segunda-feira, 20 de novembro de 2017

VOCÊ NÃO É NEUTRO NESTA TRAMA

Por Fabio Campos

Texto base: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. – Efésios 6:11


A cada dia multiplicam-se os escarnecedores do povo de Deus. Homens soberbos, cujo fazem do ventre o seu deus, desfilam por aí com o colar da arrogância, e com violência desdenham de homens e mulheres que aprenderam com o Seu Senhor a serem mansos e humildes de coração.

Mas por trás disso tudo, entretanto, encontra-se aquele que cegou o entendimento de todo este pessoal, o Diabo. Pois é, ele existe sim. Não é sábio dar a ele a autoria de todo mal que nos acomete; pior ainda, todavia, é ignorar os seus ardis, planos e tramas. Somos o “espetáculo do mundo” (1 Co 4.9), ou seja, estamos em um palco sendo observados pelo o Senhor, por anjos, por principados, por potestades, e por todos os exércitos espirituais da maldade nas regiões celestiais (Ef 6.10-12). Quem é você nesta trama?

Pois bem.

Sabe aquele primeiro pensamento que lhe vem pela manhã sem que houvesse tempo suficiente para formulá-lo? Qual é a sua origem? Você já se pegou aflito, angustiado, mal humorado ou deprimido sem que haja uma causa aparente para isso? É aqui que a batalha é travada. A Bíblia diz para usarmos o “escudo da fé”, pois somente assim conseguiremos deter as flechas de fogo do maligno. Algo que me ajuda muito nesta questão é direcionar a Cristo o primeiro pensamento do dia e louvá-lo pelo o Seu amor para conosco.

Essas “regiões” celestiais não se encontram em um lugar distante; você não precisa se utilizar de uma nave espacial, como disse Francis Schaeffer, e ir voando durante gerações, produzindo a segunda geração de vôo, para que alcance o mundo sobrenatural. Tudo está muito próximo; é o diabo que anda como um leão ao derredor esperando as “brechas” para devorar alguém; são os anjos do Senhor que acampam ao redor daquele que teme a Deus ou que se alegram quando um pecador se arrepende na terra.

Bem-vindo, você não é neutro nesta trama. Você está agradando algum dos dois lados ainda que não acredite. Ainda, Schaeffer, diz:

“Na realidade, esse ensino não repousa só nesse versículo. Por exemplo, Paulo o menciona a Timóteo, que no sentido restrito nem é um apóstolo: “Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos...” (1 Tm 5.21). Timóteo está sozinho? Existe um momento em que Timóteo não esteja sendo observado? A resposta é: não. Deus observa; mas, também, os anjos observam. E isso não acontece só com Timóteo, mas com todos nós. É claro que esse é o sentido do livro de Jó. Jó não entendia que ele estava sendo observado, mas estava. Mais do que isso, mesmo não o sabendo, Jó estava desempenhando um papel na batalha das regiões celestes, quando a série de desastres lhe sobreveio. Não estava só sendo observado, mas havia um relacionamento de causa e efeito do visível com o mundo invisível. (...) O mundo sobrenatural não está lá longe, e nossa parte não é sem importância, porque somos observados; e mais do que isso, há uma relação de causa e efeito com a batalha real nas regiões celestes, fundamentada em nossa vida cristã.” 1

O principal intuito de satanás é oprimir e envergonhar os servos piedosos do Senhor. Dia e noite dardos inflamados são lançados para desestabilizá-los emocionalmente e espiritualmente. Não há como negar que ele é um ser poderoso, pois consigo arrastou uma terça parte dos anjos de Deus.

Se ele conseguiu através do seu discurso sedutor arrastar um terço dos anjos, o que ele poderá fazer conosco? Pois nós também já fomos ludibriados por sua astúcia. O mundo jaz nele. O fato que comprova isso é que todos os dias, em todos os lugares, milhares de pessoas vende sua alma para conquistar o mundo juntamente com suas riquezas.

Os conselhos dos ímpios têm se aperfeiçoado no decorrer da história. Veja a mídia e como ela habilidosamente vende o engano. Chamam mal de bem e bem de mal. Exalta aquele que é articulado na maldade, mas humilha e despreza o homem que é perseverante na sua bondade. Coloca uma coroa na cabeça do Diabo, mas cospe no rosto de Cristo.

Nosso inimigo se transforma em anjo de luz, mas na verdade trata-se de um leão mau e faminto, que se encontra em nosso derredor, buscando alguma falha para fisgar mais uma presa.

Ele não deseja tirar de nós os nossos bens, saúde, emprego, cargos; a única coisa que ele deseja e empreende-se para que isto ocorra é roubar a nossa fé; pois é somente ela que nos faz vencedor neste mundo tenebroso. Tudo pode estar indo bem desde que sua fé vai mal. A perda das demais coisas – conforme citei -, vem quando o plano é bem-sucedido.

Posto isso, o que diremos? Se Deus é por nós, quem será contra nós? O Senhor é alto refrigério para o oprimido; refúgio nas horas de tribulação. Deus faz com que todas as coisas contribuam juntamente para o bem daqueles que O amam. Pois sofrer segundo a vontade de Deus, é encomendar, pela prática do bem, a alma ao fiel criador.

Com efeito, importa que o justo passe por diversas aflições, mas o Senhor o livra de todas. Todos aqueles que confiam em Deus são amparados por sua misericórdia; e todo aquele que O busca de todo o coração, encontra-O.

De momento o homem piedoso pode estar sendo zombado pelo Diabo, mas não está esquecido por Deus. A caminhada cristã só é difícil para quem a leva a sério, porém sua esperança jamais será frustrada.

Em tempo oportuno o Senhor virá em resgate dos que são Seus. Aquele que se encontra fraco sairá fortalecido. O soberbo que pensa estar no controle do seu amanhã, de súbito, terá medo quando a vida lhe mostrar a primeira careta da realidade.

Mas nós que esperemos no Senhor, mesmo em meio à açoites, teremos a nossa força renovada, pois o Senhor dos exércitos é quem luta a nossa batalha.

O guarda de Sião virá em nosso socorro, e zombará dos zombadores do povo de Deus; em breve o Senhor Jesus Cristo esmagará a cabeça de Satanás, o acusador dos irmãos, debaixo de nossos pés.

Certamente, Deus está conosco; Ele está com a linhagem do justo. Não estamos atuando sozinho nesta trama; pelo contrário, mais são os que estão conosco do que os que estão com eles; maior é o que está em nós do que o que está no mundo.

Meu coração ouviu tua voz dizer: “Venha e entre na minha presença”, e meu coração respondeu: “Senhor, eu irei!” — Sl 27.8 (NVT)

Aleluia!


Em Cristo Jesus, considere esta reflexão e arrazoe isto em seu coração.


Soli Deo Gloria!
  
Fabio Campos

“A folha branca é o meu púlpito principal.”

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1 Verdadeira Espiritualidade; SCHAEFFER, Francis, Cultura Cristã; p. 98-99


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A SALVAÇÃO PELA GRAÇA

Escola Bíblica Dominical – 12 de novembro de 2017 | Lição 7

Texto Áureo: Rm 5.18     

Muitos comentaristas ressaltam corretamente que “justificação” é aquilo que o crente possui no presente (o aspecto “já”), enquanto “vida” é a eterna que aguarda a consumação escatológica (o aspecto “ainda não”). (o ser humano é o chassi que empenou).

Verdade prática: A nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.

Leitura bíblica em classe: Romanos 5.6-10,15,17,18,20; 11.6

REFLEXÃO E OBJETIVO DA LIÇÃO:

I- Explicar o propósito da Lei e da graça;
II- Discutir a respeito do favor imerecido de Deus;
III- Salientar para o escândalo da graça.

INTRODUÇÃO:

a. A Lei no Antigo Testamento tem a função de instruir e ensinar ao povo o que Deus estabeleceu aos israelitas a fim de eles terem um convívio próspero, pacífico e harmonioso na terra de Canaã.

b. A questão, contudo, foi que o homem não conseguiu cumprir a lei de Deus. Nenhum sequer foi bom suficiente para satisfazer as demandas prescritas, verdade essa comprovada pela morte que atingiu toda a criação:

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” – Romanos 5.12

c. Alguém tinha que cumprir este lado do pacto, para que fôssemos absolvidos da pena da lei. Cristo foi único que cumpriu as justas exigências, e não somente isto: Ele tomou sobre Si a maldição na qual a lei enquadra os transgressores:

“Porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:3,4 (NVI)

I. LEI E GRAÇA

1. O propósito da lei.

a. A Lei tem o propósito espiritual de mostrar quão terrível é o pecado – “pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Rm 3.20) -, bem como o propósito concreto de preservar o povo de Israel do pecado. Mais tarde, a Lei também revelaria quão grande é a necessidade do ser humano, pela graça, obter a salvação, pois era impossível cumprir plenamente a Lei de Deus no Antigo Testamento (Rm 7.19; Tg 2.10).

b. A lei foi entregue para mostrar ao homem justamente a sua total incapacidade de observá-la.

“Pois ninguém será declarado justo diante de Deus por fazer o que a lei ordena. A lei simplesmente mostra quanto somos pecadores.” – Romanos 3.20 (NVT)

“Qual era, então, o propósito da lei? Ela foi acrescentada à promessa para mostrar às pessoas seus pecados.” – Gálatas 3.19 (NVT)

c. A lei foi entregue por causa da transgressão (Rm 5.13). Acerca disso, Martinho Lutero diz que “a lei não ensina o que os homens podem fazer, mas o que os homens devem fazer”.

d. Entretanto, sob o ponto de vista dos aspectos morais da Lei, há princípios que continuam vigorando até os dias atuais. Esses princípios, conforme resumidos no Decálogo – os Dez Mandamentos -, representam nossas obrigações éticas para com Deus e com o próximo (Êx 20.1-17).

e. Sobre isso, Lutero diz que, “a lei me leva até Cristo; Cristo me justifica e me leva até a lei”.

f. O critério aqui não é salvação por mérito, mas o “novo e vivo caminho” proposto por Deus (esforço).

g. A lei é uma dádiva de Deus, pois ela é a luz para caminharmos seguramente neste mundo de trevas. 

2. A Lei nos conduziu a Cristo.

a.  A Lei foi uma espécie de guia para encontrarmos a Cristo por meio da graça (Gl 3.24). Ela nos convence, pela impossibilidade de ser cumprida, de que não podemos alcançar a salvação sem Cristo. Desse modo, quando a Lei se faz a própria justiça do homem, como mérito dele, ela se torna depreciativa, impossibilitando o ser humano de alcançar a salvação que só é possível mediante o evangelho da graça de Deus (Ef 2.8).

b. A lei ensina e fala sobre o nosso dever, mas ela não nos capacita à cumpri-la. É aqui que entra o evangelho, a boa notícia, que só pode ser boa se a má notícia for anunciada (por meio da lei) primeiramente.  

c. Quando é revelado este mistério ao homem, o véu é removido, e Cristo converte os corações dos pecadores.

3. A graça revela que a Lei é imperfeita.

a. Paulo constata a superioridade do Espírito em relação à Lei (Gl 5.18) e, que por isso, morremos para a Lei (Rm 7.4; Gl 2.19). Assim, o escritor aos Hebreus revela que a Lei é imperfeita (Hb 8.6,7,13) e o apóstolo João afirma que foi Cristo quem trouxe a graça e a verdade (Jo 1.17). Sim, a graça é superior à lei! Logo, segundo as Escrituras, só existe a Lei por causa do pecado e para apontá-lo: “Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei” (Rm 7.7).

b. O comentarista da revista errou ao afirmar que a “lei é imperfeita”. A Bíblia diz justamente o contrário:

“A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes.” –  Salmos 19:7
“De fato a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.” – Romanos 7:12

c. Jesus diz que a “Escritura não pode falhar” (Jo 10.35), e que não passará da lei um só i ou um só til, sem que tudo se cumpra (Mt 5:18).

d. Ou seja, não é a lei que é imperfeita, somos nós o problema; a lei (em parte) se tornou antiquada não por causa do seu conteúdo, pois ela apenas mostrava a nossa pecaminosidade, mas porque Cristo a cumpriu, e hoje nós não estamos sob sua condenação.

SÍNTESE DO TÓPICO I          
                                               
Lei e graça: a justiça e a misericórdia de Deus.

II. O FAVOR IMERECIDO DE DEUS

1. Superabundante graça.

a. Não há pecador, por pior que seja, que não possa ser alcançado pela graça divina, pois onde abundou o pecado, que foi exposto pela Lei, superabundou a graça de Deus (Rm 5.20). Por meio da compreensão dessa maravilhosa graça, o apóstolo João escreveu: “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2.1).

b. Ou seja, a graça do segundo Adão é maior que o pecado do primeiro Adão. Com efeito, a graça é maior do que o pecado.

2. Fé e graça.

a. A graça opera mediante a fé no sacrifício vicário de Cristo Jesus. Ambas, fé e graça, atuam juntamente na obra de salvação: a graça, o presente imerecido de Deus; a fé, a contrapartida humana à obra de Cristo. Nesse sentido, não é a fé que opera a salvação, mas a graça de Deus que atua mediante a fé do crente no Filho de Deus (Rm 3.28; 5.2; Fp 3.9).

b. A fonte da justificação é Deus e sua graça; o fundamento da justificação é Cristo e sua cruz; mas o meio e o instrumento da justificação é a fé (3.22, 25, 26, 28).

c. Somos justificados não por causa da fé, mas por meio da fé. A fé não é a base da justificação, mas seu instrumento. Somos justificados pela obra de Cristo na cruz, mas recebemos os benefícios dessa obra por meio da fé.

“O valor da fé não reside nela mesma, mas inteiramente e exclusivamente em seu objeto, a saber, Jesus Cristo, e este crucificado.” – John Stott

3. A graça não é salvo conduto para pecar

a. Segundo o ensino das Sagradas Escrituras, a graça jamais pode ser vista como um salvo conduto para a prática do pecado ou da libertinagem (Gl 5.13). Pelo contrário, a graça de Deus nos convoca à obediência ao doador da graça, pois quando se ama fazemos de tudo para agradar a pessoa amada. Por isso, o amor de Cristo nos “constrange” (2 Co 5.14) a fazer algo que agrade ao Pai (1Ts 4.1).

b. O comentarista F. F. Bruce diz que, “toda a teologia se resume na graça. Toda a ética cristã surge da gratidão”.

c. A graça de Deus nos move a sermos produtivos na obra do Senhor. É a partir dela que todas as esferas da nossa vida são afetadas. Não importa onde você esteja – ou o que faça – alguém que foi perdoado por Cristo, muito ama, e este faz tudo por amor a Jesus, para a glória de Deus de Pai.

d. A Cruz é ao mesmo tempo símbolo de nossa salvação e padrão da nossa vida.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Graça, o favor imerecido de Deus.

III. O ESCÂNDALO DA GRAÇA

1. Seria a graça injusta?

a. Se comparada com a humana, a justiça divina é imensamente perdoadora. Logo, sob a ótica humana, a graça se torna injusta. Por esse motivo, a graça é considerada um escândalo (Cl 2.14; Ef 2.8,9). Pelo fato de não haver merecimento por parte do recebedor, o apóstolo enfatiza a impossibilidade de a graça e a lei “andarem juntas”, pois ambas são excludentes.

b. O difícil é fazer o simples. A tendência da nossa natureza, por seu orgulho, é tentar, de alguma forma, “fazer-se merecer esta graça”.

“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” – 2 Coríntios 11:3

c. Warren Wiersbe diz que, “Deus deu a lei por intermédio de Moisés não para substituir sua graça, mas para revelar a necessidade do ser humano de receber essa graça. A lei é temporária, mas a graça é eterna”.

d. Há uma sedutora tentação de desprezarmos esta maravilhosa graça, como aconteceu com os gálatas, que tendo começado pelo Espírito, queriam terminar pela carne, isto é, em seus próprios esforços (Gl 3.3).

2. A divina graça incompreendida.

a. Nos dias do apóstolo Paulo, muitos não compreenderam seus ensinamentos sobre a graça de Deus (2 Pe 3.15,16). Por isso, ao longo da história da Igreja, dois extremos estiveram presentes acerca da compreensão da graça:

(1) Liberdade total para pecar (Rm 6.1,2).
(2) A impossibilidade de receber tão valioso presente (Gl 5.4,5)

b. A graça incomoda os legalistas. Uma vida libertina é uma afronta a graça de Deus.

c. Brennan Manning, em seu livro “A Assinatura de Jesus”, diz:

“A graça barata é a graça sem a cruz, um assentimento intelectual à empoeirada casa de penhores de crenças doutrinárias ao mesmo tempo em que se é levado sem direção pelos valores culturais da sociedade”. (Mundo Cristão, p. 108)

3. Se deixar presentear pela graça.

a. Humanamente é impossível ao crente, alcançado pela graça, retribuir a Deus tão grande salvação. Se fosse possível, já não seria graça, favor imerecido; mas mérito pessoal que tiraria de Deus a autoria divina da salvação. Em nosso relacionamento com Ele, quem tem mérito é seu Filho, Jesus Cristo (Fp 2.9-11). Assim, os que compreendem o favor inefável de Deus, mediante sua graça, devem deixar-se presentear por ela. Quem compreende o que significa ser justificado por Deus se permite “embalar nos braços de amor e de perdão” do Pai. Para os filhos de Deus, cônscios do valor da graça do Pai, tudo é presente, tudo é dádiva, tudo é favor imerecido! Portanto, deixe-se presentear pela graça de Deus!

b. Alguém já disse: “Mais agradável para mim (Jesus) do que todas as suas orações, sacrifícios e boas palavras é que você creia que eu o amo”.

c. Falar do amor de Deus, é uma coisa; saber que é amado, é outra.

Se fizéssemos a seguinte pergunta a João: "Qual é sua identidade primordial, sua percepção mais coerente a respeito de si"?, ele não responderia: "Sou discípulo, apóstolo, evangelista", mas: "Sou aquele a quem Jesus ama".  — Brennan Manning, O Impostor que vive em mim

SÍNTESE DO TÓPICO III

Não somos merecedores da graça divina.

CONCLUSÃO

1. A pena da lei ainda paira sobre aquele que vive por meio dela, isto é, que confia na sua justiça (boas obras) em detrimento da obra perfeita de Cristo.

2. Porém, pela lei ninguém será justificado; pois pela graça fomos salvos, mediante a fé; isso não veio de nós; é dom de Deus; não das nossas obras, para que ninguém se glorie diante de Deus.

3. Esta tão grande salvação nos encaminha para que andemos nas boas-obras; não por medo, mas por amor; não para sermos salvos, mas porque já somos salvos.

Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

Aula ministrada na ICT – J - dia 12/11/2017

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Bibliografias:

Escola Bíblica dominical. A obra da salvação. 4º trimestre de 2017; CPAD; lição 07.
PATE, C. Marvin. Série Comentário Expositivo Romanos. São Paulo, SP; Vida Nova, 2015.
LOPES, Hernandes Dias. Romanos, o Evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP; Hagnos, 2015.
MANNING, Brennan. A assinatura de Jesus. São Paulo, SP; Mundo Cristão, 2006.
LUTERO, Martinho. Nascido Escravo. São José dos Campos, SP; Editora Fiel, 2009.
MANNING, Brennan. O impostor que vive em mim. São Paulo, SP; Mundo Cristão.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O CRISTÃO, OS PETS E OS CHATOS

Por Fabio Campos

Texto base: “... mas o pobre nada tinha, senão uma cordeirinha que havia comprado. Ele a criou, e ela cresceu com ele e com seus filhos. Ela comia junto dele, bebia do seu copo e até dormia em seus braços. Era como uma filha para ele. –  2 Samuel 12:3 (NVI)


O escritor britânico C. S. Lewis, se correspondendo com uma senhora americana, ao saber que ela estava triste por causa de uma doença que havia acometido o seu bicho de estimação, disse que “jamais riria de alguém que estivesse sofrendo por causa de um animal querido”, completando o raciocínio (e aqui ele foi cirúrgico), “acho que Deus quer que amemos mais a Ele, não que amemos menos as criaturas (até mesmo os animais).”

Muita gente entende que para amar as pessoas não se pode ter um afeto caloroso pelos animais. De fato, há os exageros, e eu não concordo com eles, ou seja, quando os animais são tidos seres maiores em dignidade do que o homem, criado a imagem e semelhança de Deus (não parece, mas foi sim! Risos...)

Nós temos uma cachorrinha; com poucas horas da sua chegada, ela conquistou o nosso coração. Seu nome é Polly Plummer (referencia a uma das personagens das Crônicas de Nárnia).

Ainda não temos filhos (por razões que só Deus sabe). Por vezes, inconscientemente, chamamos Polly de filha. Mas também a chamamos de “demônio da Tasmânia” (que o diga o falecido Digory – outro habitante de Nárnia, amigo de Polly – ursinho que a demos logo quando ela chegou). Hoje, Digory, jaz!

A questão, no entanto, é que eu não chamaria (nem de brincadeira) um filho de demônio da Tasmânia. Falo isso porque os “chatos” são meticulosos (só com os outros) e gostam das coisas bem explicadinhas, isto é, em seus mííínimos detalhes.

Certamente você, caro leitor, percebeu que eu e minha esposa amamos muito o nosso bichinho. O que deve ficar claro, porém, mesmo chamando-a de “filha”, é que jamais um animal tomará o lugar dos nossos filhos. A “paparicação” deve ter certo limite. Gente é gente e animal é animal. Até mesmo os animais não gostam de ser tratados como filhos. Ponha ele na frente de um vídeo-game e deixe a porta da rua aberta; logo você sairá que nem um doido em resgate do fujão.

Mas os chatos existem! (são um ponto fora da curva!)

Não gostam nem de gente e muito menos de animais. Se aborrecem rápido quando contemplam alguém cuidando do seu rebanho com amor e carinho. Ai daquele que, mesmo sem querer, chamar o seu bichinho de filho. Eu gostaria muito que estes senhores e senhoras estivessem presentes no momento em que o profeta Natã contou aquela historinha a Davi para confrontá-lo no seu pecado (2 Sm 11 – 12).

Na ilustração do profeta, o pobre tinha apenas uma única cordeirinha. Era o xodó da família. Comia, bebia e dormia junto dele e dos filhos. Com efeito, “era como uma filha para ele” (2 Sm 12:3). Como filha? Este homem nunca substituiu cachorros por filhos, mas o amor por sua cordeirinha era tão grande a ponto dela ter parte dos privilégios que seus próprios filhos tinham (comer, beber e dormir na cama).

O mínimo que se espera de alguém convertido é que ele trate bem os seus animais; o ímpio, porém, não tem misericórdia, pois os trata com crueldade (Pr 12.10). Quando alguém se converte a Cristo, até mesmo os bichanos se alegram: não serão mais chutados por seus donos, os “Balaão” da vida (Nm 22.25), e nem estarão mais no plano para o churrasco de domingo.

Os chatos e implicantes parecem não gostar muito de que pessoas de bem tratem o seu cachorrinho com enternecido afago. Aqueles que trataram os seus animais como eles devem ser tratados, se levantarão no dia do juízo contra aqueles que condenaram tal atitude, mas que, negligenciaram (amor, afeto, educação e proteção) os seus filhos.

Há muitas coisas que nos assemelha aos animais, mas o fato de termos sido feitos a imagem e semelhança de Deus nos trouxe o privilégio (e obrigação) de cuidar muito bem dos pets (como fazia o pobre da historia do profeta Natã); enquanto que, os pets, não criados a imagem e semelhança de Deus, jamais poderão ter um “afeto por nós” como nós devemos ter por eles (apesar de que alguns deles, por tão carinhosos que são me faz duvidar disto que eu disse!).

Portanto, quando um chato implicar com você que ama e trata bem os seus animais, antes de dar ouvidos, procure saber como ele trata a esposa e os filhos. Não tenho dúvida de que haverá mais surpresas negativas do que positivas. Infelizmente!


Em Cristo Jesus, considere esta reflexão e arrazoe isto em seu coração.

Soli Deo Gloria!
Fabio Campos

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