe desagrade, pelos menos deliberadamente, mas também gera em nós uma santa liberdade e, se assim posso dizer, uma familiaridade com Deus, por meio da qual podemos pedir, e com bom êxito, as graças de que necessitamos. Em fim, pela frequente repetição desses atos, eles passam a ser habituais e a presença de Deus torna-se de certo modo natural para nós. Agradeçam a Deus comigo, por favor, por sua grande bondade comigo, com a qual eu nunca me admiro o suficiente, pelos muitos favores que ele fez para um pecador tão miserável como eu.


Texto extraído do livro: “A Biblioteca de C. S. Lewis”; BELL, James S. & DAWSON, Anthony; Ed. Mundo Cristão. P. 119-120

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1 Irmão Lawrence da Ressurreição, nome religioso de Nicolas Herman (1614 - 1691), francês, da Ordem Carmelita, conhecido por sua grande santidade e extrema humildade. Suas explanações e cartas foram publicadas, mais tarde, sob o título, A Prática da Presença de Deus, e são até hoje um dos maiores clássicos da literatura mística cristã. (Fonte: Wikipédia)


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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

NÃO PRECISA PROVAR, VOCÊ JÁ É AMADO!



Por Fabio Campos

Texto base: “Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado” – Efésios 1.6 (AFC)


A caminha cristã não é um trajeto perene, mas volátil. Não são em todos os momentos que estamos bem, cheios, entusiasmados. A respeito disso, experimente conversar com um cristão equilibrado. Ele não falará sobre suas virtudes, mas do espinho cravado em sua carne e do mensageiro de satanás que o assola com bofetadas. 

Nesta caminhada somos tentados a concentrar a nossa atenção nas conquistas, no sucesso, no ativismo e nas atividades autocentradas que geram recompensas e elogios dos outros 1. A demanda religiosa não aceita a ideia de que somos simples seres mortais. Levados neste ardil de satanás, abandonamos a simplicidade devida a Cristo e, nossas virtudes tomam a atenção no lugar do Senhor.  

Mas a substância do cristianismo não se trata do que o homem faz para Deus, mas do que Deus fez pelo homem. Jesus nos revelou quem de fato é Deus: “Quem me vê a mim vê o Pai”. Nossa caminha não é perene, mas Cristo é Eterno e o Seu Amor dura para sempre.

Jamais devemos medir o amor de Deus por nós pelo o que fazemos ou por aquilo que deixamos de fazer. É tolice atrelar o amor de Deus pelo quanto de amor que as pessoas nos amam. Muitas vezes, tornamo-nos reféns de uma baixa-estima porque supomos, simplesmente, que somos o menos amado dentre todos. Somos levados a pensar (daí vem nossa inquietação travestida de zelo) que Deus seja mais próximo dos que são eficientes e hábeis nos seus afazeres. Quanta infelicidade nos acomete quando sentimo-nos seguros apenas quando nos vemos uma pessoa nobre, generosa e amável, sem cicatrizes, medos ou lágrimas. Ou seja, perfeitos!2

Jogamos Deus na cadeira do patrão, que ama mais aquele que mais produz. Deus não é assim. Nem a maior das virtudes dos homens impressiona Deus ou O surpreende. Todo ato de bondade, talento, habilidade – tudo o que é louvável, provem do Pai das luzes. O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. 

Deus nos ama pelo Filho. A única coisa que satisfaz a justiça de Deus é a obra de Jesus. Somos amados com amor eterno n’Ele. Por isso não há o mais, ou o menos amado. Em Cristo somos amados de Deus. Não é sábio ficar se comparando com os outros. Da mesma maneira, não procure alardear a sua importância e também não se vanglorie das suas vitórias. É bem provável que agindo dessa forma você se sentirá superior a qualquer pessoa. Deus não nos compara com outros. Portanto, quem se gloria, glorie-se no Senhor.

A demanda Divina não é satisfeita pelos sermões bem preparados dos pastores; não é suprida pela erudição e desenvoltura dos teólogos; também não se dá pela capacidade dos filósofos em articular sobre as questões difíceis da vida; não consiste em dar o próprio corpo para ser queimado e nem pela generosidade ao ponto de dar tudo o que se possui aos pobres. A justiça de Deus é satisfeita em Cristo, e todas as virtudes, debaixo desta Lei, são obras de louvores a Deus feitas pela fé.

Se você está em Cristo, não há nada que você possa fazer para Deus te amar mais e também não há nada que você deixe de fazer para Ele te amar menos. Jesus é suficiente. Henri Nouwem diz que, não precisamos correr de um lado para o outro, a fim de mostrar a todos o quanto somos amados. Nós já somos!3 Fim!

O maior desafio do cristão, por incrível que parece, é o de viver perdoado. O amor de Deus não diminuiu apesar de nós. Utilizando-me das palavras de Paul Washer, encerro esse breve artigo, dizendo: “Eu tenho dado a Cristo incontáveis razões para não me amar. Nenhuma delas tem sido forte o suficiente para mudá-lo”.
 
Não precisa provar, você já é amado!


Em Cristo Jesus, considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos
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Citações:

1 BRENNAN, Manning. O impostor que vive em mim; p. 44
2 Ibid; p. 28
3 NOUWEN, Henri & RODERICK, Philip. Conversa Espiritual; p. 22

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

RUTE, DEUS TRABALHA PELA FAMÍLIA




Escola Bíblica Dominical – 20 de novembro de 2016 | Lição 8
Texto Áureo: Rt 4.14

Verdade prática: Deus abençoa o trabalho, a fé e a persistência da família que serve.
Leitura bíblica em classe: Rt 1. 1-14 

REFLEXÃO E OBJETIVO DA AULA: 1) Apontar a crise econômica pela qual Belém estava passando; 2) Mostrar como Noemi e Rute superaram as crises; 3) Enfatizar que a fé e o trabalho nos ajudam a superar crises.

INTRODUÇÃO:

a. O livro de Rute localiza-se entre Juízes e Samuel por um motivo claro. Juízes apresenta o declínio da nação judaica; Samuel, o estabelecimento do reino judaico; e Rute retrata Cristo e sua noiva.

b. Estudaremos a história de uma família que enfrentou a crise da fome, do luto e da desesperança.

c. Os eventos de Rute aconteceram na época de Juízes. Rute e Ester não os únicos livros do Antigo Testamento que recebem nome de mulheres. Rute era uma gentia que casou com o judeu. Ester era uma judia que se casou com um gentio. Contudo, Deus usou as duas para salvar a nação.
 
d. Vamos arrazoar acerca de três viúvas que perderam seus maridos repentinamente. Como elas se ajudaram? É lindo ver o encorajamento que Orfa e Rute deram a Noemi no pior momento da sua vida. 

e. Com efeito, perder o marido é algo doloroso; mas perder o marido e dois filhos de forma repentina, é desastroso, como é explicito nas próprias palavras de Noemi: “A minha amargura é maior do que a vossa” (Rt 1.13). Quem poderia consolar Noemi?

I. A CRISE ECONÔMICA

1. Fome na “casa do pão”.

a. A fome é  a circunstância que fez uma família israelita migrar para a terra estranha de Moabe. A fome foi algo recorrente nos tempos dos patriarcas, tendo levado Jacó e os filhos a migrarem para o Egito.

b. Tudo indica que o motivo da “fome em Belém” fosse por causa dos pecados do povo. Estes haviam abandonado ao Senhor:

“Se depois disso tudo vocês não me ouvirem, eu os castigarei sete vezes mais pelos seus pecados. Eu lhes quebrarei o orgulho rebelde e farei que o céu sobre vocês fique como ferro e a terra de vocês fique como bronze. A força de vocês será gasta em vão, porque a terra não lhes dará colheita, nem as árvores da terra lhes darão fruto.”  - Levítico 26:18-20 (NVI)

c. Belém significa “casa de pão”, e o nome reflete a fertilidade de seus campos e pomares. Mas mesmo em Belém a fome atingiu a comunidade. 

d. Israel apartou o seu coração do Senhor o Seu Deus; nem todos agiam de modo pecaminoso, mas a disciplina era para todos; o povo sobre as consequências pela falta de conhecimento (Os 4.6). 

2. A crise alcança uma família (Rt 1. 1,2)

a. Elimeleque decidiu mudar-se para Moabe (Rt 1.1,2). Para a esposa, Noemi, as consequências da mudança foram trágicas à longo prazo. Além da perda do marido e de seus dois filhos – o que devia durar alguns meses, ou seja, sua estalagem – durou dez anos.

b. Naquele momento de crise, eles fizeram o que parecia ser o melhor para toda sua família, foram para Moabe. 

c. Mas eles se depararam com uma crise terrível que resultou na morte das três pessoas que poderia sustentar a velha Noemi. Não havia pensão na época; por isso Deus sempre requereu um cuidado especial para com as viúvas. 

d. Noemi ficou sem meios de sobreviver e também sem nenhuma esperança quanto ao futuro.

3. Três viúvas.

a. O cenário era de três viúvas e sem filhos; elas estavam vulneráveis ao perigo físico, financeiro e espiritual.

b. Mas Deus tomou partido e já tinha o seu plano nesta trágica história. 

c. Deus estava trabalhando no coração de Noemi e preparando Rute para ser “matriarca” da linhagem do rei da Davi. 

d. Por mais nebulosas que as coisas estejam, Deus sempre trabalha em nosso favor daqueles que o amam:

“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” - Jeremias 29:11 (NVI)

SÍNTESE DO TÓPICO I   
                                                                                    
A crise econômica em Belém fez Elimeleque e sua família buscarem melhores condições de vida em Moabe.

II. SUPERANDO AS CRISES

1. Noemi enfrenta a crise.

a. Noemi tornou-se uma mulher amarga, triste e sem esperança. Parecia não existir solução para a crise que estava vivendo.

b. Todos nós estamos sujeitos ao dia mal. Parece que o pior chega junto de outras coisas ruins, tudo ao mesmo tempo. 

c. São nesses momentos que buscamos mais a Deus; nossa oração é mais fervorosa, verdadeira. A meditação no livro de salmos passa a ser mais importante que o café da manhã.

d. Noemi (e creio que razão) foi dominada pela amargura e dor. Ele só esperava a morte.

e. Mas são exatamente em momentos com esses é que somos testados; este é o momento que conhecemos quem de fato somos:

"Você nunca tem consciência do quanto de fato acredita em alguma coisa enquanto a verdade ou a falsidade dessa coisa não se torna uma questão de vida ou morte para você." 1 — C. S. Lewis

f. Noemi estava desesperançosa; não esperava mais nada na vida, senão a morte.

2. O retorno para sua terra.

a.  Noemi ficou sabendo que Deus estava restaurando a sorte do seu povo e decidiu voltar para a sua terra. 

b. Ela saiu com suas duas noras, mas chegou apenas com a Rute. 

c. Noemi achou que não seria sábio as duas jovens deixarem Moabe, sua terra natal. Elogiou-as pela lealdade para com os seus maridos falecidos e para com ela mesma, e insistiu a que ficassem em sua terra natal. 

d. Orfã foi embora e não se ouve mais a seu respeito, porém Rute “se apegou a Noemi”. O verbo é o mesmo empregado para referir-se ao casamento em Gênesis 2.24: “Por isso [...] o homem [...] se une à sua mulher”. 

e. Talvez Rute estivesse pensando que estava sendo castigada por Deus; mas Deus trabalha em nós muito mais através das adversidades do que com a prosperidade:

“... fortalecendo os discípulos e encorajando-os a permanecer na fé, dizendo:"É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus". - Atos 14:22 

f. Deus está trabalhando em todas as coisas para que o seu propósito se cumpra em nossa vida; qual é esse propósito? Ser a cada dia mais parecido com Jesus (Rm 8.28-29). A cada dia estamos sendo transformado de gloria em glória (2 Co 3.18). 

g. Nosso Senhor foi um “homem de dores e experimentado nos sofrimentos” (Is 53.3). Portanto, a dor é o melhor meio para nos fazer mais parecidos com Jesus.

3. Rute e o Deus de Israel.

a. Rute declarou: “... O teu Deus é o meu Deus” (1.16). 

b. Esta seção de Rute é considerada um dos mais tocantes trechos da literatura. Rute renunciou a tudo quanto deveria considerar importante em Moabe e voluntariamente escolheu ir a Judá e lá começar uma vida inteiramente nova com sua sogra.

c. Essa escolha tem aspecto religioso além de cultural, conforme vemos nas palavras “o teu Deus é o meu Deus”.

d. Se Noemi fosse uma mulher mundana, sem o temor de Deus, Rute diria “o seu povo será o meu povo”. Mas Rute menciona o Deus de Noemi pelo simples fato da influencia que teve através do testemunho piedoso de Noemi, mesmo que no momento muito doloroso da sua vida:

“Pois nada glorifica mais a Deus do que mantermos nossa estabilidade e alegria, quando perdemos tudo, menos Deus.” 2 – John Piper

e. Em Deus é possível construirmos relacionamentos saudáveis com quem quer que seja -, até mesmo com sogra! (Risos...).

SÍNTESE DO TÓPICO II

Noemi e Rute com fé e trabalho superaram as crises.

III. FÉ E TRABALHO

1. Noemi e Rute chegam à terra do pão.

a. Quando Noemi e Rute chegaram à cidade, provocaram verdadeira sensação. A pergunta que as pessoas fizeram “não é esta Noemi?”, revela que até mesmo seu físico foi abalado devido aos sofrimentos que passara em Moabe.

b. Noemi e Elimeleque tinham partido com sua feliz família; agora a própria aparência de Noemi dava testemunho das dificuldades que experimentara. 

c. Voltar para a casa depois da morte de um ente querido é igualmente fazer-nos sentir nossa perda. Nosso lar parece vazio, o silêncio é escurecedor. De repente somos esmagados pela aflição, pela ausência. Nossos queridos é que fazem de nossa casa o lar.

d. Noemi significa agradável, enquanto que Mara significa amarga. Ao chegar, Noemi pede para ser não mais chamada pelo seu nome, mas de Mara, devido a todo o sofrimento que passou, pois acreditava que seu sofrimento vinha de Deus, como forma de punição. 

2. Rute ajuda Noemi.

a. Rute e Noemi chegaram a “Belém no princípio da sega da cevada”. A fome se acabara e o começo da colheita era boa ocasião para retornar ao lar.

b. Como Noemi era viúva e não tinha filhos, Rute tomou a responsabilidade do “arrimo de família” para si e foi para o campo apanhar espigas.  

c. Rute, que era uma mulher virtuosa (Pr 31), trabalhou até tarde para trazer o alimento para a sogra.

d. Além das espigas, Rute recolheu quase uma efa de cevada (cerca de vinte litros), o que daria para o sustento dela por cerca de cinco dias. 

e. Rute ainda compartilhou com Noemi o almoço que havia ganhado dos servos de Boaz (2.18).

f. Deus honrou o esforço de Rute; quando reconhecemos o Senhor em nosso caminho, trabalhando para servir o nosso próximo e sustentar a nossa família, Deus é glorificado e acrescenta o que precisamos (Sl 127.2).

3. Rute trabalha apanhando espigas.

a. Rute vai para um campo de cevada que pertencia a um parente de Elimeleque.

b. A necessidade de imediata era de comida. Era humilhante estarem reduzidas assim a tal pobreza, mas, porque era época de colheita, havia uma maneira de resolverem o problema por si mesmas.

c. De acordo com a lei mosaica os pobres tinham o direito de colher as espigas que caiam das mãos dos segadores (Lv 19.9; 23.22; cf 24.19).

d. Rute decidiu tirar vantagem dessa regulamentação, mas supôs que nem todos os proprietários receberiam bem aquelas pessoas em busca de alimento em suas terras, especialmente uma estrangeira. 

e. Nosso país vive uma crise econômica e muitos perderam o seu emprego por conta dela. Mas não podemos desistir. A Bíblia ordena para  lançarmos o nosso pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o encontraremos” (Ec 11.1).

f. Rute trabalhou arduamente; ela não orou pedindo direção de Deus para saber se aquele emprego era ou não de Deus, mas o honrou fazendo algo nobre para sustentar sua sogra viúva e sem filhos. Essa é a vontade de Deus (Fp 4.8). 

g. A decisão de Rute de apanhar espigas no campo levou-a a se tornar ancestral do rei Davi e do Messias.

h. Ainda que ninguém esteja vendo o seu trabalho, faça-o para a glória de Deus. É Deus quem é nosso verdadeiro patrão:

“Trabalhem bem; não o façam só para agradar aos patrões quando estes vos estão a ver, mas antes como trabalhando para Cristo, e como quem está a executar de coração a vontade de Deus; e sabendo também que cada um receberá do Senhor a recompensa por todo o bem que fizer, quer se trate de superior ou de subordinado. – Efésios 6:5-7

i. Deus trará a luz tudo o que foi feito e tudo o que está oculto, quer seja bom, quer seja mau (Ec 12.14). 

j. O trabalho de Rute chamou a atenção de Boaz; Rute demonstrou sua lealdade e beneficência para com sua sogra. Isso é nobreza!

l. Boaz notou a presença de uma estranha em seu campo. Sua aparência e roupas eram diferentes das outras moças que costumavam rebuscar atrás dos segadores. 

m. Boaz tratou Rute com muito respeito, pois era honrado! Homem de coração nobre. Sabia tratar seus funcionários, cuidava dos seus parentes e amava sua esposa. Rute, sem dúvidas, foi uma mulher favorecida por Deus.

n. Noemi, preocupada com o futuro de Rute, viu em Boaz a possibilidade de um casamento feliz  para Rute (Rt 3.1-2). Ela aconselha Rute a se arrumar e, quando Boaz estivesse deitado, ela descobriria seus pés e deitasse ao lado deles.

o. Sob circunstâncias normais isto seria interpretado como um ato e imoralidade. Contudo, a integridade de Rute e Boaz era tal que Noemi sentiu-se livre para sugeri-lo.
p. Boas entendeu o recado, mas conhecia a lei que dizia que a preferência de casamento era dada ao parente mais próximo. 

q. Boaz procurou, logo cedo, o seu parente (função que neste tipo de situação era chamado de resgatador); chamou dez testemunhas e expos a situação. O resgatador por direito abriu mão de Rute, e Boaz a toma para si.   

s. Boaz representa Cristo, e nós, Rute; o resgatador por direito abre mão de Rute para não por em risco a sua propriedade; nosso Senhor tornou-nos parte de sua herança e nos requereu como sua noiva.

t. Rute gerou Obede, Obede gerou Jessé, Jessé gerou Davi, do qual viria ser descendente do Messias.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Fé em Deus e trabalho são fundamentais para vencer as crises.

CONCLUSÃO

 I. Aprendemos verdades fundamentais que precisam ser lembradas nos tempos de crise:

1) Não importa quão difícil seja a situação, se entregarmo-nos ao Senhor e lhe obedecermos, ele nos ajudará,

2) Ninguém está fora do alcance da graça de Deus de forma que não possa ser salvo. Rute tinha tudo contra ela, mas o Senhor salvou-a!

3) Deus guia de forma providencial as pessoas que lhe obedecem e servem aos outros. Por causa da preocupação de Rute para com Noemi, Deus guiou-a e deu-lhe uma vida de felicidade.

4) Não há beneficio em ficar com raiva de Deus e culpá-lo por nossos erros. Deus usou Rute para acabar com o desespero de Noemi e introduzi-la em sua bênção.

5) Para Deus, não há “decisões pequenas”. A decisão de Rute de apanhar espigas no campo levou-a a se tornar ancestral do rei Davi e do Messias. Leia Salmos 37. 3-7 e veja como isso se cumpre na experiência de Rute.

6) É sábio esperar no Senhor e deixá-lo operar seus propósitos amorosos. “Aquele que crer não foge” (Is 28.16). Depois de fazermos tudo que pudermos, devemos confiar no Senhor para fazer o resto, e ele nunca nos faltará.


Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICT – J - dia 20/11/2016

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Notas e citações:
1 LEWIS, C. S. Anatomia de uma dor; p. 47
2 PIPER, John. O sorriso escondido de Deus; p. 52

Referências bibliográficas:
Escola Bíblica dominical. Rute, Deus trabalha pela família. 4º trimestre de 2016; CPAD; lição 8.
WARREN, W. Wiersbe. Comentário Bíblico AT. Santo André, SP; Central Gospel, 2009.
CARSON, D.A & FRANCE R.T & WENHAM, G. J. Comentário Bíblico Vida Nova. Editora Vida Nova, 2009. São Paulo, SP
PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular, 2010. São Paulo, SP